Este artigo discute as possibilidades e os desafios de práticas insurgentes de moradores da comunidade Poço da Draga, em Fortaleza, diante das disputas por poder de decisão. Essa problematização considera que grande parte das deliberações de produção do espaço acontecem no âmbito das práticas institucionais, implementadas por órgãos de planejamento, sancionadas pelo Estado, mas voltadas a interesses privados. A partir de uma abordagem etnográfica, com observação participante e produção de cartografias sociais, a pesquisa aponta aspectos da relação conflitual entre as práticas do Poder Público e as práticas dos moradores, que resistem à ameaça de remoção há décadas. E sugere que, apesar dos entraves, a ação coletiva organizada pode contribuir para a constituição de um bem comum urbano mais democrático.
Palavras-chave
planejamento urbano; práticas insurgentes; cidadania urbana; território; direito à cidade
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Fonte: elaborada pelas autoras, em 2019.
Fonte: PDP-FOR (Lei n. 62/2009), adaptada pelas autoras em 2019.
Fonte: Iplanfor.
Fonte: elaborada, em 2019, pelas autoras, com base nos dados de relatórios da Quanta Consultoria.
Fonte: elaborada, em 2019, pelas autoras, com base nos dados do PDP-FOR (Lei n. 62/2009) e de relatórios da Quanta Consultoria.