Open-access Plaquetopenia no Pós-Operatório Imediato de Transplante de Fígado: Uma Revisão Integrativa

RESUMO

Objetivo:  Investigar o impacto da plaquetopenia no pós-operatório imediato de Transplante de Fígado (TF) para a sobrevida do paciente, bem como possíveis complicações decorrentes, sintetizando as evidências sobre fatores de risco, prevalência e desfechos clínicos.

Métodos:  Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com busca nas bases de dados PubMed, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os critérios de seleção consistiram em estudos observacionais que analisaram a plaquetopenia imediata no pós-operatório de TF, sendo selecionados sete artigos para a síntese final, após um processo de triagem.

Resultados:  A trombocitopenia foi um fenômeno prevalente pós-transplante hepático, com redução média de 63% e nadir (ponto mais baixo da contagem) entre o 3º e 5º dia. Contagens inferiores a 30 x 109/L e picos máximos abaixo de 80 x 103/uL foram preditores independentes de mortalidade precoce (18% vs. 2%), complicações graves (Clavien-Dindo III/IV) e disfunção do enxerto. Embora a recuperação ocorra geralmente em 21 dias, a magnitude da queda plaquetária é um marcador prognóstico crítico para a sobrevida do paciente e do enxerto.

Conclusão:  A trombocitopenia persistente após o 5º dia pós-operatório transcende a alteração hematológica, consolidando-se como um biomarcador robusto de disfunção do enxerto e mortalidade. Assim, ela deve ser interpretada como um sinal de alerta sistêmico para guiar intervenções clínicas precoces, e não apenas como um alvo numérico para correção transfusional.

Descritores
Trombocitopenia; Transplante de Fígado; Período Pós-Operatório; Complicações Pós-Operatórias

ABSTRACT

Objective:  To investigate the impact of thrombocytopenia in the immediate postoperative period of liver transplantation (LT) on patient survival, as well as possible associated complications, synthesizing the evidence on risk factors, prevalence, and clinical outcomes.

Methods:  An integrative literature review was conducted through searches in the PubMed, Web of Science, and Virtual Health Library (VHL) databases. The selection criteria included observational studies that analyzed immediate postoperative thrombocytopenia after LT. After the screening process, seven articles were selected for the final synthesis.

Results:  Thrombocytopenia was a prevalent phenomenon following liver transplantation, with an average reduction of 63% and a nadir between the 3rd and 5th postoperative days. Counts below 30 x 109/L and peak levels under 80 x 103/uL were independent predictors of early mortality (18% vs. 2%), severe complications (Clavien-Dindo III/IV), and graft dysfunction. Although recovery typically occurs within 21 days, the magnitude of the platelet drop is a critical prognostic marker for both patient and graft survival.

Conclusion:  Persistent thrombocytopenia after postoperative day 5 transcends mere hematological alteration, establishing itself as a robust biomarker of graft dysfunction and mortality. Thus, it should be interpreted as a systemic warning sign to guide early clinical interventions, rather than merely as a numerical target for transfusional correction.

Descriptors
Thrombocytopenia; Liver Transplantation; Postoperative Period; Postoperative Complications

INTRODUÇÃO

O Transplante de Fígado (TF) é a terapia definitiva para a doença hepática terminal e a insuficiência hepática aguda, bem como para outras condições hepáticas selecionadas, nas quais o procedimento oferece ganho comprovado de sobrevida e qualidade de vida. Ainda assim, o período pós-operatório imediato permanece crítico, com elevada incidência de complicações que impactam significativamente os desfechos clínicos dos receptores de órgão1. Nesse contexto, a plaquetopenia pós-operatória precoce é um achado frequente após o TF, reconhecido na literatura desde os primórdios do transplante hepático, como descrito pela primeira vez por Hutchison et al. citado por Takahashi, Nagai, Safwan, Liang e Ohkohchi1.

Estudos observacionais sugerem associação entre plaquetopenia precoce e desfechos adversos, como disfunção precoce do enxerto, aumento de complicações e pior sobrevida1,2. Apesar disso, o conhecimento acerca do real impacto prognóstico da plaquetopenia pós-operatória permanece fragmentado, com heterogeneidade nas definições, nos pontos de corte e nos desfechos analisados.

Diante do exposto, o objetivo da presente revisão integrativa é sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre a plaquetopenia no pós-operatório imediato do transplante de fígado, avaliando seu papel como possível fator preditor de complicações e de aumento da morbimortalidade, a fim de fornecer um panorama coeso que auxilie a prática clínica.

MÉTODOS

O presente artigo consiste em uma revisão integrativa. A elaboração do trabalho foi feita a partir de formulação da pergunta norteadora, busca na literatura por estudos primários, estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão de estudos, análise crítica das informações incluídas de acordo com os níveis de evidência, síntese dos achados, discussão dos resultados e apresentação da revisão integrativa3.

Para nortear a elaboração da pergunta de pesquisa e, consequentemente, a coleta de dados, foi utilizada a estratégia PCC, um acrônimo para Population/Concept/Context. Sob esse viés, foram definidos a População = Pacientes submetidos a transplante de fígado, o Conceito = Plaquetopenia e o Contexto = Pós-operatório imediato. Assim, a seguinte questão de pesquisa foi desenvolvida: A plaquetopenia pós-operatória precoce é um fator preditor de aumento de complicações e morbimortalidade em pacientes submetidos a transplante de fígado?

No levantamento bibliográfico, realizou-se a busca nas bases de dados PubMed, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram validados pelo Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), sendo utilizado, ainda, o termo livre “Immediate postoperative” devido à inexistência de um descritor controlado para o conceito de pós-operatório imediato, de modo a ampliar a sensibilidade da busca e reduzir a possibilidade de exclusão de estudos relevantes.

Os descritores foram combinados pelos operadores booleanos “AND” e “OR”, resultando em “(Thrombocytopenia) OR (Thrombopenia)” AND “(Immediate postoperative) OR (Postoperative Period)” AND “(Liver Transplantation) OR (Hepatic Transplantation) OR (Liver Transplant)”. Não houve restrição de lapso temporal, de modo que todas as publicações disponíveis nas bases, independentemente do ano, foram consideradas e, além disso, sem qualquer restrição de idioma ou país.

A adoção de descritores em língua inglesa deve-se ao modo de indexação das bases de dados, já que grande parte das publicações encontra-se disponível nesse idioma. Dessa forma, evita-se que o uso de termos em português limite a busca apenas aos artigos que apresentam versões bilíngues. Em contrapartida, estabeleceram-se como critérios de exclusão: revisões de literatura (sistemáticas, integrativas ou narrativas), relatos de caso envolvendo apenas um paciente, editoriais, cartas ao editor, estudos pré-clínicos ou realizados em animais, bem como artigos cujo texto completo não foi possível obter para fins de análise ou que não tinham relação com o título do trabalho.

Nos três bancos de dados, os descritores foram utilizados e as buscas, ampliadas para todos os campos, resultando em 153 artigos, sendo 70 do PubMed, 53 da BVS (dos quais 50 são da Medical Literature Analysis and Retrieval System Online – MEDLINE e 3 da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS) e 30 da coleção principal da Web of Science.

Para a seleção sistematizada dos artigos, utilizou-se a ferramenta Rayyan – Intelligent Systematic Review, seguindo a estratégia de busca recomendada pelo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA Statement) 2020 e alinhada às diretrizes CARE Guidelines, do Equator Network, para revisões sistemáticas4. O fluxograma resultante descreve o número de estudos identificados, excluídos em cada etapa e incluídos na revisão. A seleção dos artigos foi conduzida por três pesquisadores independentes, em duas etapas: inicialmente, realizou-se a triagem dos títulos e resumos; na sequência, os estudos pré-selecionados foram avaliados na íntegra para a definição final da elegibilidade. Eventuais divergências entre os revisores foram resolvidas por consenso.

A coleta das informações dos trabalhos incluídos foi conduzida por três avaliadores, de maneira separada e sem influência mútua, e os dados obtidos foram organizados em uma planilha no Microsoft Excel®. Registraram-se: dados de identificação do artigo (autoria, ano de publicação e país), desenho do estudo, número da amostra analisada e resultados clínicos, a exemplo de mortalidade, disfunção do enxerto e gravidade da plaquetopenia. Em seguida, os achados centrais de cada publicação foram apresentados por meio de síntese descritiva.

RESULTADOS

A busca resultou na inclusão de sete artigos que contemplaram os critérios de elegibilidade. A metodologia de seleção de artigos foi descrita com detalhes no fluxograma PRISMA (Fig. 1). A grande maioria dos estudos foi observacional retrospectiva, com o número de pacientes variando de dezenas a mais de 900 pessoas. As características e os principais achados de cada estudo estão listados na Tabela 1.

Figura 1
Fluxograma de identificação, seleção e inclusão dos estudos na revisão integrativa.
Tabela 1
Características dos estudos incluídos na revisão integrativa sobre plaquetopenia no pós-operatório de transplante de fígado.

A trombocitopenia manifestou-se como um fenômeno universal nos pacientes submetidos ao transplante hepático, caracterizada por uma redução média de 63% na contagem de plaquetas, declinando para em torno de 50 x 10⁹/L5. Ademais, a contagem plaquetária inferior a 30 x 10⁹/L é um fator de risco independente para o desenvolvimento de complicações graves (Grau III/IV pela classificação de Clavien-Dindo)6 quando comparados àqueles com contagens mais altas (OR = 1,9; IC 95% 1,1–3,3; p < 0,02)7.

O nadir (ponto de contagem mínima) é variável entre os pacientes, podendo ocorrer do 3º ao 5º dia do pós-operatório5,6,8. Contudo, o quadro é seguido de uma recuperação gradual com retorno aos níveis pré-operatórios por volta do 14º ao 21º dia nos pacientes com evolução favorável5,8.

A magnitude da queda de plaqueta é um marcador prognóstico crítico no período pós-transplante, visto que análises de regressão demonstraram a queda percentual plaquetária como um preditor independente de sobrevida (p < 0,05)5, especialmente quando inferior a 72.500/μL no 5º DPO (HR: 1,38)8. Nesse viés, um estudo apontou que as taxas de mortalidade no pós-operatório precoce divergem entre o grupo que apresentou trombocitopenia e o que não apresentou, sendo de, respectivamente, 18% e 2% (p = 0,002).

Outrossim, hepatite C, idade do doador superior a 40 anos, elevação do pico de alanina aminotransferase e reoperação nos primeiros 30 dias também aumentam, de forma independente, o risco dessas complicações8. Outro estudo constatou, também, a necessidade de diálise como fator de risco associado à elevada mortalidade nesses pacientes (HR: 2.30; 95% CI 1.10–4.80)9.

Além da contagem absoluta de plaquetas, o pico máximo plaquetário foi também avaliado na predição da mortalidade dos pacientes após o transplante hepático. O estudo demonstrou que pacientes com pico máximo de plaquetas inferior a 80 × 10³/μL apresentaram sobrevida em 1 e 5 anos de 47,1% e 41,2%, respectivamente, contrastando com 90,9% e 84,1% no grupo com maior pico plaquetário (p < 0,0001)10.

Embora ao longo do período pós-operatório, com cerca de 90 dias, a taxa de mortalidade entre os pacientes com e sem plaquetopenia tenda a se igualar5,7,11, os pacientes que apresentaram plaquetopenia no pós-operatório imediato apresentaram uma incidência substancialmente superior de disfunção precoce do enxerto (22,6%) e de complicações cirúrgicas graves (22,6%)11, bem como desfechos clínicos adversos, incluindo taxas elevadas de sepse (p = 0,001), disfunção precoce do enxerto (p = 0,01) e drenagem prolongada de ascite (p = 0,002)6.

DISCUSSÃO

A análise dos estudos incluídos nesta revisão integrativa confirma que a trombocitopenia no pós-operatório imediato de TF é um evento altamente prevalente, que apresenta um nadir característico entre o 3º e o 5º DPO5,6,11. Entretanto, a persistência desta citopenia, cuja definição varia entre os estudos como a contagem de plaquetas < 30 x 10⁹/L ou < 50 x 10⁹/L, não deve ser interpretada meramente como um distúrbio hematológico isolado, mas sim como um biomarcador sistêmico de gravidade, estando independentemente associada a taxas elevadas de mortalidade, disfunção do enxerto e falência de múltiplos órgãos2,8. Contudo, essa associação deve ser interpretada com cautela, considerando que os estudos incluídos utilizaram diferentes definições de trombocitopenia, variando desde limiares absolutos, como < 30 x 10⁹/L e < 50 x 10⁹/L, até critérios baseados no comportamento temporal da curva plaquetária, como a contagem no 5º DPO ou o pico máximo de recuperação plaquetária. Essa heterogeneidade dificulta a comparação direta entre os achados e limita a definição de um ponto de corte único para todos os pacientes submetidos ao transplante hepático8,10,11.

Do ponto de vista fisiopatológico, a queda plaquetária reflete uma multiplicidade de mecanismos. Inicialmente, observa-se o sequestro plaquetário no enxerto hepático e no baço, fenômeno frequentemente exacerbado pelo hiperesplenismo prévio, comum em indivíduos cirróticos5. Contudo, a persistência do quadro sugere mecanismos mais complexos. A Lesão de Isquemia-Reperfusão (LIR) promove ativação endotelial maciça, resultando na agregação e no consumo plaquetário na microvasculatura hepática11,12. Evidências recentes indicam que as plaquetas exercem um papel paradoxal nesse contexto: embora sua ativação excessiva contribua para a formação de microtrombos, elas também são cruciais para a regeneração hepática, liberando fatores de crescimento (como serotonina e VEGF). Portanto, a trombocitopenia severa pode comprometer a própria capacidade regenerativa do fígado recém-implantado, criando um ciclo vicioso que favorece a falência do enxerto12.

A relação entre a contagem de plaquetas e a mortalidade após o transplante hepático é consistente. Estudos demonstram que pacientes com trombocitopenia severa persistente (< 50 x 10⁹/L por mais de 3 dias) apresentam uma taxa de mortalidade significativamente superior quando comparados àqueles com contagem plaquetária normal, com taxas que chegam a 18% versus 2% em pacientes não trombocitopênicos9. Além disso, a mortalidade em 90 dias é mais que o dobro em pacientes que não recuperam seus níveis plaquetários após a primeira semana2. Nesse prisma, o “Critério 60-5”, validado por Lesurtel et al., consolida-se como uma poderosa ferramenta prognóstica, uma vez que pacientes abaixo desse limiar apresentam risco significativamente aumentado de complicações graves (grau III/IV de Clavien-Dindo), sugerindo que o quinto dia representa um ponto crítico para a recuperação funcional do enxerto. Ainda assim, o uso desses limiares deve ser contextualizado de acordo com o perfil clínico do receptor, o tipo de enxerto, a presença de comorbidades, a função renal, o risco infeccioso e a evolução laboratorial global. Assim, a contagem plaquetária não deve ser interpretada como marcador isolado, mas como parte de uma avaliação prognóstica5,10,11.

Além da mortalidade, a trombocitopenia severa correlaciona-se fortemente com outras disfunções orgânicas, notadamente a Injúria Renal Aguda (IRA) e a sepse. A redução abrupta da contagem plaquetária (> 21%) tem sido identificada como um preditor independente de eventos renais maiores e necessidade de terapia dialítica, possivelmente em decorrência da instabilidade hemodinâmica e da formação de microtrombos renais paralelos aos hepáticos2. No contexto infeccioso, a plaquetopenia funciona como um sinalizador precoce de sepse; a incapacidade da medula óssea em suprir a demanda de plaquetas, aliada ao consumo periférico induzido por endotoxinas, frequentemente precede a instalação clínica do choque séptico6,9.

Por fim, a abordagem terapêutica diante desses achados exige cautela extrema, uma vez que, embora a transfusão de concentrado de plaquetas pareça uma estratégia lógica, a literatura alerta para seus efeitos deletérios. A transfusão maciça de plaquetas está associada ao aumento do risco de injúria pulmonar aguda relacionada à transfusão (do inglês, TRALI), complicação grave cuja mortalidade pode variar de 5% a 25%8,13. Além disso, a transfusão pode exacerbar a lesão hepática devido à sobrecarga de citocinas inflamatórias presentes nos hemoderivados. Portanto, a trombocitopenia no pós-operatório de TF deve ser interpretada primariamente como um marcador de falência funcional sistêmica, seja do enxerto, renal ou séptica, que exige otimização clínica global5. Na prática clínica, a trombocitopenia grave ou persistente no pós-operatório imediato deve funcionar como sinal de alerta para investigação ativa de disfunção precoce do enxerto, sepse, injúria renal aguda, sangramento ativo, consumo plaquetário aumentado e necessidade de reoperação. A transfusão plaquetária, por sua vez, deve ser individualizada e reservada a situações específicas, como sangramento ativo, alto risco hemorrágico ou realização iminente de procedimentos invasivos, não sendo recomendada apenas para correção numérica de parâmetros laboratoriais11,13.

Como limitação desta revisão, destaca-se a variabilidade metodológica dos estudos incluídos, especialmente quanto ao desenho dos estudos, ao tamanho amostral, ao tipo de transplante avaliado, aos pontos de corte adotados para trombocitopenia e aos desfechos analisados. Além disso, por se tratar de uma revisão integrativa, os achados permitem uma síntese ampla da literatura, mas não possibilitam estimar efeito combinado ou estabelecer relação causal definitiva entre trombocitopenia e mortalidade. Dessa forma, os resultados devem ser interpretados como evidências de associação prognóstica, úteis para vigilância clínica e estratificação de risco, mas ainda dependentes de validação em estudos prospectivos e protocolos assistenciais padronizados6,7,8,11,12.

CONCLUSÃO

A trombocitopenia no pós-operatório imediato de transplante de fígado é um fenômeno prevalente, com padrão frequente de queda até o quinto dia pós-operatório. Contudo, a persistência ou a gravidade acentuada dessa citopenia, especialmente contagens inferiores a 30-60 x 10⁹/L ou ausência de recuperação plaquetária após os primeiros dias, transcende a alteração hematológica isolada, configurando-se como um importante marcador prognóstico associado a desfechos desfavoráveis.

Os dados analisados evidenciam que a magnitude da trombocitopenia está associada a desfechos clínicos críticos, incluindo disfunção precoce do enxerto, injúria renal aguda, sepse e aumento da mortalidade em curto prazo. Entretanto, a heterogeneidade dos estudos quanto aos pontos de corte, períodos de avaliação e desfechos analisados limita a definição de um limiar único e universal para aplicação clínica.

Portanto, a trombocitopenia severa deve ser interpretada como sinal de alerta sistêmico para possível falência funcional ou complicações subjacentes. Recomenda-se que a monitorização seriada das plaquetas seja incorporada à avaliação clínica pós-transplante, não apenas como parâmetro de coagulação, mas como indicador auxiliar da evolução do enxerto e do estado clínico global do paciente, contribuindo para decisões clínicas precoces voltadas à redução da morbimortalidade nessa população complexa.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos à Universidade de Pernambuco e à Faculdade de Ciências Médicas por proporcionarem um ambiente de excelência para o desenvolvimento de pesquisas científicas.

  • FINANCIAMENTO
    Não se aplica.
  • DECLARAÇÃO DE USO DE FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
    Não se aplica.

DISPONIBILIDADE DE DADOS DE PESQUISA

Todos os dados foram gerados ou analisados neste estudo.

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Editado por

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    27 Jul 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    24 Mar 2026
  • Aceito
    10 Jun 2026
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