Open-access Metodologias de inquéritos populacionais referentes às violências em áreas rurais: revisão de escopo

RESUMO

Objetivo:  Examinar os métodos empregados em inquéritos populacionais referentes à epidemiologia das violências contra pessoas residentes em áreas rurais.

Método:  Revisão de escopo, conduzida segundo o método JBI e relatada conforme o PRISMA-ScR. O protocolo foi registrado no OSF em agosto de 2022 (DOI https://doi.org/10.17605/OSF.IO/WG6PU). As buscas ocorreram de julho a setembro de 2022, com atualização em 27 de abril de 2025, por meio do mapeamento de palavras-chave e termos controlados, guiado pelo acrônimo População, Conceito e Contexto. As fontes de dados incluíram MEDLINE, Web of Science, LILACS, Scopus, EMBASE, CINAHL, Cochrane Library, literatura cinzenta e estudos não publicados. Dois revisores independentes realizaram a seleção dos estudos.

Resultados:  Foram incluídos 110 estudos: 89,09% (n = 98) com delineamento transversal; 46,36% (n = 51) com adultos; e 56,36% (n = 62) com pessoas do sexo feminino. Em 37,27% (n = 41) dos estudos, não foi descrita a técnica de amostragem; 59,09% (n = 65) utilizaram questionários; e 69,09% (n = 76) realizaram análise estatística descritiva e inferencial.

Conclusão:  Observou-se heterogeneidade quanto aos instrumentos, amostragem e delineamentos metodológicos dos inquéritos.

DESCRITORES
Violência; Saúde da População Rural; Inquéritos e Questionários; Revisão de Escopo

ABSTRACT

Objetive:  To examine the methods used in population surveys concerning the epidemiology of violence against people living in rural areas.

Method:  Scoping review, conducted using the JBI method and reported according to PRISMA-ScR. The protocol was registered with OSF in August 2022 (DOI https://doi.org/10.17605/OSF.IO/WG6PU). The searches took place from July to September 2022, with an update on April 27, 2025, through keywords and controlled terms mapping, guided by the acronym Population, Concept and Context. The data sources included MEDLINE, Web of Science, LILACS, Scopus, EMBASE, CINAHL, Cochrane Library, grey literature, and unpublished studies. Two independent reviewers selected the studies.

Results:  One hundred and ten studies were included: 89.09% (n = 98) with a cross-sectional design; 46.36% (n = 51) with adults; and 56.36% (n = 62) with women. In 37.27% (n = 41) of the studies, the sampling technique was not described; 59.09% (n = 65) used questionnaires; and 69.09% (n = 76) performed descriptive and inferential statistical analysis.

Conclusion:  Heterogeneity was observed regarding the instruments, sampling, and methodological designs of the surveys.

DESCRIPTORS
Violence; Rural Health; Surveys and Questionnaires; Scoping Review

RESUMEN

Objetivo:  Examinar los métodos empleados en las encuestas poblacionales sobre la epidemiología de la violencia contra las personas que viven en zonas rurales.

Método:  Revisión de alcance, realizada según el método JBI y reportada según PRISMA-ScR. El protocolo se registró en OSF en agosto de 2022 (DOI https://doi.org/10.17605/OSF.IO/WG6PU). Las búsquedas se realizaron de julio a septiembre de 2022, con una actualización el 27 de abril de 2025, mediante el mapeo de palabras clave y términos controlados, guiado por el acrónimo Población, Concepto y Contexto. Las fuentes de datos incluyeron MEDLINE, Web of Science, LILACS, Scopus, EMBASE, CINAHL, Cochrane Library, literatura gris y estudios no publicados. Dos revisores independientes realizaron la selección de los estudios.

Resultados:  Se incluyeron 110 estudios: el 89.09% (n = 98) con diseño transversal; el 46.36% (n = 51) con adultos; y el 56.36% (n = 62) con mujeres. En el 37,27% (n = 41) de los estudios no se describió la técnica de muestreo; el 59,09% (n = 65) utilizó cuestionarios; y el 69,09% (n = 76) realizó análisis estadísticos descriptivos e inferenciales.

Conclusión:  Se observó heterogeneidad en cuanto a los instrumentos, el muestreo y los diseños metodológicos de las encuestas.

DESCRIPTORES
Violência; Salud Rural; Encuestas y Cuestionarios; Revisión de Alcance

INTRODUÇÃO

A violência constitui um grave problema de saúde global, que demanda esforços intersetoriais e recursos individuais e institucionais, frequentemente limitados para seu enfrentamento efetivo(1). Estatisticamente, trata-se de um fenômeno de difícil mensuração, dada a sua complexidade, invisibilidade social e subnotificação(1,2). A Organização Mundial da Saúde define violência como o uso intencional da força ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio ou outros, que resulte ou possa resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação(3).

No contexto rural, a violência assume contornos ainda mais complexos devido à distância geográfica em relação às cidades, à ausência de transportes públicos, às barreiras de acesso aos serviços de saúde, à precariedade da infraestrutura e à falta de insumos(4). Pessoas residentes nessas áreas enfrentam múltiplas formas de violência – física, psicológica, sexual e financeira – perpetradas por familiares, colegas, membros da comunidade e, por vezes, profissionais de saúde(3-7). Embora também ocorra em áreas urbanas, a subnotificação é particularmente elevada no meio rural, pelas dificuldades de acesso a serviços protetivos e fatores socioculturais que naturalizam a violência(1). Esses obstáculos aumentam a vulnerabilidade da população rural, reforçando a invisibilidade do fenômeno(4).

Os inquéritos populacionais são instrumentos essenciais para a mensuração epidemiológica da violência, permitindo estimar prevalências, mapear fatores associados e subsidiar políticas públicas de prevenção e enfrentamento. Esses estudos oferecem informações sobre os tipos de violência, fatores de risco, consequências e impactos em diferentes contextos sociais, sendo fundamentais para compreender a dimensão do problema(8,9). Importantes inquéritos nacionais, como a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS)(9), incluem a área rural em suas amostragens; contudo, raramente exploram em profundidade os desfechos em saúde e as particularidades da coleta de dados em contextos rurais no tocante à violência.

Apesar da relevância dos inquéritos, faltam sistematizações que examinem de forma abrangente os métodos empregados em inquéritos populacionais voltados à mensuração da violência em áreas rurais. Essa lacuna compromete a comparabilidade dos dados, limita o fortalecimento da base de evidências e dificulta o planejamento de ações intersetoriais e o monitoramento de políticas de equidade. Estudos de base populacional permanecem dispersos, metodologicamente heterogêneos e, muitas vezes, inadequados para captar as singularidades territoriais, culturais e de acesso da população que reside fora dos centros urbanos. Assim, os inquéritos populacionais são centrais para suprir essa carência, ao coletarem informações diretamente dos moradores, abordando diferentes formas de violência(9,10), revelando padrões de violência frequentemente negligenciados em políticas públicas e na alocação de recursos para prevenção e mitigação do fenômeno(8,9).

Tendo em vista o exposto, este estudo visa orientar a escolha de métodos mais adequados para a condução de inquéritos populacionais sobre violências em áreas rurais, com foco em técnicas de coleta e análise de dados que considerem variáveis sociodemográficas, culturais, econômicas e outros marcadores sociais. Dessa forma, esta revisão de escopo teve como objetivo examinar os métodos empregados em inquéritos populacionais referentes à epidemiologia das violências contra pessoas residentes em áreas rurais.

MÉTODO

Tipo de Estudo

Trata-se de uma scoping review conduzida de acordo com o método do JBI e relatada segundo as diretrizes do Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR)(11,12). O JBI é uma instituição internacional dedicada à síntese, transferência e implementação de evidências em saúde, reconhecida pelo rigor e atualização de seus delineamentos para revisões sistemáticas e de escopo. Assim, a escolha por esse referencial justifica-se pela solidez metodológica que confere à revisão(11). Cabe destacar que o foco desta revisão recai sobre as estratégias metodológicas empregadas em inquéritos populacionais, sem adentrar na categorização dos tipos de violência abordados, por se tratar de um eixo analítico distinto.

Para seu desenvolvimento, seguiram-se as etapas: definição do objetivo, questão de revisão e critérios de seleção; planejamento e execução da estratégia de busca; seleção e extração dos dados; análise e apresentação dos dados; e sumarização das evidências mapeadas em consoância com o objetivo da revisão(11).

Inicialmente consultaram-se Open Science Framework (OSF), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Cochrane Database of Systematic Reviews, PROSPERO (International prospective register of systematic reviews) e JBI Evidence Synthesis, não tendo sido identificadas revisões de escopo publicadas ou em andamento sobre inquéritos populacionais relativos à epidemiologia das violências no contexto rural. Diante disso, o protocolo de revisão foi elaborado e registrado publicamente no OSF em 20 agosto de 2022 (DOI https://doi.org/10.17605/OSF.IO/WG6PU).

Identificação da Questão de Revisão

A questão de revisão foi estruturada com base no acrônimo PCC (População, Conceito e Contexto)(11) sendo: P- pessoas em situação de violência; C- métodos de inquéritos de base populacional; e C- áreas rurais. A partir dessa combinação mnemônica, formulou-se a questão: Quais os métodos empregados em inquéritos populacionais referentes à epidemiologia das violências contra pessoas residentes em áreas rurais?

Critérios de Seleção

Os critérios de inclusão e exclusão foram definidos conforme os elementos do acrônimo PCC. População (P): estudos com crianças, adolescentes, adultos e idosos em situação de violência, sem nenhuma restrição quanto à religião, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência ou outros marcadores sociais. Adotaram-se as seguintes faixas etárias: crianças (até 12 anos de idade incompletos); adolescentes (12 anos completos até 18 anos incompletos); adultos (19 anos completos até 59 anos); e idosos (60 anos ou mais)(5). Foram excluídos estudos centrados nas consequências da violência para a saúde, por abordarem desfechos clínicos e não aspectos metodológicos, o que não corresponde ao objetivo desta revisão. Conceito (C): estudos com métodos de inquéritos populacionais. Contexto (C): estudos que abordassem a área rural. Excluíram-se estudos que analisassem dados de áreas urbanas e rurais de forma conjunta.

Foram incluídos artigos de estudos experimentais e quase experimentais (ensaios clínicos controlados randomizados e não randomizados; estudos do tipo antes e depois; séries temporais); estudos observacionais analíticos (estudos de coortes prospectivos e retrospectivos, caso-controle, transversais analíticos); desenhos de pesquisa documental (como análise de prontuários); estudos observacionais descritivos (séries de casos, relatos de casos individuais e transversais descritivos); além de literatura cinzenta (dissertações, teses, monografias); disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol. Excluíram-se estudos qualitativos, de métodos mistos, de criação ou validação de instrumentos, estudos de intervenção, notas prévias, estudos de revisão, protocolos de pesquisa e editoriais. Não foram aplicadas restrições quanto ao período de publicação.

Estratégias de Busca

O JBI recomenda a utilização de uma estratégia de busca em três etapas, com o objetivo de recuperar estudos elegíveis, publicados e não publicados(11). As buscas bibliográficas foram realizadas com a colaboração de uma bibliotecária especializada na recuperação da informação em saúde e certificada pelo JBI, que conduziu o mapeamento das palavras-chave e dos termos padronizados nos vocabulários controlados: Descritores em Ciências da Saúde (DECS), via Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS); Medical Subject Healding (MESH) por meio do Pubmed; e Emtree (Embase subject headings), da base de dados EMBASE (Elsevier). Na primeira etapa, realizou- se uma busca inicial combinando palavras-chave e descritores nos títulos de assuntos médicos no MEDLINE via PubMed e no Portal da BVS, para mapear os termos relevantes. Em seguida, procedeu-se à análise dos títulos e resumos dos artigos recuperados, a fim de levantar palavras-chave e termos de índice comumente utilizados.

Na segunda etapa, foram incluídos termos adicionais extraídos dos títulos, resumos e descritores (MeSH/DeCS/Emtree) dos artigos, que foram aplicados nos campos título, resumo e assunto (Subject Headings, Mesh Terms, Emtree Terms, Keywords), permitindo a formulação de uma estratégia de busca final, aplicada na PubMed em setembro de 2022 (Quadro 1). Essa estratégia foi posteriormente adaptada às demais fontes de informação incluídas. As estratégias completas de todas as fontes e os arquivos de extração estão disponíveis publicamente no SciELO Data (https://doi.org/10.48331/SCIELODATA.MU1AB9), garantindo transparência e reprodutibilidade. Na terceira etapa, as listas de referências dos estudos incluídos foram examinadas de acordo com os critérios de elegibilidade, com o intuito de localizar outros estudos potencialmente relevantes para a revisão.

Quadro 1
Estratégia de busca no Pubmed aplicada em 23 de setembro de 2022 – Palmeira das Missões, RS, Brasil, 2023.

As fontes de dados pesquisadas incluíram: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed), Web of Science Core Collection/Clarivate Analytics, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS/BVS), SciVerse Scopus/Elsevier, EMBASE/Elsevier, Cumulative Index to Nursing and Allied Health (CINAHL/EBSCO), Cochrane Library/Wiley. As fontes de estudos não publicados e literatura cinzenta abrangeram: DART-E, EthoS, Open Access Theses and Dissertations (OATD), Open Grey, Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD), ProQuest Dissertations & Theses Global (PQDT) e Banco de Teses da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A busca manual de referências foi realizada por meio do Google Scholar. As buscas bibliográficas foram realizadas de julho a setembro de 2022 e atualizadas em 27 de abril de 2025, reaplicando a estratégia adaptada a cada base.

Seleção das Fontes de Evidência

Após a busca dos estudos nas fontes de dados, todos os registros identificados foram exportados para o gerenciador de referências Endnote e, após a remoção de duplicatas, importados no software Rayyan. Em seguida, dois revisores independentes realizaram a triagem mediante leitura de títulos/resumos em modo cego (Blind ON/OFF). Nos casos em que houve divergência, um terceiro revisor foi contatado.

A seleção foi precedida por teste piloto de 25 títulos/resumos por revisor. Após discussão da equipe e atingido o consenso de 75%, deu-se continuidade à seleção(13). Para garantir a fidedignidade do processo, foi desenvolvido um checklist com critérios de elegibilidade. Os conflitos entre as revisoras foram dirimidos pela terceira avaliadora e, quando necessário, realizou-se contato via e-mail com os autores dos estudos primários para esclarecimentos. Na segunda etapa, os estudos pré-selecionados foram lidos na íntegra. Todo o processo de seleção foi documentado em fluxograma, conforme as diretrizes do PRISMA-ScR(12).

Extração dos Dados

Os dados foram extraídos dos artigos incluídos por dois revisores, de forma independente e, em casos de discordância, um terceiro revisor foi consultado. Utilizou-se formulário estruturado(11) no Microsoft Excel®, previamente testado para verificar sua adequação à pergunta de revisão. Os revisores foram devidamente capacitados para a condução desta etapa. As informações extraídas abrangeram: autor(es), ano de publicação, país de origem, objetivo, população e amostra, desenho do estudo, técnicas de coleta e análise de dados, bem como variáveis sociodemográficas relacionadas às políticas de equidade – de deficiência, orientação sexual, identidade de gênero e outros marcadores sociais de diferença. A variável violência em áreas rurais foi identificada conforme a definição adotada em cada estudo, considerando critérios como autodeclaração de residência rural, classificação administrativa do território ou estratificação geográfica utilizada pelos autores originais.

Análise e Tratamento dos Dados

As evidências coletadas foram analisadas de forma descritiva e comparativa, sendo apresentadas em tabelas e gráficos. Um resumo narrativo acompanha os resultados, relacionando os achados ao objetivo e à pergunta de revisão.

Aspectos Éticos

Por se tratar de uma revisão de literatura, sem envolvimento direto de seres humanos e que analisou exclusivamente dados secundários disponíveis publicamente, este estudo não exigiu aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa. O protocolo, no entanto, foi apreciado e registrado conforme as recomendações internacionais de boas práticas em revisões sistemáticas e de escopo. Destaca-se que foram respeitados os direitos autorais e a integridade das pesquisas analisadas.

RESULTADOS

A busca resultou na identificação de 23.717 estudos. Após a remoção de 11.119 duplicatas e 584 registros não elegíveis, 12.014 estudos foram submetidos à triagem por título e resumo. Desses, 11.833 foram excluídos por não responderem à questão de revisão, restando 181 para leitura na íntegra. A partir da análise das listas de referências, três estudos adicionais foram incluídos. Na leitura completa, 22 não foram recuperados e 49 foram excluídos por não atenderem aos critérios de inclusão. Assim, 110 estudos compuseram o corpus analítico da revisão, conforme demonstrado no fluxograma PRISMA (Figura 1).

Figura 1
Fluxograma PRISMA 2020 para novas revisões sistemáticas, incluindo buscas em bases de dados e registros – Palmeira das Missões/RS, Brasil, 2025.

A distribuição geográfica dos estudos incluídos é apresentada na Figura 2, em escala de 0 a 20. O mapa foi elaborado na plataforma Infogram (versão gratuita). Quanto mais intensa a cor, maior o quantitativo de estudos por país. Observa-se predominância na Índia (n = 20), Bangladesh (n = 15), Estados Unidos (n = 12) e China (n = 11).

Figura 2
Distribuição geográfica dos estudos incluídos na revisão – Palmeira das Missões/RS, 2025.

A Figura 3 apresenta a distribuição temporal dos estudos, publicados entre 1997 e 2025, com maior concentração no período de 2017 a 2020. Entre 2020 e 2022, anos marcados pela pandemia de COVID-19, foram identificados 28 estudos.

Figura 3
Quantitativo de estudos por ano de publicação – Palmeira das Missões/RS, 2025.

Todos os estudos adotaram abordagem quantitativa. Destes, 98 (89,09%) utilizaram delineamento transversal; seis (5,45%) eram estudos de coorte; três (2,73%), série de casos; um (0,91%), caso-controle; um (0,91%), inquérito de base populacional; e uma (0,91%), pesquisa domiciliar (Quadro 2).

Quadro 2
Quadro com identificação dos estudos – Palmeira das Missões, RS, Brasil, 2025(7,14–122).

O total de participantes incluídos nos estudos foi de 431.991 indivíduos (Quadro 2). A distribuição populacional foi a seguinte: 247.160 adolescentes (57,20%); 131.347 adultos (30,40%); 19.582 adolescentes e adultos (4,53%); 13.424 crianças (3,11%); 6.579 idosos (1,52%); 6.281 crianças e adolescentes (1,45%); 3.409 crianças e adultos (0,79%); 1.502 adultos e idosos (0,35%); 1.263 adolescentes, adultos e idosos (0,29%); 973 crianças, adolescentes e adultos (0,23%); e 471 crianças, adolescentes, adultos e idosos (0,11%). Ressalta-se que a distribuição foi apresentada dessa forma devido à ausência de dados estratificados em alguns estudos, que apenas indicaram o quantitativo geral de participantes.

Quanto à faixa etária dos participantes, 51 estudos (46,36%) incluíram adultos; 16 (14,55%), adolescentes e adultos; 11 (10,00%), idosos; 10 (9,09%), crianças; oito (7,27%), adolescentes; sete (6,36%), crianças e adolescentes; três (2,73%), adolescentes, adultos e idosos; um (0,91%), crianças e adultos; um (0,91%), crianças, adolescentes e adultos; um (0,91%), crianças, adolescentes, adultos e idosos; e um (0,91%), adultos e idosos (Quadro 2).

Em relação ao sexo dos participantes, 62 (56,36%) estudos foram realizados exclusivamente com pessoas do sexo feminino; 47 (42,73%), com pessoas de ambos os sexos; e um estudo (0,91%) contou apenas com participantes do sexo masculino. Considerando o total de participantes, os estudos que incluíram homens e mulheres somaram 282.053 indivíduos (65,29%), enquanto 148.938 (34,49%) eram do sexo feminino e 1.000 (0,23%) do sexo masculino (Quadro 2).

Quanto à definição da amostra, 41 (37,27%) estudos não descrevem a técnica utilizada, 21 (19,09%) adotaram amostragem aleatória e 11 (10,00%), amostragem em múltiplos estágios. Do total de produções analisadas, 65 (59,09%) empregaram questionários, 23 (20,91%) utilizaram entrevistas e 10 (9,09%) combinaram questionário e entrevista. A maioria dos inquéritos populacionais foi realizada em domicílios – 47 (42,73%); 20 (18,18%) não especificaram o local de coleta; 14 (12,73%) foram desenvolvidos em escolas; e 10 (9,09%), em locais privados (Quadro 2).

Para a análise estatística, 76 (69,09%) estudos utilizaram estatística descritiva e inferencial, 13 (11,82%) aplicaram apenas a estatística descritiva, 12 (10,91%) empregaram exclusivamente a estatística inferencial, oito (7,27%) não descreveram os métodos estatísticos e um (0,91%) estudo utilizou estatística descritiva e espacial (Quadro 2).

As variáveis sociodemográficas e culturais consideradas nos estudos incluíram idade, sexo, religião, etnia, escolaridade, número e sexo de filhos, estado civil, composição familiar, renda, ocupação e características do domicílio (como número de cômodos). As variáveis vinculadas às políticas de equidade contemplaram deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, geração e outros marcadores sociais de diferença, além de aspectos diretamente relacionados à violência, como histórico e local de ocorrência, principal agressor, tipo de violência e presença de deficiência. Por fim, as variáveis referentes à história de saúde abarcaram condições clínicas, uso de medicamentos, histórico de doenças e gravidez prévia.

DISCUSSÃO

Na pesquisa em tela, identificou-se um perfil de estudos quantitativos com delineamento transversal, observando-se incremento no número de publicações durante o período da pandemia, bem como uma incidência maior de vítimas do sexo feminino. Quanto aos participantes, predominaram adolescentes, enquanto, na faixa etária, adultos do sexo feminino foram a maioria. O continente asiático concentrou o maior número de publicações. Quanto à definição da amostra, a maioria dos estudos não especificou a técnica de amostragem utilizada. Na coleta de dados, prevaleceu o uso de questionários. Os dados foram majoritariamente coletados em domicílios. A análise estatística adotada nos estudos foi, em sua maioria, descritiva e inferencial.

A opção pela abordagem quantitativa revela a ênfase dos estudos em examinar as relações entre variáveis como estratégia fundamental para responder às questões e hipóteses formuladas(69,123). Nessa perspectiva, quando o objeto de investigação é a violência, a aplicação de instrumentos quantitativos em amostras populacionais permite identificar tendências estatísticas e estabelecer correlações significativas entre variáveis(2,82,101).

Os estudos transversais configuraram o delineamento metodológico mais utilizado pelas investigações incluídas nesta revisão. Essa escolha justifica-se, sobretudo, pelo fato de que, em diversas situações, o interesse do pesquisador reside em estimar parâmetros de uma população-alvo, verificar a prevalência e os tipos de violência mais recorrentes, assim como estabelecer um perfil clínico-epidemiológico(85,97,113,114). Nesse sentido, os estudos transversais buscam delimitar tais parâmetros e formular hipóteses acerca de possíveis relações entre variáveis dependentes e independentes, considerando medidas pontuais no tempo(115,124).

Observou-se um aumento no número de publicações sobre a temática no período 2017–2022. Especificamente no período de 2020 a 2022, a pandemia de COVID-19 (SARS-CoV-2) provocou múltiplos impactos na saúde da população mundial, incluindo o agravamento de situações de violência(112). O distanciamento social, adotado como estratégia para conter a disseminação do vírus, contribuiu para a intensificação da violência em suas diferentes expressões, afetando, de modo particular, mulheres, idosos, crianças e adolescentes, em diferentes países e estratos sociais(8,108). No Brasil e em outras partes do mundo, foram registrados aumentos nos índices de violência contra as mulheres desde a implementação de medidas de isolamento e confinamento(3,100,111). Linhas diretas de denúncia indicaram crescimento de 84% na Argentina, 12% na Colômbia e 16% no Peru(8), evidenciando um impacto direto na qualidade de vida das vítimas. Nesse contexto, o isolamento, associado às condicões de vulnerabilidade socioeconômica das mulheres, potencializou situações de injustiças e exclusão sociais(108,109).

No contexto rural, investigações apontam que tais medidas ampliaram ainda mais a fragilidade da rede de apoio social e de acesso às estruturas de suporte, já limitados antes da crise sanitária(101,105). A suspensão de atividades coletivas de convivência e lazer comprometeu os espaços de socialização, reduzindo as possibilidades de enfrentamento e de ruptura do ciclo de violência(106,108).

Além disso, a revisão abrangeu estudos com crianças, adolescentes, adultos e idosos(125-127). Quanto aos adolescentes, que representaram o maior contingente de participantes deste estudo, pesquisas revelam que a violência constitui um desafio de saúde pública, resultando em cerca de 227 mortes por dia no mundo, além de diversas hospitalizações(128,129). Ademais, os adolescentes apresentam elevada vulnerabilidade à violência física, sexual, psicológica, negligência e bullying(1,7,79,80,91,97,103,130). No Egito, um estudo evidenciou que 15,2% dos adolescentes em áreas rurais foram expostos à violência física, enquanto 17,8% sofreram violência sexual e 7,3% foram vítimas de ambos os tipos(88). No Brasil, dados indicam que, entre 2016 e 2020, ocorreram 34.918 mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos de idade(1,130), reforçando a necessidade de sensibilização e ações efetivas frente à problemática(119,120).

Por outro lado, a maioria das pesquisas foi conduzida com mulheres. No contexto da violência de gênero, definida como aquela sofrida por mulheres pelo fato de serem mulheres, estima- se que aproximadamente uma em cada três mulheres (35%) no mundo tenha experienciado violência física e/ou sexual perpetrada por parceiros ou terceiros ao longo da vida(131). Logo, a violência de gênero configura-se como um problema global(3,100,117,118,122).

No âmbito rural, a violência é potencializada pelo cenário de adversidades e exclusão que contribuem para sua invisibilidade(116,118,122,130). Relações permeadas por machismo, autoritarismo e desigualdades de gênero(96,111), além da ausência de apoio social, aumentam a vulnerabilidade das mulheres rurais à violência(6,44,98), impactando negativamente em sua saúde e bem-estar(110,122,132134).

No continente asiático, onde a maioria das pesquisas foi realizada, destacam-se altas prevalências de violência contra mulheres rurais, como em Bangladesh (82,7%)(132) e Índia (49,5%)(6). Fatores como conflitos étnicos, religiosos e agrários, pobreza, desigualdades e normas culturais patriarcais contribuem para a perpetuação da violência doméstica e comunitária(6,94,96).

No Brasil, observa-se um número reduzido de publicações na temática, com apenas cinco estudos incluídos nesta revisão. Um deles sinaliza a maior ocorrência de violência contra a mulher principalmente aos domingos, entre 12 h e 18 h(65). Outro relaciona a violência a contextos marcados por elevada vulnerabilidade socioeconômica(70). Há também um estudo que aborda a situação de pessoas com deficiência vítimas de violência no cenário rural(114), enquanto outro investiga casos de estupro contra crianças e adolescentes em zonas rurais de Alagoas(115). Por fim, um estudo apresenta uma caracterização abrangente das notificações de violência contra mulheres em áreas rurais do Brasil, no período de 2011 e 2020(118).

A aplicação de técnicas de amostragem convencionais em áreas rurais mostra-se dificultada pela localização remota e de difícil acesso, o que compromete a representatividade das amostras(135). O baixo contingente populacional, os baixos níveis de escolaridade, as altas taxas de analfabetismo, a heterogeineidade dos grupos demográficos e econômicos, bem como os altos custos logísticos e de transporte também limitam o alcance dessas pesquisas(105,106,135). Ademais, diversos estudos não especificaram o método de amostragem adotado(136), corroborando os achados desta revisão.

Observou-se diversidade de instrumentos de coleta, sem padronização entre os estudos, predominando questionários domiciliares e entrevistas estruturadas. Esses instrumentos são amplamente empregados em áreas rurais por permitirem a obtenção de informações objetivas e mensuráveis, com relativa praticidade logística(75,101,102,106108,137). A coleta domiciliar, predominante nesta revisão, é comum em estudos nacionais(2). Esse tipo de coleta permite o atendimento individualizado e a compreensão do contexto de vida dos participantes(138), embora possa ser dificultada pelo medo das vítimas e pela presença do agressor(94,101,121).

Nas pesquisas sobre violência, a escolha da análise estatística, especialmente a estatística descritiva e inferencial, mostra-se relevante por possibilitar a descrição da prevalência da violência na população, a identificação de fatores de risco associados e a avaliação do impacto de programas de prevenção da violência(99). Essa abordagem vai ao encontro dos achados da presente revisão.

Quanto às variáveis analisadas, destaca-se a relevância de considerar a diversidade social, econômica e cultural do meio rural(94,97,98). Variáveis como idade, sexo, escolaridade, estado civil e ocupação são essenciais para caracterizar essa população(138). Aspectos econômicos e demográficos, como baixa escolaridade, menor renda média mensal e acesso limitado aos serviços de saúde, também são determinantes(99,113). As questões culturais, como tradições, valores e crenças religiosas, influenciam diretamente a tomada de decisões e o nível de engajamento em atividades coletivas. Em diversas áreas rurais, prevalecem laços entre amigos, vizinhos, a partir de atividades de lazer e religiosas, exigindo sensibilidade cultural na proposição de ações de saúde(133). Além disso, aspectos relacionados à orientação sexual devem ser considerados, pois determinados grupos podem enfrentar barreiras quanto à aceitação social e acesso a serviços de saúde(139). Diante disso, coletar dados sobre essas variáveis em áreas rurais é fundamental para compreender as diversidades e características das populações rurais, permitindo o planejamento de políticas, programas e intervenções efetivas para as suas necessidades(138).

A violência em áreas rurais é um fenômeno amplo e multifacetado, que exige compreensão das especificidades de sua ocorrência(3,139). Esta revisão contribui, ao evidenciar as principais lacunas metodológicas e ao estimular a produção de novos estudos que considerem as especificidades do rural. Os achados reforçam o papel central dos inquéritos populacionais como instrumentos capazes de captar a complexidade da violência em áreas rurais, apontando caminhos para o aprimoramento da vigilância e das políticas públicas de equidade.

Limitações do Estudo

Os achados desta revisão evidenciam características específicas da violência em contextos rurais, com potenciais contribuições para a pesquisa, a política e a prática em saúde. A identificação de grupos vulneráveis, como mulheres, adolescentes e pessoas com deficiência, bem como de fatores que intensificam a violência, como isolamento social, vulnerabilidade socioeconômica e barreiras de acesso aos serviços de saúde, permitem orientar políticas públicas e programas de prevenção mais contextualizados. A predominância de métodos quantitativos e questionários domiciliares demonstra a viabilidade de monitorar a violência em áreas rurais, apontando caminhos para o fortalecimento da vigilância e coleta de dados. Também se evidenciaram lacunas metodológicas e a escassez de estudos nacionais, reforçando a necessidade de novas pesquisas que considerem as especificidades do rural. Por fim, a caracterização das variáveis sociodemográficas, econômicas e culturais e a exposição das populações vulneráveis fornecem subsídios para ações de saúde e educação sensíveis ao contexto, além de fortalecer iniciativas de conscientização, contribuindo para a prevenção e mitigação da violência neste cenário. Como limitações, ressalta-se a não recuperação de alguns registros, majoritariamente com mais de 10 anos de publicação, e o fato de que alguns estudos não descreveram as técnicas de coleta de dados.

Avanços Para a Área da Saúde e Enfermagem

Para a saúde, em especial a enfermagem, o mapeamento dos métodos empregados em inquéritos populacionais sobre as violências em áreas rurais evidencia particularidades e desafios desses contextos. A criação e adaptação de instrumentos de coleta de dados específicos para a realidade rural garantem informações mais precisas, favorecem a identificação de subgrupos populacionais mais vulneráveis e subsidiam a avaliação de programas de prevenção e enfrentamento da violência. Além disso, tais achados fortalecem a base de evidências científicas e orientam intervenções mais eficazes. Ao envolver as comunidades rurais na pesquisa, os enfermeiros promovem empoderamento e participação social, fomentando soluções conjuntas para o problema da violência.

CONCLUSÃO

O mapeamento dos inquéritos populacionais que abordam as violências contra pessoas residentes em áreas rurais revelou uma lacuna significativa de estudos com metodologias robustas e padronizadas. Os estudos identificados apresentaram grande heterogeneidade quanto aos instrumentos utilizados, tamanhos amostrais e delineamentos metodológicos. Além disso, a complexidade do rural, associada à dificuldade de acesso e à escassez de recursos, representa um desafio para a realização de pesquisas nessa área.

DISPONIBILIDADE DE DADOS

Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponível mediante solicitação ao autor correspondente.

  • Apoio Financeiro
    Financiado pela chamada Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq/Decit/SCTIE/MS N.º 16/2021.

Referências bibliográficas

  • 1. Leite FMC, Garcia MTP, Cavalcante GR, Venturin B, Pedroso MRO, Souza EAG, et al. Recurrent violence against women: analysis of reported cases. Acta Paul Enferm. 2023;36:eAPE009232. doi: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2023AO009232.
    » https://doi.org/10.37689/acta-ape/2023AO009232
  • 2. Kisa S, Gungor R, Kisa A. Domestic violence against women in north african and middle eastern countries: a scoping review. Trauma Violence Abuse. 2023;24(2):549–75. doi: https://doi.org/10.1177/15248380211036070. PubMed PMID: 34350792.
    » https://doi.org/10.1177/15248380211036070
  • 3. Organização Mundial da Saúde. Relatório Mundial sobre a prevenção da violência. Brasília: OMS; 2014.
  • 4. Madhivanan A, Dongre AR. How to reduce domestic violence against married women? a mixed methods study from rural Tamil Nadu. J Inj Violence Res. 2022;14(1):11–9. PubMed PMID: 34964446.
  • 5. Perez-Vincent SM, Carreras E. Domestic violence reporting during the COVID-19 pandemic: evidence from Latin America. Rev Econ Househ. 2022;20(3):799–830. doi: https://doi.org/10.1007/s11150-022-09607-9. PubMed PMID: 35529311.
    » https://doi.org/10.1007/s11150-022-09607-9
  • 6. Bandeira CLJ, Arboit J, Honnef F, Silva EB, Andrade A, Costa MC. Violence in rural areas against disabled people from the perspective of their families. Rev Bras Enferm. 2023;76(Suppl 2):e20220404. doi: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0404. PubMed PMID: 37255188.
    » https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0404
  • 7. Chen X, Wu Y, Qu J. Parental migration and risk of sexual assault against children in rural China. Crime Delinq. 2022;68(4):613–43. doi: https://doi.org/10.1177/0011128721989072.
    » https://doi.org/10.1177/0011128721989072
  • 8. Malta DC, Pereira CA. Doenças e agravos não transmissíveis e inquéritos em saúde. Rev Bras Epidemiol. 2023;26(Suppl 1):e230001. doi: https://doi.org/10.1590/1980-549720230001.supl.1.1. PubMed PMID: 39440817.
    » https://doi.org/10.1590/1980-549720230001.supl.1.1
  • 9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. Pesquisa nacional de saúde 2019: acidentes, violências, doenças transmissíveis, atividade sexual, características do trabalho e apoio social. Rio de Janeiro: IBGE; 2021.
  • 10. Victora CG. Why do we need population health surveys? Cad Saude Publica. 2022;38(38, Suppl 1):e00010222. doi: https://doi.org/10.1590/0102-311xen010222. PubMed PMID: 35544912.
    » https://doi.org/10.1590/0102-311xen010222
  • 11. Peters MDJ, Godfrey C, McInerney P, Munn Z, Tricco AC, Khalil H. Scoping Reviews (2020). In: Aromataris E, Lockwood C, Porritt K, Pilla B, Jordan Z, editores. JBI manual for evidence synthesis. Adelaide: JBI; 2024. doi: https://doi.org/10.46658/JBIMES-24-09.
    » https://doi.org/10.46658/JBIMES-24-09
  • 12. Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O’Brien KK, Colquhoun H, Levac D, et al. PRISMA extension for scoping reviews (PRISMA-ScR): checklist and explanation. Ann Intern Med. 2018;169(7):467–73. doi: https://doi.org/10.7326/M18-0850. PubMed PMID: 30178033.
    » https://doi.org/10.7326/M18-0850
  • 13. Pollock D, Peters MDJ, Khalil H, McInerney P, Alexander L, Tricco AC, et al. Recommendations for the extraction, analysis, and presentation of results in scoping reviews. JBI Evid Synth. 2023;21(3):520–32. doi: https://doi.org/10.11124/JBIES-22-00123. PubMed PMID: 36081365.
    » https://doi.org/10.11124/JBIES-22-00123
  • 14. Krishnan SP, Hilbert JC, VanLeeuwen D, Kolia R. Documenting domestic violence among ethnically diverse populations: results from a preliminary study. Fam Community Health. 1997;20(3):32–48. doi: https://doi.org/10.1097/00003727-199710000-00005.
    » https://doi.org/10.1097/00003727-199710000-00005
  • 15. Kershner M, Long D, Anderson JE. Abuse against women in rural Minnesota. Public Health Nurs. 1998;15(6):422–31. doi: https://doi.org/10.1111/j.1525-1446.1998.tb00369.x. PubMed PMID: 9874924.
    » https://doi.org/10.1111/j.1525-1446.1998.tb00369.x
  • 16. van Hightower NR, Gorton J. Domestic violence among patients at two rural health care clinics: prevalence and social correlates. Public Health Nurs. 1998;15(5):355–62. doi: https://doi.org/10.1111/j.1525-1446.1998.tb00360.x. PubMed PMID: 9798423.
    » https://doi.org/10.1111/j.1525-1446.1998.tb00360.x
  • 17. Hadi A. Child abuse among working children in rural Bangladesh: prevalence and determinants. Public Health. 2000;114(5):380–4. doi: https://doi.org/10.1016/S0033-3506(00)00367-X. PubMed PMID: 11035460.
    » https://doi.org/10.1016/S0033-3506(00)00367-X
  • 18. Nhundu TJ, Shumba A. The nature and frequency of reported cases of teacher perpetrated child sexual abuse in rural primary schools in Zimbabwe. Child Abuse Negl. 2001;25(11):1517–34. doi: https://doi.org/10.1016/S0145-2134(01)00288-5. PubMed PMID: 11766014.
    » https://doi.org/10.1016/S0145-2134(01)00288-5
  • 19. Sabarwal S, Santhya KG, Jejeebhoy SJ. Women’s autonomy and experience of physical violence within marriage in rural India: evidence from a prospective study. J Interpers Violence. 2014;29(2):332–47. doi: https://doi.org/10.1177/0886260513505144. PubMed PMID: 24097911.
    » https://doi.org/10.1177/0886260513505144
  • 20. Bhuiya A, Sharmin T, Hanifi SM. Nature of domestic violence against women in a rural area of Bangladesh: implication for preventive interventions. J Health Popul Nutr. 2003;21(1):48–54. PubMed PMID: 12751674.
  • 21. Hilarski C, Dulmus CN, Theriot MT, Sowers KM. Bully-victimization related to gender and grade level. J Evid Based Soc Work. 2004;2-3(1):5–24. doi: https://doi.org/10.1300/J394v01n02_02.
    » https://doi.org/10.1300/J394v01n02_02
  • 22. Dulmus CN, Theriot MT, Sowers KM, Blackburn JA. Student reports of peer bullying victimization in a rural school. Stress Trauma Crisis Int J. 2004;7(1):1–16. doi: https://doi.org/10.1080/15434610490281093.
    » https://doi.org/10.1080/15434610490281093
  • 23. Jain D, Sanon S, Sadowski L, Hunter W. Violence against women in India: evidence from rural Maharashtra, India. Rural Remote Health. 2004;4(4):304. doi: https://doi.org/10.22605/RRH304. PubMed PMID: 15887989.
    » https://doi.org/10.22605/RRH304
  • 24. Malcoe LH, Carson EA, Myers OB. Intimate partner violence against rural native american women: prevalence and socioeconomic risk factors. Am J Epidemiol. 2005;161(Suppl):139. doi: https://doi.org/10.1093/aje/161.Supplement_1.S139.
    » https://doi.org/10.1093/aje/161.Supplement_1.S139
  • 25. Thurston WE, Patten S, Lagendyk LE. Prevalence of violence against women reported in a rural health region. Can J Rural Med. 2006;11(4):259. PubMed PMID: 17054826.
  • 26. Marquart BS, Nannini DK, Edwards RW, Stanley LR, Wayman JC. Prevalence of dating violence and victimization: regional and gender differences. Adolescence. 2007;42(168):645–57. PubMed PMID: 18229502.
  • 27. Denham AC, Frasier PY, Hooten EG, Belton L, Newton W, Gonzalez P, et al. Intimate partner violence among Latinas in eastern North Carolina. Violence Against Women. 2007;13(2):123–40. doi: https://doi.org/10.1177/1077801206296983. PubMed PMID: 17251501.
    » https://doi.org/10.1177/1077801206296983
  • 28. Coker AL, Flerx VC, Smith PH, Whitaker DJ, Fadden MK, Williams M. Partner violence screening in rural health care clinics. Am J Public Health. 2007;97(7):1319–25. doi: https://doi.org/10.2105/AJPH.2005.085357. PubMed PMID: 17538065.
    » https://doi.org/10.2105/AJPH.2005.085357
  • 29. Gómez Ricárdez LA, Rodríguez Abrego G, Krug Llamas E. Prevalencia y factores asociados a violencia familiar en adultos mayores de Ocozocoautla (Chiapas, México). Rev Esp Geriatr Gerontol. 2007;42(1):27–34. doi: https://doi.org/10.1016/S0211-139X(07)73518-7.
    » https://doi.org/10.1016/S0211-139X(07)73518-7
  • 30. Vung ND, Ostergren P-O, Krantz G. Intimate partner violence against women in rural Vietnam-different socio-demographic factors are associated with different forms of violence. BMC Public Health. 2008;8(1):55. doi: https://doi.org/10.1186/1471-2458-8-55. PubMed PMID: 18267016.
    » https://doi.org/10.1186/1471-2458-8-55
  • 31. Yen CF, Yang MS, Yang MJ, Su YC, Wang MH, Lan CM. Childhood physical and sexual abuse:prevalence and correlates among adolescents living in rural. Child Abuse Negl. 2008;32(3):429–38. doi: https://doi.org/10.1016/j.chiabu.2007.06.003. PubMed PMID: 18308392.
    » https://doi.org/10.1016/j.chiabu.2007.06.003
  • 32. Hoque ME, Hoque M, Kader SB. Prevalence and experience of domestic violence among rural pregnant women in KwaZulu-Natal, South Africa. South Afr J Epidemiol Infect. 2009;24(4):34–7. doi: https://doi.org/10.1080/10158782.2009.11441360.
    » https://doi.org/10.1080/10158782.2009.11441360
  • 33. Ntaganira J, Muula A, Siziya S, Stoskopf C, Rudatsikira E. Factors associated with intimate partner violence among pregnant rural women in Rwanda. Rural Remote Health. 2009;9(3):1153. doi: https://doi.org/10.22605/RRH1153. PubMed PMID: 19719363.
    » https://doi.org/10.22605/RRH1153
  • 34. Dalal K, Rahman F, Jansson B. Wife abuse in rural Bangladesh. J Biosoc Sci. 2009;41(5):561–73. doi: https://doi.org/10.1017/S0021932009990046. PubMed PMID: 19534836.
    » https://doi.org/10.1017/S0021932009990046
  • 35. Sarkar M. A study on domestic violence against adult and adolescent females in a rural area of west bengal. Indian J Community Med. 2010;35(2):311–5. doi: https://doi.org/10.4103/0970-0218.66881. PubMed PMID: 20922114.
    » https://doi.org/10.4103/0970-0218.66881
  • 36. Alam N, Roy SK, Ahmed T. Sexually harassing behavior against adolescent girls in rural Bangladesh: implications for achieving millennium development goals. J Interpers Violence. 2010;25(3):443–56. doi: https://doi.org/10.1177/0886260509334281. PubMed PMID: 19458081.
    » https://doi.org/10.1177/0886260509334281
  • 37. Seedhom AE. Sociodemographic associations of intimate partner violence against women in a rural area, El-Minia governorate, Egypt, 2010. Z Gesundhwiss. 2012;20(1):81–8. doi: https://doi.org/10.1007/s10389-011-0431-5.
    » https://doi.org/10.1007/s10389-011-0431-5
  • 38. Abdel RTT, El Gaafary MM. Elder mistreatment in a rural area in Egypt. Geriatr Gerontol Int. 2012;12(3):532–7. doi: https://doi.org/10.1111/j.1447-0594.2011.00780.x. PubMed PMID: 22212376.
    » https://doi.org/10.1111/j.1447-0594.2011.00780.x
  • 39. Hayati EN, Högberg U, Hakimi M, Ellsberg MC, Emmelin M. Behind the silence of harmony: risk factors for physical and sexual violence among women in rural Indonesia. BMC Womens Health. 2011;11(1):52. doi: https://doi.org/10.1186/1472-6874-11-52. PubMed PMID: 22112243.
    » https://doi.org/10.1186/1472-6874-11-52
  • 40. Mogford E. When status hurts: dimensions of women’s status and domestic abuse in rural Northern India. Violence Against Women. 2011;17(7):835–57. doi: https://doi.org/10.1177/1077801211412545. PubMed PMID: 21705360.
    » https://doi.org/10.1177/1077801211412545
  • 41. Lamichhane P, Puri M, Tamang J, Dulal B. Women’s status and violence against young married women in rural Nepal. BMC Womens Health. 2011;11(1):19. doi: https://doi.org/10.1186/1472-6874-11-19. PubMed PMID: 21612603.
    » https://doi.org/10.1186/1472-6874-11-19
  • 42. Parmar P, Agrawal P, Greenough PG, Goyal R, Kayden S. Sexual violence among host and refugee population in Djohong District, Eastern Cameroon. Glob Public Health. 2012;7(9):974–94. doi: https://doi.org/10.1080/17441692.2012.688061. PubMed PMID: 22621466.
    » https://doi.org/10.1080/17441692.2012.688061
  • 43. Mackay-Barr M, Csiernik R. An exploration of elder abuse in a rural Canadian community. Critical Social Work. 2012;13:19–32.
  • 44. Wu L, Chen H, Hu Y, Xiang H, Yu X, Zhang T, et al. Prevalence and associated factors of elder mistreatment in a rural community in People’s Republic of China: a cross-sectional study. PLoS One. 2012;7(3):e33857. doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0033857. PubMed PMID: 22448276.
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0033857
  • 45. Puri M, Frost M, Tamang J, Lamichhane P, Shah I. The prevalence and determinants of sexual violence against young married women by husbands in rural Nepal. BMC Res Notes. 2012;5(1):291. doi: https://doi.org/10.1186/1756-0500-5-291. PubMed PMID: 22695085.
    » https://doi.org/10.1186/1756-0500-5-291
  • 46. Saile R, Neuner F, Ertl V, Catani C. Prevalence and predictors of partner violence against women in the aftermath of war: a survey among couples in northern Uganda. Soc Sci Med. 2013;86:17–25. doi: https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2013.02.046. PubMed PMID: 23608090.
    » https://doi.org/10.1016/j.socscimed.2013.02.046
  • 47. Balogun MO, Fawole OI, Owoaje ET, Adedokun B. Experience and attitude of rural women to IPV in Nigeria. Z Gesundhwiss. 2013;21(4):333–41. doi: https://doi.org/10.1007/s10389-013-0564-9.
    » https://doi.org/10.1007/s10389-013-0564-9
  • 48. Fattah KN, Kabir ZN. No place is safe: sexual abuse of children in rural Bangladesh. J Child Sex Abuse. 2013;22(8):901–14. doi: https://doi.org/10.1080/10538712.2013.841310. PubMed PMID: 24283542.
    » https://doi.org/10.1080/10538712.2013.841310
  • 49. Falb KL, Annan J, Kpebo D, Gupta J. Reproductive coercion and intimate partner violence among rural women in Côte d’Ivoire: a cross-sectional study. Afr J Reprod Health. 2014;18(4):61–9. PubMed PMID: 25854094.
  • 50. Hossain M, Zimmerman C, Kiss L, Kone D, Bakayoko-Topolska M, Manan DK, et al. Men’s and women’s experiences of violence and traumatic events in rural Cote d’Ivoire before, during and after a period of armed conflict. BMJ Open. 2014;4(2):e003644. doi: https://doi.org/10.1136/bmjopen-2013-003644. PubMed PMID: 24568959.
    » https://doi.org/10.1136/bmjopen-2013-003644
  • 51. Nyamhanga T, Frumence G. Intimate partner violence to HIV sexual risk among married rural women in Tarime, Tanzania. Afr J Midwifery Womens Health. 2014;8(2):76–81. doi: https://doi.org/10.12968/ajmw.2014.8.2.76.
    » https://doi.org/10.12968/ajmw.2014.8.2.76
  • 52. Grose RG, Grabe S. The explanatory role of relationship power and control in domestic violence against women in Nicaragua: a feminist psychology analysis. Violence Against Women. 2014;20(8):972–93. doi: https://doi.org/10.1177/1077801214546231. PubMed PMID: 25125492.
    » https://doi.org/10.1177/1077801214546231
  • 53. Rajini S, Vell CK, Senthil S. Prevalence of domestic violence and health seeking behavior among women in rural community of puducherry: a cross sectional study. Int J Cur Res Rev. 2014;6:20–3.
  • 54. Chokkanathan S. Factors associated with elder mistreatment in rural Tamil Nadu, India: a cross-sectional survey. Int J Geriatr Psychiatry. 2014;29(8):863–9. doi: https://doi.org/10.1002/gps.4073. PubMed PMID: 24436119.
    » https://doi.org/10.1002/gps.4073
  • 55. Ashimi AO, Amole TG. Prevalence and predictors for domestic violence among pregnant women in a rural community Northwest, Nigeria. Niger Med J. 2015;56(2):118–21. doi: https://doi.org/10.4103/0300-1652.150696. PubMed PMID: 25838627.
    » https://doi.org/10.4103/0300-1652.150696
  • 56. Ashimi A, Amole T, Ugwa E. Reported Sexual violence among women and children seen at the gynecological emergency unit of a rural tertiary health facility, Northwest Nigeria. Ann Med Health Sci Res. 2015;5(1):26–9. doi: https://doi.org/10.4103/2141-9248.149780. PubMed PMID: 25745572.
    » https://doi.org/10.4103/2141-9248.149780
  • 57. Cárdenas SD, Vergara KMA, Martínez FG. Domestic violence and risk factors in women of African descent of the city of Cartagena. Rev Clin Med Fam. 2015;8(1):19–30.
  • 58. Robalino IG. Factores que influyen en la prevalencia de bullying en estudiantes de los colegios rurales del Cantón Cuenca, Azuay, 2014. Rev Fac Cienc Med Univ Cuenca. 2015;33(2):37–47.
  • 59. Li Q, Zhong Y, Chen K, Zhong Z, Pan J. Identifying risk factors for child neglect in rural areas of western China. Child Care Health Dev. 2015;41(6):895–902. doi: https://doi.org/10.1111/cch.12283. PubMed PMID: 26334451.
    » https://doi.org/10.1111/cch.12283
  • 60. Chinnakali P, George J, Nair D, Premkumar NR, Saravanan N, Roy G. The prevalence of domestic violence and its associated factors among married women in a rural area of Puducherry, South India. J Family Med Prim Care. 2016;5(3):672–6. doi: https://doi.org/10.4103/2249-4863.197309. PubMed PMID: 28217603.
    » https://doi.org/10.4103/2249-4863.197309
  • 61. Hosna AU, Talab A, Chowdhuary SM, Hossain J. Epidemiology of non-fetal violence against women in the rural area of Bangladesh. Inj Prev. 2016;22:A207.
  • 62. Sapkota D, Bhattarai S, Baral D, Pokharel PK. Domestic violence and its associated factors among married women of a village development committee of rural Nepal. BMC Res Notes. 2016;9(1):178. doi: https://doi.org/10.1186/s13104-016-1986-6. PubMed PMID: 26994899.
    » https://doi.org/10.1186/s13104-016-1986-6
  • 63. Young CR, Kaida A, Kabakyenga J, Muyindike W, Martin JN, Hunt PW, et al. Prevalence and risk factors for intimate partner violence in women living with HIV in Uganda. Open Forum Infect Dis. 2017;4(Suppl 1):S663. doi: https://doi.org/10.1093/ofid/ofx163.1768.
    » https://doi.org/10.1093/ofid/ofx163.1768
  • 64. Ifeanyi-Obi CC, Agumagu AC, Iromuanya P. Socio-economic determinants of domestic violence suffered by rural women crop farmers in Imo State. J Agric Ext. 2017;21(1):153. doi: https://doi.org/10.4314/jae.v21i1.13.
    » https://doi.org/10.4314/jae.v21i1.13
  • 65. Bueno ALM. A geoepidemiologia e o lugar: espaços de sentido para as violências contra mulheres rurais do rio grande do sul [tese]. Porto Alegre: Programa de Pós-graduação em Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2017. 153 p.
  • 66. El-Khawaga G, Eladawi N, Abdel-Wahab F. Abuse of rural elders in Mansoura Districts, Dakahlia, Egypt: prevalence, types, risk factors, and lifestyle. J Interpers Violence. 2021;36(5-6):NP2868-82. doi: https://doi.org/10.1177/0886260518767900. PubMed PMID: 29651924.
    » https://doi.org/10.1177/0886260518767900
  • 67. Young CR, Kaida A, Kabakyenga J, Muyindike W, Musinguzi N, Martin JN, et al. Prevalence and correlates of physical and sexual intimate partner violence among women living with HIV in Uganda. PLoS One. 2018;13(8):e0202992. doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0202992. PubMed PMID: 30148854.
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0202992
  • 68. Krause H, Ng SK, Singasi I, Kabugho E, Natukunda H, Goh J. Incidence of intimate partner violence among Ugandan women with pelvic floor dysfunction. Int J Gynaecol Obstet. 2019;144(3):309–13. doi: https://doi.org/10.1002/ijgo.12748. PubMed PMID: 30578667.
    » https://doi.org/10.1002/ijgo.12748
  • 69. Munro-Kramer ML, Scott N, Boyd CJ, Veliz PT, Murray SM, Musonda G, et al. Postpartum physical intimate partner violence among women in rural Zambia. Int J Gynaecol Obstet. 2018;143(2):199–204. doi: https://doi.org/10.1002/ijgo.12654. PubMed PMID: 30125966.
    » https://doi.org/10.1002/ijgo.12654
  • 70. Bueno ALM, Lopes MJM. Rural women and violence: readings of a reality that approaches fiction. Ambiente Soc. 2018;21(0):e01511. doi: https://doi.org/10.1590/1809-4422asoc170151r1vu18l1ao.
    » https://doi.org/10.1590/1809-4422asoc170151r1vu18l1ao
  • 71. Russo JN, Griese ER, Bares VJ. Examining the prevalence and impact of peer victimization and social support for rural youth. S D Med. 2018;71(10):448–51. PubMed PMID: 30731519.
  • 72. Hou F, Cerulli C, Wittink MN, Caine ED, Qiu P. Using confirmatory factor analysis to explore associated factors of intimate partner violence in a sample of Chinese rural women: a cross-sectional study. BMJ Open. 2018;8(2):e019465. doi: https://doi.org/10.1136/bmjopen-2017-019465. PubMed PMID: 29420233.
    » https://doi.org/10.1136/bmjopen-2017-019465
  • 73. Naved RT, Mamun MA, Parvin K, Willan S, Gibbs A, Yu M, et al. Magnitude and correlates of intimate partner violence against female garment workers from selected factories in Bangladesh. PLoS One. 2018;13(11):e0204725. doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0204725. PubMed PMID: 30403674.
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0204725
  • 74. Yadav UN, Tamang MK, Paudel G, Kafle B, Mehta S, Chandra Sekaran V, et al. The time has come to eliminate the gaps in the under-recognized burden of elder mistreatment: a community-based, cross-sectional study from rural eastern Nepal. PLoS One. 2018;13(6):e0198410. doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0198410. PubMed PMID: 29924801.
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0198410
  • 75. Black E, Worth H, Clarke S, Obol JH, Akera P, Awor A, et al. Prevalence and correlates of intimate partner violence against women in conflict affected northern Uganda: a cross-sectional study. Confl Health. 2019;13(1):35. doi: https://doi.org/10.1186/s13031-019-0219-8. PubMed PMID: 31384294.
    » https://doi.org/10.1186/s13031-019-0219-8
  • 76. Clarke S, Richmond R, Black E, Fry H, Obol JH, Worth H. Intimate partner violence in pregnancy: a cross-sectional study from post-conflict northern Uganda. BMJ Open. 2019;9(11):e027541. doi: https://doi.org/10.1136/bmjopen-2018-027541. PubMed PMID: 31772080.
    » https://doi.org/10.1136/bmjopen-2018-027541
  • 77. Ogbonnaya IN, Wanyenze RK, Reed E, Silverman JG, Kiene SM. Prevalence of and risk factors for intimate partner violence in the first 6 months following HIV Diagnosis among a population-based sample in rural Uganda. AIDS Behav. 2020;24(4):1252–65. doi: https://doi.org/10.1007/s10461-019-02673-8. PubMed PMID: 31538284.
    » https://doi.org/10.1007/s10461-019-02673-8
  • 78. Katz AJ, Hensel DJ, Hunt AL, Zaban LS, Hensley MM, Ott MA. Only yes means yes: sexual coercion in rural adolescent relationships. J Adolesc Health. 2019;65(3):423–5. doi: https://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2019.04.004. PubMed PMID: 31227387.
    » https://doi.org/10.1016/j.jadohealth.2019.04.004
  • 79. Wu PP, He M, Yang J, Wang D, Shi L, Lin SL. Current status of neglect among children aged 3-6 years in rural areas of Urumqi, China and risk factors for child neglect. ZDD Er Ke Za Zhi. 2019;21(11):1099–104. doi: https://doi.org/10.7499/j.issn.1008-8830.2019.11.009. PubMed PMID: 31753092.
    » https://doi.org/10.7499/j.issn.1008-8830.2019.11.009
  • 80. Jiang H, Hu H, Zhu X, Jiang H. Effects of school-based and community-based protection services on victimization incidence among left-behind children in China. Child Youth Serv Rev. 2019;101:239–45. doi: https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2019.04.011.
    » https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2019.04.011
  • 81. Sambiavi S, Deswal BS, Ray S, Singh M. Prevalence and associated factors of domestic violence against married rural women of Gurugram, Haryana. Int J Community Med Public Health. 2019;6(9):4116–9. doi: https://doi.org/10.18203/2394-6040.ijcmph20194027.
    » https://doi.org/10.18203/2394-6040.ijcmph20194027
  • 82. Gupta RK, Kumari R, Singh P, Langer B. Domestic violence: a community based cross sectional study among rural married females in North West India. JK Sci. 2019;21(1):35–41.
  • 83. Ramalingam A, Sarkar S, Premarajan KC, Rajkumar RP, Subrahmanyam DK. Prevalence and correlates of elder abuse: a cross-sectional, community-based study from rural Puducherry. Natl Med J India. 2019;32(2):72–6. doi: https://doi.org/10.4103/0970-258X.275344. PubMed PMID: 31939400.
    » https://doi.org/10.4103/0970-258X.275344
  • 84. Cherian AG, Ram A, Victor CP, Christy H, Hembrom S, Mohan VR. Domestic violence and its determinants among 15-49-year-old women in a rural block in South India. Indian J Community Med. 2019;44(4):362–7. doi: https://doi.org/10.4103/ijcm.IJCM_84_19. PubMed PMID: 31802801.
    » https://doi.org/10.4103/ijcm.IJCM_84_19
  • 85. Malik JS, Nadda A. A cross-sectional study of gender-based violence against men in the rural area of Haryana, India. Indian J Community Med. 2019;44(1):35–8. doi: https://doi.org/10.4103/ijcm.IJCM_222_18. PubMed PMID: 30983711.
    » https://doi.org/10.4103/ijcm.IJCM_222_18
  • 86. Haque MA, Janson S, Moniruzzaman S, Rahman AKMF, Islam SS, Mashreky SR, et al. Children’s exposure to physical abuse from a child perspective: a population-based study in rural Bangladesh. PLoS One. 2019;14(2):e0212428. doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0212428. PubMed PMID: 30779784.
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0212428
  • 87. Kołodziejczak S, Terelak A, Bulsa M. Domestic violence against seniors in rural areas of West Pomerania, Poland. Ann Agric Environ Med. 2019;26(1):92–6. doi: https://doi.org/10.26444/aaem/92208. PubMed PMID: 30922036.
    » https://doi.org/10.26444/aaem/92208
  • 88. El-Gazzar AF, Aziz MM, Mohammed HM, Elgibaly O, Darwish MM. Spousal violence and its determinants among married adolescent girls in Upper Egypt. J Egypt Public Health Assoc. 2020;95(1):28. doi: https://doi.org/10.1186/s42506-020-00057-8. PubMed PMID: 33048252.
    » https://doi.org/10.1186/s42506-020-00057-8
  • 89. Jansen NA, Agadjanian V. Polygyny and intimate partner violence in Mozambique. J Fam Issues. 2020;41(3):338–58. doi: https://doi.org/10.1177/0192513X19876075. PubMed PMID: 33518874.
    » https://doi.org/10.1177/0192513X19876075
  • 90. Chilanga E, Collin-Vezina D, Khan MN, Riley L. Prevalence and determinants of intimate partner violence against mothers of children under-five years in Central Malawi. BMC Public Health. 2020;20(1):1848. doi: https://doi.org/10.1186/s12889-020-09910-z. PubMed PMID: 33267864.
    » https://doi.org/10.1186/s12889-020-09910-z
  • 91. Yang C, Liu X, Yang Y, Huang X, Song Q, Wang Y, et al. Violent disciplinary behaviours towards left-behind children in 20 counties of rural China. Child Youth Serv Rev. 2020;114:105016. doi: https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2020.105016.
    » https://doi.org/10.1016/j.childyouth.2020.105016
  • 92. Pundkar RD. A prospective study to find the prevalence of domestic violence against married females of rural India. Int J Community Med Public Health. 2020;7(2):495–8. doi: https://doi.org/10.18203/2394-6040.ijcmph20200039.
    » https://doi.org/10.18203/2394-6040.ijcmph20200039
  • 93. Sembiah S, Dasgupta A, Taklikar CS, Paul B, Bandyopadhyay L, Burman J. Elder abuse and its predictors: a cross-sectional study in a rural area of West Bengal, eastern part of India. Psychogeriatrics. 2020;20(5):636–44. doi: https://doi.org/10.1111/psyg.12550. PubMed PMID: 32250553.
    » https://doi.org/10.1111/psyg.12550
  • 94. Osaghae I, Bhuiyan MA, Alonge O. Predictors of non-fatal violence or assault among adolescents in rural Bangladesh: cross-sectional study. BMJ Paediatr Open. 2020;4(1):e000676. doi: https://doi.org/10.1136/bmjpo-2020-000676. PubMed PMID: 32509979.
    » https://doi.org/10.1136/bmjpo-2020-000676
  • 95. Stake S, Ahmed S, Tol W, Ahmed S, Begum N, Khanam R, et al. Prevalence, associated factors, and disclosure of intimate partner violence among mothers in rural desh. J Health Popul Nutr. 2020;39(1):14. doi: https://doi.org/10.1186/s41043-020-00223-w. PubMed PMID: 33287907.
    » https://doi.org/10.1186/s41043-020-00223-w
  • 96. Islam MS. Intimate partner sexual violence against women in Sylhet, Bangladesh: some risk factors. J Biosoc Sci. 2022;54(1):54–76. doi: https://doi.org/10.1017/S002193202000067X. PubMed PMID: 33213532.
    » https://doi.org/10.1017/S002193202000067X
  • 97. Haque MA, Moniruzzaman S, Janson S, Rahman AF, Mashreky SR, Eriksson UB. Children’s exposure to psychological abuse and neglect: a population-based study in rural Bangladesh. Acta Paediatr. 2021;110(1):257–64. doi: https://doi.org/10.1111/apa.15340. PubMed PMID: 32368813.
    » https://doi.org/10.1111/apa.15340
  • 98. Haque MA, Choudhury N, Ahmed SMT, Farzana FD, Ali M, Rahman SS, et al. Factors associated with domestic violence in rural Bangladesh. J Interpers Violence. 2022;37(3-4):1248–69. doi: https://doi.org/10.1177/0886260520922353. PubMed PMID: 32460668.
    » https://doi.org/10.1177/0886260520922353
  • 99. Pak M. The prevalence and associated risk factors of elder abuse among older people applied to the family health center in the rural district of Turkey. Soc Work Health Care. 2020;59(4):236–56. doi: https://doi.org/10.1080/00981389.2020.1740377. PubMed PMID: 32208962.
    » https://doi.org/10.1080/00981389.2020.1740377
  • 100. Okedo-Alex IN, Akamike IC, Uneke CJ, Abateneh DD. Community attitudes towards violence against women, and lived experiences of family violence and abuse during childhood in rural eastern nigeria: implications for policy and programming. Risk Manag Healthc Policy. 2021;14:4983–90. doi: https://doi.org/10.2147/RMHP.S342584. PubMed PMID: 34934373.
    » https://doi.org/10.2147/RMHP.S342584
  • 101. Awolaran O, Olaolurun F, Asuzu M. Experience of intimate partner violence among rural women in Southwest, Nigeria. Afr J Reprod Health. 2021;25(5):113. PubMed PMID: 37585865.
  • 102. Jatta JW, Baru A, Fawole OI, Ojengbede OA. Intimate partner violence among pregnant women attending antenatal care services in the rural Gambia. PLoS One. 2021;16(8):e0255723. doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0255723. PubMed PMID: 34352019.
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0255723
  • 103. Keesler JM, Tucker M, Terrell B, Shipman K, Osborne R. Two schools, one rural county: exploring adverse childhood experiences among school-aged youth. J Aggress Maltreat Trauma. 2021;30(1):101–17. doi: https://doi.org/10.1080/10926771.2020.1747130.
    » https://doi.org/10.1080/10926771.2020.1747130
  • 104. Wan G, Li L, Gu YA. National study on child abuse and neglect in rural China: does gender matter? J Fam Violence. 2021;36(8):1069–80. doi: https://doi.org/10.1007/s10896-020-00230-9.
    » https://doi.org/10.1007/s10896-020-00230-9
  • 105. Divakaran SD, Girija N, Purandaran VB, Samadarsi R, Bindhu A, Jose R, et al. Prevalence of domestic violence among married en doing unskilled manual work in a rural area of Trivandrum district. Int J Community Med Public Health. 2021;8(3):1350–4. doi: https://doi.org/10.18203/2394-6040.ijcmph20210809.
    » https://doi.org/10.18203/2394-6040.ijcmph20210809
  • 106. Mundodan JM, Lamiya KK, Haveri SP. Prevalence of spousal violence among married women in a rural area in North Kerala. J Family Med Prim Care. 2021;10(8):2845–52. doi: https://doi.org/10.4103/jfmpc.jfmpc_2313_20. PubMed PMID: 34660416.
    » https://doi.org/10.4103/jfmpc.jfmpc_2313_20
  • 107. Karim R, Rahman H, Rahman S, Habib TZ, Swahnberg K. Gender differences in marital violence: a cross-ethnic study among Bengali, Garo, and Santal communities in rural Bangladesh. PLoS One. 2021;16(5):e0251574. doi: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0251574. PubMed PMID: 34010348.
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0251574
  • 108. Romahani S, Rahman MM. Prevalence and factors associated with intimate partner violence during Covid-19 pandemic in rural Samarahan, Sarawak. J Public Hlth Dev. 2022;20(2):214–27. doi: https://doi.org/10.55131/jphd/2022/200216.
    » https://doi.org/10.55131/jphd/2022/200216
  • 109. Zhang H, Li Y, Shi R, Dong P, Wang W. Prevalence of child maltreatment during the COVID-19 pandemic: a cross-sectional survey of rural Hubei, China. Br J Soc Work. 2021;25:162.
  • 110. Li X, Wang J. Continuity and change: violations of private patriarchal practices and domestic violence against rural wives in China. Health Care Women Int. 2022;43(7-8):898–913. doi: https://doi.org/10.1080/07399332.2021.1963967. PubMed PMID: 34586956.
    » https://doi.org/10.1080/07399332.2021.1963967
  • 111. Kanagarajan P, Bharati DR, Sharadha MP, Lokeshmaran A, Boratne AV. A community-based survey on evaluation of prevalence of domestic violence against women in the rural area of Pondicherry. CHRISMED J Health Res. 2021;8(4):245–9. doi: https://doi.org/10.4103/cjhr.cjhr_95_20.
    » https://doi.org/10.4103/cjhr.cjhr_95_20
  • 112. Vinay, Kumar N, Malik JS, Sachdeva A, Kumar M, Kumar H, et al. Socio demographic determinants of violence among school-going adolescent girls in a rural area of North India: a cross-sectional study. J Family Med Prim Care. 2022;11(1):108–12. doi: https://doi.org/10.4103/jfmpc.jfmpc_533_21. PubMed PMID: 35309631.
    » https://doi.org/10.4103/jfmpc.jfmpc_533_21
  • 113. Richardson RA, Haight SC, Hagaman A, Sikander S, Maselko J, Bates LM. Social support and intimate partner violence in rural Pakistan: a longitudinal investigation of the bi-directional relationship. SSM Popul Health. 2022;19:101173. doi: https://doi.org/10.1016/j.ssmph.2022.101173. PubMed PMID: 35928171.
    » https://doi.org/10.1016/j.ssmph.2022.101173
  • 114. Costa MC, Silva EB, Jantsch LB, Colomé ICS, Defendi T. Pessoas com deficiência em situações de violência no contexto da ruralidade. Rev Baiana Enferm. 2022;36:e44760.
  • 115. Nascimento FL. Crimes mal-ditos: estupros de crianças e adolescentes nas zonas rurais de Alagoas (Brasil). Mundo Agrar. 2023;24(56):e217. doi: https://doi.org/10.24215/15155994e217.
    » https://doi.org/10.24215/15155994e217
  • 116. Idowu A, Israel OK, Obisesan OI, Ogunmodede O, Babayeju O, Abogunloko R, et al. Gender-based violence in a rural Nigerian community during the COVID-19 era: a call for policy action. PAMJ One Health. 2023;10(4):1–15. doi: https://doi.org/10.11604/pamj-oh.2023.10.4.37178.
    » https://doi.org/10.11604/pamj-oh.2023.10.4.37178.117
  • 117. Sambo MN, Jibril MB, Sulaiman H. Perception, and experience of domestic violence among women in a rural community in Kaduna State, Nigeria. Niger Med J. 2023;64(3):314–26. PubMed PMID: 38974069.
  • 118. Stochero L, Pinto LW. Caracterização das notificações de violência contra as mulheres que vivem em contextos rurais no Brasil, de 2011 a 2020. Rev Bras Epidemiol. 2024;27:e240059. PubMed PMID: 39699348.
  • 119. Ahad MA, Parry YK, Willis E, Ullah S. Child laborers’ exposure to neglect in rural Bangladesh: prevalence and risk factors. Child Indic Res. 2024;17(3):1115–35. doi: https://doi.org/10.1007/s12187-024-10129-2.
    » https://doi.org/10.1007/s12187-024-10129-2
  • 120. Ahad MA, Parry YK, Willis E, Ullah S, Ankers M. Child laborers’ exposure to physical maltreatment in rural Bangladesh: prevalence and risk factors. Asian J Criminol. 2025;20(2):149–68. doi: https://doi.org/10.1007/s11417-025-09453-5.
    » https://doi.org/10.1007/s11417-025-09453-5
  • 121. Lowe H, Utumapu MF, Tevaga P, Ene P, Mannell J. Disability and intimate partner violence experience among women in rural Samoa: a cross-sectional analysis. Disabil Health J. 2025;18(2):101735. doi: https://doi.org/10.1016/j.dhjo.2024.101735. PubMed PMID: 39550297.
    » https://doi.org/10.1016/j.dhjo.2024.101735
  • 122. Collins A, Maselko J, Hagaman A, Bates L, Haight SC, Kachoria AG, et al. Disability severity and risk of new or recurrent intimate partner violence : evidence from a cohort study in rural Pakistan. Disabil Health J. 2025;18(1):101673. doi: https://doi.org/10.1016/j.dhjo.2024.101673. PubMed PMID: 39095292.
    » https://doi.org/10.1016/j.dhjo.2024.101673
  • 123. Creswell JW. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2 ed. Porto Alegre: Artmed; 2007. 248 p.
  • 124. Rouquayrol MZ, Gurgel M. Rouquayrol: epidemiologia e saúde. 8 ed. Rio de Janeiro: MedBook; 2018. 719 p.
  • 125. Brasil. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União; Brasília; 16 jul. 1990.
  • 126. Brasil. Lei Federal nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências. Diário Oficial da União; Brasília; 2003.
  • 127. Organização das Nações Unidas. New York: ONU; 2023.
  • 128. Organização das Nações Unidas. Relatório sobre o estudo das Nações Unidas sobre a violência contra crianças. New York: ONU; 2006 [cited 2022 Oct 6]. Available from: http://www.unviolencestudy.org
    » http://www.unviolencestudy.org
  • 129. Farias ACN, Barros MBSC, Araújo WJS, Silva ACC, Oliveira SRDE, Santos TA, et al. Factors associated with violence with adolescents in the school context: an integrative review. RSD. 2022;11(8):e18111830519. doi: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i8.30519.
    » https://doi.org/10.33448/rsd-v11i8.30519
  • 130. Fernandes GC, Costa JVR, Oliveira CJB, Oliveira TRN, Vieira TS, Alves PMR, et al. Violence against children and adolescents residents in a rural area in the state of Minas Gerais. RAS. 2020;18(66):102–14.
  • 131. Organização Pan-Americana da Saúde. Violência contra as mulheres. Brasília: OPAS; 2022.
  • 132. Esie P, Osypuk TL, Schuler SR, Bates LM. Intimate partner violence and depression in rural Bangladesh: accounting for violence severity in a high prevalence setting. SSM Popul Health. 2019;7:100368. doi: https://doi.org/10.1016/j.ssmph.2019.100368. PubMed PMID: 30766911.
    » https://doi.org/10.1016/j.ssmph.2019.100368
  • 133. Bicalho ACS, Santos AJC, Silva GOM, Costa LS, Oliveira NG, Nascimento TS, et al. Violência doméstica em professores da rede pública estadual durante a COVID-19. J Bras Psiquiatr. 2023;72(1):37–44. doi: https://doi.org/10.1590/0047-2085000000402.
    » https://doi.org/10.1590/0047-2085000000402
  • 134. Ranzani CM, Silva SC, Hino P, Taminato M, Okuno MFP, Fernandes H. Profile and characteristics of violence against older adults during the COVID-19 pandemic. Rev Lat Am Enfermagem. 2023;31:e3825. doi: https://doi.org/10.1590/1518-8345.6220.3825. PubMed PMID: 36722639.
    » https://doi.org/10.1590/1518-8345.6220.3825
  • 135. Dantas MNP, Souza DLB, Souza AMG, Aiquoc KM, Souza TA, Barbosa IR. Factors associated with poor access to health services in Brazil. Rev Bras Epidemiol. 2020;24:e210004. doi: https://doi.org/10.1590/1980-549720210004. PubMed PMID: 33331413.
    » https://doi.org/10.1590/1980-549720210004
  • 136. Oliveira MORD, Luce FB, Sampaio CH, Perin MG, Santini FDO, Santos MJD. Análise da qualidade dos artigos científicos da área de marketing publicados no Brasil. REAd. 2017;23(1):54–87.
  • 137. Marconi MA, Lakatos MA. Fundamentos de metodologia científica. 8 ed. São Paulo: Atlas; 2017
  • 138. Fausto MCR, Almeida PF, Bousquat A, Lima JG, Santos AM, Seidl H, et al. Atenção Primária à Saúde em municípios rurais remotos brasileiros: contexto, organização e acesso à atenção integral no Sistema Único de Saúde. Saude Soc. 2023;32(1):e220382pt. doi: https://doi.org/10.1590/s0104-12902023220382pt.
    » https://doi.org/10.1590/s0104-12902023220382pt
  • 139. Batista MLP, Macêdo EM, Bezerra AKL, Silva AJ, Barros RFM. Comunidade rural do Nordeste brasileiro: um cenário de reflexão para a formulação de políticas de desenvolvimento local e empreendedorismo sustentável. Rev Adm Pública. 2023;57(1):e20220160. doi: https://doi.org/10.1590/0034-761220220160x.
    » https://doi.org/10.1590/0034-761220220160x

Editado por

  • EDITORA ASSOCIADA
    Thereza Maria Magalhães Moreira

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    27 Fev 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    13 Jun 2025
  • Aceito
    19 Nov 2025
location_on
Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 , 05403-000 São Paulo - SP/ Brasil, Tel./Fax: (55 11) 3061-7553, - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: reeusp@usp.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro