RESUMO
Objetivo: Avaliar o engajamento de usuários de uma rede social mediante estratégias educativas direcionadas à conscientização dos enfermeiros sobre resistência antimicrobiana (RAM) e o Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA).
Método: Estudo prospectivo, realizado entre outubro de 2023 e outubro de 2024, com dados da Rede Brasileira de Enfermeiros para Enfrentamento da Resistência Antimicrobiana (REBRAN) no Instagram®. O engajamento foi medido quinzenalmente por métricas da plataforma, como seguidores, impressões, visualizações, alcance e interações. Analisou-se a correlação entre membros da REBRAN, seguidores e conteúdos de maior engajamento por meio de estatística descritiva e do coeficiente de Pearson.
Resultados: O número de membros aumentou de 214 para 436 (136%), e os seguidores, de 507 para 1.500, com forte correlação positiva (r = 0,97). Conteúdos lúdicos, como analogias com filmes e datas comemorativas, tiveram maior engajamento que conteúdos técnicos. O melhor desempenho ocorreu em junho de 2024, com 15.000 impressões, 209 visualizações e alcance de 7.400 contas.
Conclusão: Conteúdos lúdicos e interativos em redes sociais favorecem o engajamento de usuários sobre a RAM, ampliando a conscientização e incentivando práticas baseadas em evidências nos PGAs.
DESCRITORES
Enfermagem; Resistência a Medicamentos; Gestão de Antimicrobianos; Redes Sociais; Educação em Enfermagem
ABSTRACT
Objective: To assess social media user engagement with educational strategies aimed at raising nurses’ awareness of antimicrobial resistance (AMR) and the Antimicrobial Stewardship Program (ASP).
Method: A prospective study conducted between October 2023 and October 2024 using data from the Brazilian Nurses Network Tackling Antimicrobial Resistance (REBRAN) on Instagram®. Engagement was measured biweekly using platform metrics, including followers, impressions, views, reach, and interactions. The correlation between REBRAN membership, follower growth, and the highest-engagement content was analyzed using descriptive statistics and Pearson’s correlation coefficient.
Results: The number of members increased from 214 to 436 (136%), and the number of followers increased from 507 to 1,500, with a strong positive correlation (r = 0.97). Playful content, such as analogies with movies and commemorative dates, generated greater engagement than technical content. The best performance occurred in June 2024, with 15,000 impressions, 209 views, and a reach of 7,400 accounts.
Conclusion: Playful and interactive content on social media promotes user engagement regarding AMR, increasing awareness and encouraging evidence-based practices in ASPs.
DESCRIPTORS
Nursing; Drug Resistance, Microbial; Antimicrobial Stewardship; Social Networking; Education, Nursing
RESUMEN
Objetivo: Evaluar la participación de los usuarios de una red social mediante estrategias educativas destinadas a sensibilizar al personal de enfermería sobre la resistencia a los antimicrobianos (RAM) y el Programa de Gestión de Antimicrobianos (PGA).
Método: Este estudio prospectivo, realizado entre octubre de 2023 y octubre de 2024, utilizó datos de la Red Brasileña de Enfermeras para la Lucha contra la Resistencia Antimicrobiana (REBRAN) en Instagram®. La interacción se midió quincenalmente mediante métricas de la plataforma como seguidores, impresiones, visualizaciones, alcance e interacciones. La correlación entre los miembros de REBRAN, los seguidores y el contenido con mayor interacción se analizó mediante estadística descriptiva y el coeficiente de correlación de Pearson.
Resultados: El número de miembros aumentó de 214 a 436 (136%) y el de seguidores de 507 a 1.500, con una fuerte correlación positiva (r = 0,97). El contenido lúdico, como las analogías con películas y fechas conmemorativas, tuvo mayor repercusión que el contenido técnico. El mejor rendimiento se registró en junio de 2024, con 15.000 impresiones, 209 visualizaciones y un alcance de 7.400 cuentas.
Conclusión: Los contenidos lúdicos e interactivos en las redes sociales favorecen la participación de los usuarios en torno a la RAM, ampliando la concienciación e incentivando prácticas basadas en la evidencia en los PGAs.
DESCRIPTORES
Enfermería; Resistencia a Medicamentos; Programas de Optimización del Uso de los Antimicrobianos; Red Social; Educación en Enfermería
INTRODUÇÃO
A resistência antimicrobiana (RAM) em humanos e animais representa uma das dez principais ameaças globais em saúde(1). O uso racional de antimicrobianos, capitaneado especialmente pelos Programas de Gestão de Antimicrobianos (PGAs), é reconhecido como essencial na prevenção do desenvolvimento de organismos resistentes(1,2,3).
Os PGAs tradicionalmente têm sido conduzidos por infectologistas e farmacêuticos. No entanto, organizações de classe e especialistas na área recomendam uma abordagem colaborativa e interdisciplinar, com a inclusão de enfermeiros(4,5,6), considerando que esses profissionais desempenham diversas atividades pertinentes ao combate da RAM nas instituições de saúde(4,7,8,9,10). Apesar das ações dos enfermeiros conectadas aos PGAs, ainda existe uma notável falta de conhecimento e conscientização desses profissionais brasileiros sobre a gestão de antimicrobianos(11,12).
Com a proposta de aproximar, subsidiar e fortalecer enfermeiros para atuar e influenciar os PGAs, impactando positivamente o controle da RAM, foi criada a Rede Brasileira de Enfermeiros para Enfrentamento da Resistência Antimicrobiana (REBRAN). Trata-se de um grupo de cooperação técnica formado, prioritariamente, por enfermeiros, com o objetivo de fomentar discussões científicas, desenvolver pesquisas e contribuir para a difusão de conhecimento e de engajamento dos enfermeiros diante da problemática da RAM no Brasil. Os enfermeiros interessados sobre o tema podem se filiar à REBRAN. Esse grupo de cooperação possui como um dos seus canais de comunicação uma conta do tipo “profissional” na rede social Instagram® para difusão de conteúdos relacionados à RAM e ao PGA(13).
As redes sociais têm se consolidado como uma ferramenta de comunicação de grande alcance, possibilitando a rápida difusão de informações, a interação com públicos específicos e o engajamento de profissionais de saúde(14,15). Plataformas como o Instagram® possibilitam não apenas o compartilhamento de conteúdo, mas também a criação de experiências interativas e lúdicas, que podem favorecer a comunicação, contribuindo para o fortalecimento da conscientização sobre temas como a RAM(16,17).
O desempenho de uma rede social pode ser mensurado por métricas informacionais, como visibilidade (ou visualizações), influência, participação e engajamento(15). As visualizações são definidas como indicadores de frequência com os quais os conteúdos são exibidos(18). A influência é a capacidade de impactar atitudes e comportamentos(19). Já a participação refere-se ao ato de comentar, compartilhar e responder de forma ativa(20). Por fim, o engajamento do usuário ocorre quando ele realiza uma ação ativa em relação ao conteúdo em uma rede social, como clicar, comentar ou curtir — ações conhecidas como “interações”. Essas interações são mensuradas em relação ao alcance da publicação ou ao número de seguidores, resultando na chamada “taxa de engajamento”(21). Em geral, esse indicador é calculado a partir da soma da tríade dos “3 Cs”: curtidas, comentários e compartilhamento(15).
Historicamente, a utilização das mídias sociais na área de pesquisa em saúde foi recebida com certo ceticismo por parte da comunidade científica. Porém, atualmente, tem crescido o número de publicações sobre o tema em revistas científicas, considerando as potencialidades dessa estratégia(22,23,24). As aplicações das mídias sociais na pesquisa em saúde são amplas e variadas, e já incluem estratégias para aumentar a conscientização, inclusive sobre a RAM(25). Essa transformação na comunicação global tem implicações significativas para a saúde pública e para a enfermagem, uma vez que as redes sociais podem ser utilizadas para maior visibilidade do enfermeiro nas práticas de cuidado à saúde. Diante desse contexto, o objetivo deste estudo foi avaliar o engajamento de usuários de uma rede social mediante estratégias educativas direcionadas para conscientização dos enfermeiros sobre RAM e PGA.
MÉTODO
Desenho do Estudo
Trata-se de um estudo observacional prospectivo que avaliou o engajamento de usuários de uma rede social por meio da implementação de uma estratégia educativa.
Local e População
O estudo foi realizado no Brasil no período compreendido entre outubro de 2023 e outubro de 2024. A população-alvo foi composta por enfermeiros afiliados à REBRAN e seguidores da rede no Instagram®: “@rebran2022”. No entanto, por se tratar de uma rede social de comunicação aberta, os indicadores de resultados incluíram qualquer indivíduo/organização que interagiu com o perfil da REBRAN no Instagram® no período proposto, não apenas enfermeiros.
Estratégia Educativa por Rede Social
A estratégia educativa foi implementada no Instagram®, principal rede social em uso no Brasil(26). A estratégia para implementação da intervenção foi organizada em três etapas (Figura 1). Todas as ações foram desenvolvidas por uma equipe de pesquisadores procedentes de diferentes instituições acadêmicas e serviços de saúde, lideradas pela equipe de coordenação da REBRAN.
Figura esquemática da estratégia educativa por rede social para engajamento de enfermeiros nos conteúdos de resistência antimicrobiana e Programa de Gestão de Antimicrobianos – São Paulo, SP, Brasil, 2025.
Coleta de Dados
Para coleta dos dados relacionados às métricas do Instagram®, foi utilizada uma plataforma específica para monitoramento de redes sociais, a V-tracker®, que utiliza ferramentas que unem Social Listening e insights elaborados por Inteligência Artificial. As informações complementares, como insights ou indicadores do painel profissional do Instagram® (visualizações, interações e total de seguidores), foram extraídas diretamente da área restrita quinzenalmente, por membros designados do grupo de trabalho das redes sociais da REBRAN (L.M.A.; C.M.M.T. e T.M.L.S.), entre outubro de 2023 e outubro de 2024.
Análise e Tratamento dos Dados
Após a coleta, os dados foram transferidos para uma planilha do programa Microsoft Excel® para análise estatística, no qual foram utilizadas métricas específicas de monitoramento das redes sociais (Figura 2).
As informações foram analisadas em relação à tendência temporal ao longo do período selecionado (12 meses). Para avaliar a relação entre as variáveis, o número de seguidores na página da REBRAN no Instagram® e o número de membros oficialmente registrados na REBRAN, foi aplicada a correlação de Pearson, que quantifica a força e a direção da associação linear entre duas variáveis quantitativas contínuas(27). O coeficiente de correlação de Pearson (r) varia entre -1 e 1, em que valores próximos de 1 indicam forte correlação direta (positiva)(28). Por fim, buscou-se identificar os temas publicados de maior engajamento entre os usuários da página da REBRAN no Instagram®.
Aspectos Éticos
Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, sob Parecer nº 5.953.109 de 2024.
RESULTADOS
No início da implementação estratégia educativa por rede social, a REBRAN contava com 214 membros oficialmente registrados, número que aumentou para 436 ao final do período, representando crescimento de 136%. Tendência semelhante foi observada no perfil do Instagram®, cujo número de seguidores passou de 507 para 1.500, com incremento contínuo ao longo do período avaliado. A análise de correlação entre membros e seguidores revelou correlação muito forte (r = 0,98), demonstrando o potencial da rede social como ferramenta para expandir o alcance da rede (Figura 3).
Análise de correlação entre o número de membros afiliados e o número de seguidores no Instagram® da Rede Brasileira de Enfermeiros para Enfrentamento da Resistência Antimicrobiana – São Paulo, SP, Brasil, 2025.
Os principais temas de interesse foram publicados em conteúdos em formato de post utilizando a estratégia de trends (termo que significa “tendência” e dá nome aos conteúdos que atingem um pico de popularidade nas redes sociais por certo tempo). Os temas abordados incluíram a estrutura da REBRAN, a RAM, as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), os antimicrobianos, o papel do enfermeiro nos PGAs, as hemoculturas, a tendência do filme “Divertida Mente 2”(29), que relaciona as emoções com o controle da RAM, a tendência de Halloween, que apresenta uma analogia sobre a RAM, os mitos e verdades sobre a RAM, e o alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre Staphylococcus aureus resistente à vancomicina.
Em relação às métricas da rede social avaliadas ao longo do período, observou-se um crescimento expressivo: as publicações, que em outubro de 2023 registravam em média 1.600 impressões, 52,2 visualizações e alcance de 701 contas, passaram em outubro de 2024 para 5.400 impressões, 80,7 visualizações e alcance de 3.100 contas.
Entre os conteúdos publicados, o destaque ocorreu em junho de 2024, quando a estratégia de posts relacionando ideias e personagens do filme de animação “Divertida Mente 2” (produzido pelos estúdios Walt Disney, Pictures, Pixar Animation Studios) ao controle da RAM alcançou os melhores indicadores de engajamento, com maior número de impressões, visualizações e alcance (15.000, 209 e 7.400, respectivamente). Em novembro de 2023, as ações da REBRAN para a Semana Mundial de Conscientização sobre Resistência Antimicrobiana, que envolveram lives, discussões e materiais educativos, também apresentaram resultados relevantes (4.800 impressões, 161 visualizações e alcance de 1.700 contas). Já em outubro de 2024, as publicações alusivas ao Halloween, com abordagem lúdica sobre a RAM, obtiveram desempenho expressivo em alcance e engajamento (4.600 impressões, 54 visualizações e alcance de 3.300 contas).
Em contrapartida, o desempenho mais baixo em termos de interações totais e alcance foi observado em janeiro de 2024, quando foi publicado sobre IRAS, especificamente sobre a cadeia epidemiológica (impressões, visualizações e alcance).
DISCUSSÃO
As redes sociais são consideradas uma das principais ferramentas para gerar engajamento na sociedade atual. Contudo, elas não são exploradas em todo o seu potencial. Estudo de revisão sistemática publicado em 2022 investigou a eficácia das intervenções para melhorar a conscientização do público acerca da RAM, bem como quais intervenções influenciam mais o comportamento público. Esta revisão não encontrou, entre os estudos elegíveis, nenhum que tivesse utilizado recursos das redes sociais em suas estratégias de intervenção(30).
O uso das redes sociais para sensibilizar, engajar e informar profissionais e até mesmo usuários dos sistemas de saúde é uma poderosa ferramenta que poderia se tornar um pilar na luta mundial contra a RAM(31), visto ter um grande alcance, baixo custo e elevada capacidade de alcance. Essa estratégia pode ser particularmente importante em países de baixa e média renda, onde o acesso ao letramento em saúde nem sempre alcança toda a população(31).
A transformação que as redes sociais têm desencadeado possibilita uma rápida comunicação em saúde, com o desenvolvimento de ferramentas estratégicas e direcionadas para públicos específicos com alta capilaridade e baixo custo. Contudo, é necessário encontrar um equilíbrio entre os benefícios dessas estratégias e os danos potenciais relacionados à desinformação online(32).
As redes sociais são, atualmente, um espaço ambivalente no que se refere ao compartilhamento de informações para profissionais de saúde. Se, por um lado, auxiliam na rápida disseminação de informações para além das fronteiras geográficas, influenciam atitudes e aumentam a conscientização dos usuários, por outro, podem ser utilizadas para a propagação de notícias falsas e desinformação(33). Revisão apontou que notícias falsas e desinformação apresentam uma chance maior de se espalhar nas redes sociais em comparação a postagens de divulgação científica baseadas em evidências. Além disso, essas notícias falsas podem favorecer a assimilação de concepções imprecisas, comprometendo a compreensão futura, especialmente quando comparadas a conteúdos acurados divulgados por perfis educativos(34).
Tendo isso em vista, é necessário que profissionais de saúde se apropriem dos mecanismos de alcance das redes sociais para propagar informações embasadas cientificamente e promover as melhores práticas baseadas em evidências nos serviços de saúde. Ao seguir os limites éticos e legais que regem a prática profissional, é possível conquistar reconhecimento social e profissional, demonstrando compromisso com a divulgação científica e sua aplicação no cuidado em saúde(35). Assim sendo, o uso deliberado e planejado da rede social para aumentar a informação correta em saúde, incluindo informações para profissionais, como no caso do presente estudo, deve ser considerado como parte de amplas estratégias de conscientização sobre RAM.
Neste estudo, observou-se que postagens com caráter lúdico e divertido resultaram em melhores métricas de engajamento, sugerindo que esse pode ser um caminho promissor para publicações futuras que visem à conscientização sobre RAM. Essa observação é corroborada por experiências internacionais, como o projeto espanhol SWICEU (grupo de mais de 30 universidades entre Espanha e Portugal, patrocinado pela Sociedade Espanhola de Microbiologia), que utilizou infográficos, vídeos e gamificação inspirados em cultura pop para conscientizar jovens sobre RAM, com resultados expressivos em engajamento e alcance(16).
Outro aspecto relevante é o papel das redes sociais na interação entre profissionais. Estudos apontam que plataformas como Twitter® (atual X®) e Facebook® ampliam a comunicação científica em tempo real, estimulando a troca de experiências e a consolidação de boas práticas em controle de infecções e PGAs. Em estudo conduzido por Pisano et al.(36), verificou-se que conteúdos educativos em redes sociais não apenas aumentaram o conhecimento de residentes médicos sobre antimicrobianos, mas também estimularam a utilização de recursos clínicos baseados em protocolos, destacando o potencial pedagógico dessas ferramentas.
Além disso, destaca-se que o perfil de membros da REBRAN, composto majoritariamente por enfermeiros que atuam diretamente na prevenção e no controle de IRAS, pode ter influenciado o menor número de acessos a postagens que abordaram aspectos teóricos de alguns temas. Uma das hipóteses sobre esse resultado é que esses enfermeiros considerem que já têm pleno domínio nesses temas ou que a forma como foram apresentados não foi considerada inovadora ou atraente o suficiente para gerar interação. Assim, conteúdos mais criativos e acessíveis podem ter maior impacto, especialmente no fortalecimento do engajamento com a temática(14).
Por fim, cabe ressaltar que o Instagram®, por ser uma rede social de caráter mais informal e dinâmico, favorece a troca de experiências, fomenta um processo de ensino colaborativo e disponibiliza recursos variados para o desenvolvimento de conteúdos(37). Essa característica amplia seu potencial como ferramenta de ensino-aprendizagem e de conscientização sobre RAM, o que pode reforçar seu papel estratégico para profissionais de saúde e para a população em geral.
Este estudo possui limitações, como a dificuldade de identificar entre os membros da REBRAN os que foram mais interativos na rede social, o que não permite detalhar características dos perfis relativos ao engajamento nas diferentes atividades. Devido ao fato de a rede social ser aberta, houve a limitação de não reconhecer se as interações foram feitas exclusivamente por enfermeiros. Por fim, o período do estudo restringiu-se a um ano, o que não permite extrapolar conclusões quanto à sustentabilidade de longo prazo dessa estratégia de conscientização.
CONCLUSÃO
Os achados deste estudo demonstram que as redes sociais, em especial o Instagram®, podem configurar-se como ferramentas estratégicas para a promoção da conscientização sobre RAM. A análise das métricas revelou que postagens lúdicas alcançam maior engajamento, sugerindo que a adoção de linguagens criativas pode potencializar o impacto das campanhas digitais em saúde.
Nesse sentido, iniciativas como a desenvolvida pela REBRAN demonstram que a comunicação científica pode ser inovadora, atrativa e efetiva, representando um modelo que pode ser expandido e replicado em outros contextos de saúde pública.
DISPONIBILIDADE DE DADOS
Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponível mediante solicitação ao autor correspondente.
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Fonte: Autores, 2025.
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