Para muitos na sociologia organizacional, a subjetividade é intrinsecamente arbitrária e relativista, impedindo a possibilidade do conhecimento social objetivo. Porém, o comportamento e a estrutura organizacional dependem da intersubjetividade. Esse ensaio teórico visa uma síntese crítica da literatura pertinente e indaga se e como é possível uma abordagem objetiva da intersubjetividade. Esse tratamento é alcançado pela combinação de intersubjetividade com relações sociais necessárias à organização. Intersubjetividade e relações sociais se constroem sobre as necessidades e funcionalidades biológicas e constituição neurológica humanas e são observadas na ação organizacional e nos seus resultados culturais. Relações sociais necessárias e cultura evoluem de forma lamarckiana visando efetividade. Assim, é possível um conhecimento objetivo dos fenômenos organizacionais dentro e à volta das organizacionais. Uma consequência crucial é a necessidade e possibilidade de uma interpretação objetiva dos fenômenos organizacionais. Permanece um resíduo da subjetividade que não afeta a intersubjetividade e pode ser objetivamente investigado através da neurociência e da ciência cognitiva.
Palavras-chave:
Relações sociais necessárias; Ação organizacional necessária; Epistemologia científica; Interpretação objetiva
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Fonte: Elaborado pelo autor.