Este trabalho tem como foco a relação entre lógica e história no pensamento hegeliano. De saída, investigamos alguns tópicos fundamentais da Doutrina da Essência, sobretudo o conceito de liberdade como conversão da contingência em necessidade. Em seguida, buscamos mapear o modo como essa conversão se espelha no processo histórico e o papel exercido pela lógica nessa transposição, isto é, se a forma lógica se sobrepõe ao conteúdo histórico. Nossa conclusão é que haveria de fato uma hipóstase do elemento lógico, que provoca uma série de distorções no movimento histórico; as sociedades “anistóricas”, como os africanos e os índios, seriam o sintoma mais evidente dessa assimetria. Com isso, buscamos recolocar os termos que normalmente orientam os debates decoloniais acerca da filosofia hegeliana.
Palavras-chave:
Colonialismo; Filosofia da História; Hegel; Liberdade; Lógica.