Resumo
A avaliação ecocardiográfica da função diastólica e das pressões de enchimento do ventrículo esquerdo (VE) é fundamental na investigação da dispneia e no manejo da insuficiência cardíaca. Entretanto, os algoritmos convencionais apresentam limitações em diversas situações clínicas especiais, nas quais alterações do ritmo cardíaco, valvopatias, hipertensão pulmonar (HP) ou modificações estruturais do coração interferem na interpretação dos parâmetros Doppler. Este artigo apresenta uma abordagem prática para a avaliação da função diastólica em cenários como fibrilação atrial (FA), HP, doença valvar mitral, calcificação do anel mitral, valvopatias aórticas, distúrbios de condução, estimulação ventricular e miocardiopatias restritivas. São discutidos os principais parâmetros aplicáveis em cada contexto, os aspectos técnicos da aquisição das medidas e as estratégias para a elaboração de um laudo ecocardiográfico claro e clinicamente útil.
Palavras-chave:
Ecocardiografia Doppler; Volume Sistólico; Insuficiência Cardíaca Diastólica
Abstract
Echocardiographic assessment of diastolic function and left ventricular (LV) filling pressures is fundamental to the evaluation of dyspnea and the management of heart failure. However, conventional algorithms have limitations in several special clinical settings in which rhythm disturbances, valvular heart disease, pulmonary hypertension (PH), or structural cardiac abnormalities interfere with the interpretation of Doppler parameters. This article presents a practical approach to assessing diastolic function in conditions such as atrial fibrillation (AF), PH, mitral valve disease, mitral annular calcification, aortic valve disease, conduction disturbances, ventricular pacing, and restrictive cardiomyopathies. The main parameters applicable to each context, the technical aspects of image acquisition, and strategies for preparing a clear and clinically useful echocardiographic report are discussed.
Keywords:
Doppler Echocardiography; Stroke Volume; Diastolic Heart Failure
Introdução
A diástole do ventrículo esquerdo (VE) não constitui uma fase passiva do ciclo cardíaco. O relaxamento, a sucção diastólica e a complacência ventricular, em interação com o ventrículo, o átrio esquerdo e a circulação pulmonar, determinam os sintomas, a hemodinâmica e o prognóstico em diversas cardiopatias.
Na prática clínica, a avaliação ecocardiográfica da função diastólica costuma ser orientada por duas perguntas fundamentais: (1) há disfunção diastólica? e (2) as pressões de enchimento do VE estão elevadas no momento da avaliação?
O termo “pressões de enchimento do VE” engloba diferentes medidas invasivas que refletem o comportamento pressórico do VE durante a diástole. Pelo cateterismo cardíaco direito, estima-se a pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP), enquanto o cateterismo cardíaco esquerdo permite mensurar a pressão média do átrio esquerdo (PMAE), a pressão pré-A e a pressão diastólica final do VE (PDFVE). Embora representem o mesmo fenômeno fisiopatológico, essas medidas podem diferir quanto à fase de evolução e à gravidade da disfunção diastólica. A PDFVE, por exemplo, tende a se elevar mais precocemente, o que tem implicações na interpretação dos parâmetros ecocardiográficos, uma vez que algumas variáveis se correlacionam melhor com a PDFVE, como a velocidade da onda E, enquanto outras refletem mais diretamente a POAP ou a pressão pré-A.1
Nas situações especiais, essas correlações entre os parâmetros ecocardiográficos e as medidas invasivas podem sofrer influências adicionais próprias de cada condição clínica. Um exemplo clássico é a estenose mitral significativa, na qual ocorre elevação da PMAE e, consequentemente, da pressão capilar pulmonar, sem que haja, necessariamente, aumento das pressões diastólicas do VE. Esse exemplo ilustra como determinadas condições podem dissociar as pressões atriais das ventriculares, reforçando a necessidade de protocolos de avaliação específicos e direcionados a cada contexto clínico.
Situações especiais e avaliação diastólica
A fibrilação atrial (FA) é o exemplo mais conhecido de situação especial e, provavelmente, o mais debatido, pois a variabilidade dos ciclos e a ausência da onda A modificam a aplicabilidade de importantes medidas ecocardiográficas. Na hipertensão pulmonar (HP), a regurgitação tricúspide (RT) e a pressão sistólica da artéria pulmonar (PSAP) deixam de funcionar como pistas indiretas de pressão esquerda. Em transplantados cardíacos, o remodelamento atrial e as cicatrizes da anastomose podem confundir os índices tradicionais. Este artigo concentra-se nesses cenários e descreve um roteiro prático para o ecocardiografista diante dessas situações.
Sequência de avaliação
A avaliação da função diastólica constitui, em geral, uma etapa final do exame ecocardiográfico, pois, em sua análise habitual, é necessário primeiramente excluir as situações especiais, o que requer um exame abrangente (Figura Central).1-3 O checklist proposto na Tabela 1 contempla, em sequência, as situações mais prováveis.
Quais variáveis utilizar em situações especiais
Tanto nas situações habituais quanto nas situações especiais, medidas isoladas não devem ser utilizadas para o diagnóstico, sendo necessária a integração de múltiplas variáveis ecocardiográficas. A Tabela 2 resume as principais situações clínicas e as respectivas medidas mais apropriadas para cada contexto.
A avaliação da função diastólica em situações especiais abrange múltiplos cenários clínicos, o que pode dificultar a aplicação sistemática dos algoritmos diagnósticos. Nesse sentido, é útil reconhecer quais parâmetros apresentam limitações específicas — como as dimensões do átrio esquerdo em pacientes com FA — e quais podem ser utilizados de maneira mais consistente em diferentes contextos. Entre estes, destacam-se a velocidade do jato de RT, excetuando-se os casos de HP pré-capilar, e o tempo de relaxamento isovolumétrico (TRIV), ambos caracterizados por elevada factibilidade e interpretação relativamente simples.
A FA e a HP apresentam algoritmos diagnósticos específicos nas publicações mais recentes, os quais não se baseiam simplesmente na aplicação sequencial das variáveis resumidas na tabela. Em contraste, nos receptores de transplante cardíaco e nos pacientes com calcificação do anel mitral, os algoritmos apresentados nas publicações atuais são frequentemente descritos em formato visual, mas correspondem, em essência, às mesmas recomendações resumidas na tabela. A pericardite constritiva também pode ser considerada uma situação especial na avaliação da função diastólica; contudo, devido às suas particularidades fisiopatológicas e diagnósticas, é tradicionalmente discutida de forma separada e, por esse motivo, não será abordada nesta revisão.
Fibrilação atrial
A ausência da onda A e a variabilidade do ciclo cardíaco reduzem a precisão das medidas ecocardiográficas na FA. Em um estudo multicêntrico com 148 pacientes, nenhum parâmetro isolado apresentou correlação adequada com a POAP, levando Khan et al. a proporem um algoritmo diagnóstico baseado na integração de múltiplos marcadores hemodinâmicos e estruturais. Esse algoritmo, posteriormente incorporado às recomendações britânicas de 2024 e às diretrizes americanas de 2025, permite estimar as pressões de enchimento ventricular mesmo na ausência de contração atrial organizada característica da FA.1, 3, 4
Os principais parâmetros utilizados incluem velocidade da onda E ≥ 100 cm/s, relação E/e’ septal > 11, velocidade máxima da RT > 2,8 m/s ou PSAP > 35 mmHg, tempo de desaceleração da onda E ≤ 160 ms, strain de reservatório do átrio esquerdo (SRAE) < 18%, relação S/D da veia pulmonar < 1 e índice de massa corporal > 30 kg/m2. A interpretação desses critérios e sua sequência diagnóstica estão ilustradas na Figura 1.
– Algoritmo para estimativa da PAE em pacientes com FA. Algoritmo diagnóstico que integra parâmetros Doppler e variáveis clínicas para estimativa da PAE em pacientes com FA. A abordagem combina marcadores hemodinâmicos imediatos e consequências estruturais ou funcionais da elevação crônica das pressões de enchimento. Adaptado de Khan et al.4 IMC: índice de massa corporal; PAE: pressão do átrio esquerdo; PSAP: pressão sistólica da artéria pulmonar; RT: regurgitação tricúspide; SRAE: strain reservatório do átrio esquerdo; TD: tempo de desaceleração. *Valor de corte do estudo original = 16% (Khan et al.4) modificado para 18% nas recomendações americanas de diástole de 2025 (Nagueh et al.1).
A natureza arrítmica da FA exige cuidados adicionais na aquisição das medidas ecocardiográficas. Para reduzir o impacto da variabilidade ciclo a ciclo e melhorar a reprodutibilidade, recomenda-se o registro de 10 a 15 ciclos cardíacos, com velocidade de varredura elevada, e o cálculo da média de múltiplos batimentos. Devem ser selecionados ciclos com intervalos R–R representativos da frequência cardíaca média, idealmente com intervalos R–R precedentes semelhantes, evitando-se batimentos pós-pausa e ciclos muito curtos com fusão de ondas. O laudo deve ainda explicitar que os valores correspondem a médias obtidas em FA, reconhecendo a variabilidade batimento a batimento característica dessa arritmia.
Quando o algoritmo resultar em classificação indeterminada, outras variáveis apresentadas na Tabela 2 podem ser utilizadas como elementos adicionais de interpretação. Além disso, a variabilidade relativamente pequena da velocidade da onda E entre ciclos consecutivos, apesar da irregularidade dos intervalos R–R, pode sugerir elevação das pressões de enchimento. Embora esse achado não faça parte formalmente dos algoritmos diagnósticos, trata-se de um sinal qualitativo frequentemente útil na avaliação ecocardiográfica de pacientes com FA.
Do ponto de vista fisiopatológico, a elevação sustentada da pressão atrial esquerda (PAE) tende a reduzir o impacto da variabilidade do intervalo R–R sobre o gradiente transmitral. Assim, apesar da irregularidade do ritmo, velocidades da onda E persistentemente elevadas e com variabilidade relativamente pequena entre ciclos consecutivos podem constituir um indício adicional de aumento das pressões de enchimento.
Embora a FA represente uma das situações mais frequentes em que os algoritmos convencionais de avaliação da função diastólica apresentam limitações, outros cenários clínicos também exigem adaptações específicas na interpretação dos parâmetros ecocardiográficos, conforme discutido nas seções seguintes.
HP com FE preservada: suspeita de HP não cardíaca (pré-capilar)
Na HP pré-capilar, a velocidade máxima da RT e a PSAP estão elevadas por definição e, portanto, não podem ser utilizadas para inferir a pressão de enchimento do VE. As variáveis apresentadas na Tabela 2 são essencialmente as mesmas utilizadas na Figura 2, porém organizadas em forma de fluxograma, com base no trabalho de Inoue et al. e posteriormente incorporadas às recomendações americanas de 2025 e britânicas de 2024.1, 3, 5
– Abordagem ecocardiográfica para avaliação da função diastólica na HP. Estratégia de interpretação dos parâmetros ecocardiográficos de função diastólica em pacientes com HP, destacando variáveis úteis para diferenciar elevação das pressões de enchimento esquerdas de doença primariamente vascular pulmonar. Adaptado de Inoue et al.5 PAE: pressão do átrio esquerdo; SRAE: strain de reservatório do átrio esquerdo. *Valor de corte do estudo original = 16% (Inoue et al.5) modificado para 18% nas recomendações americanas de função diastólica de 2025 (Nagueh et al.1).
Doença valvar mitral e calcificação anular
Nas doenças valvares mitrais, a estimativa das pressões de enchimento deve se basear na integração das variáveis apresentadas na Tabela 2, uma vez que alterações hemodinâmicas e estruturais podem modificar a interpretação isolada de alguns parâmetros.
Entre essas condições, destaca-se a calcificação moderada ou importante do anel mitral, na qual a redução do movimento anular pode limitar a interpretação de variáveis dependentes da velocidade do anel mitral, como o e′. Nesses casos, recomenda-se a utilização de um algoritmo específico, de fácil memorização e aplicabilidade clínica, que permite a determinação direta e dicotômica das pressões de enchimento, evitando o resultado indesejado de classificação indeterminada.1,6
Doença valvar aórtica (estenose e insuficiência aórtica)
Nas valvopatias aórticas, a estimativa das pressões de enchimento costuma ser factível e, em geral, o algoritmo padrão pode ser aplicado. Entretanto, deve-se reconhecer que a hipertrofia ventricular e o remodelamento miocárdico frequentemente associados a essas condições podem reduzir o SRAE e o e′ antes da elevação franca das pressões de enchimento. Assim, a interpretação desses parâmetros deve sempre considerar o contexto clínico, a gravidade da valvopatia e a presença de sintomas ou sinais de congestão.1,7
Distúrbios de condução e estimulação ventricular (bloqueio do ramo esquerdo, marcapasso ventricular e terapia de ressincronização cardíaca)
A dessincronia ventricular altera o relaxamento regional e o sincronismo entre o fluxo transmitral e o Doppler tecidual, tornando o e′ e a relação E/e′ menos precisos. No bloqueio AV de primeiro grau, as variáveis permanecem válidas apenas na ausência de fusão entre as ondas E e A. Nos bloqueios AV avançados, quando há ondas A isoladas, a velocidade máxima da RT > 2,8 m/s pode sugerir elevação das pressões de enchimento.
Miocardiopatias restritivas e amiloidose
Quando um fenótipo estrutural sugestivo é identificado — incluindo aumento da espessura ventricular, alterações características do strain longitudinal, dilatação do AE, envolvimento do VD e presença de HP — recomenda-se uma avaliação específica. Nessas situações, os valores apresentados na Tabela 2 apresentam pontos de corte distintos dos utilizados nas demais condições, sendo mais rigorosos para a caracterização da elevação das pressões de enchimento.
Demais situações especiais
As demais condições apresentadas na Tabela 2 são, em geral, autoexplicativas e não requerem algoritmos visuais adicionais para sua interpretação. Nessas situações, a Tabela 2 pode ser utilizada como guia prático para a seleção das variáveis mais apropriadas em cada contexto clínico, facilitando a aplicação dos princípios gerais de avaliação da função diastólica.
Aquisição mínima e elaboração do laudo (o que não pode faltar)
As recomendações da ASE de 2025 reforçam que os parâmetros essenciais devem constar no laudo, especialmente quando a avaliação das pressões de enchimento é solicitada.1 Para evitar confusão por parte do clínico solicitante e manter a coerência do relatório, recomenda-se que o ecocardiografista destaque qual protocolo específico foi utilizado e reporte prioritariamente as variáveis envolvidas na determinação das pressões de enchimento naquele contexto.
Em algumas situações especiais, determinadas variáveis tradicionalmente utilizadas na avaliação da função diastólica não devem ser consideradas para inferir a pressão de enchimento. Um exemplo é a calcificação significativa do anel mitral, na qual a velocidade e′ perde precisão; reportá-la com o mesmo destaque atribuído às situações habituais pode induzir o médico assistente a erro, sobretudo considerando que escores clínicos amplamente utilizados no diagnóstico de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada incorporam essa medida.8,9
Por outro lado, há variáveis que não participam da determinação das pressões de enchimento em determinados contextos, mas que ainda assim devem ser reportadas em razão de seu valor diagnóstico ou prognóstico. As dimensões do AE, por exemplo, não refletem as pressões de enchimento em pacientes com FA, mas mantêm valor prognóstico. De forma semelhante, a PSAP permanece uma variável importante na avaliação de pacientes com suspeita de HP pré-capilar.
Embora as recomendações mais recentes ainda proponham uma matriz diagnóstica que parte da identificação da presença ou ausência de disfunção diastólica e, em seguida, da determinação das pressões de enchimento, os algoritmos aplicáveis às situações especiais concentram-se essencialmente na estimativa dessas pressões. Na prática, isso pode transmitir a impressão de que a disfunção diastólica está sempre presente nesses cenários, o que nem sempre é verdadeiro. Além disso, embora indesejável, alguns algoritmos aplicados às situações especiais podem resultar em classificação indeterminada das pressões de enchimento.
Dessa forma, a aquisição criteriosa das medidas e a adequada contextualização das variáveis utilizadas tornam o laudo ecocardiográfico mais claro, evitam interpretações equivocadas e permitem uma estimativa mais confiável das pressões de enchimento nas diferentes situações clínicas.
Conclusões
As atualizações mais recentes trouxeram avanços importantes na avaliação ecocardiográfica das pressões de enchimento, incluindo a incorporação de novos marcadores validados, como o SRAE, e o desenvolvimento de algoritmos específicos para condições como FA, HP e transplante cardíaco. Em conjunto, essas mudanças refletem a transição de uma abordagem puramente baseada em checklist para uma avaliação mais contextualizada e fisiopatológica, com potencial para reduzir a frequência de resultados indeterminados.1,3,4,7,10
Na prática, três atitudes são particularmente úteis: reconhecer precocemente quando o algoritmo padrão não se aplica; obter medidas de alta qualidade em batimentos representativos; e relatar os achados de forma clara e contextualizada, explicitando as limitações do método e sugerindo métodos complementares quando necessário. Dessa forma, a ecocardiografia mantém seu papel central na avaliação das pressões de enchimento, mesmo diante da complexidade das situações clínicas especiais.
Em última análise, o ecocardiografista deve reconhecer que, nas situações especiais, o valor do exame não está apenas na aplicação de algoritmos, mas na interpretação dos sinais hemodinâmicos à luz do contexto clínico.
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Vinculação Acadêmica:
Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.
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Aprovação Ética e Consentimento Informado:
Este artigo não contém estudos com humanos ou animais realizados por nenhum dos autores.
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Disponibilidade de Dados:
Os conteúdos subjacentes ao texto da pesquisa estão contidos no manuscrito.
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O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.
Editado por
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Editor responsável pela revisão:
Marcelo Tavares
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Proposed framework for the echocardiographic assessment of LV diastolic function in special clinical situations. The figure summarizes the main clinical scenarios in which conventional algorithms may be limited and highlights the adapted diagnostic approaches recommended for each context . AF: Atrial fibrillation; PH: pulmonary hypertension. HFpEF: heart faillure with preserved ejection fraction.
Estrutura proposta para a avaliação ecocardiográfica da função diastólica do VE em situações clínicas especiais. A figura resume os principais cenários clínicos em que os algoritmos convencionais podem apresentar limitações e destaca as abordagens diagnósticas adaptadas recomendadas para cada contexto. ICFEP: insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada.

