Objetivo: Comparar as trajetórias assistenciais de mulheres com câncer de mama avançado nos últimos 30 dias de vida, analisando diferenças clínicas e de utilização de serviços de saúde entre pacientes submetidas à quimioterapia paliativa endovenosa (QPE) e aquelas acompanhadas por equipes de cuidados paliativos especializados (CPE).
Método: Estudo retrospectivo, baseado na análise de prontuários eletrônicos de 370 mulheres que evoluíram a óbito entre 2019 e 2023, distribuídas em QPE (n = 176) e CPE (n = 194). As comparações utilizaram os testes qui-quadrado, exato de Fisher ou Mann–Whitney (p < 0,05).
Resultados: Pacientes em CPE apresentaram maior carga metastática (4; IIQ 3–5; p < 0,001), maior acometimento do sistema nervoso central (39,69% vs. 16,48%; p < 0,001) e mais atendimentos multiprofissionais (p < 0,001). Apresentaram menor uso de pronto atendimento (1; IIQ 1–2; p < 0,001) e menor internação nas últimas 24 horas de vida (p < 0,001).
Conclusão: O acompanhamento por equipes de CPE esteve associado a trajetórias assistenciais menos agressivas no final da vida, mesmo em pacientes com maior complexidade clínica.
DESCRITORES
Neoplasias da Mama; Cuidados Paliativos; Assistência ao Paciente; Indicadores de Serviços; Terminalidade da Vida.