As mudanças climáticas ameaçam a produção de hortaliças em regiões tropicais, tornando essenciais as práticas sustentáveis. O objetivo deste estudo foi avaliar o cultivo, o crescimento, a partição de biomassa e a produtividade de abobrinha italiana em sistema orgânico sob dois manejos de solo: Sistema de Hortaliças em Plantio Direto (NTVS) e preparo convencional do solo (CT). O experimento foi conduzido em 2020/2021, em Ipê, RS, Brasil, utilizando um esquema fatorial 2 × 6 (dois sistemas de preparo do solo × seis datas de amostragem) em blocos ao acaso, com quatro repetições. O crescimento e a partição de biomassa foram avaliados aos 0, 15, 30, 45, 60 e 85 dias após o transplante (DAT). Realizou-se análise estatística dos dados. Houve interação significativa entre o manejo do solo e a data de avaliação para o acúmulo de biomassa seca. O crescimento inicial foi maior sob CT, provavelmente devido à disponibilidade imediata de nutrientes. Entretanto, o NTVS promoveu maior produção de massa seca vegetativa, reprodutiva e total a partir dos 30 DAT, atingindo picos de 132,67; 76,16 e 176,62 g/planta, respectivamente, em comparação a 91,46; 49,34 e 124,07 g/planta sob CT. Em ambos os tratamentos, a máxima taxa absoluta de crescimento ocorreu entre 30-45 DAT, enquanto a máxima taxa relativa de crescimento foi observada entre 15-30 DAT. A produtividade da abobrinha italiana foi superior no NTVS (11,4 t/ha) em comparação ao CT (7,7 t/ha).
Palavras-chave:
Cucurbita pepo L.; agroecologia; produção de hortaliças; sistemas de plantio direto; partição de biomassa
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