Logomarca do periódico: Childhood & Philosophy (Rio de Janeiro)

Open-access Childhood & Philosophy (Rio de Janeiro)

Publicação de: Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Educação Programa de Pós-Graduação em educação filosófica com Infâncias (PPEFI)
Área: Ciências Humanas
Versão impressa ISSN: 2525-5061
Versão on-line ISSN: 1984-5987
Creative Common - by 4.0

Sumário

Childhood & Philosophy (Rio de Janeiro), Volume: 22, Publicado: 2026
Ordenar publicações por

Childhood & Philosophy (Rio de Janeiro), Volume: 22, Publicado: 2026

Document list
Documents
articles
filosofia como crianças: praticar o pensamento para além da lógica da maturidade mcnealis, rachel

Resumo em Português:

resumo Este artigo propõe “filosofar como crianças” como uma postura epistemológica que desafia os pressupostos adultocêntricos enraizados na tradição filosófica. Em vez de conceber a infância como uma etapa anterior ao pensamento racional, sustenta que os traços associados à infância - curiosidade, abertura e dependência - constituem condições fundamentais do próprio ato de filosofar. A partir de uma leitura seletiva da fenomenologia da percepção de Merleau-Ponty e da fenomenologia da atenção de Ahmed, o texto descreve um modo de pensamento que permanece em relação com o desconhecido e que resiste aos gestos de domínio e fechamento característicos da racionalidade adulta. Em diálogo com a ética do cuidado de Tronto e com a noção de “viajar entre mundos” de Lugones, sugere que pensar como crianças implica um compromisso relacional e afetivo com os outros. Filosofar como crianças envolve uma infantilização intencional do pensamento filosófico, entendida como a recusa das normas adultocêntricas de domínio, fechamento e autossuficiência epistêmica em favor do assombro, da responsabilidade relacional e da abertura à alteridade.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo propone “filosofar como niñas/os” como una postura epistemológica que cuestiona los supuestos adultocéntricos incrustados en la tradición filosófica. En lugar de concebir la infancia como una etapa previa al pensamiento racional, sostiene que los rasgos asociados a la niñez -curiosidad, apertura y dependencia- constituyen condiciones fundamentales del propio acto de filosofar. A partir de una lectura selectiva de la fenomenología de la percepción de Merleau-Ponty y de la fenomenología de la atención de Ahmed, el texto describe un modo de pensamiento que permanece en relación con lo desconocido y que resiste los gestos de dominio y clausura característicos de la racionalidad adulta. En diálogo con la ética del cuidado de Tronto y con la noción de “viajar entre mundos” de Lugones, sugiere que pensar como niñas/os implica un compromiso relacional y afectivo con otras y otros. Filosofar como niñas/os conlleva una infantilización intencional del pensamiento filosófico, entendida como un rechazo de las normas adultocéntricas de dominio, clausura y autosuficiencia epistémica en favor del asombro, la responsabilidad relacional y la apertura a la alteridad.

Resumo em Inglês:

abstract This article proposes “philosophizing as children” as an epistemic stance that challenges the adultist assumptions embedded in the philosophical tradition. Rather than viewing childhood as a stage preceding rational thought, it argues that traits associated with childhood-curiosity, openness, and dependence-are fundamental conditions for the act of philosophizing itself. Drawing selectively on Merleau-Ponty’s phenomenology of perception and Ahmed’s phenomenology of attention, the paper describes a mode of thinking that remains in relation to the unknown and resists gestures of mastery and closure that characterize adult rationality. In dialogue with Tronto’s ethics of care and Lugones’s notion of world-traveling, it suggests that thinking as children entails a relational and affective commitment to others. Philosophizing as children entails an intentional infantilization of philosophical thought, understood as a refusal of adultist norms of mastery, closure, and epistemic self-sufficiency in favor of wonder, relational responsibility, and openness to alterity.
articles
técnicas de questionamento em uma discussão filosófica em grupo, estimulando o pensamento e o raciocínio críticos de pré-escolares estonianos säre, egle

Resumo em Português:

resumo Em um mundo em rápida mudança e evolução, precisamos de pensadores cada vez mais flexíveis e críticos. O pensamento crítico é a base da educação e uma necessidade para todas as atividades humanas. Um dos problemas crescentes em uma sociedade cada vez mais digital é a perda constante do diálogo e da discussão reflexiva no processo de aprendizagem. Na prática pedagógica, o pensamento crítico é exercido de forma eficaz por meio de discussões e questionamentos. A discussão filosófica com o apoio do programa Filosofia para Crianças é uma boa maneira de apoiar o pensamento crítico e as habilidades de raciocínio das crianças em idade pré-escolar. O objetivo deste estudo qualitativo de acompanhamento foi descrever diferentes técnicas de questionamento durante a discussão em grupo utilizando o programa Filosofia para Crianças a fim de apoiar o raciocínio de pré-escolares estonianos. Os dados foram coletados durante um período de 8 meses por meio de discussões filosóficas em grupo envolvendo crianças de cinco a seis anos de idade, com 20 observações de cinco grupos (N=58). As transcrições das discussões em grupo foram analisadas por meio de análise qualitativa. Os resultados indicaram que as funções das perguntas abertas e fechadas de um líder de discussão variavam de acordo com as respostas e o comportamento das crianças. São descritas oito funções para perguntas abertas e cinco funções com cinco funções paralelas para perguntas fechadas. Algumas perguntas fechadas podem estimular o raciocínio de nível superior nos casos em que levam as crianças a comparar, hesitar ou explicar. Foi elaborado um modelo para fazer perguntas em discussões em grupo, fornecendo orientações para fazer perguntas de maneira objetiva, com base na função da pergunta anterior e na resposta da criança. A compreensão informada das técnicas de questionamento é útil para identificar como os professores do jardim de infância podem apoiar as crianças durante as discussões em grupo.

Resumo em Espanhol:

resumen En un mundo en rápida evolución y cambio, necesitamos cada vez más pensadores flexibles y críticos. El pensamiento crítico es una piedra angular de la educación y una necesidad para toda actividad humana. Uno de los problemas crecientes en una sociedad cada vez más digitalizada es la pérdida constante de diálogo y debate reflexivo en el proceso de aprendizaje. En la práctica pedagógica, el pensamiento crítico se ejerce eficazmente mediante el debate y el cuestionamiento. La discusión filosófica con el apoyo del programa Filosofía para Niños es una buena manera de apoyar el pensamiento crítico y la capacidad de razonamiento de los niños en edad preescolar. El objetivo de este estudio cualitativo de seguimiento era describir diferentes técnicas de cuestionamiento durante grupos de discusión utilizando el programa Filosofía para Niños con el fin de apoyar el razonamiento de los preescolares estonios. Los datos se recogieron durante un período de 8 meses a través de discusiones filosóficas en grupo con niños de cinco a seis años, con 20 observaciones de cinco grupos (N=58). Las transcripciones de las discusiones de grupo se analizaron mediante análisis cualitativo. Los resultados indicaron que las funciones de las preguntas abiertas y cerradas del moderador variaban en función de las respuestas y el comportamiento de los niños. Se describen ocho funciones para preguntas abiertas y cinco funciones con cinco funciones paralelas para preguntas cerradas. Algunas preguntas cerradas pueden fomentar un pensamiento de mayor nivel en los casos en que incitan a los niños a comparar, dudar o explicar. Se preparó un modelo para formular preguntas en debates grupales, que proporcionaban directrices para formular preguntas de manera intencionada, basándose en la función de la pregunta anterior y la respuesta del niño. La comprensión informada de las técnicas de formulación de preguntas es útil para identificar cómo los profesores de preescolar pueden ayudar a los niños durante los debates en grupo.

Resumo em Inglês:

abstract In a fast-changing and evolving world, we need more and more flexible and critical thinkers. Critical thinking is a cornerstone of education and a necessity for all human activity. One of the growing problems in an increasingly digital society is the constant loss of dialogue and reflective discussion in the learning process. In pedagogical practice, critical thinking is effectively exercised through discussion and questioning. Philosophical discussion with the support of the Philosophy for Children programme is a good way to support pre-school children's critical thinking and reasoning skills. The aim of this follow-up qualitative study was to describe different questioning techniques during group-discussion utilising the Philosophy for Children programme in order to scaffold Estonian preschoolers' reasoning. The data was collected during an 8-month period through philosophical group-discussions engaged five- to six-years-old children with 20 observations from five groups (N=58). Transcripts from group-discussions were analysed using qualitative analysis. The findings indicated that the functions of a discussion leader´s open- and closed-ended questions varied depending on the children´s responses and behavior. Eight functions for open-ended questions and five functions with five parallel functions for closed-ended questions are described. Some closed-ended questions can support higher-level thinking in cases where they prompt children to compare, hesitate, or explain. A model for asking questions in group discussions was prepared, providing guidelines for asking questions in a purposeful manner, based on the function of the previous question and the child's answer. The informed understanding of questioning techniques is useful to identify how kindergarten teachers can scaffold children during group-discussions.
articles
caminhadas filosóficas: um método de prática filosófica harteloh, peter tokui, chiaki

Resumo em Português:

resumo A caminhada filosófica é uma recente adição ao espectro de métodos filosóficos. Caminhadas filosóficas são uma prática através da qual pessoas de diversas idades - desde crianças até adultos -, não necessariamente treinadas ou familiarizadas com a filosofia acadêmica, podem se envolver com a filosofia a partir do simples ato de caminhar. Esse artigo se baseia em uma entrevista com Peter Harteloh, um praticante da filosofia conhecido por suas caminhadas filosóficas. A entrevista foi conduzida por Chiaki Tokui, durante a 18ª Conferência Internacional de Prática Filosófica (ICPP). Harteloh iniciou uma prática filosófica privada na cidade de Roterdã (Países Baixos), em 2007, com foco em consultas individuais, diálogo socrático em grupo, cursos sobre a arte de viver e caminhadas filosóficas. Ele conduziu caminhadas filosóficas em diversos países ao redor do mundo e desenvolveu um método de nove passos para elas. A entrevista analisará os nove passos desse método mais detalhadamente e abordará o contexto filosófico, o desenvolvimento do método, as características das caminhadas de Harteloh e sua aplicação à filosofia para crianças. Uma experiência de Chiaki participando de uma caminhada completa a entrevista e levará a algumas conclusões sobre a caminhada como prática filosófica.

Resumo em Espanhol:

resumen La caminata filosófica es una incorporación reciente al espectro de métodos filosóficos. Las caminatas filosóficas son una práctica mediante la cual personas de todas las edades, desde niños hasta adultos, sin necesidad de formación o familiarización con la filosofía académica, pueden involucrarse en la filosofía mediante el simple acto de caminar. Este artículo se basa en una conversación con Peter Harteloh, un filósofo reconocido por sus paseos filosóficos. La entrevista fue realizada por Chiaki Tokui durante la XVIII Conferencia Internacional de Práctica Filosófica (CIPP). Harteloh abrió una consulta filosófica privada en Rotterdam (Países Bajos) en 2007, centrándose en consultas individuales, diálogo socrático grupal, cursos sobre el arte de vivir y caminatas filosóficas. Ha realizado caminatas filosóficas en numerosos países del mundo y ha desarrollado un método de nueve pasos. La entrevista examinará los nueve pasos de este método con más detalle y abordará los antecedentes filosóficos, el desarrollo del método, las características de los paseos de Harteloh y su aplicación a la filosofía para niños. Una experiencia de Chiaki participando en una caminata completa la entrevista y conducirá a algunas conclusiones sobre la caminata como práctica filosófica.

Resumo em Inglês:

abstract The philosophical walk is a recent addition to the spectrum of philosophical methods. Philosophical walks are a practice through which people of all ages - from children to adults - not necessarily trained in or familiar with academic philosophy can engage in philosophy through the simple act of walking. This article is based on an interview with Peter Harteloh, a philosophical practitioner well known for his philosophical walks. The interview was conducted by Chiaki Tokui during the 18th International Conference on Philosophical Practice (ICPP). Harteloh started a private philosophical practice in the city of Rotterdam (The Netherlands) in 2007 with a focus on individual consultations, Socratic group dialogue, courses on the art of living and philosophical walks. He has conducted philosophical walks in many countries all over the world and developed a method for it consisting of nine steps. The interview will examine the nine steps of this method in more detail and address the philosophical background, the development of the method, the characteristic features of Harteloh’s walks, and its application to the philosophy for children. An experience of Chiaki participating in a walk completes the interview and will lead to some conclusions on walking as philosophical practice.
articles
epistemologia da infância em as aventuras de alice no país das maravilhas: un campo de conhecimento autónomo e baseado na experiência geçgel, hulusi

Resumo em Português:

resumo Este artigo analisa As Aventuras de Alice no País das Maravilhas sob a perspectiva da epistemologia da infância, argumentando que o conhecimento infantil não deve ser entendido como uma forma deficiente ou incompleta de saber em relação à racionalidade adultocêntrica. Pelo contrário, constitui um campo epistêmico autônomo construído através da experiência, da incerteza e da interação contextual. O estudo conceitua a infância não apenas como uma categoria pedagógica, mas como uma posição epistêmica distinta que existe em tensão estrutural com os regimes dominantes do conhecimento adulto. O ponto de partida é o número limitado de estudos referentes à infância que problematizam diretamente seu status epistêmico. O referencial teórico integra o conceito de injustiça epistêmica de Miranda Fricker, a teoria da aprendizagem por experiência de John Dewey e as análises de Michel Foucault sobre as relações de conhecimento-poder. Metodologicamente, o estudo emprega a leitura atenta qualitativa e a análise temática, com foco nas cenas do Campo de Croquet da Rainha, Conselhos de uma Lagarta e da Festa do Chá. Os resultados demonstram que a epistemologia adulta no texto opera através de uma autoridade arbitrária, normalizando julgamentos e discursos excludentes e, portanto, expondo suas próprias inconsistências internas. Em contraste, os modos de conhecimento de Alice se fazem através de tentativa e erro, de experiências encarnadas e da suspensão de um significado fixo. O artigo posiciona Alice no País das Maravilhas como um espaço epistemológico crítico onde são literariamente construídas formas alternativas de conhecimento associadas à infância, contribuindo, assim, para os debates interdisciplinares nos estudos da infância, na teoria literária e na filosofia do conhecimento.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo examina Las aventuras de Alicia en el país de las maravillas desde la perspectiva de la epistemología de la infancia, argumentando que el conocimiento infantil no debe entenderse como deficiente en relación con la racionalidad adultocéntrica, sino como un dominio epistémico autónomo constituido por la experiencia, la incertidumbre y la interacción contextual. El estudio conceptualiza la infancia no solo como una categoría pedagógica, sino como una posición epistémica distinta que existe en tensión estructural con los regímenes dominantes de conocimiento adulto. Su punto de partida reside en el limitado número de estudios dentro de la investigación sobre la infancia que problematizan directamente su estatus epistémico. El marco teórico integra el concepto de injusticia epistémica de Miranda Fricker, la teoría del aprendizaje experiencial de John Dewey y los análisis de Michel Foucault sobre las relaciones conocimiento-poder. Metodológicamen- te, el estudio emplea la lectura atenta cualitativa y el análisis temático, centrándose en las escenas del Campo de Cróquet de la Reina, Los consejos de una oruga y La fiesta del té. Los hallazgos demuestran que la epistemología adulta en el texto opera mediante la autoridad arbitraria, juicios normalizadores y discursos excluyentes, exponiendo así sus propias inconsistencias internas. En contraste, los modos de conocimiento de Alicia se configuran mediante ensayo y error, la experiencia encarnada y la suspensión de un significado fijo. El artículo posiciona Las aventuras de Alicia en el país de las maravillas como un espacio epistemológico crítico en el que se construyen literariamente formas alternativas de conocimiento asociadas con la infancia, contribuyendo así a los debates interdisciplinarios en los estudios de la infancia, la teoría literaria y la filosofía del conocimiento.

Resumo em Inglês:

abstract This article examines Alice’s Adventures in Wonderland from the perspective of childhood epistemology, arguing that childhood knowledge should not be understood as deficient in relation to adult-centered rationality, but rather as an autonomous epistemic domain constituted through experience, uncertainty, and contextual interaction. The study conceptualizes childhood not merely as a pedagogical category, but as a distinct epistemic position that exists in structural tension with dominant adult knowledge regimes. Its point of departure lies in the limited number of studies within childhood research that directly problematize the epistemic status of childhood. The theoretical framework integrates Miranda Fricker’s concept of epistemic injustice, John Dewey’s theory of experiential learning, and Michel Foucault’s analyses of knowledge-power relations. Metho- dologically, the study employs qualitative close reading and thematic analysis, focusing on the scenes of the Queen’s Croquet Ground, Advice from a Caterpillar, and the Mad Tea Party. The findings demonstrate that adult epistemology in the text operates through arbitrary authority, normalizing judgments, and exclusionary discourses, thereby exposing its own internal inconsistencies. In contrast, Alice’s modes of knowing are shaped through trial and error, embodied experience, and the suspension of fixed meaning. The article positions Alice’s Adventures in Wonderland as a critical epistemological space in which alternative forms of knowledge associated with childhood are literarily constructed, contributing to interdisciplinary debates in childhood studies, literary theory, and philosophy of knowledge.
dossier racismo, colonialismo y filosofía para/con niñas y niños: praxis en contextos no ideales
racismo, infância e aporia rodríguez-toro, maría

Resumo em Português:

resumo Considerar o racismo como objeto de conhecimento e reflexão geralmente decorre da necessidade de apresentar argumentos a favor ou contra esse fenômeno. Mas abordá-lo a partir do movimento Filosofia para Crianças implica abraçar uma herança intelectual, o que exige abordar o tema a partir de um ponto de partida mais elevado e exigente. Pesquisadores como Jonathan Wurtz, Darren Chetty, Melissa Fitzpatrick e Amy Reed-Sandoval criaram um espaço de estudo e reflexão que desloca a atenção para problemas em outro nível, desafiando acadêmicos e profissionais da educação filosófica na primeira infância a elevar sua perspectiva para além da rejeição fundamentada de qualquer ideia ou ação racista. Esta área de discussão gera um ponto de partida distinto e instigante, impelindo-nos a explorar o entrelaçamento de questões epistemológicas, éticas e pedagógicas envolvidas nos problemas e desafios da prática da Filosofia para/com Crianças em um mundo de racismo institucionalizado. Portanto, este artigo discute o quão vulnerável a Comunidade de Investigação Filosófica pode ser ao poder epistemológico que o racismo conseguiu alcançar, e como os recursos filosóficos e pedagógicos fornecidos pelo diálogo socrático podem contribuir para agravam o problem do racismo. Por fim, destaca-se a importância filosófica e pedagógica da aporia como uma ferramenta capaz de minar a força paradigmática da White Ignorance. Tudo isso se insere no marco dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, relacionados com a necessidade de reduzir as desigualdades e construir sociedades mais justas e inclusivas.

Resumo em Espanhol:

resumen Considerar el racismo como objeto de conocimiento y reflexión, por lo general parte de la necesidad de esgrimir argumentos a favor o en contra de este fenómeno; pero abordarlo desde el movimiento de Filosofía para Niños implica asumir una herencia intelectual, que exige tratar este tema desde un punto de partida más alto y exigente. Investigadores como Jonathan Wurtz, Darren Chetty, Melissa Fitzpatrick y Amy Reed-Sandoval han creado un espacio de estudio y reflexión que traslada la atención a problemas de otro nivel, retando a los estudiosos y practicantes de una enseñanza temprana de la filosofía, a elevar su mirada más allá del rechazo fundamentado a toda idea o acción de naturaleza racista. Este ámbito de discusión genera un punto de partida distinto y apasionante, que impele a trabajar en el entramado de cuestiones epistemológicas, éticas y pedagógicas involucradas en los problemas y desafíos que suponen hacer Filosofía para/con Niños en un mundo de racismo institucionalizado. Es por ello que en este artículo se diserta en torno a lo vulnerable que puede ser la Comunidad de Indagación Filosófica ante el poder epistemológico que ha logrado alcanzar el racismo, y de qué manera los recursos filosóficos y pedagógicos proporcionados por el diálogo socrático, pueden contribuir a exacerbar el problema del racismo. Finalmente, se resalta la importancia filosófico-pedagógica de la aporía, como herramienta capaz de socavar la fuerza paradigmática de la White Ignorance. Todo ello en el marco de los objetivos de desarrollo sostenible, relacionados con la necesidad de lograr la reducción de las desigualdades y la construcción de sociedades más justas e inclusivas.

Resumo em Inglês:

abstract Considering racism as an object of knowledge and reflection generally stems from the need to argue for or against this phenomenon; however, approaching it from the perspective of Philosophy for Children involves assuming an intellectual heritage that requires addressing this issue from a higher and more demanding starting point. Researchers such as Jonathan Wurtz, Darren Chetty, Melissa Fitzpatrick, and Amy Reed-Sandoval have created a space for study and reflection that shifts attention to problems on another level, challenging scholars and practitioners of early philosophy education to raise their gaze beyond the well-founded rejection of any idea or action of a racist nature. This discussion area generates a different and exciting starting point, which encourages work on the web of epistemological, ethical, and pedagogical issues involved in the problems and challenges of doing philosophy for/with children in a world of institutionalized racism. That is why this article discusses how vulnerable the Community of Philosophical Inquiry can be in the face of the epistemological power that racism has achieved, and how the philosophical and pedagogical resources that Socratic dialogue can provide can help to exacerbate the problem of racism. Finally, the philosophical and pedagogical importance of aporia is highlighted as a tool capable of undermining the paradigmatic force of White Ignorance. This is within the framework of Sustainable Development Goals related to the need to reduce inequalities and build more just and inclusive societies
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
experiências: a fpc como uma ferramenta pedagógica antirracista e decolonial na sala de aula universitária bahler, brock

Resumo em Português:

resumo O objetivo deste trabalho é demonstrar como o modelo educacional da Filosofia para Crianças (FpC) pode funcionar como uma poderosa ferramenta pedagógica na sala de aula universitária. Ele pode desafiar os estudantes a considerarem conceitos filosóficos em novos contextos, permitir que eles reflitam sobre suas infâncias e considerem seu crescimento filosófico, proporcionar-lhes ferramentas para pensarem filosoficamente com crianças no futuro (como cuidadores ou educadores), ou ainda dar maior vitalidade a conceitos filosóficos através de narrativas ou ilustrações. Mais especificamente, na minha própria prática, esse modelo mostrou ser uma estratégia pedagógica efetiva para o enfrentamento de temas antirracistas e decoloniais. Neste artigo, descrevo como desenvolvi métodos de ensino e atividades que combinam minha experiência em filosofia da infância e/ou Filosofia para Crianças com as áreas de estudos judaicos, filosofia da raça e teoria crítica da raça, o que resultou em um diálogo acadêmico dinâmico e um rico ambiente educacional. Incorporar métodos da Filosofia para Crianças na sala de aula universitária - como o uso de livros infantis na investigação filosófica - teve um papel fundamental no desenvolvimento de uma comunidade de investigação mútua, onde os estudantes aprendem uns com os outros e até eu, como professor, aprendo com meus alunos.

Resumo em Espanhol:

resumen El objetivo de este ensayo es demostrar cómo el modelo educativo de filosofía para niños (FpN) puede funcionar como una poderosa herramienta pedagógica en el aula universitaria. Puede desafiar a los estudiantes a considerar conceptos filosóficos en nuevos contextos, permitirles reflexionar sobre su propia infancia y considerar su crecimiento filosófico, brindarles herramientas para pensar filosóficamente con niñas y niños en el futuro (como cuidadores o educadores), o brindar mayor dinamismo a conceptos filosóficos a través de la narrativa o la ilustración. Más específicamente, en mi propia docencia, ha demostrado ser una estrategia pedagógica eficaz para abordar temas antirracistas y decoloniales. A continuación, describiré cómo he diseñado métodos de enseñanza y tareas de curso que han entrelazado mi experiencia en filosofía de la infancia y/o FpN con los campos de los estudios judíos, la filosofía de la raza y la teoría crítica de la raza, lo que ha producido un diálogo académico dinámico y un entorno educativo enriquecedor. La incorporación de métodos de FpN en el aula universitaria (por ejemplo, el uso de libros infantiles como una forma de investigación filosófica) ha jugado un papel fundamental en el desarrollo de una comunidad de investigación mutua donde los estudiantes aprenden unos de otros e incluso yo, como profesor, he aprendido de mis estudiantes.

Resumo em Inglês:

abstract The aim of this essay is to demonstrate how the educational model of philosophy for children (P4C) can function as a powerful pedagogical tool within thecollegeclassroom. It might challenge students to consider philosophical concepts in new contexts, allow them to reflect on their own childhood and consider their philosophical growth, provide them with tools for thinking philosophically with children in the future (as caregivers or educators), or provide philosophical concepts greater vibrancy through narrative or illustration. More specifically, in my own teaching, it has proven to be an effective pedagogical strategy for tackling antiracist and decolonial themes. In the following, I will outline how I have designed teaching methods and course assignments that have interfused my expertise in philosophy of childhood and/or P4C with the fields of Jewish studies, philosophy of race, and critical race theory, the result of which has produced both a dynamic scholarly dialogue and a rich educational environment. Incorporating P4C methods into the college classroom-such as the use of children’s books as a form of philosophical inquiry has played a pivotal role in developing of community of mutual inquiry where students learn from each other and even I as the professor have learned from my students.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
neutralidade ou cumplicidade? um olhar crítico-reflexivo sobre a prática filosófica com crianças em porto rico padilla rosas, erick javier navarro otero, zorayma z.

Resumo em Português:

resumo Este artigo oferece uma reflexão crítica sobre a prática filosófica com crianças e jovens em Porto Rico, baseada em experiências pessoais, comunitárias e institucionais. Por meio de projetos como Guailimanai, Filosofia para Crianças Porto Rico (FpNPR) e ZONA-FILO, explora-se como a filosofia pode ser uma ferramenta pedagógica transformadora desde a infância. Enfatiza-se a importância do diálogo filosófico, da participação familiar e do pensamento crítico enraizado em contextos de opressão. Inspirado na obra de Walter Omar Kohan (2018), o artigo estabelece um diálogo entre as propostas de Matthew Lipman e Paulo Freire. Enquanto Lipman buscava desenvolver habilidades cognitivas por meio do raciocínio lógico, Freire defendia uma educação voltada para a consciência crítica e a transformação social. O artigo amplia a discussão de Kohan ao abordar a noção de neutralidade educacional, argumentando que a neutralidade é uma ilusão em contextos marcados por desigualdades estruturais. A partir de uma perspectiva de pedagogia crítica, afirma-se que a educação é inerentemente política. A neutralidade, longe de garantir igualdade, pode tornar-se aliada do poder opressor. Assim, o artigo propõe uma prática filosófica comprometida, na qual educadores e aprendizes assumam posturas éticas diante de temas como colonialismo, gentrificação, feminicídio, racismo e adultocentrismo. Nesse contexto, a filosofia não busca impor pontos de vista, mas fomentar o diálogo sincero, o questionamento profundo e a ação transformadora.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo ofrece una reflexión crítica sobre la práctica filosófica con niños, niñas y jóvenes en Puerto Rico, basada en experiencias personales, comunitarias e institucionales. A través de proyectos como Guailimanai, Filosofía para Niños Puerto Rico (FpNPR) y ZONA-FILO, se explora cómo la filosofía puede ser una herramienta pedagógica transformadora desde edades tempranas. Se enfatiza la importancia del diálogo filosófico, la participación familiar y el pensamiento crítico enraizado en contextos de opresión. Inspirado en el trabajo de Walter Omar Kohan (2018), el artículo establece un diálogo entre las propuestas de Matthew Lipman y Paulo Freire. Mientras Lipman buscaba desarrollar habilidades cognitivas mediante el razonamiento lógico, Freire abogaba por una educación orientada a la conciencia crítica y la transformación social. El artículo amplía la discusión de Kohan al abordar la noción de neutralidad educativa, argumentando que la neutralidad es una ilusión en contextos marcados por desigualdades estructurales. Desde una perspectiva de pedagogía crítica, se afirma que la educación es inherentemente política. La neutralidad, lejos de garantizar igualdad, puede convertirse en aliada del poder opresor. Por ello, el artículo propone una práctica filosófica comprometida, donde educadores y aprendices asuman posturas éticas ante temas como el colonialismo, la gentrificación, el feminicidio, el racismo y el adultocentrismo. En este marco, la filosofía no busca imponer puntos de vista, sino fomentar el diálogo sincero, el cuestionamiento profundo y la acción transformadora.

Resumo em Inglês:

abstract This article offers a critical reflection on philosophical practice with children and youth in Puerto Rico, grounded in personal, community, and institutional experiences. Through projects such as Guailimanai, Philosophy for Children Puerto Rico (FpNPR), and ZONA-FILO, it explores how philosophy can serve as a transformative pedagogical tool from an early age. The importance of philosophical dialogue, family participation, and critical thinking rooted in contexts of oppression is emphasized. Inspired by the work of Walter Omar Kohan (2018), the article establishes a dialogue between the proposals of Matthew Lipman and Paulo Freire. While Lipman aimed to develop cognitive skills through logical reasoning, Freire advocated for an education oriented toward critical consciousness and social transformation. The article expands on Kohan’s discussion by addressing the notion of educational neutrality, arguing that neutrality is an illusion in contexts marked by structural inequalities. From a critical pedagogy perspective, it asserts that education is inherently political. Neutrality, rather than ensuring equality, can become an ally of oppressive power. Therefore, the article proposes a committed philosophical practice, where educators and learners take ethical stances on issues such as colonialism, gentrification, femicide, racism, and adultcentrism. In this framework, philosophy does not seek to impose viewpoints but to foster sincere dialogue, deep questioning, and transformative action.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
pode o centro falar pelos subalternos? movendo-se pelas fronteiras para decolonializar a filosofia para crianças (fpc) shokrollahzadeh, soudabeh

Resumo em Português:

resumo Esse artigo apresenta uma crítica pós-colonial da Filosofia para Crianças (FpC), apontando que, apesar de suas aspirações democráticas, o programa corre o risco de reproduzir a violência epistêmica e as hierarquias coloniais em contextos raciais, coloniais e indígenas. A partir de “Pode o subalterno falar?”, de Gayatri Chakravorty Spivak, o artigo analisa como os fundamentos universalistas e eurocêntricos da FpC silenciam estruturalmente as vozes subalternas, na medida em que privilegiam as normas da filosofia analítica anglo-americana e marginalizam epistemologias alternativas. O conceito de “violência epistêmica” de Spivak mostra que até mesmo as tentativas bem-intencionadas de inclusão podem reforçar a invisibilidade dos subalternos quando seus discursos permanecem incompreensíveis dentro dos sistemas de conhecimento dominantes. Em resposta à impossibilidade que Spivak identifica, que encerra a possibilidade de um discurso subalterno autêntico, abordamos o conceito de “pedagogia fronteiriça”, de Henry Giroux, para explorar maneiras de decolonializar a FpC. Giroux reimagina os espaços educativos como lugares de negociação crítica, onde os sistemas de conhecimento dominantes e subalternos convergem, fomentando práticas transfronteiriças que questionam as reivindicações de neutralidade epistêmica. A pedagogia fronteiriça promove a indagação contextualizada e pluralista que valoriza os modos de raciocínio oral, narrativo e afetivo, junto com as tradições canônicas. O artigo propõe considerações e estratégias para a implementação de uma práxis decolonial da FpC, incluindo o uso da escuta etnográfica, a integração (e interrogação) da cultura popular e os sistemas de conhecimento indígenas. Ao sintetizar a crítica diagnóstica de Spivak com as considerações práticas de Giroux, esse artigo busca reposicionar a FpC como um potencial espaço para a justiça epistêmica, o diálogo pluralista e a educação transformadora, responsável perante a história, a diferença e o poder.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo ofrece una crítica poscolonial de Filosofía para Niños (FPN), argumentando que, a pesar de sus aspiraciones democráticas, el programa corre el riesgo de reproducir la violencia epistémica y las jerarquías coloniales en contextos raciales, coloniales e indígenas. Basándose en ¿Puede hablar el subalterno? de Gayatri Chakravorty Spivak, examina cómo los fundamentos universalistas y eurocéntricos de la FPN silencian estructuralmente las voces subalternas al privilegiar las normas de la filosofía analítica angloamericana y marginar las epistemologías alternativas. El concepto de "violencia epistémica" de Spivak muestra que incluso los intentos bienintencionados de inclusión pueden reforzar la invisibilidad de los subalternos cuando su discurso permanece ininteligible dentro de los sistemas de conocimiento dominantes. En respuesta a la imposibilidad que Spivak identifica, que cierra la posibilidad de un discurso subalterno auténtico, abordo el concepto de "pedagogía fronteriza" de Henry Giroux para explorar maneras de descolonizar la FpN. Giroux reimagina los espacios educativos como espacios de negociación crítica donde convergen los sistemas de conocimiento dominantes y subalternos, fomentando prácticas transfronterizas que cuestionan las reivindicaciones de neutralidad epistémica. La pedagogía fronteriza promueve la indagación contextualizada y pluralista que valora los modos de razonamiento oral, narrativo y afectivo, junto con las tradiciones canónicas. El artículo propone consideraciones y estrategias para implementar una praxis descolonial de FpN, incluyendo el uso de la escucha etnográfica, la integración (e interrogación) de la cultura popular y los sistemas de conocimiento indígenas. Al sintetizar la crítica diagnóstica de Spivak con las consideraciones prácticas de Giroux, este artículo busca reposicionar la FpN como un espacio potencial para la justicia epistémica, el diálogo pluralista y la educación transformadora, responsable ante la historia, la diferencia y el poder.

Resumo em Inglês:

abstract This article offers a postcolonial critique of Philosophy for Children (P4C), arguing that despite its democratic aspirations, the program risks reproducing epistemic violence and colonial hierarchies in racial, colonial, and Indigenous contexts. Drawing on Gayatri Chakravorty Spivak’s “Can the subaltern speak?”, it examines how P4C’s universalist and Eurocentric foundations structurally silence subaltern voices by privileging the norms of Anglo-American analytic philosophy and marginalizing alternative epistemologies. Spivak’s concept of “epistemic violence” shows that even well-intentioned attempts at inclusion can reinforce subaltern invisibility when their speech remains unintelligible within dominant knowledge systems. In response to the impossibility that Spivak identifies, which closes off the possibility of authentic subaltern speech, I engage with Henry Giroux’s concept of “border pedagogy” to explore ways of decolonizing P4C. Giroux reimagines educational spaces as sites of critical negotiation where dominant and subaltern knowledge systems meet, encouraging border crossing practices that question claims to epistemic neutrality. Border pedagogy supports contextualized and pluralistic inquiry that values oral, narrative, and affective modes of reasoning alongside canonical traditions. The article proposes considerations and strategies for implementing a decolonial P4C praxis, including the use of ethnographic listening, the integration (and interrogation) of popular culture and Indigenous knowledge systems. By synthesizing Spivak’s diagnostic critique with Giroux’s practical considerations, this article’s effort is to reposition P4C as a potential site for epistemic justice, pluralistic dialogue, and transformative education accountable to history, difference, and power.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
a lição ferner, adam

Resumo em Português:

resumo O seguinte texto é um trabalho de ficção submetido como resposta à chamada para publicação no dossiê “racismo, colonialismo e filosofia para/com crianças: praxis em contextos não-ideais”. Supostamente escrito pelo filósofo anglófono A. M. Moskovitz (com uma nota introdutória de Susan Lang), a história descreve a experiência do autor em um programa de divulgação filosófica em sua infância. Um desconhecido visita uma sala de aula e exerce formas brancas de violência discursiva sobre as crianças com o objetivo percebido de opressão e control. O texto é seguido por “meditações desconfortáveis”, destinadas a estimular a reflexão e o debate.

Resumo em Espanhol:

resumen El siguiente texto es una obra de ficción, presentada en respuesta a la convocatoria de artículos para este dossier sobre “Racismo, colonialismo y filosofía para/con niñas y niños: praxis en contextos no ideales”. Supuestamente escrita por el filósofo angloparlante A.M. Moskovitz (con una nota introductoria de Susan Lang), la historia describe la experiencia infantil de la autora en un programa de divulgación filosófica. Un desconocido visita un aula y ejerce formas blancas de violencia discursiva sobre niñas y niños con el objetivo percibido de opresión y control. La presentación va seguida de «meditaciones incómodas» destinadas a estimular la reflexión y el debate.

Resumo em Inglês:

abstract The following contribution is a work of fiction, submitted as a response to the call for papers for this dossier on ‘racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts’. Putatively written by the English-language philosopher A.M. Moskovitz (with an introductory note by Susan Lang), the story describes the ‘author’s’ childhood experience of a philosophy outreach programme. A stranger visits a classroom and enacts white forms of discursive violence upon the children with the perceived aim of oppression and control. The submission is followed by ‘uncomfortable meditations’, intended to stimulate thought and discussion.
dossier racismo, colonialismo y filosofía para/con niñas y niños: praxis en contextos no ideales
gramática da violência colonial e pedagogias da crueldade: rumo às contra-pedagogias decoloniais a partir do ensino de filosofia losada cubillos, jhon jairo

Resumo em Português:

resumo Este artigo, resultado de um projeto de pesquisa, adota uma posição crítica a partir de uma perspectiva decolonial sobre a função pedagógica do poder colonial no contexto do ensino de filosofia. Para isso, introduz na discussão teórica ferramentas analíticas como o conceito de gramática da violência colonial e as pedagogias da crueldade. O objetivo é examinar e esclarecer estratégias - como a infantilização e a feminilização - que reproduzem formas de dominação e exclusão de sujeitos colonizados (uma passagem para a crueldade) na práxis pedagógica da filosofia. O artigo também explora possíveis intervenções por meio de alternativas contra-hegemônicas que a filosofia pode oferecer em sua dimensão pedagógica. O texto está estruturado em três momentos: inicialmente, discute-se a noção de “pedagogias da crueldade” com o objetivo de analisar como o poder colonial produz e legitima os mecanismos para sua transmissão e comunicação. Em seguida, rastreia-se a forma como a filosofia e o ensino da filosofia se articulam em uma trama generificada que sustenta a produção de mecanismos de poder colonial operando na construção de um caráter adultocêntrico e patriarcal da prática filosófica - o qual parece minar o potencial emancipatório de um pensamento crítico que poderia emergir dessa prática. Por fim, avança-se na consideração das pedagogias decoloniais (contra-pedagogias da crueldade), em diálogo com a reflexão sobre o ensino da filosofia, para explorar a possibilidade de enclaves pedagógicos como espaços estratégicos de luta na inteligibilidade e deslocamento das estruturas de poder colonial na práxis pedagógica.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo resultado de investigación intenta presentar una posición crítica en perspectiva decolonial, en torno a la función pedagógica del poder colonial, en el marco de la enseñanza de la filosofía. Para ello, se introduce en la discusión, claves analíticas como las ideas de gramática de la violencia colonial y pedagogías de la crueldad, con el fin de discurrir y dilucidar estrategias que promueven formas de dominación y exclusión en sujetos colonizados (pasaje a la crueldad) en la praxis pedagógica de la filosofía, así como a la consideración de posibilidades de intervención a partir de alternativas contra-hegemónicas desde la filosofía misma. El texto se estructura en tres momentos: en primera instancia se discute alrededor de la noción de “pedagogías de la crueldad”, para estudiar la manera como el poder colonial produce y legitima los mecanismos para su transmisión y comunicación; posteriormente, rastrea la forma en la que la filosofía y la enseñanza de la filosofía se articulan en una trama genérica para la producción de mecanismos de poder colonial que operan en la construcción de un carácter adultocéntrico y patriarcal del quehacer filosófico, el cual parece socavar las posibilidades emancipatorias de un pensamiento crítico que pudiera emerger de dicha práctica; finalmente, se avanza hacia la consideración de la pedagogías decoloniales (contra-pedagogías de la crueldad) en diálogo con la reflexión sobre la enseñanza de la filosofía para pensar posibilidades de enclaves pedagógicos como escenarios de lucha estratégica en la inteligibilidad y desplazamiento de estructuras de poder colonial en la praxis pedagógica.

Resumo em Inglês:

abstract This paper, derived from a research Project, adopts a critical stance from a decolonial perspective on the pedagogical function of colonial power within the context of teaching philosophy. To this end, it introduces into the theoretical discussion analytical tools such as the concept of the grammar of colonial violence and the pedagogies of cruelty. The objective is to examine and elucidate strategies-such as infantilization and feminization-that reproduce forms of domination and exclusion of colonized subjects (a passage to cruelty) within the pedagogical praxis of philosophy. The paper also explores possible interventions through counter-hegemonic alternatives that philosophy may offer in its pedagogical dimension. The paper is organized into three main sections. First, it engages with the notion of “pedagogies of cruelty” to analyze how colonial power produces and legitimizes the mechanisms through which it is transmitted and communicated. Second, it investigates how philosophy and its teaching are embedded within a generic framework that sustains the production of colonial power mechanisms-particularly through the construction of an adult-centric and patriarchal character of philosophical practice-which appears to undermine the emancipatory potential of critical thinking emerging from such practice. Finally, the paper turns to the consideration of decolonial pedagogies (counter-pedagogies of cruelty), in dialogue with reflections on the teaching philosophy, to explore the possibility of pedagogical enclaves as strategic spaces of struggle and resistance aimed at unveiling and ultimately displacing structures of colonial power within pedagogical praxis.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
dessegregando a comunidade de investigação em filosofia para/com crianças - um diálogo sobre racismo gregory, maughn rollins chetty, darren

Resumo em Português:

resumo Esse artigo dialógico examina os persistentes desafios para abordar o racismo, o colonialismo e a supremacia branca na teoria e prática da Filosofia para/com Crianças (Fp/cC). Concebido como uma entrevista mútua entre dois colegas de longa data, o diálogo revisita encontros formativos da comunidade de Fp/cC e os situa dentro de tradições intelectuais mais amplas, incluindo o pragmatismo estadunidense, a democracia deliberativa e a filosofia africana. Baseando-se em suas experiências pessoais, arquivos materiais e estudos críticos, os autores interrogam as hipóteses meta-filosóficas que sustentam a “comunidade de investigação”, especialmente seu compromisso com a razoabilidade, o consenso e o diálogo democrático. Conceitos como o de “comunidade de investigação fechada”, ignorância branca, teoria não-ideal e ética insurrecional são mobilizados para ilustrar como as normas da razoabilidade podem funcionar como mecanismos de exclusão. Em vez de abandonar o diálogo, os autores exploram as possibilidades de reconstruir a comunidade de investigação sob a luz de realidades não-ideais, posicionando-a não apenas como um lugar de deliberação, mas de transformação crítica.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo dialógico examina los desafíos persistentes para abordar el racismo, el colonialismo y la supremacía blanca en la teoría y la práctica de la Filosofía para/con Niñas y Niños (Fp/cN). Enmarcado como una conversación entre dos colegas de larga trayectoria, el diálogo retoma encuentros formativos en la comunidad FpcN y los sitúa dentro de tradiciones intelectuales más amplias, como el pragmatismo estadounidense, la democracia deliberativa y la filosofía africana. Basándose en su experiencia personal, material de archivo y estudios críticos, los autores interrogan los supuestos metafilosóficos que sustentan la "comunidad de investigación", en particular su compromiso con la razonabilidad, el consenso y el diálogo democrático. Conceptos como la "comunidad de investigación cerrada", la ignorancia blanca, la teoría no ideal y la ética insurreccional se movilizan para ilustrar cómo las normas de razonabilidad pueden funcionar como mecanismos de exclusión. En lugar de abandonar el diálogo, los autores exploran las posibilidades de reconstruir la comunidad de investigación a la luz de realidades no ideales, posicionándola no solo como un espacio de deliberación, sino también de transformación crítica.

Resumo em Inglês:

abstract This dialogical article examines persistent challenges in engaging racism, colonialism, and white supremacy within the theory and practice of Philosophy for/with Children (P4/wC). Framed as a mutual interview between two long-standing colleagues, the dialogue revisits formative encounters in the P4/wC community and situates them within broader intellectual traditions, including American pragmatism, deliberative democracy, and Africana philosophy. Drawing on personal experience, archival material, and critical scholarship, the authors interrogate the metaphilosophical assumptions underpinning the “community of inquiry,” particularly its commitments to reasonableness, consensus, and democratic dialogue. Concepts such as the “gated community of inquiry,” white ignorance, nonideal theory, and insurrectionist ethics are mobilized to illuminate how norms of reasonableness can function as mechanisms of exclusion. Rather than abandoning dialogue, the authors explore the possibilities for reconstructing the community of inquiry in light of nonideal realities, positioning it as a site not only of deliberation but of critical transformation.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
argumente como eu digo, não como eu faço... quando os professores da escola laica francesa silenciam a voz de uma menina muçulmana polo, claire lund, kristine

Resumo em Português:

resumo Una habilidad profesional clave a la hora de dirigir una Comunidad de Indagación Filosófica (CPI) es la capacidad de apoyar a los estudiantes en el desarrollo de contribuciones que abran nuevas líneas de razonamiento, o kairos. Sin embargo, en una CPI sobre el destino en un instituto de secundaria francés, cuando una chica musulmana intenta articular su creencia en Dios con la agencia humana, tal kairos parece inaudible para los dos instructores, uno de los cuales incluso detiene la discusión al volverse demasiado metafísica. A través de un estudio de caso en profundidad de dicho diálogo, basado en la lingüística interaccional, análisis de conversaciones institucionales y estudios de argumentación, analizamos cómo se deja de lado su contribución describiendo con precisión dicha oportunidad perdida tanto en el plano social como en el cognitivo y emocional. Exploramos hipótesis sobre por qué los profesores-facilitadores no prestan a su argumento la atención que merece. Basándonos en información contextual relevante, nuestra interpretación es que múltiples capas de choques culturales que se producen en los niveles micro, meso y macro restringen aquí la indagación filosófica. Definimos los constructos culturales y realizamos nuestros análisis lingüísticos y multimodales en la sesión de CPI grabada en vídeo y en la transcripción correspondiente. Por último, nos apartamos del presente análisis del diálogo para debatir el efecto a largo plazo de este tipo de oportunidades perdidas, ya que podrían crear barreras a la educación multicultural inclusiva.

Resumo em Espanhol:

resumen Uma competência profissional fundamental na liderança de uma Comunidade de Inquérito Filosófico (CPI) é a capacidade de apoiar os alunos no desenvolvimento de contributos que abram novas linhas de raciocínio, ou kairos. No entanto, numa CPI sobre o destino numa escola secundária francesa, quando uma rapariga muçulmana tenta articular a sua crença em Deus com a agência humana, esse kairos parece inaudível para os dois instrutores, um dos quais chega mesmo a interromper a discussão por esta se tornar demasiado metafísica. Através de um estudo de caso aprofundado desse diálogo, com base na análise de conversas institucionais, da linguística interacional e em estudos de argumentação, analisamos a forma como o seu contributo é posto de lado, descrevendo com precisão essa oportunidade perdida nos planos social, cognitivo e emocional. Exploramos hipóteses sobre a razão pela qual os professores-facilitadores não dão ao seu argumento a atenção que ele merece. Com base na informação contextual relevante, a nossa interpretação é que as múltiplas camadas de conflitos culturais que ocorrem aos níveis micro, meso e macro restringem aqui a investigação filosófica. Definimos construções culturais e efetuámos as nossas análises linguísticas e multimodais na sessão de CPI gravada em vídeo e na transcrição correspondente. Finalmente, afastamo-nos da presente análise do diálogo para discutir o efeito a longo prazo deste tipo de oportunidades perdidas, uma vez que podem criar barreiras à educação multicultural inclusiva.

Resumo em Inglês:

abstract A key professional skill at leading Community of Philosophical Inquiry (CPI) is the ability to support students in developing contributions that open new lines of reasoning, or kairos. Nevertheless, in a CPI about destiny in a French secondary school, when a Muslim girl tries to articulate her belief in God with human agency, such kairos seems inaudible to the two instructors, one of them even stopping the discussion as it gets too metaphysical. Through an in-depth case study of this dialogue, based on interactional linguistics, institutional conversation analysis, and argumentation studies, we analyze how her contribution is put aside by precisely describing such missed opportunity across the social, cognitive, and emotional planes. We explore hypotheses about why the teacher-facilitators do not give her argument the attention that it deserves. Based on relevant contextual information, our interpretation is that multiple layers of cultural clashes occurring at the micro, meso and macro levels here restrict the philosophical inquiry. We define cultural constructs and perform our multimodal analyses on the video-recorded CPI session and the corresponding transcript. We finally step back from the present dialogue analysis to discuss the long-term effect of such types of missed opportunities as they might create barriers to inclusive multicultural education.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
concepções aborígenes da liberdade como relacional: educação e democracia no mundo atual (2025) graham, mary burgh, gilbert thornton, simone

Resumo em Português:

resumo Este artigo investiga as alegações dos críticos de que John Dewey negligenciou o tratamento adequado do racismo - particularmente sua cumplicidade com a “branquitude”, incluindo sua valorização da democracia americana como um exemplo do legado anglo-saxão, vista pelos críticos como uma narrativa do progresso humano do “primitivo” ao “moderno”; sua falha em abordar seus próprios preconceitos e suposições sobre o aluno e a comunidade e a evitação das realidades raciais relacionadas à “experiência negra”. Essas críticas podem ter ramificações para a filosofia para crianças, que, segundo Matthew Lipman, tem uma dívida com Dewey. Defendemos que a educação nas democracias de estilo ocidental não tem respondido adequadamente à intolerância racial e que a democracia liberal não tem correspondido aos seus ideais filosóficos de direitos e oportunidades iguais, independentemente da origem das pessoas. No entanto, argumentamos que o problema é mais profundo, que o próprio conceito de liberdade no liberalismo é um obstáculo para superar os problemas identificados pelos críticos de Dewey. Concluímos que, uma vez que a reconstrução é inerente à epistemologia pragmática, reconstruir alguns dos pressupostos que orientam a comunidade de investigação - especialmente os pressupostos sobre democracia e deliberação - tem o potencial de fortalecer o compromisso com os conceitos aborígenes de liberdade e autonomia, desafiando, assim, a crença na superioridade do pensamento filosófico liberal na democracia ocidental. Iniciamos nossa argumentação chamando a atenção para os conceitos liberais de liberdade e autonomia (como características de identidade idealizadas que constituem o fundamento da compreensão liberal da natureza humana), seguidos de críticas à visão ideal de Dewey sobre o aluno e a comunidade da sala de aula, bem como sua falha em reconhecer a existência das dinâmicas raciais. Em seguida, apresentamos o conceito político aborígene de “autonomous regard (consideração autônoma)”, um conceito central que envolve respeitar simultaneamente a autonomia dos outros e que promove uma visão de mundo relacional da comunidade e da terra. Essa cosmovisão relacional é inspirada em sistemas de conhecimento aborígenes que enfatizam a observação e interação cuidadosas, deliberadas e pacientes como um processo de compreensão de nossa relação com o mundo. Nesse sentido, eles compartilham características com a epistemologia relacional de Dewey, a interconectividade da experiência e a continuidade do mundo humano, orgânico e natural, e podem ser entendidos como precursores do pragmatismo. Assim, recorremos à pedagogia relacional para suprir as lacunas teóricas presentes na teoria e na prática de Dewey e para nos concentrarmos na experiência indígena e na colonização, especialmente nas experiências de pertencimento à terra como parte integrante da identidade, do conhecimento e das práticas culturais, incluindo a governança, o parentesco e a sociedade.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo analiza las afirmaciones de los críticos de que John Dewey no abordó adecuadamente el racismo -en particular, su complicidad con la «blancura», incluida su valorización de la democracia estadounidense como un ejemplo del legado anglosajón, vista por los críticos como una narrativa del progreso humano de lo «primitivo» a lo «moderno»-; su incapacidad para abordar sus propios prejuicios y suposiciones sobre el alumno y la comunidad; y su evasión de las realidades raciales relativas a la «experiencia negra». Estas críticas podrían tener repercusiones en la filosofía para niños, que, según Matthew Lipman, tiene una deuda con Dewey. Sostenemos que la educación en las democracias de estilo occidental no ha respondido adecuadamente a la intolerancia racial, y que la democracia liberal no ha estado a la altura de sus ideales filosóficos de igualdad de derechos y oportunidades, independientemente de los orígenes de las personas. Sin embargo, argumentamos que el problema es más profundo, que el propio concepto de libertad en el liberalismo es un obstáculo para superar los problemas que identificaron los críticos de Dewey. Llegamos a la conclusión de que, dado que la reconstrucción es inherente a la epistemología pragmática, reconstruir algunos de los supuestos que conforman la comunidad de investigación -especialmente los supuestos sobre la democracia y la deliberación- tiene el potencial de reforzar el compromiso con los conceptos aborígenes de libertad y autonomía, cuestionando así la creencia en la superioridad del pensamiento filosófico liberal en la democracia de estilo occidental. Comenzamos nuestro argumento llamando la atención sobre los conceptos liberales de libertad y autonomía (como características idealizadas de la identidad que constituyen la base de la concepción liberal de la naturaleza humana), seguido de críticas a la visión ideal de Dewey sobre el estudiante y la comunidad del aula, así como a su incapacidad para reconocer las dinámicas raciales. A continuación, introducimos el concepto político aborigen de «consideración autónoma» (un concepto central que implica respetar la autonomía de los demás y que fomenta una cosmovisión relacional de la comunidad y de la tierra). Esta cosmovisión relacional se inspira en los sistemas de conocimiento aborígenes, que hacen hincapié en la observación y la interacción cuidadosas, deliberadas y pacientes como proceso para comprender nuestra relación con el mundo. En este sentido, comparten características con la epistemología relacional de Dewey, la interconexión de la experiencia y la continuidad entre lo humano, lo orgánico y el mundo natural, y podrían entenderse como precursoras del pragmatismo. Como tal, recurrimos a la pedagogía relacional para subsanar las deficiencias teóricas de la teoría y la práctica de Dewey, y para centrarnos en la experiencia indígena y la colonización, en particular en las experiencias de pertenencia a la tierra como parte integral de la identidad, el conocimiento y las prácticas culturales, incluyendo la gobernanza, el parentesco y la sociedad.

Resumo em Inglês:

abstract This paper investigates critics’ claims that John Dewey neglected to adequately engage with racism-particularly his complicity in “whiteness,” including his valorisation of American democracy as an exemplar of the Anglo-Saxon legacy, viewed by critics as a narrative of human progress from “primitive” to “modern;” his failure to address his own prejudices and assumptions about the student and the community; and avoidance of the racial realities regarding “Black experience”. These criticisms could have ramifications for philosophy for children, which Matthew Lipman has said owes a debt to Dewey. We contend that education in Western-style democracies has not adequately responded to racial intolerance, and that liberal democracy has not lived up to its philosophical ideals of equal rights and opportunities, irrespective of people’s backgrounds. However, we argue that the problem goes deeper, that the very concept of freedom in liberalism is an obstacle to overcoming the problems that Dewey’s critics identified. We conclude that because reconstruction is inherent in pragmatist epistemology, reconstructing some of the assumptions that inform the community of inquiry, especially assumptions about democracy and deliberation, has the potential to strengthen engagement with the Aboriginal concepts of freedom and autonomy, thereby challenging the belief in the superiority of liberal philosophical thought in Western-style democracy. We begin our argument by drawing attention to the liberal concepts of freedom and autonomy (as idealised characteristics of identity that are the foundation of liberal understanding of human nature), followed by criticisms of Dewey’s ideal vision of the student and the classroom community, as well as his failure to acknowledge racial dynamics. We then introduce the Aboriginal political concept of autonomous regard (a core concept of simultaneous respect for the autonomy of others that fosters a relational worldview of community and with the land). This relational worldview is informed by Aboriginal knowledge systems which emphasise careful, deliberate, and patient observation and engagement as a process of understanding our relationship with the world. In this sense, Aboriginal knowledge systems share characteristics with Dewey’s relational epistemology, interconnectedness of experience, and continuity of the human, the organic, and the natural world, and for this reason could be understood as a forebear of pragmatism. As such, we turn to relational pedagogy to salvage the theoretical deficiencies in Dewey’s theory and practice, and to focus on Indigenous experience and colonisation, particularly experiences of belonging to land as integral to identity, knowledge, and cultural practices, including governance, kinship, and society.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
reflexões profundas com alunos do ensino fundamental II sobre raça e racismo na história dos estados unidos jacobs, max

Resumo em Português:

resumo Em um artigo de 2018, Darren Chetty chama a atenção para um grave problema no âmbito da Filosofia para/com Crianças (Fp/cC). Considerado um sistema fechado, Chetty questiona o papel da razoabilidade na criação e no funcionamento da comunidade de investigação. Uma comunidade de investigação baseada na concepção a-histórica de razoabilidade não apenas limita o que se pode dizer, mas também quem pode dizer o quê. Chetty conclui sua crítica exortando os profissionais da Fp/cC a descentralizarem a razoabilidade e voltarem a centralizar as perspectivas históricas, a fim de questionarem o sentido comum racializado na comunidade de investigação. Sinto-me motivado pelo apelo de Chetty para que se dê centralidade às perspectivas históricas na comunidade de investigação e se renuncie ao compromisso tradicional com a razoabilidade na deliberação dialógica. Este artigo relata como abordei a facilitação de conversas filosóficas com alunos do Ensino Fundamental II sobre questões de raça e racismo na história dos Estados Unidos da América (EUA) - inspirado na forma como Chetty e Abigail Bentley conduziram conversas filosóficas sobre raça e racismo, enquadro minha abordagem pedagógica como reflexão aprofundada. Assim como Chetty e Bentley, facilitei conversas filosóficas sobre raça e racismo em semicírculo, estimulando a discussão por meio do envolvimento com estímulos compartilhados. Ao contrário de Chetty e Bentley, que recrutaram participantes adultos de seu campus, conduzi essas conversas com alunos do Ensino Fundamental II.

Resumo em Espanhol:

resumen En un artículo de 2018, Darren Chetty llama la atención sobre un grave problema en el ámbito de la Filosofía para/con Niños (P4/WC). Enmarcado como un sistema cerrado, Chetty cuestiona el papel de la razonabilidad en la creación y el funcionamiento de la comunidad de investigación. Una comunidad de investigación basada en una concepción ahistórica de la razonabilidad no solo limita lo que se puede decir, sino también quién puede decir qué. Chetty concluye su crítica haciendo un llamamiento a los profesionales de la P4C para que descentren la razonabilidad y vuelvan a centrar las perspectivas históricas con el fin de cuestionar el sentido común racializado en la comunidad de investigación. Me motiva el llamamiento de Chetty a centrar las perspectivas históricas en la comunidad de investigación y a renunciar al compromiso tradicional con la razonabilidad en la deliberación dialógica. Este artículo describe cómo abordé la facilitación de conversaciones filosóficas con alumnos de secundaria sobre cuestiones de raza y racismo en la historia de Estados Unidos (EE. UU.): inspirándome en cómo Chetty y Abigail Bentley llevaron a cabo conversaciones filosóficas sobre raza y racismo, enmarco mi enfoque pedagógico como «morada». Al igual que Chetty y Bentley, facilité conversaciones filosóficas sobre raza y racismo sentados en semicírculo, promoviendo el debate a través de la interacción con estímulos compartidos. A diferencia de Chetty y Bentley, que reclutaron a participantes adultos de su campus, llevé a cabo estas conversaciones con estudiantes de secundaria.

Resumo em Inglês:

abstract In a 2018 article, Darren Chetty draws attention to a serious problem in the field of Philosophy for/with Children (P4/WC). Framed as gated, Chetty challenges the role of reasonableness in the creation and function of the community of inquiry. A community of inquiry based on an ahistoric conception of reasonableness not only limits what can be said but who can say what. Chetty ends the critique by calling on P4C practitioners to de-center reasonableness and re-center historical perspectives to challenge racialized common sense in the community of inquiry. I’m motivated by the call from Chetty to center historical perspectives in the community inquiry and forgo the traditional commitment to reasonableness in dialogical deliberation. This paper reports how I approached facilitating philosophical conversations with middle schoolers on issues of race and racism in United States (US) history-inspired by how Chetty and Abigail Bentely conducted philosophical conversations on race and racism, I frame my pedagogical approach as dwelling. Like Chetty and Bentley, I facilitated philosophical conversations on race and racism while sitting in a half circle, prompting discussion through engagement with shared stimuli. Unlike Chetty and Bentley, who recruited adult participants from their campus, I enacted these conversations with middle schoolers.
dossier racism, colonialism and philosophy for /with children: praxis in non-ideal contexts
violência epistêmica e filosofia para crianças: em direção a uma comunidade de investigação epistemicamente ampla gostomski, alaina piede, sam

Resumo em Português:

resumo Este artigo explora a violência epistêmica no contexto das comunidades de investigação filosófica. Os autores começam caracterizando o quadro de sistemas epistêmicos de Kristie Dotson e relacionam essas ideias com o conceito de violência epistêmica. Os autores destacam as diferenças entre violência e injustiça epistêmica e sublinham dois incidentes-chave de violência epistêmica que servem como pontos de análise: um ocorrido em uma comunidade de investigação filosófica mediada por um dos autores, onde os alunos discutiram a história dos holandeses e dos Lenapes na cidade de Nova York; e outro descrito pela estudiosa de Filosofia para Crianças Ruth Silver, uma exclusão epistêmica que ocorreu durante um workshop de facilitação de Filosofia para Crianças. Usando esses exemplos, argumentamos que é a impermeabilidade das estruturas dominantes e das normas comunicativas que regem essas investigações que pode tornar necessária a introdução de certos fatores de proteção, como a historicização e a reciprocidade comunicativa, a fim de defender os ideais de uma comunidade de investigação.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo analiza la violencia epistémica en su relación con las comunidades de investigación filosófica. Los autores comienzan por describir el marco de los sistemas epistémicos de Kristie Dotson y relacionan estas ideas con el concepto de violencia epistémica. Los autores diferencian entre violencia epistémica e injusticia epistémica y destacan dos incidentes clave de violencia epistémica que sirven como puntos de análisis: uno surgido en una comunidad de investigación filosófica facilitada por uno de los autores colaboradores, en la que los estudiantes debatieron sobre la historia de los lenapes y los holandeses en la ciudad de Nueva York, y el otro descrito por la investigadora en Filosofía para Niños Ruth Silver sobre una exclusión epistémica que tuvo lugar durante un taller de facilitación de Filosofía para Niños. A partir de estos ejemplos, argumentamos que es la impermeabilidad de los marcos dominantes y las normas comunicativas que rigen estas investigaciones lo que puede hacer necesaria la introducción de ciertos factores protectores, como la historicización y la reciprocidad comunicativa, para defender los ideales de una comunidad de investigación.

Resumo em Inglês:

abstract This paper explores epistemic violence as it relates to communities of philosophical inquiry. The authors start by characterizing Kristie Dotson’s epistemic systems framework and connect these ideas to the concept of epistemic violence. The authors differentiate between epistemic violence and epistemic injustice and highlight two key incidents of epistemic violence that serve as points of analysis: one arising in a community of philosophical inquiry facilitated by one of the contributing authors where students discussed Dutch-Lenape history in New York City and the other described by Philosophy for Children scholar Ruth Silver about an epistemic exclusion that occurred during a Philosophy for Children facilitation workshop. Using these instances, we argue that it is the impermeability of the dominant frameworks and communicative norms that govern these inquiries that may render the introduction of certain protective factors, such as historicizing and communicative reciprocity, necessary in order to uphold the ideals of a community of inquiry.
dossier: "variações em tom menor em redor da infância, psicologia e educação."
sobre infância e devires: pensando modos outros do ofício docente na educação infantil barros, maria elizabeth barros de bonaldi, cristiana mara coelho, denise carla goldner pedrini, mateus dias souza, filipe azevedo

Resumo em Português:

resumo O debate apresentado neste artigo carrega o Método Biografemático como estratégia de apreensão de narrativas e desafios em meio a processos de formação de docentes que trabalham em educação com infâncias. A partir de produções teóricas de Barthes (2015), Deleuze e Guattari (2016), Canguilhem (2012), Varela (2022) e Foucault (2012) problematiza formatos rígidos de ser docente e de compreender infâncias e propõe abertura ao inesperado, à invenção, no exercício desse ofício. Os caminhos percorridos no trabalho docente como campo de experiência se encontram com campos afetivos e temporais nos cotidianos, sendo tensionados pelas nuances com infâncias. Ao acompanhar efemeridades, a escritura biografemática se consolidou como ferramenta de análise das práticas educacionais em oficinas realizadas com docentes. A escrita assume caráter ensaístico, buscando produzir pensamento em movimento, em diálogo com gestos singulares do ofício docente e tensões provocadas pelo encontro com infâncias. Mais do que tratar a infância como uma fase cronológica, o artigo a toma como um modo de existência, um estado de experimentação e de abertura ao novo. O “devir-criança” é entendido como potência no fazer pedagógico que permite deslocar saberes, práticas e formas de relação no ambiente educativo. O acompanhamento das efemeridades das práticas educacionais possibilitou interlocuções com modos outros possíveis no ofício docente na educação infantil. A docência, compreendida como atividade ética, estética e política, encontra-se com uma infância que, como território de imanência e diferença (NOGUERA, 2019), potencializa outros trajetos com um ofício docente a partir do infancializar.

Resumo em Francês:

résumé Le débat présenté dans cet article s'appuie sur la Méthode Biographématique comme stratégie d'appréhension des récits et des défis au milieu des processus de formation des enseignants qui travaillent avec une éducation avec les enfances. À partir des travaux théoriques de Barthes, Deleuze, Guattari, Canguilhem, Varela et Foucault, il remet en question les formats rigides de l'enseignement et de la compréhension des enfances et propose une ouverture à l'inattendu, à l'invention, dans l'exercice de ce métier. Les chemins parcourus dans le travail enseignant en tant que champ d'expérience se rejoignent avec les champs affectifs et temporels du quotidien, sous la tension des nuances liées aux enfances En accompagnant les éphémères, l'écriture biographématique s'est consolidée comme un outil d'analyse des pratiques éducatives, dans les ateliers organisés avec les enseignants. L'écriture prend un caractère essayistique, cherchant à produire une pensée en mouvement, en dialogue avec les gestes singuliers du métier d'enseignant et les tensions provoquées par la rencontre avec les enfances. Plus que traiter l'enfance comme une phase chronologique, l'article la considère comme un mode d'existence, un état d'expérimentation et d'ouverture à la nouveauté. Le « devenir-enfant » est compris comme une puissance dans la pratique pédagogique qui permet de déplacer les savoirs, les pratiques et les formes de relation dans l'environnement éducatif. Le suivi des éphémérités des pratiques éducatives a permis des dialogues avec d'autres modes possibles dans le métier d'enseignant dans l'éducation de la petite enfance. L'enseignement, compris comme une activité éthique, esthétique et politique, rencontre une enfance qui, en tant que territoire d'immanence et de différence (NOGUERA, 2019), potentialise d'autres parcours avec un métier d'enseignant à partir de l'infancialiser.

Resumo em Espanhol:

resumen El debate presentado en este artículo aborda el Método Biografemático como estrategia para la aprehensión de narrativas y desafíos en medio de los procesos de formación de docentes que trabajan con una educación con infancias. A partir de las producciones teóricas de Barthes, Deleuze, Guattari, Canguilhem, Varela y Foucault, cuestiona los formatos rígidos de ser docente y de comprender las infancias, y propone una apertura a lo inesperado, a la invención, en el ejercicio de este oficio. Los caminos recorridos en el trabajo docente como campo de experiencia se encuentran con campos afectivos y temporales en lo cotidiano, tensados por los matices con las infancias. Al acompañar las efemeridades, la escritura biografemática se consolidó como herramienta de análisis de las prácticas educativas, en actividades realizadas con docentes. La escritura adquiere un carácter ensayístico, buscando producir pensamiento en movimiento, en diálogo con los gestos singulares del oficio docente y las tensiones provocadas por el encuentro con las infancias. Más que tratar la infancia como una fase cronológica, el artículo la toma como un modo de existencia, un estado de experimentación y de apertura a lo nuevo. El devenir-niño se entiende como potencia en la labor pedagógica que permite desplazar saberes, prácticas y formas de relación en el ambiente educativo. El seguimiento de las efemeridades de las prácticas educativas posibilitó interlocuciones con otros modos posibles en el oficio docente en la educación infantil. La docencia, comprendida como actividad ética, estética y política, se encuentra con una infancia que, como territorio de inmanencia y diferencia (NOGUERA, 2019), potencia otros trayectos con un oficio docente a partir del infancializar.

Resumo em Inglês:

abstract The discussion presented in this article uses the “Biografematic” Method as a strategy for understanding narratives and challenges in the training of teachers who work with childhood education. Based on the theoretical works of Barthes, Deleuze, Guattari, Canguilhem, Varela, and Foucault, it questions rigid formats of teaching and understanding childhoods and proposes openness to the unexpected and to invention in the exercise of this profession. The paths taken in teaching as a field of experience intersect with affective and temporal fields in everyday life, being strained by the nuances of childhoods. By accompanying ephemeralities, “biografematic” writing has established itself as a tool for analyzing educational practices, in workshops held with teachers. The writing takes on an essayistic character, seeking to produce thought in motion, in dialogue with the unique gestures of the teaching profession and the tensions caused by encounters with childhoods. Rather than treating childhood as a chronological phase, the article takes it as a way of being, a state of experimentation and openness to the new. Becoming-child is understood as a power in pedagogical practice that allows for the displacement of knowledge, practices, and forms of relationship in the educational environment. Monitoring the ephemerality of educational practices has enabled dialogues with other possible modes of teaching in early childhood education. Teaching, understood as an ethical, aesthetic, and political activity, encounters childhood, which, as a territory of immanence and difference (NOGUERA, 2019), enhances other ways in the teaching profession based on infantilization.
dossier: "variações em tom menor: em redor da infância, psicologia e educação."
imagens insurgentes: potências pedagógicas e filosóficas do cinema em contextos de privação de liberdade fresquet, adriana mabel paes, bruno teixeira carli, wania da rocha

Resumo em Português:

resumo Este artigo articula duas experiências de pesquisa desenvolvidas em espaços socioeducativos no Brasil, ambas dedicadas à escuta, à criação e à análise de práticas cinematográficas com adolescentes em privação de liberdade. Partindo de uma perspectiva ético-estética, exploramos as possibilidades filosóficas do cinema como forma de produção de mundos e de subjetividades em contextos marcados pela exclusão, pelo racismo estrutural e pela violência institucional. As investigações, realizadas em diferentes momentos e instituições, propõem metodologias comprometidas com a alteridade, a coautoria e a experimentação estética como modos de resistência e reinvenção da existência. A partir das imagens produzidas por essas juventudes, refletimos sobre os deslocamentos que essas práticas provocam nos modos tradicionais de se conceber a educação, a infância e o próprio cinema. O texto se insere no debate contemporâneo sobre práticas de Filosofia para/com Crianças e Jovens, reivindicando uma práxis que enfrente o colonialismo e o racismo epistêmico em espaços considerados “não ideais” privilegiando experiências atravessadas por imagens e sons.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo articula dos experiencias de investigación desarrolladas en espacios socioeducativos en Brasil, ambas dedicadas a la escucha, la creación y el análisis de prácticas cinematográficas con adolescentes en privación de libertad. Desde una perspectiva ético-estética, exploramos las posibilidades filosóficas del cine como forma de producción de mundos y subjetividades en contextos marcados por la exclusión, el racismo estructural y la violencia institucional. Las investigaciones, realizadas en diferentes momentos e instituciones, proponen metodologías comprometidas con la alteridad, la coautoría y la experimentación estética como modos de resistencia y reinvención de la existencia. A partir de las imágenes producidas por estas juventudes, reflexionamos sobre los desplazamientos que estas prácticas provocan en los modos tradicionales de concebir la educación, la infancia y el propio cine. El texto se inserta en el debate contemporáneo sobre las prácticas de Filosofía para/con Niñas, Niños y Jóvenes, reivindicando una praxis que enfrente el colonialismo y el racismo epistémico en espacios considerados “no ideales”, privilegiando experiencias atravesadas por imágenes y sonidos.

Resumo em Inglês:

abstract This article brings together two research experiences developed in socio-educational settings in Brazil, both dedicated to listening, creating, and analyzing cinematographic practices with adolescents deprived of liberty. From an ethical-aesthetic perspective, we explore the philosophical possibilities of cinema as a form of world- and subjectivity-making in contexts marked by exclusion, structural racism, and institutional violence. Conducted at different moments and institutions, the investigations propose methodologies committed to alterity, co-authorship, and aesthetic experimentation as modes of resistance and reinvention of existence. Drawing from the images produced by these young people, we reflect on the displacements that such practices provoke in traditional ways of conceiving education, childhood, and cinema itself. The text situates itself within the contemporary debate on Philosophy for/with Children and Youth, advocating a praxis that confronts colonialism and epistemic racism in so-called “non-ideal” spaces, privileging experiences traversed by images and sounds.
dossier: "variações em tom menor: em redor da infância, psicologia e educação."
quando o fundo do mar interessa mais do que Monet: reflexões sobre a interação de crianças com espaços culturais baranda-oliveira, caio oliveira, camilla martins de

Resumo em Português:

resumo Este artigo discute como crianças interagem com espaços culturais a partir de um relato de uma experiência ocorrida no Musée de l’Orangerie, em Paris, em janeiro de 2024. Observando comportamentos infantis e intervenções adultas, analisamos de que modo determinadas mediações podem limitar ou potencializar a experiência dos pequenos. O episódio central (a relação de uma menina com uma instalação imersiva sobre o fundo do mar e a tentativa materna de reconduzir sua resposta para conteúdos legitimados) serve como provocação inicial para refletir sobre corpo, imaginação, mediação e experiência à luz de autores como Vygotsky (1991, 2009), hooks (2017, 2020) e Larrosa (2002). A análise evidencia que a infância mobiliza formas de conhecer que envolvem o corpo inteiro, curiosidade e invenção, tensionando normas adultocêntricas ainda presentes em muitos museus. Em diálogo com educadoras da Escola do Olhar, do Museu de Arte do Rio (MAR), argumentamos que outras práticas são possíveis: mediações que acolhem os gestos infantis, reconhecem os saberes do corpo e compreendem o museu como espaço vivo, social e político. Concluímos que pensar a criança como sujeito de experiência implica repensar o próprio papel dos museus, abrindo caminho para modos mais livres, poéticos e plurais de encontro com a arte.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo analiza cómo los niños interactúan con los espacios culturales a partir del relato de una experiencia ocurrida en el Musée de l’Orangerie, en París, en enero de 2024. Al observar los comportamientos infantiles y las intervenciones adultas, examinamos cómo ciertas mediaciones pueden limitar o potenciar la experiencia de los pequeños. El episodio central (la interacción de una niña con una instalación inmersiva sobre el fondo del mar y el intento de su madre de reconducir su respuesta hacia contenidos legitimados) funciona como punto de partida para reflexionar sobre cuerpo, imaginación, mediación y experiencia, en diálogo con autores como Vygotsky (1991, 2009), hooks (2017, 2020) y Larrosa (2002). El análisis evidencia que la infancia moviliza formas de conocimiento encarnadas, curiosas e inventivas, que tensionan normas adultocéntricas presentes en muchos museos. A partir del diálogo con educadoras de la Escola do Olhar del Museo de Arte de Río (MAR), sostenemos que otras prácticas son posibles: mediaciones que acogen los gestos infantiles, reconocen los saberes corporales y conciben el museo como un espacio vivo, social y político. Concluimos que considerar a la infancia como sujeto de experiencia implica repensar el propio papel de los museos, abriendo camino a modos más libres, poéticos y plurales de encuentro con el arte.

Resumo em Inglês:

abstract This article examines how children engage with cultural spaces based on a report of an experience that took place at the Musée de l’Orangerie in Paris in January 2024. By observing children’s behaviors and adult interventions, we analyze how different forms of mediation can either limit or expand the experiential possibilities available to young visitors. The central episode (a girl’s immersive interaction with a virtual “underwater” installation and her mother’s attempt to redirect her response toward culturally validated content) serves as an initial provocation to discuss body, imagination, mediation, and experience, drawing on authors such as Vygotsky (1991, 2009), hooks (2017, 2020) and Larrosa (2002). The analysis shows that childhood activates embodied, curious, and inventive modes of knowing, challenging adult-centric norms that still structure many museums. In dialogue with educators from the Escola do Olhar of the Museum of Art of Rio (MAR), we argue that other practices are possible: mediations that welcome children’s gestures, recognize embodied knowledge, and understand the museum as a living social and political space. We conclude that recognizing children as subjects of experience requires rethinking the role of museums themselves, opening pathways for freer, more poetic, and more plural encounters with art.
dossier: "variações em tom menor: em redor da infância, psicologia e educação."
o que as teorias da psicologia da educação não nos contam: cartagrafias de percursos e experiências docentes costa, luciano bedin da fröhlich, claudia bechara

Resumo em Português:

resumo Este artigo, escrito sob o tom ensaístico, parte das experiências do autor e da autora enquanto docentes de Psicologia da Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Escrito em forma de correspondências, o texto se sustenta a partir da metodologia de cartagrafia, um híbrido de escrita epistolar e cartográfica. Por meio das cartas, os(as) autores(as) se sentem mais à vontade para contar e convocar suas experiências no campo da Psicologia da Educação, problematizando alguns de seus entraves e desafios, a saber: o excesso de historicização, a hegemonia de certos autores (compreendidos como pais ou proprietários de determinadas teorias), o engessamento dos planos de ensino, a velocidade com que os conteúdos são comumente trabalhados, a pouca abertura a outras epistemologias, à poesia e literatura. Ao lado de autores como Freud, Piaget, Vygotsky, Skinner, Pavlov e Wallon, e não necessariamente convergentes, são apresentados(as) autores(as) como bell hooks, Milan Kundera, Deleuze, Guattari, Júlio Cortázar, Guadalupe Tomazolli, Sandra Corazza, Lenine, Mia Couto, Grada Kilomba, Ailton Krenak - uma aposta no coletivo, no que pode ocorrer quando aceitamos a potência do entre, quando janelamos nossas aulas coletivamente, quando nos permitimos experimentar pensamentos cuticulares, quando colocamos em questão nossos corpos do(c)entes, quando pedimos permissão a um cão para que ele possa habitar uma aula, quando, ao falarmos sobre o inconsciente freudiano, não nos contentamos com a imagem gélida e solitária de um Iceberg, preferindo a presença de uma solidária árvore frondosa.

Resumo em Espanhol:

resumen Este artículo, escrito en tono ensayístico, parte de las experiencias del autor y de la autora como docentes de Psicología de la Educación en la Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS. Escrito en forma de correspondencias, el texto se sostiene a partir de la metodología de carta-grafía, un híbrido de escritura epistolar y cartográfica. Por medio de las cartas, los/as autores/as se sienten más cómodos para contar y convocar sus experiencias en el campo de la Psicología de la Educación, problematizando algunos obstáculos y desafíos en el campo, a saber: la excesiva historización, la hegemonía de ciertos autores (entendidos como padres o dueños de ciertas teorías), la rigidez de los planes de enseñanza, la velocidad con la que se enseñan los contenidos, la poca apertura a otras epistemologías, así como a la poesía, la literatura y otras expresiones artísticas. Junto a autores como Freud, Piaget, Vygotsky, Skinner, Pavlov y Wallon, y no necesariamente convergentes, se presentan autores como bell hooks, Milan Kundera, Deleuze, Guattari, Julio Cortázar, Guadalupe Tomazolli, Sandra Corazza, Lenin, Mia Couto, Grada Kilomba y Ailton Krenak, una apuesta a lo colectivo, a lo que puede suceder cuando aceptamos el poder del entre, cuando abrimos colectivamente nuestras clases, cuando nos permitimos experimentar pensamientos cuticulares, cuando cuestionamos nuestros cuerpos do(c)entes, cuando pedimos permiso a un perro para que pueda habitar una clase, cuando, en lugar de contentarnos con la imagen gélida y solitaria de un iceberg, decidimos sentarnos a la sombra de un solidario árbol frondoso.

Resumo em Inglês:

abstract This article, written in an essayistic tone, stems from the experiences of the authors as professors of Educational Psychology at a Federal University of Rio Grande do Sul (UFRGS). Written in the form of correspondence, the text is sustained by the methodology of cartagraphy, a hybrid of epistolary and cartagraphic writing. Through these letters, the authors feel more at ease to recount and summon their experiences in the field of Educational Psychology, problematizing certain obstacles and challenges of the field, namely: the excess of historicization, the hegemony of certain authors (understood as fathers or owners of specific theories), the rigidity of teaching plans, the speed with which content is processed, and the lack of openness to other epistemologies, as well as to poetry, literature, and other artistic expressions. Alongside authors such as Freud, Piaget, Vygotsky, Skinner, Pavlov, and Wallon-though not necessarily converging with them-authors such as bell hooks, Milan Kundera, Deleuze, Guattari, Júlio Cortázar, Guadalupe Tomazolli, Sandra Corazza, Lenine, Mia Couto, Grada Kilomba, and Ailton Krenak are presented. This represents a wager on the collective, on what can occur when we accept the potency of the “in-between” (potência do entre), when we collectively “window” (janelamos) our classes, when we allow ourselves to experiment with cuticular thoughts, when we call into question our suffering/teaching bodies (corpos do(c)entes), when we ask a dog's permission to inhabit a classroom, and when, instead of settling for the frigid and solitary image of an Iceberg, we decide to sit in the shade of a solidary, leafy tree.
dossier: "variações em tom menor: em redor da infância, psicologia e educação."
pensar a educação escolar de modo não cognitivista: uma visão antropo-filosófica da atenção brentam perencini, tiago alves de lima, beatriz

Resumo em Português:

resumo Nota-se no discurso educacional contemporâneo uma concepção de aprendizagem baseada na psicologia cognitiva clássica, que frequentemente aborda a aquisição de conhecimento e o desenvolvimento cognitivo como enfoque na educação escolar. Partindo de tal premissa, propomo-nos a investigar a seguinte problemática: como pensar a educação escolar de um ponto de vista não cognitivista? Encontramos na antropologia e na filosofia visões da educação enquanto exercícios de atenção, que permitem ampliar noções de subjetividade e singularidade no gesto de educar.Assim, este artigo contribui para a compreensão do atual cenário educacional escolar, imerso em discursos biopsíquicos, bem como propicia a oportunidade de expandir horizontes construídos desde a atenção da presença como atitudes que visam o exame de si, a intersubjetividade e a abertura para modos mais afetivos, atentos e plurais de experimentar a educação de maneira ampliada.

Resumo em Espanhol:

resumen En el discurso educativo contemporáneo se observa una concepción del aprendizaje basada en la psicología cognitiva clásica, que a menudo aborda la adquisición de conocimientos y el desarrollo cognitivo como enfoque para la educación escolar. Partiendo de esta premisa, nos proponemos investigar la siguiente problemática de investigación: ¿cómo pensar la educación escolar desde un punto de vista no cognitivista? En la antropología y la filosofía encontramos visiones de la educación como ejercicios de atención que permiten ampliar las nociones de subjetividad y singularidad en el gesto de educar. Así, este artículo contribuye a la comprensión del panorama educativo escolar actual, inmerso en discursos bio-psíquicos, y brinda la oportunidad de ampliar horizontes construidos a partir de la atención y la presencia como actitudes que apuntan al examen de uno mismo, la intersubjetividad y la apertura a modos más afectivos, atentos y plurales de experimentar la educación de manera ampliada.

Resumo em Inglês:

abstract Contemporary educational discourse reflects a conception of learning based on classical cognitive psychology, which often addresses knowledge acquisition and cognitive development as the focus of school education. Based on this premise, we propose to investigate the following research question: how can we think about school education from a non-cognitivist point of view? In anthropology and philosophy, we find views of education as exercises in attention, which allow us to broaden notions of subjectivity and singularity in the act of educating. Thus, this article contributes to the understanding of the current school educational scenario, immersed in biopsychic discourses, as well as providing an opportunity to expand horizons built from attention and presence as attitudes that aim an examination of oneself, intersubjectivity, and openness to more affective, attentive, and plural ways of experiencing education in an expanded manner, intersubjectivity, and openness to other ways of experiencing the world.
location_on
Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Educação Programa de Pós-Graduação em educação filosófica com Infâncias (PPEFI) Rua São Francisco Xavier 524, sala 12005f., cep: 25550-900 - Maracanã - Rio de Janeiro - RJ - Brazil
E-mail: childhood@filoeduc.org
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro