Este estudo teve como objetivo investigar a ocorrência de micronúcleos (MN) e anormalidades nucleares eritrocitárias (ANEs) em populações naturais e de cativeiro de Kinosternon scorpioides e comparar suas frequências com o tipo de ambiente, sexo e período sazonal em uma área de proteção ambiental no estado do Maranhão, Amazônia. O sangue foi coletado de 112 espécimes de regiões com influência antrópica direta e áreas indireta e de controle para produzir esfregaços de sangue para posterior análise citológica em microscópio óptico. Encontramos MN (N=91) e ANEs como núcleos binucleados (N=14), entalhados (N=81), lobulados (N=35), segmentados (N=16) e deslocados (N=253) em animais in situ. Nenhuma anormalidade foi registrada nos eritrócitos dos espécimes em cativeiro. A média (± desvio padrão) de MN (1,13±0,47) diferiu daquelas dos outros quelônios do ambiente natural, e os núcleos deslocados e binucleados se manifestaram em frequências maiores (51,6%) e menores (2,8%), respectivamente. A frequência de núcleos lobulados foi significativamente diferente entre as áreas (p<0,05); núcleos segmentados (p<0,05) e deslocados (p<0,05) apresentaram frequências maiores durante os períodos seco e chuvoso. O sexo não afetou essas anormalidades. Nenhum MN significativo foi encontrado; no entanto, eritrócitos com núcleos lobulados, segmentados e deslocados foram documentados em animais de diferentes ambientes e períodos sazonais. Nosso estudo fornece dados pioneiros sobre MN e anomalias nucleares nos eritrócitos de K. scorpioides e demonstra as diferenças e relações significativas entre eles. A ocorrência de anormalidades em animais silvestres confirma a necessidade de manutenção de áreas protegidas e a continuidade das ações de conservação voltadas para os quelônios amazônicos. Isso contribui para a redução do impacto em Unidades de Conservação que utilizam a biodiversidade de forma sustentável no Brasil.
Palavras-chave:
biomarcadores; estressores ambientais; micronúcleos; quelônios
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