Neste artigo, sustenta-se uma nova interpretação do que são, os objetos externos, para Hume. Defende-se que há um critério, a espacialidade, com o qual o filósofo empreende uma crítica da noção comum de corpo, distinguindo as qualidades compatíveis com a ideia de espaço daquelas que não são. Desta crítica da opinião comum, emerge a noção filosófica de corpo sustentada por Hume, isto é, a de que os corpos, ou objetos externos, são os objetos da visão ou do tato, aos quais se deve atribuir, além da cor ou da solidez, todas as qualidades descobertas através da experimentação, excluindo-se, porém, todas as qualidades incompatíveis com a noção de espaço.
Palavras-chave:
Objetos externos; Espacialidade; Fenomenalismo