A pandemia de covid-19 exigiu ações emergenciais para a continuidade da dinâmica familiar, de processos educacionais e de trabalho. Muitas questões tradicionalmente reivindicadas pelos movimentos sociais foram ameaçadas, tais como o direito à cidade, à saúde e à educação. Em um contexto caracterizado pelo isolamento social, houve o aumento da vulnerabilidade de crianças relacionada à cultura digital. Este artigo objetiva discutir o enfrentamento da vulnerabilidade de crianças, tecendo relações com o direito à cidade e à educação no contexto da pandemia de covid-19. Trata-se de uma investigação qualitativa, exploratória online e analítica, com a utilização da pesquisa bibliográfica, além da consulta a relatórios e a documentos institucionais. Os resultados apontam para a importância do papel do poder público, da escola (através da formação de professores e do currículo) e da família, como elementos propositores, facilitadores e potencializadores das estratégias de enfrentamento desta problemática.
Palavras-chave
vulnerabilidade de crianças; cultura digital; direito à cidade; pandemia; educação