Neste artigo, compartilhamos e problematizamos uma experiência de educação em língua inglesa como um espaço de existência, desenvolvida em uma turma de 4º ano do curso de Letras: Inglês da Universidade Federal de Rondonópolis. Partimos da compreensão da sala de aula como espaço poderoso de constituição de existências por meio da educação linguística e entrelaçamos três perspectivas praxiológicas: a pedagogia da existência de Albán (2013), que envolve emoção, criatividade e expressão sem ataduras; os letramentos de reexistência de Souza (2011; 2016), que defende a ideia de que reexistir é criar novas formas de existência coerentes com nossa história em constante construção; e o diário de Jesus (2014), que materializa uma nova maneira de existir, rompendo com o inferno em que a colonialidade do poder, do ser e do saber mantém as/os condenadas/os (Maldonado-Torres, 2018). A pesquisa de sala de aula aqui narrada, que acreditamos estar comprometida com “as lutas pela vida” (Guerrero Arias, 2012), consistiu em, juntamente com as professoras licenciandas, construir a compreensão da existência de Carolina Maria de Jesus e discutir a escrita criativa como forma de testemunhar fatos (Hoffler, 2020). Esse processo resultou em textos sobre eventos conflituosos que fizeram com que as licenciadas existissem de outra forma em sala de aula e exigiram da professora uma forma outra de olhar para tais textos.
Palavras-chave:
educação linguística; ensino de língua inglesa; pedagogia da existência; colonialidade/decolonialidade.
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Fonte: arquivo das autoras
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