O artigo analisa criticamente os impactos da plataformização da educação na rede estadual paulista, com foco na formação continuada e no uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação. A partir de abordagem qualitativa e análise documental, evidencia-se como a adoção de plataformas digitais tem intensificado o controle pedagógico, a padronização curricular e a lógica da gestão por resultados. Discute-se ainda a redução da autonomia docente e a reconfiguração das práticas escolares, apontando para os desafios contemporâneos da profissão docente frente à racionalidade tecnocrática. O estudo conclui que enfrentar os efeitos da plataformização requer políticas de formação que valorizem a autonomia e a escuta docente, promovendo práticas formativas críticas e contextualizadas capazes de resistir à lógica tecnocrática.
Palavras-chave
Formação de professores; Tecnologias digitais; Educação pública; Política educacional; Plataformas educacionais
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Fonte: Repositório do CMSP.
Fonte: Site Escola Total. Acesso em: outubro de 2024.