Este artigo examina elementos da crítica que Joel Whitebook e Amy Allen endereçam a Axel Honneth, no que diz respeito ao fato de esse filósofo, ao reivindicar o interesse da Psicanálise para uma teoria crítica da sociedade, ter, ao mesmo tempo, rejeitado o conceito freudiano de pulsão de morte. Argumenta-se que tanto Whitebook - em sua posição intelectual como um freudiano mais ortodoxo - quanto Allen - em sua defesa da Psicanálise kleiniana - perdem de vista a amplitude do conceito de pulsão de morte, tal como este foi proposto por Freud, comprometendo-se, com consequências distintas, com uma caracterização alegadamente hobbesiana de certas teses freudianas sobre a agressividade.
Palavras-chave:
Psicanálise; Teoria crítica; Pulsão de morte.