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Open-access ABC Imagem Cardiovascular

Publicação de: Departamento de Imagem Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiolodia (DIC/SBC)
Área: Ciências Da Saúde
Versão impressa ISSN: 2318-8219
Versão on-line ISSN: 2675-312X
Creative Common - by 4.0

Sumário

ABC Imagem Cardiovascular, Volume: 39, Número: 3, Publicado: 2026

ABC Imagem Cardiovascular, Volume: 39, Número: 3, Publicado: 2026

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Artigo Original
Correlação Entre Medidas Hemodinâmicas Invasivas e Ecocardiográficas em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida Barbato, João Pedro da Rosa Scolari, Fernando Luis Machado, Guilherme Pinheiro Amon, André Barcellos Crivelaro, Pedro Castilhos de Freitas Menegazzo, Willian R. Berger, Solano Vinicius Araujo, Gustavo Neves de Valle, Felipe Homem Wainstein, Rodrigo Vugman

Resumo em Português:

Resumo Introdução: O manejo da insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção reduzida (ICFER) avançou com o uso de marcadores hemodinâmicos invasivos, como a potência cardíaca (CPO) e o índice de pulsatilidade da artéria pulmonar (PAPI). Simultaneamente, cresceu o interesse em indicadores prognósticos não invasivos, especialmente a integral velocidade–tempo do trato de saída do ventrículo esquerdo (LVOT-VTI). Objetivo: O presente estudo visou avaliar a correlação entre parâmetros invasivos e ecocardiográficos, particularmente CPO, PAPI e LVOT-VTI, em pacientes com ICFER. Métodos: Trata-se de um estudo transversal e unicêntrico que incluiu pacientes internados e ambulatoriais com ICFER crônica estável ou agudamente descompensada. Foram excluídos aqueles com choque cardiogênico (CC). O cateterismo cardíaco direito (CCD) e o ecocardiograma foram realizados no mesmo dia. A significância estatística foi definida como um valor de p bicaudal < 0,05. Resultados: Foram observadas correlações significativas entre a CPO invasiva e a CPO ecocardiográfica (r = 0,737, p < 0,001) e entre o PAPI invasivo e o PAPI ecocardiográfico (r = 0,604, p < 0,05). A LVOT-VTI apresentou correlação significativa com a CPO medida por cateter de artéria pulmonar (CAP) (r = 0,469, p < 0,01). A PAPI ecocardiográfica foi mensurável em apenas 16 pacientes. Uma análise de sensibilidade dos pacientes que receberam inotrópicos mostrou uma correlação ainda mais forte entre a CPO invasiva e a CPO ecocardiográfica (r = 0,812, p = 0,005). Conclusão: Em pacientes com ICFER, os parâmetros ecocardiográficos e hemodinâmicos invasivos apresentaram correlações significativas, particularmente a CPO, reforçando o potencial da ecocardiografia como uma alternativa para a avaliação hemodinâmica. No entanto, a baixa viabilidade da medição não invasiva da PAPI destaca limitações importantes nessa população.

Resumo em Inglês:

Abstract Background: The management of heart failure with reduced ejection fraction (HFrEF) has advanced with the use of invasive hemodynamic markers such as cardiac power output (CPO) and pulmonary artery pulsatility index (PAPI). Simultaneously, interest has grown in noninvasive prognostic indicators, especially the left ventricular outflow tract velocity–time integral (LVOT-VTI). Objective: This study aimed to assess the correlation between invasive and echocardiographic parameters, particularly CPO, PAPI, and LVOT-VTI, in patients with HFrEF. Methods: This cross-sectional, single-center study included inpatients and outpatients with chronic stable or acutely decompensated HFrEF. Individuals with cardiogenic shock (CS) were excluded. Right heart catheterization (RHC) and echocardiography were performed on the same day. Statistical significance was defined as a two-sided p value < 0.05. Results: Significant correlations were observed between invasive and echocardiographic CPO (r = 0.737, p < 0.001) and PAPI (r = 0.604, p < 0.05). LVOT-VTI showed significant correlation with CPO measured via pulmonary artery catheter (PAC) (r = 0.469, p < 0.01). Echocardiographic PAPI was measurable in only 16 patients. A sensitivity analysis of those receiving inotropes showed an even stronger correlation between invasive and echocardiographic CPO (r = 0.812, p = 0.005). Conclusion: Echocardiographic and invasive hemodynamic parameters showed significant correlations in HFrEF, particularly CPO, supporting echocardiography as a potential alternative for hemodynamic assessment. However, the low feasibility of noninvasive PAPI measurement highlights important limitations in this population.
Artigo Original
Avaliação Multimodal da Resposta aos Inibidores da Miosina Cardíaca na Cardiomiopatia Hipertrófica Obstrutiva por Meio de Ecocardiografia e TECP: Uma Metanálise Ramos, João Victor de Oliveira Fernandes, João Vitor Andrade Fernandes, Luiz Henrique Cartaxo Figueiredo, Vera Louise Freire de Albuquerque Estrela, João Victor Oliveira Tavares, Marcelo

Resumo em Português:

Resumo Fundamento: Os inibidores da miosina cardíaca (IMCs), incluindo mavacamten e aficamten, representam uma nova classe de terapias-alvo para a Cardiomiopatia Hipertrófica obstrutiva (CMH-o), cujos efeitos ecocardiográficos e cardiopulmonares em Ensaios Clínicos Randomizados (ECRs) ainda não foram sintetizados sistematicamente. Objetivos: Realizar uma revisão sistemática e metanálise de ECRs seguindo as diretrizes PRISMA. Métodos: Os desfechos incluíram Fração de Ejeção do Ventrículo Esquerdo (FEVE), Índice de Massa do Ventrículo Esquerdo (IMVE), Espessura do Septo Interventricular (ESIV), relação E/e' septal, gradientes do trato de saída do ventrículo esquerdo (TSVE) e desfechos do Teste de Esforço Cardiopulmonar (TECP). Os dados foram agrupados por meio de modelos de efeitos aleatórios e expressos como Diferenças Médias (DM) ou Diferenças Médias Padronizadas (DMP), com intervalos de confiança de 95%. Resultados: Cinco ECRs, totalizando 767 participantes, foram incluídos. Os IMCs reduziram significativamente os gradientes do TSVE em repouso (DM: −37,59 mmHg), durante a manobra de Valsalva (DM: −46,45 mmHg) e após o exercício (DM: −49,45 mmHg; todos p < 0,01). Observou-se remodelação estrutural, com reduções do IMVE (DM: −11,96 g/m²), da ESIV (DMP: −0,98) e da relação E/e' septal (DM: −3,53), além de redução da FEVE (DM: −4,33%). O TECP demonstrou melhora da eficiência ventilatória (DM: −2,25), do pico de equivalentes metabólicos (METs) (DM: +0,45), da potência circulatória (DM: +482,78 mL/kg/min × mmHg) e da duração do exercício (DM: +0,88 min; todos p < 0,01). As análises de subgrupos não revelaram diferenças entre os agentes. Conclusão: Os IMCs promovem remodelação cardíaca reversa, melhora hemodinâmica e aumento da tolerância ao exercício em pacientes com CMH-o, reforçando seu papel como terapia-alvo.

Resumo em Inglês:

Abstract Background: Cardiac Myosin Inhibitors (CMIs), including mavacamten and aficamten, represent a novel class of targeted therapies for obstructive Hypertrophic Cardiomyopathy (oHCM). Their effects on echocardiographic parameters and cardiopulmonary performance across Randomized Controlled Trials (RCTs) have not yet been systematically synthesized. Objectives: To conduct a systematic review and meta-analysis of RCTs in accordance with the PRISMA guidelines. Methods: Primary echocardiographic outcomes included Left Ventricular Ejection Fraction (LVEF), Left Ventricular Mass Index (LVMI), Interventricular Septal Thickness (IVST), E/e' septal ratio, and resting, Valsalva, and post-exercise Left Ventricular Outflow Tract gradients (LVOT-G). Cardiopulmonary Exercise Testing (CPET) outcomes were also assessed. Data were pooled using random-effects models and reported as Mean Differences (MDs) or Standardized Mean Differences (SMDs), with 95% Confidence Intervals (CIs). Results: Five RCTs comprising 767 participants were included. CMIs significantly reduced resting LVOT-G (MD: −37.59 mmHg), Valsalva gradients (MD: −46.45 mmHg), and post-exercise gradients (MD: −49.45 mmHg; all p < 0.01). Reverse cardiac remodeling was reflected by reductions in LVMI (MD: −11.96 g/m²), IVST (SMD: −0.98), and E/e' septal ratio (MD: −3.53), along with an expected modest reduction in LVEF (MD: −4.33%). CPET outcomes also improved significantly, including ventilatory efficiency (MD: −2.25), peak metabolic equivalents (METs) (MD: +0.45), peak circulatory power (MD: +482.78 mL/kg/min × mmHg), and exercise duration (MD: +0.88 min; all p < 0.01). Subgroup analyses revealed no significant differences between the agents. Conclusion: CMIs promote reverse cardiac remodeling, improve hemodynamics, and enhance exercise tolerance in patients with oHCM, supporting their role as disease-modifying targeted therapies.
Artigo Original
Avaliação Ecocardiográfica Seriada da Função do Ventrículo Direito e Sua Associação Com Capacidade Funcional, Dispneia e Difusão Pulmonar em Sobreviventes da Covid-19 Longa Rogelin, Marcelo Aranha, Adriana Ferraz Martins Graça Fonseca, Fernanda Rodrigues Silva, Rosemeri Maurici da Fialho, Guilherme Loureiro

Resumo em Português:

Resumo Fundamento Sobreviventes da covid-19 longa podem apresentar comprometimento funcional persistente e sequelas cardiopulmonares tardias. O ventrículo direito (VD) é particularmente suscetível a lesões, e a deformação longitudinal da parede livre do ventrículo direito (DLPLVD), medida pela ecocardiografia bidimensional com speckle tracking (2D-STE), pode detectar disfunção sistólica subclínica do VD. Objetivo Avaliar as alterações longitudinais da função sistólica do VD, por meio da DLPLVD, da excursão sistólica do plano do anel tricúspide (TAPSE), da variação fracional da área (FAC) e da velocidade sistólica do anel tricúspide (S′), e investigar suas associações com a capacidade funcional (teste de sentar e levantar de 30 segundos [TSL-30]), o estado funcional (Escala de Estado Funcional Pós-COVID-19 [PCFS]), a dispneia (escala modificada do Medical Research Council [mMRC]) e o coeficiente de transferência do monóxido de carbono (KCO) em sobreviventes da covid-19 pós-aguda. Métodos Esta análise observacional incluiu participantes de uma coorte prospectiva de covid-19 pós-aguda avaliados em duas visitas de acompanhamento (AV1 e AV2), aproximadamente 4 e 13 meses após a infecção aguda. Foram incluídos adultos com infecção por SARS-CoV-2 confirmada e ecocardiografia transtorácica (ETT) passível de análise por 2D-STE. A significância estatística foi definida como p < 0,05 bicaudal. Resultados Foram incluídos 49 pacientes; 55,1% eram mulheres, a idade média foi de 50,7 ± 10,3 anos, 63,3% apresentavam obesidade, 77,6% necessitaram de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e 67,3% foram submetidos à ventilação mecânica invasiva (VMI). O desempenho no TSL-30 melhorou (10,1 ± 3,3 vs. 11,6 ± 3,1 repetições; p = 0,004), e o KCO aumentou (4,1 ± 0,7 vs. 4,3 ± 0,8 ml/min/mmHg/l; p = 0,002), enquanto os escores da mMRC (p = 0,43) e a mediana dos escores da PCFS (p = 0,11) permaneceram inalterados. A TAPSE apresentou redução discreta, mas permaneceu dentro da faixa de referência da normalidade (2,2 ± 0,3 vs. 2,1 ± 0,2 cm; p = 0,03), enquanto a DLPLVD, a FAC e a S′ não apresentaram alterações significativas ao longo do tempo. As correlações transversais entre os índices de função sistólica do VD e os desfechos clínicos foram fracas e não significativas tanto na AV1 quanto na AV2 (|r| < 0,30; p > 0,05). Na análise longitudinal, as alterações da DLPLVD apresentaram correlação positiva com as alterações do KCO (r = 0,33; p = 0,05), enquanto as alterações da FAC apresentaram correlação inversa com as alterações dos escores da PCFS (r = −0,35; p = 0,02). Conclusão Nesta coorte de sobreviventes da covid-19 pós-aguda, a capacidade funcional e a capacidade de difusão pulmonar melhoraram ao longo do tempo, enquanto a DLPLVD permaneceu persistentemente reduzida, sem alterações longitudinais significativas. Esses achados exploratórios sugerem que os índices de função sistólica do VD não devem ser interpretados isoladamente como marcadores de limitação funcional durante o período tardio da covid-19 pós-aguda e reforçam o uso de uma abordagem integrada e multiparamétrica para a avaliação desses pacientes.

Resumo em Inglês:

Abstract Background Survivors of post-COVID-19 may experience persistent functional impairment and late cardiopulmonary sequelae. The right ventricle (RV) is particularly susceptible to injury, and RV free wall longitudinal strain (RVFWLS), measured by 2D speckle-tracking echocardiography (2D-STE), can detect subclinical RV systolic dysfunction. Objective To evaluate longitudinal changes in RV systolic function, assessed by RVFWLS, tricuspid annular plane systolic excursion (TAPSE), fractional area change (FAC), and tricuspid annular systolic velocity (S′), and to investigate their associations with functional capacity (30-second sit-to-stand test [30STS]), functional status (Post-COVID-19 Functional Status Scale [PCFS]), dyspnea (modified Medical Research Council [mMRC] scale), and carbon monoxide transfer coefficient (KCO) in post-COVID-19 survivors. Methods This observational analysis included participants from a prospective post-COVID-19 cohort evaluated at two follow-up visits (AV1 and AV2), approximately 4 and 13 months after the acute infection. Adults with confirmed SARS-CoV-2 infection and analyzable transthoracic echocardiography using 2D-STE were included. Statistical significance was defined as a two-sided p < 0.05. Results A total of 49 patients were included; 55.1% were women, the mean age was 50.7 ± 10.3 years, 63.3% had obesity, 77.6% required intensive care unit admission, and 67.3% underwent invasive mechanical ventilation. Performance on the 30STS improved (10.1 ± 3.3 vs 11.6 ± 3.1 repetitions; p = 0.004), and KCO increased (4.1 ± 0.7 vs 4.3 ± 0.8 mL/min/mmHg/L; p = 0.002), whereas mMRC scores (p = 0.43) and median PCFS scores (p = 0.11) remained unchanged. TAPSE decreased modestly but remained within the normal reference range (2.2 ± 0.3 vs 2.1 ± 0.2 cm; p = 0.03), while RVFWLS, FAC, and S′ showed no significant changes over time. Cross-sectional correlations between RV systolic indices and clinical outcomes were weak and nonsignificant at both AV1 and AV2 (|r| < 0.30; p > 0.05). Longitudinally, changes in RVFWLS were positively correlated with changes in KCO (r = 0.33; p = 0.05), whereas changes in FAC were inversely correlated with changes in PCFS scores (r = −0.35; p = 0.02). Conclusios In this cohort of post-COVID-19 survivors, functional capacity and pulmonary diffusing capacity improved over time, whereas RVFWLS remained persistently reduced without significant longitudinal change. These exploratory findings suggest that RV systolic indices should not be interpreted in isolation as markers of functional limitation during the late post-COVID-19 period and support the use of an integrated, multiparametric approach to patient assessment.
Artigo de Revisão
Como Eu Faço: Síndrome de Bow Hunter Visconti, Rodrigo Bahiense

Resumo em Português:

Resumo A síndrome de bow hunter (SBH) é uma condição rara e subdiagnosticada, caracterizada pela compressão mecânica ou oclusão temporária da artéria vertebral devido à rotação lateral ou hiperextensão do pescoço. Esse estresse mecânico ocorre de forma predominante no segmento V3 (nível C1-C2) devido à grande mobilidade local. A fisiopatologia envolve dois mecanismos principais: o hemodinâmico, em que a rotação extrema reduz de imediato o fluxo sanguíneo local e causa sintomas paroxísticos (tríade de vertigem, tontura e desequilíbrio) que desaparecem com o retorno da cabeça à posição neutra; e o tromboembólico, desencadeado por microtraumas repetidos e lesões crônicas no endotélio vascular, o que pode originar trombos ou dissecções e culminar em infartos cerebelares ou no tronco encefálico. O diagnóstico definitivo baseia-se na angiografia por subtração digital (ASD) dinâmica e na angiotomografia computadorizada (AngioTC). Contudo, o Doppler vascular dinâmico atua como um excelente método não invasivo de triagem, capaz de registrar, em tempo real, variações hemodinâmicas críticas por meio de manobras posicionais, como a redução superior a 50% da velocidade de pico sistólico (VPS) ou o desaparecimento do fluxo diastólico. A abordagem terapêutica varia conforme a gravidade. Casos leves recebem tratamento conservador, com colar cervical, modificações comportamentais e antiagregantes plaquetários. Intervenções cirúrgicas – como a descompressão por osteofitectomia ou a artrodese cervical – e tratamentos endovasculares específicos são estritamente reservados a pacientes com sintomas refratários ou alto risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Resumo em Inglês:

Abstract Bow hunter's syndrome (BHS) is a rare and underdiagnosed condition characterized by mechanical compression or temporary occlusion of the vertebral artery due to lateral rotation or hyperextension of the neck. This mechanical stress occurs predominantly in the V3 segment (C1–C2 level) because of its high degree of mobility. The pathophysiology involves two main mechanisms – hemodynamic, in which extreme rotation immediately reduces local blood flow and causes paroxysmal symptoms (the triad of vertigo, dizziness, and imbalance) that resolve once the head returns to the neutral position; and thromboembolic, triggered by repeated microtrauma and chronic endothelial injury, which may lead to thrombus formation or dissections and result in cerebellar or brainstem infarctions. Definitive diagnosis is based on dynamic digital subtraction angiography (DSA) and computed tomography angiography (CTA). However, dynamic vascular Doppler serves as an excellent non-invasive screening method, capable of recording critical real-time hemodynamic changes through positional maneuvers, such as a greater than 50% drop in peak systolic velocity (PSV) or disappearance of diastolic flow. Therapeutic management varies according to severity. Mild cases are treated conservatively with a cervical collar, behavioral modifications, and antiplatelet therapy. Surgical interventions – such as decompression via osteophytectomy or cervical arthrodesis – and specific endovascular treatments are strictly reserved for patients with refractory symptoms or high risk of stroke.
Artigo de Revisão
Inteligência Artificial na Ultrassonografia de Carótidas: Onde estamos e para onde vamos? Dannenhauer, Gustavo Paglioli Santos, Simone Nascimento dos Petisco, Ana Claudia Gomes Pereira Freire, Claudia Maria Vilas Albricker, Ana Cristina Lopes Barros, Fanilda Souto

Resumo em Português:

Resumo A avaliação carotídea evoluiu de uma abordagem centrada no grau de estenose para uma análise mais abrangente, incluindo a carga de placa, morfologia, composição e vulnerabilidade. Algoritmos de inteligência artificial (IA) têm sido aplicados à detecção automática de placas, segmentação de imagens, classificação de estabilidade, extração de atributos radiômicos e predição de eventos isquêmicos. Quando associados a técnicas avançadas de imagem, esses modelos podem ampliar a reprodutibilidade, reduzir a dependência do operador e revelar padrões quantitativos não reconhecíveis pela avaliação visual convencional. Assim, este estudo teve por objetivo revisar as aplicações atuais da IA na ultrassonografia de carótidas e suas perspectivas futuras, com uma revisão narrativa baseada em estudos recentes sobre aprendizado de máquina, aprendizado profundo, radiômica e integração com modalidades ultrassonográficas avançadas, abrangendo contraste, elastografia, ultrassom tridimensional (3D), técnicas de microfluxo e ultrassonografia ultrarrápida. Apesar dos resultados promissores, ainda persistem desafios relacionados à padronização das imagens, validação externa, explicabilidade dos modelos e demonstração de impacto clínico prospectivo. Ainda assim, a IA demonstra ter potencial para transformar a ultrassonografia carotídea em ferramenta multiparamétrica de medicina personalizada. Sua incorporação clínica dependerá de validação robusta, integração ao fluxo assistencial e comprovação de valor incremental sobre o exame convencional.

Resumo em Inglês:

Abstract To review the current applications of artificial intelligence (AI) in carotid ultrasonography and its future perspectives. This narrative review was based on recent studies addressing machine learning, deep learning, radiomics, and integration with advanced ultrasound modalities, including contrast-enhanced ultrasound (CEUS), elastography, three-dimensional ultrasound, microvascular flow imaging (MFI), and ultrafast ultrasound. Carotid assessment has evolved from an approach focused primarily on the degree of luminal stenosis to a more comprehensive evaluation encompassing plaque burden, morphology, composition, and vulnerability. AI algorithms have been applied to automated plaque detection, image segmentation, plaque stability classification, radiomic feature extraction, and prediction of ischemic events. When combined with advanced imaging techniques, these models may improve reproducibility, reduce operator dependence, and reveal quantitative patterns that conventional visual assessment may not detect. Despite promising results, important challenges remain regarding image standardization, external validation, model explainability, and prospective clinical impacts. AI has the potential to transform carotid ultrasonography into a multiparametric tool for personalized medicine. Its clinical implementation will depend on robust validation, integration into clinical workflows, and demonstration of incremental value over conventional ultrasonography.
Relato de Caso
Doença Arterial Coronária Em Um Cenário Anatômico Raro: Artéria Descendente Anterior Duplicada Tipo IV Gomes, Matheus Sacco Cruz, Amanda Raquel Costa Martins, Bruno Leal Caliano, Mario Henrique Magalhães, Patricia de Souza Bandeira, Daniel Costa, Ricardo Centemero, Marinella Patrizia
Relato de Caso
Miocardiopatia Não Compactada Biventricular Associada a Neuropatia em Paciente Jovem: Um Relato de Caso Gonçalo, Mônica de Oliveira Gomes, André Alexandre dos Santos Monteiro, Matheus Martins Cavalcanti, Nicolas Babilônia Bezerra, Fernando Almeida Machado, Moisés Abtibol Miranda, Dênison Clark Corrêa de Couceiro, Kátia do Nascimento Ferreira, João Marcos Bemfica Barbosa
Relato de Caso
Cardiomiopatia Hipertrófica Apical com Microfístulas: Correlação entre Roubo de Fluxo, Inotropismo Positivo e Normalização da Polaridade da Onda T Abreu, José Sebastiao de Diógenes, Tereza Cristina Pinheiro Abreu, Marília Esther Benevides Chagas, Isadora Sucupira Machado Feitosa, Mateus Paiva Marques
Imagem
Além do Apêndice: Trombose da Parede Atrial Esquerda na Estenose Mitral Reumática Resende, Bernardo Carlos, Tomás Teixeira, Rogério Gonçalves, Lino
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