Atualmente, acompanhamos uma intensificação no processo migratório de futebolistas brasileiras para o contexto europeu. Diante disso, esta pesquisa objetivou problematizar a migração e as possibilidades de carreira das futebolistas ítalo-brasileiras que migraram para o futsal italiano. O corpus empírico do estudo constitui-se de cinco “entrevistas compreensivas” com futebolistas que atuaram na Série A do futsal feminino italiano, além do uso de fontes documentais e digitais. A pesquisa mapeou um elevado número de brasileiras nas últimas sete edições da competição: 27 em 2016; 37 em 2017; 43 em 2018; 37 em 2019; 31 em 2020; 40 em 2021 e 41 em 2022. Concluímos que, apesar de o futsal feminino italiano representar uma oportunidade valorizada pelas futebolistas brasileiras, persistem adversidades que dificultam as possibilidades de essas atletas migrantes construírem uma carreira sólida.
Palavras-chave
Futsal feminino; Migração; Itália; Carreira