| Avaliação prévia da criança ou do adolescente para tomar a decisão de iniciar a TRE domiciliar, com base em indicações e contraindicações(10,12,17,18,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26) |
Desenvolvimento de protocolos que auxiliam na tomada de decisão em transferir criança ou adolescente para TRE domiciliar. |
Falta de padronização da literatura com relação a idade mínima e período prévio realizando a TRE em hospital/ambulatório antes de iniciá-la em domicílio. |
A TRE domiciliar pode ser iniciada se a criança ou adolescente atende todos os seguintes critérios: - Idade igual ou maior a cinco anos (preferencialmente). - Iniciou a TRE há pelo menos seis meses em ambiente ambulatorial/hospitalar, sem apresentar reações adversas relacionadas à infusão. - Apresenta acesso venoso periférico de fácil punção ou possui cateter totalmente implantado. - Possui ambiente domiciliar que é favorável a realização da TRE. - Não possui doença respiratória significativa. |
Realização de estudos com maior nível de evidência científica que permitam definir a idade ideal para transicionar a criança para a TRE domiciliar. |
| Orientações à família e o paciente antes de iniciar a TRE domiciliar(18,20,22,23,24). |
Orientações realizadas por profissionais de diferentes áreas e especialidades. |
A maior parte dos estudos apresenta pouco detalhamento acerca das orientações que devem ser prestadas à família da criança ou adolescente que irá iniciar a TRE domiciliar. |
Os familiares devem ser orientados quanto: - Possibilidade de realização das infusões no domicílio iniciarem somente quando os pais se sintam seguros e manifestem aceitação quanto à realização do tratamento em casa. - Necessidade de um ambiente adequado para realização de todos os processos que envolvem a infusão. - Benefícios da TRE domiciliar. - Riscos de reações relacionadas à infusão e das medidas para o gerenciamento dessas reações. - Possíveis riscos associados ao cateter totalmente implantado. - Fatores para interrupção do tratamento domiciliar. |
Ampliar a perspectiva sociofamiliar em estudos que tratam da TRE domiciliar, apresentando uma abordagem mais ampla acerca do papel do cuidador e da importância das orientações aos familiares. |
| Preparo e administração da medicação para TRE domiciliar (10,11,12,18,24). |
Não foram identificados avanços em relação ao preparo e à administração da TRE em domicílio. O processo, em geral, segue os mesmos protocolos estabelecidos para a realização da TRE em ambiente ambulatorial. |
- Não há uma descrição ampla dos aspectos necessários para que o ambiente domiciliar seja considerado ideal para preparo de administração da TRE. - Os estudos não mencionam preparo e administração da medicação de modo personalizado para o ambiente domiciliar. Segue-se o padrão, conforme a administração ambulatorial ou hospitalar. |
Aprovação, pela equipe médica e de enfermagem, do local para preparo e armazenamento da medicação. - Antes de iniciar a infusão, o profissional que acompanhará o procedimento deve: a) Realizar e registrar anamnese e exame físico b) Fornecer a pré-medicação, para prevenir reações adversas à infusão, conforme prescrição médica. - Durante o processo de preparo e administração devem-se utilizar técnicas assépticas adequadas. - Em relação ao preparo deve-se: a) Selecionar a quantidade de frascos da medicação considerando o peso do paciente e a dose padrão recomendada. b) Colocar os frascos em local externo a refrigeração até que alcancem a temperatura ambiente de forma natural, sem aquecê-los. c) Verificar o aspecto da medicação. Caso esteja alterado, orienta-se a não realizar a infusão. d) Estabelecer o volume total que o paciente receberá durante a infusão. e) Desprezar uma quantidade de soro fisiológico da bolsa equivalente ao volume que será retirado dos frascos de enzima, garantindo que, após a adição da enzima, o volume total da solução continue sendo de 100 mL ou 250 mL. f) Retirar vagarosamente dos frascos a quantidade adequada da enzima. É importante que a solução não seja agitada, pois a agitação pode desnaturar o produto e comprometer sua atividade biológica. g) Adicionar a enzima à bolsa com soro fisiológico de forma gradual. A bolsa com a solução pronta deve ser suavemente agitada para garantir que o medicamento se distribua de maneira uniforme. - A administração da medicação deve ocorrer imediatamente após a sua preparação. Caso isso não seja possível, a solução não deve permanecer em temperatura ambiente. Recomenda-se o armazenamento em geladeira, entre 2 °C e 8 °C. - A infusão deve ser administrada por via endovenosa, utilizando bomba de infusão. É necessário o uso de equipo apropriado para o dispositivo, associado a filtro de 0,2 pm. |
Elaboração e validação de manuais ou protocolos para guiar administração da TRE, considerando as diferenças entre o ambiente domiciliar e hospitalar |
| Assistência de enfermagem à TRE domiciliar(10,18,20,21,22,23,24,25). |
Capacitações para melhorar a qualidade do atendimento. |
- Falta de detalhamento acerca do conteúdo do treinamento das enfermeiras. - Não é especificado o número de pacientes que uma enfermeira de tratamento domiciliar pode gerenciar. |
As enfermeiras são responsáveis por: - Observar uma seção de infusão enquanto o paciente ainda está sendo tratado no hospital. - Realizar visita prévia à casa do paciente e verificar a adequação do ambiente para realização da TRE e armazenamento dos medicamentos. - Promover reunião com os familiares, orientá-los e sanar suas dúvidas. - Preparar e administrar a medicação da TRE. - Acompanhar toda a seção de infusão no domicílio. - Gerenciar as reações adversas. - Encaminhar relatório clínico mensal para acompanhar a evolução clínica da doença dos pacientes. - Estar sempre em contato com o centro de infusão, principalmente em casos de reações adversas. - Comunicar ao médico da Atenção Primária à Saúde acerca do andamento das infusões e reações adversas. |
Estabelecer normativas mais claras sobre a formação e os aspectos laborais relacionados à atuação da enfermeira que presta assistência a crianças e adolescentes em TRE domiciliar. |
| Gerenciamento das reações adversas(10,12,18,19,22,23,24,26). |
Rede de gerenciamento das reações adversas. |
Não há especificação de intervalos de tempo em que cada medida deve ser tomada, ou em que momento o paciente deve ser reavaliado para implementação da ação seguinte. |
A enfermeira deve estar adequadamente equipada para o manejo de possíveis reações adversas. - Em casos de reações leves, como calafrios, prurido, náusea, cefaleia e/ou irritabilidade (especialmente em crianças menores), o profissional responsável pela infusão deve: a) Diminuir a velocidade da infusão em 50%. b) Ofertar antipirético e anti-histamínico por via oral. c) Se o paciente ainda apresentar sintomas, diminuir em mais 50% a velocidade da infusão. d) Se persistirem os sintomas interromper definitivamente a infusão. - Em casos de reações moderadas, como febre, cefaleia grave, vômitos, dor torácica, dor abdominal e/ou urticária, o profissional responsável pela infusão deve: a) Interromper imediatamente a infusão. b) Administrar anti-histamínicos e corticoides por via intravenosa. c) Administrar broncodilatador, se previamente prescrito pelo médico. - Em casos de reações graves, como dispneia, edema de língua ou glote, choque anafilático ou cardiogênico, o profissional que acompanha a infusão deve: a) Interromper imediatamente a infusão. b) Acionar os serviços de emergência. c) Administrar epinefrina via intramuscular, além de anti-histamínicos e corticoides via intravenosa. d) Estabilizar e realizar a transferência para o hospital. e) Coletar sangue para realização do exame de IgE. - Em casos de reações adversas moderadas ou graves a infusão seguinte deverá acontecer em ambiente ambulatorial/hospitalar. |
Criação ou adaptação de instrumentos de monitoramento clínico para aplicação no cenário de reações adversas relacionadas à TRE. |