Neste artigo, tomamos como objeto de análise o modelo de ensino remoto emergencial operado, durante a pandemia de covid-19, pela rede de ensino do Estado de São Paulo, que previa a veiculação de aulas via televisão aberta. Construímos nossa argumentação de maneira ensaística, evidenciando que esse modelo produz um tipo de cena pedagógica que, no limite, converte o processo educacional em uma ficção. Apresentaremos, inicialmente, uma discussão sobre a acepção de cena pedagógica. Esta, como representação televisiva, apresenta-se ao espectador como uma duplicação ilegítima da experiência formativa escolar. Conclui-se que essa duplicação contradiz o compromisso formativo que deveria se manter como imperativo durante o período pandêmico.
Palavras-chave
Cena Pedagógica; Ficção; Ensino Remoto Emergencial; Estado de São Paulo; Teoria Crítica da Sociedade
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Fonte:
Fonte:
Fonte:
Fonte: