O artigo analisa os testemunhos de internacionalistas brasileiros que atuaram em Moçambique durante o processo de transição socialista iniciado em 1977, discutindo como suas experiências foram progressivamente integradas às culturas transnacionais da memória e às práticas contemporâneas da história pública. A partir de fontes orais, diários de viagem e arquivos digitais, o texto investiga de que modo essas vozes foram mobilizadas, silenciadas ou ressignificadas em diferentes contextos históricos e geográficos. Argumenta-se que tais testemunhos não apenas documentam vivências do passado, mas também contribuem para a construção de cidadanias transnacionais e para a reelaboração crítica da memória democrática no Brasil pós-ditadura. Ao articular escalas individuais, institucionais e geopolíticas, o estudo evidencia o papel formativo do internacionalismo solidário na era da globalização socialista e propõe uma leitura relacional entre história oral, história pública e justiça social global.
PALAVRAS-CHAVE:
história pública; memória transnacional; testemunho internacionalista
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Fonte: Folha de São Paulo (São Paulo), 26 de abril de 1977, p. 42.
Fonte: Cadernos do Terceiro Mundo (Rio de Janeiro), IV, n. 41, janeiro de 1982, p. 14.
Fonte: Daniel de Andrade Simões. Disponível em: