Sumário
Cadernos Saúde Coletiva, Volume: 34, Número: 3, Publicado: 2026Cadernos Saúde Coletiva, Volume: 34, Número: 3, Publicado: 2026
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Original Article Percepções dos condutores sobre os comportamentos de risco no exercício da condução: um estudo transversal num contexto em desenvolvimento na Cidade de Maputo-Moçambique Maposse, Alfredo Júlio Benzana, Isaías Benjamim Mabasso, Quitéria Martins Resumo em Português: Resumo Introdução: A sinistralidade rodoviária é um importante problema de saúde pública, determinado principalmente pelo comportamento humano. Portanto, o comportamento dos motoristas tem recebido crescente atenção de estudiosos preocupados com a segurança rodoviária em diversos contextos ao redor do mundo. Objetivo: Este estudo investigou a percepção dos motoristas sobre comportamentos de risco durante a condução. Método: Trata-se de um estudo prospectivo de corte transversal e quantitativo envolvendo uma amostra de 402 condutores, entre funcionários e estudantes da Universidade Eduardo Mondlane. Um questionário dicotômico autoaplicável foi utilizado para coleta de dados. Este incluiu seis comportamentos, tais como subornar policiais, dirigir em estado de privação de sono, dirigir sob o efeito do álcool, excesso de velocidade, violação de semáforos e ultrapassagens irregulares. Foram realizadas análises estatísticas descritivas e regressão logística para razão de chance. Resultados: 15,5–30,1% dos motoristas admitiram recorrer aos comportamentos de risco aqui estudados. Contrariamente, 70,3–85,8% destes consideravam que os outros motoristas tendiam a apresentar tais comportamentos. Ser do sexo masculino, dirigir sem carteira de habilitação e fazer uso regular de álcool aumenta a probabilidade de reportar condução arriscada. Conclusão: Os condutores admitem envolver-se em múltiplos comportamentos de risco, mas ao mesmo tempo consideram-se mais seguros do que os outros condutores.Resumo em Inglês: Abstract Introduction: Road traffic accidents are a major public health problem, which is mainly determined by human behavior. Therefore, drivers’ behavior has received a growing attention from scholars concerned with road safety in several contexts worldwide. Objective: The aim of this study was to investigate drivers’ perception about risky behaviors while driving. Method: This was a prospective quantitative study with cross-sectional design, involving a sample of 402 drivers, among Eduardo Mondlane University employees and students. A dichotomous self-reported questionnaire was used for data collection. The questionnaire included six behaviors: bribing police officers, sleep-deprived driving, drink-driving, speeding, traffic light violation, and irregular overtaking. Descriptive statistics analysis and logistic regression for odds ratios were performed. Results: The results showed that drivers admitted to relying on the studied behaviors in a range of 15.5–30.1%. Contrarily, they viewed other drivers as performing the same behaviors in a range of 70.3–85.8%. Being male, an unlicensed driver, and regular use of alcohol increased the risk of performing risky driving. Conclusion: Drivers admit to engaging in multiple risky behaviors, yet simultaneously view themselves as safer than their fellow motorists. |
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Original Article Infodemia da COVID-19 associada a sintomas depressivos e tristeza em adultos e idosos brasileiros: estudo de base populacional Meller, Fernanda Oliveira Quadra, Micaela Rabelo Maciel, Elisabete Borges Eugenio, Fernanda Daminelli Silva, Tamara Justin da Dumith, Samuel de Carvalho Schäfer, Antônio Augusto Resumo em Português: Resumo Introdução: Durante a pandemia de COVID-19, a rápida disseminação de informações sobre o novo coronavírus contribuiu para uma infodemia, potencialmente afetando a saúde mental. Objetivo: Avaliar a infodemia e sua associação com sintomas depressivos e tristeza em adultos e idosos de uma cidade do sul do Brasil. Método: Trata-se de estudo transversal de base populacional desenvolvido durante a pandemia de COVID-19, entre outubro de 2020 e janeiro de 2021, entre indivíduos com 18 anos ou mais e residentes na área urbana de Criciúma, Santa Catarina. A questão “Quantas vezes por dia você busca ou recebe informações sobre a COVID-19?” foi usada para avaliar a infodemia. As pessoas que responderam “muitas vezes ao dia” foram classificadas como apresentando infodemia. As variáveis de desfecho foram sintomas depressivos avaliados pelo Patient Health Questionnaire e o sentimento de tristeza avaliado pela Escala de Faces de Andrew. Regressão de Poisson ajustada foi realizada para avaliar a associação entre a infodemia e sintomas depressivos e tristeza, com resultados expressos como razões de prevalência e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Um total de 863 indivíduos foram estudados. A prevalência de infodemia foi de 22,1%. Após ajuste para confundidores, indivíduos que apresentaram infodemia foram 1,70 vezes (IC95% 1,37–2,11) mais propensos a ter sentimento de tristeza e 2,53 vezes (IC95% 1,65–3,88) mais propensos a apresentar sintomas depressivos, comparados aos seus pares. Conclusão: A infodemia foi associada a sintomas depressivos e tristeza na população avaliada.Resumo em Inglês: Abstract Background: During the COVID-19 pandemic, the rapid spread of information about the novel coronavirus contributed to an infodemic, potentially affecting mental health. Objective: To evaluate the infodemic and its association with depressive symptoms and sadness in adults and older adults in a city in Southern Brazil. Method: This population-based cross-sectional study was carried out amid the COVID-19 pandemic, between October 2020 and January 2021, among individuals aged 18 years or over residing in the urban area of Criciúma, Santa Catarina. The question “How many times a day do you seek or receive information about COVID-19?” was used to assess the infodemic. People who answered “many times a day” were classified as having infodemic. The outcome variables were depressive symptoms screened by the Patient Health Questionnaire and a feeling of sadness assessed by the Andrews Faces Scale. Adjusted Poisson regression was performed to assess the association between the infodemic and depressive symptoms and sadness, with results reported as prevalence ratios and their 95% confidence intervals (95%CI). Results: A total of 863 individuals were studied. The infodemic prevalence was 22.1%. After adjustment for confounders, individuals who presented infodemic behavior were 1.70 times (95%CI 1.37–2.11) more likely to have a feeling of sadness and 2.53 times (95%CI 1.65–3.88) more likely to have depressive symptoms, compared to their peers. Conclusion: The infodemic was associated with depressive symptoms and sadness in the evaluated population. |
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