Este trabalho objetiva analisar limites e possibilidades para uma Biologia pós-crítica por meio de uma Educação Sexual Queer, visando a problematizar discursos essencialistas no Ensino de Genética para o (re)conhecimento de múltiplas identidades/diferenças, como (trans)gêneros e (inter)sexuais. Embora distintas, ambas são, socioculturalmente, deslegitimadas e/ou patologizadas por destoarem da cisheteronormatividade. Para tanto, desenvolveu-se um plano de aula referente ao Ensino de Genética em uma abordagem Queer, possibilitando extrapolar os limites biológicos e assumir questões socioculturais sobre corpos, gêneros e sexualidades. Enquanto biólogos/as-educadores/as, problematizaram-se discursos essencialistas, buscando (des)construir saberes e práticas sobre tais temáticas, por meio de artefatos culturais, como filmes e músicas. Assim, apontaram-se problematizações para questionar discursos essencialistas e fundamentalistas alicerçados no determinismo biológico, buscando (re)conhecimentos sobre a diversidade de corpos a partir da subversão das abordagens Queer, ao encorajar a (des)construção de um Biologia pós-crítica, plural e transitória.
Palavras-chave
Biologia; intersexualidade; Genética; transgêneros.