Introdução: A disbiose intestinal é comumente observada em pacientes com doença renal diabética e pode contribuir para sua patogênese. Entre os metabólitos microbianos, o butirato desempenha papel fundamental na regulação de proteínas antioxidantes no diabetes mellitus tipo 2. Com base nisso, levantamos a hipótese de que a administração de probióticos em ratos diabéticos poderia modular o perfil redox, atenuando, assim, a progressão da doença renal.
Métodos: Estudo in vivo utilizando ratos Wistar machos (8 semanas, 250–300 g; n = 15), randomizados em três grupos (n = 5/grupo): Controle (veículos: solução salina 0,9% e citrato 0,1 M; pH 4,2, i.p., no dia 1); DM2 (nicotinamida 100 mg/kg, i.p., seguida de estreptozotocina 60 mg/kg, i.p., em tampão citrato 0,1 M, pH 4,2); e DRD + Prob (protocolo D + probiótico multicepas Bifidobacterium longum, Bifidobacterium bifidum e Lactobacillus rhamnosus, 1010 UFC/mL via gavagem por 6 semanas). Parâmetros avaliados: creatinina sérica, clearance de inulina, microalbuminúria, peróxidos urinários e lipídicos, glutationa e Fator 2 Relacionado ao Eritroide Nuclear 2.
Resultados: O tratamento probiótico aumentou significativamente a expressão de Nrf2 e os níveis de glutationa. Por outro lado, reduziu a peroxidação urinária e lipídica. Além de atenuar o estresse oxidativo, os probióticos melhoraram a função renal, com redução da creatinina sérica e da microalbuminúria e aumento do clearance de inulina.
Conclusão: Os achados indicam que os probióticos preveniram a progressão da DRD, provavelmente modulando o estresse oxidativo por meio da microbiota intestinal. Esses resultados sugerem que os probióticos podem atuar como agentes renoprotetores, reduzindo potencialmente a morbidade da DRD no DM2.
Descritores:
Doença renal diabética; Diabetes mellitus tipo 2; Probióticos; Estresse oxidativo
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