| Howlett et al. - Inglaterra [6] |
Orientar o reconhecimento precoce e manejo de pneumoconioses no Reino Unido. |
Estudo qualitativo |
Diferenciou entre asma ocupacional e asma agravada pelo trabalho. Recomendou o uso de testes específicos para diagnóstico precoce, como imunológicos (IgE sérica específica ou testes cutâneos), medição seriada do pico de fluxo expiratório e teste de provocação por inalação específica em centros especializados. |
| Chabra & Gupta - EUA [7] |
Investigar o diagnóstico, o manejo e a prevenção de asma alérgica, ambiental e ocupacional. |
Estudo qualitativo |
Destacou as estratégias de prevenção de exacerbações e a importância do trabalho em equipe na melhora do cuidado ao paciente. Ferramentas como o APGAR da asma (atividades, persistência, gatilhos, medicamentos e resposta à terapia) permitiram monitorar a gravidade da doença e identificar precocemente exacerbações relacionadas ao trabalho. |
| Dalbøge et al. - Dinamarca [43] |
Identificar e avaliar a relação entre 10 grupos de exposições ocupacionais sensibilizantes e o desenvolvimento de asma para apoiar o diagnóstico, a prevenção e políticas regulatórias no ambiente ocupacional. |
Estudo qualitativo |
Questionários, embora frequentemente usados em estudos observacionais, são metodologias de baixa confiança, classificadas como tendo potencial risco de viés e podendo levar à classificação incorreta. Em contrapartida, a revisão se posicionou como uma ferramenta de apoio essencial para as avaliações de risco nas empresas. Na prática, o médico do trabalho usaria os resultados do artigo para identificar o perigo, indicar riscos - focando em exposições frequentes, como pesticidas ou epóxi - e motivar ações. |
| Hasan et al. - Bangladesh [36] |
Melhorar a detecção precoce do estresse ocupacional por meio de técnicas de aprendizado de máquina e grandes modelos de linguagem, oferecendo uma ferramenta de monitoramento em tempo real, acessível e escalável para ambientes de trabalho. |
Estudo quantitativo |
O método propôs detecção de estresse sem biomarcadores, com base apenas em respostas de questionários, com potencial de aplicação periódica e em tempo real. |
| Strudwick et al. - Austrália [37] |
Avaliar a eficácia de programas de triagem implementados no ambiente de trabalho quanto à saúde mental dos funcionários, produtividade, adesão, qualidade de vida, busca por ajuda e efeitos adversos. |
Estudo qualiquantitativo |
A triagem isolada tem pouca efetividade, sendo necessários mais estudos que avaliem o impacto combinado de intervenções. |
| Balachandar et al. - Índia [44] |
Desenvolver ferramentas para triagem de saúde mental ocupacional com foco em burnout e avaliação de fatores psicossociais no local de trabalho, adaptadas à realidade sociocultural indiana. |
Estudo quantitativo |
Foram criadas duas escalas: uma para burnout, abrangendo exaustão emocional, despersonalização e realização pessoal; e outra para ambiente de trabalho, abordando carga de trabalho, recompensa e cooperação. |
| Van Wijk et al. - África do Sul [45] |
Propor uma ferramenta concisa de triagem em saúde mental, baseada em dados existentes, para vigilância ocupacional de rotina na África do Sul. |
Estudo quantitativo |
A ferramenta demonstrou potencial para triagem concisa (< 50 itens), com análise preditiva robusta e aplicabilidade para intervenções clínicas e organizacionais. |
| Linton - Suécia [22] |
Utilizar fatores psicológicos como preditores de risco e avaliar a eficácia de intervenções cognitivo-comportamentais. |
Estudo quantitativo |
Abordou a necessidade de intervenções precoces para prevenir dor musculoesquelética crônica relacionada ao trabalho. Em pacientes de médio e alto risco, a intervenção cognitivo-comportamental reduziu significativamente a incapacidade laboral em comparação ao tratamento usual. Nenhuma diferença significativa foi observada no grupo de baixo risco. |
| Soares et al. - Brasil [23] |
Discutir a efetividade de programas de exercício físico no ambiente de trabalho como forma de prevenção primária. |
Estudo qualitativo |
Destacou a elevada prevalência de DORTs e seus impactos negativos na qualidade de vida e nos custos associados. Programas de exercícios físicos no ambiente de trabalho, quando adequadamente planejados e adaptados ao perfil dos trabalhadores, mostraram-se eficazes na prevenção primária de DORTs. A intensidade, frequência e adequação individual devem ser consideradas para melhores resultados. |
| Ekhammar et al. - Suécia [24] |
Investigar a experiência de profissionais de saúde com a ferramenta PREVSAM para reabilitação precoce de pacientes com distúrbios musculoesqueléticos em risco de afastamento laboral, avaliando sua aplicabilidade e benefícios clínicos. |
Estudo qualitativo |
A ferramenta PREVSAM foi percebida como benéfica para pacientes, profissionais e instituições, promovendo um cuidado centrado na pessoa e reabilitação em equipe. Foram observadas barreiras à implementação, exigindo apoio gerencial e político para viabilizar sua adoção efetiva. |
| Sweileh - Palestina [25] |
Mapear a produção científica mundial sobre distúrbios osteomusculares ocupacionais, com foco em fatores de risco e estratégias preventivas, a partir da análise de publicações indexadas na base Scopus entre 1993 e 2022. |
Estudo quantitativo |
As recomendações para prevenção abarcaram ações integrativas e multiprofissionais, promovendo a integração do médico do trabalho com outros setores da equipe, incluindo: investigação sobre a efetividade de intervenções preventivas; incentivo à pesquisa interdisciplinar envolvendo psicologia, ergonomia, reumatologia e saúde ocupacional; exploração do papel de tecnologias, como dispositivos vestíveis, na redução dos DORTs (por exemplo, um EPI com aviso de movimento em tempo real para trabalhadores de construção); e ações gerenciais voltadas à tradução de evidências científicas em práticas e políticas que promovam segurança e saúde no trabalho. |
| Mirza et al. - EUA [31] |
Descrever boas práticas para o diagnóstico e a prevenção da perda auditiva induzida por ruído ocupacional, destacando o papel do médico do trabalho na prevenção, no diagnóstico precoce e no manejo de casos. É um posicionamento da American College of Occupational and Environmental Medicine. |
Estudo qualitativo |
O exame audiométrico foi apontado como muito importante na detecção precoce. O papel do médico do trabalho é fundamental na identificação de fatores ocupacionais, não ocupacionais, químicos e individuais que contribuem para a perda auditiva. Destacou-se a importância da anamnese detalhada, do uso adequado de EPIs e da vigilância para detecção de perdas progressivas. |
| Chen et al. - China [32] |
Apresentar uma síntese de dados globais de prevalência por ocupação e país e discutir fatores fisiológicos e ambientais associados à PAINPSE. |
Estudo qualiquantitativo |
A prevenção, principalmente por meio de programas de controle de ruído, mostrou-se como a medida mais eficaz, até que tratamentos como antioxidantes sejam validados. |
| Samelli et al. - Brasil [46] |
Avaliar a efetividade de intervenções voltadas à prevenção da perda auditiva ocupacional, como programas de conservação auditiva e monitoramento audiológico. |
Estudo qualiquantitativo |
Demonstrou bons resultados com treinamentos para uso de EPI e proteção auditiva; também foi demonstrado aumento do uso de EPI e redução do ruído com programas de conservação auditiva. |
| Jogie - Trindade e Tobago [16] |
Abordar riscos químicos e físicos que afetam trabalhadores da indústria de tintas e integrar conhecimentos de medicina do trabalho, clínica médica e atenção primária para orientar estratégias preventivas e terapêuticas. |
Estudo qualitativo |
Estratégias preventivas eficazes incluíram ventilação adequada, uso correto de EPI, rotinas de triagem clínica, monitoramento e educação contínua dos trabalhadores. O trabalho enfatizou a atuação multidisciplinar na proteção da saúde ocupacional. |
| Awodele et al. - Nigéria [19] |
Avaliou o uso de medidas de controle disponíveis em fábricas de tinta, com base em questionário padronizado da OMS e dosagem urinária de metais pesados em trabalhadores expostos. |
Estudo quantitativo |
Dos 400 trabalhadores, 72,5% estavam cientes dos riscos ocupacionais; apenas 30% haviam recebido treinamento formal; e 40% não utilizavam EPI. Cerca de 90% relataram sintomas relacionados à exposição ocupacional. Assim, o médico do trabalho deve exigir da empresa a implementação imediata de treinamento formal aos 70% restantes. Adicionalmente, deve atuar ativamente na fiscalização e conscientização do uso de EPI durante os exames periódicos, revertendo a falha de adesão de 40%. |
Vearrier & Greenberg - EUA [47] |
Discutir a aplicabilidade do monitoramento médico após exposições ocupacionais ou ambientais a agentes tóxicos. |
Estudo qualitativo |
Defendeu uma abordagem baseada em critérios científicos, como os de Bradford Hill, para avaliação da causalidade e magnitude do risco. |
| Schütte et al. - Holanda [8] |
Identificar fatores de risco ocupacionais e pessoais para dermatite de contato e avaliar sua associação com a doença, a fim de analisar a importância da prevenção. |
Estudo quantitativo |
Múltiplos fatores pessoais e ocupacionais estão relacionados à dermatite de contato, reforçando a importância da avaliação combinada desses riscos para prevenção. |