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Rocha (2019)
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Brasil |
Quantitativa |
Análise empírica de dados da Pesquisa de Inovação Brasileira (PINTEC). |
Avaliar o efeito do uso da PPI como instrumento de política de inovação. |
Resultados demonstram a capacidade da PPI de direcionar mercados e promover o desenvolvimento local, especialmente em ambientes com alta heterogeneidade estrutural, como o Brasil. |
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Crespi e Guarascio (2019)
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Pedidos de patentes de 24 países (UE27, UE3, além de Estados Unidos e Japão) |
Quantitativa |
Análise empírica de dados do World Input-Output Database (WIOD) utilizando técnica de imputação. |
Analisar a relevância da influência das compras públicas nas atividades de inovação. |
Resultados apontam a PPI como uma impulsionadora da inovação. O estudo indica que, em setores com alta presença de importação, o efeito das compras públicas sobre a inovação tende a ser reduzido. |
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Radicic (2019)
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Eurobarômetro de 2014 |
Quantitativa |
Aplicação de questionários com empresas selecionadas a partir dos dados do Eurobarômetro. |
Investigar se políticas de demanda, especialmente compras públicas, são mais eficazes para promover inovação do que políticas de oferta. |
Os resultados indicam que a aquisição pública de inovação é de fato mais eficaz em estimular a inovação de produtos do que as medidas de política de oferta. |
Suhonen et al. (2019) |
Estados Unidos e União Europeia |
Qualitativa |
Estudo exploratório através da revisão de métodos de contratação. |
Analisar o fosso entre o discurso normativo e as práticas reais de PPIs, especialmente no que diz respeito à distribuição de riscos e aos incentivos. |
Os resultados mostram que, apesar das recomendações teóricas, a aplicação de gestão de risco e incentivos à inovação na União Europeia (UE) é limitada por falta de tradição e resistência a contratos mais sofisticados. |
Sánchez-Carreira et al. (2019a) |
Galiza, Espanha |
Qualitativa |
Análise empírica através de banco de dados próprios e entrevistas. |
Analisar o potencial da PPI para obter desenvolvimento regional. |
Tem-se que a efetividade da PPI depende da regulamentação e do design das licitações. Impactos variam segundo a estrutura produtiva e as capacidades locais de inovação, sendo necessário integrar políticas de oferta e demanda. |
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Winden e Carvalho (2019)
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Amsterdam’s Startup-in-Residence (SiR) |
Qualitativa |
Estudo de caso com pesquisa documental. |
Avaliar criticamente como e até que ponto os municípios podem usar a PPI para enfrentar os desafios contemporâneos da inovação urbana e se envolver com ecossistemas empresariais locais. |
Aponta que o aspecto de intermediação nas PPIs pode ser relevante para resolução de problemas moderadamente complexos, mas questiona sua eficácia em desafios maiores e mais complexos, que exigem soluções colaborativas de múltiplos atores. |
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Babiča e Sceulovs (2019)
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Letônia |
Qualitativa |
Estudo de caso com aplicação de entrevistas. |
Analisar o conceito de contratação pública, suas armadilhas, dimensões e sua avaliação do valor acrescentado da inovação. |
São armadilhas: foco no menor preço e resistência ao risco. Dimensões: valor funcional, impacto e durabilidade. Valor acrescentado: sustentabilidade, eficiência, impacto social e transferência de conhecimento. |
Sánchez-Carreira et al. (2019b) |
Galiza, Espanha |
Qualitativa |
Estudo de caso com entrevista. |
Analisar a experiência da PPI em Galiza, identificando os fatores que impulsionaram esta experiência. |
A análise destaca que o desempenho da PPI na Galiza é influenciado pela disponibilidade de fundos públicos, pela participação de múltiplos atores e por um ambiente virtual de coordenação. |
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Tammi et al. (2020)
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Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da Carélia do Norte, Finlândia |
Quantitativa |
Aplicação de questionários com empresas selecionadas a partir dos dados de um levantamento de PMEs na Finlândia. |
Examinar a relação entre concorrência e inovação nas PMEs que participam de PPIs. |
Os resultados indicam que a abertura de mercado estimula a inovação, mas, em ambientes já altamente competitivos, o aumento da concorrência pode reduzir a capacidade inovadora das PMEs. |
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Uyarra et al. (2020)
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Galiza, Espanha |
Qualitativa |
Estudo de caso com análise documental e entrevistas. |
Conceituar os múltiplos papéis das compras públicas na política de inovação (regional). |
As compras públicas estimulam a demanda, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), difusão tecnológica, diversificação econômica, inovação institucional e articulação do ecossistema regional. |
Archibugi et al. (2019) |
União Europeia |
Abordagem teórica |
Ensaio teórico. |
Explorar até que ponto um grande plano de investimento público em inovação contribui para a recuperação econômica. |
Os autores defendem que investimentos públicos em inovação, como compras públicas, impulsionam recuperação econômica ao gerar demanda, criar novos mercados e promover crescimento sustentável. |
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Talebi e Rezania (2020)
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Governo local no Canadá |
Qualitativa |
Estudo de caso com pesquisa documental e entrevistas. |
Investigar como os atores de PPIs dão sentido aos projetos e como a governança evolui ao longo da sua vida. |
Observou-se que os atores alinham motivações públicas e privadas, promovendo cocriação em rede. A governança se desenvolve em três níveis: políticas que viabilizam, redes que coordenam e projetos que adaptam práticas para a inovação experimental. |
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Li et al. (2020)
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Brasil e China |
Qualitativa |
Análise comparativa através de estudo de caso com entrevistas. |
Apresentar as compras públicas como instrumento político para a recuperação tecnológica em dois países em desenvolvimento. |
As PPIs são um instrumento estratégico para orientar setores industriais, mas sua efetividade depende da solidez institucional e da coordenação nacional. Seus impactos são maiores quando focadas em grandes desafios nacionais. |
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Crisan (2020)
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Municípios do Canadá |
Qualitativa |
Estudo exploratório. |
Explorar o uso de políticas de demanda, como a aquisição pública, para promover a inovação e o crescimento econômico, especialmente no contexto de governos provinciais e municipais no Canadá. |
A pesquisa mostra que, no Canadá, as compras públicas têm potencial para impulsionar a inovação orientada pela demanda, mas ainda são subutilizadas. Para ampliar sua eficácia, é preciso tornar a inovação uma diretriz explícita, incentivar a participação de PMEs e adotar programas de subvenção para soluções inovadoras. |
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Edquist e Zabala-Iturriagagoitia (2020)
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Não se aplica |
Abordagem teórica |
Ensaio teórico. |
Analisar como contratos públicos podem atuar como uma força motriz para inovações. |
Para obter bons resultados com as PPIs, recomenda-se uma abordagem funcional de contratação que descreva objetivamente problemas e funções a serem atendidos, focando nos objetivos a alcançar, e não na forma de execução da solução. |
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Demircioglu e Vivona (2021)
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Dados do Innobarômetro de 2010 (conjunto de 4.063 organizações públicas de 29 países europeus) |
Quantitativa |
Aplicação de questionário com empresas selecionadas a partir dos dados do Innobarômetro. |
Promover compreensão da interação entre ferramentas políticas e compras de inovação no setor público. |
Identificação de que a aquisição como ferramenta processual está positivamente associada à inovação em organizações públicas. |
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Talebi et al. (2021)
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Empresa local do Canadá |
Qualitativa |
Estudo de caso com entrevista. |
Identificar os tipos de valor gerados em colaborações de interesse público entre governos locais e startups, bem como analisar como esses valores interagem entre si. |
O artigo identifica quatro tipos de valor gerados em colaborações entre governos locais e startups: associacional, transferido, de interação e sinergístico. Esses valores se reforçam mutuamente, promovendo coesão, troca de recursos, confiança e inovação colaborativa. |
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Pihlajamaa e Merisalo (2021)
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Tampere, Finlândia |
Qualitativa |
Análise documental e entrevistas. |
Investigar a organização de dois concursos de inovação no estilo hackathon de cidades inteligentes. |
Apresenta hackathons como possibilidade de processo pré-seleção de fornecedores para PPI. |
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Schönfeld e Ferreira (2021)
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União Europeia |
Qualitativa |
Pesquisa documental com análise sistemática e crítica. |
Avaliar se as políticas de inovação da UE alcançam os seus próprios objetivos de sustentabilidade, inclusão social e crescimento econômico. |
Conclui-se que a política de inovação só é eficaz quando articula crescimento, inclusão social e sustentabilidade. As compras públicas, nesse contexto, são uma ferramenta central para orientar o mercado rumo a esses objetivos. |
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Ortega-Laurel (2021)
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Não se aplica |
Abordagem teórica |
Ensaio teórico. |
Analisar como o processo de compras públicas evoluiu ao longo do tempo, impulsionado pelo envolvimento e uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). |
As compras públicas avançaram para modelos mais inteligentes com o uso de TICs, que ajudam a identificar demandas, antecipar tendências, definir critérios de avaliação e promover inovação aberta. Ainda são necessárias melhorias, como ferramentas de autodiagnóstico. |
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Delina et al. (2021)
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Eslováquia e Tchéquia |
Quantitativa |
Análise de dados empíricos, questionários e estudos de caso. |
Identificar os fatores e as questões mais significativas relativos a uma compra pública pré-comercial bem-sucedida nos mercados eslovaco e tcheco. |
O estudo valida um modelo conceitual das PPIs nos mercados eslovaco e tcheco, destacando a importância das negociações de preço e da melhoria na identificação de fornecedores inovadores para ampliar a transparência e a efetividade do mercado. |
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Dai et al. (2021)
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China |
Quantitativa |
Método econométrico utilizado para identificar o impacto causal. |
Verificar a eficácia e o impacto da PPI. |
O estudo confirma que a PPI é eficaz e pode ser um importante instrumento político para promover a inovação em países em desenvolvimento, especialmente em aquisições de tecnologia, contribuindo para reduzir a lacuna tecnológica nos países em desenvolvimento. |
Daneshkohan et al. (2022) |
Irã |
Qualitativa |
Estudo de caso com aplicação de questionário. |
Identificar os fatores efetivos no desenho da política de compras públicas de inovação no Irã. |
Foram identificadas 6 dimensões para o desenho de políticas de PPIs: contexto externo, políticas nacionais, condições institucionais, capacidades organizacionais, identificação de demandas e estímulos à inovação. |
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Veneziani e Vaz (2023)
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Chile, México, Costa Rica, Brasil e Uruguai. |
Qualitativa |
Análise comparativa através da análise estruturada de portais governamentais. |
Investigar os procedimentos de aquisição de inovação adotados por cinco países classificados como os mais inovadores da América Latina, sendo: Chile, México, Costa Rica, Brasil e Uruguai. |
Países com legislação específica, como Costa Rica, Brasil e Uruguai, incorporam a maioria dos procedimentos do Guia Europeu para PPI. Já Chile e México adotam apenas diretrizes, refletindo a influência do documento sem sua plena implementação. |
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Odei et al. (2023)
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Grupo Visegrád (Tchéquia, Polônia, Hungria e Eslováquia). |
Quantitativa |
Análise empírica de dados de Pesquisas Empresariais (ES) realizadas na Tchéquia, Hungria, Eslováquia e Polônia entre 2018 e 2020. |
Avaliar os fatores que poderiam melhorar o desempenho das empresas em compras públicas. |
Os resultados indicaram que competições informais, inovações de produtos, patentes, tamanho da empresa e colaboração externa são fatores significativos capazes de influenciar a capacidade das empresas em PPIs. |
Viríssimo et al. (2023) |
Santa Catarina, Brasil |
Qualitativa |
Estudo exploratório de um caso de ensino. |
Formular estratégias para servidores públicos minimizarem riscos jurídicos na execução de PPIs. |
Os resultados indicam ferramentas úteis para capacitação de servidores e definição de problemas na contratação pública, como design thinking, problem framing, diálogo com stakeholders e diagramas de causa e efeito. |
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Lymer et al. (2023)
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União Europeia |
Abordagem teórica |
Ensaio teórico. |
Demonstrar oportunidades e desafios para os Consórcios de Infraestruturas Europeias de Pesquisa (CIEP). |
O sucesso de CIEP depende de diretrizes de PPIs e acesso a financiamentos europeus, com oportunidades em parcerias e editais, e desafios na gestão, contratação e concorrência com o setor privado. |