Open-access Antropologia do tempo presente: colonialidade do poder, a práxis antropológica e o reconhecimento de direitos

O objetivo deste artigo é desenvolver novas reflexões a partir de pesquisas etnográficas e práticas antropológicas na realização de laudos e relatórios sobre terras indígenas e de quilombo no contexto etnográfico do baixo Amazonas, em situações sociais que vêm sendo investigadas em condições de trabalhos de campo nas quais são implementados projetos desenvolvimentistas promovidos por empreendimentos capitalistas e o estado modernizante. É neste contexto social que a partir de nossas práticas temos registrado a hegemonia de forças econômicas empresariais e ações de estado que se impõem em nome do “progresso”, diante do qual as formas culturais tradicionais só têm sido reconhecidas mediante categorias jurídicas e administrativas como indígenas e quilombolas. Ao tomar como objeto os argumentos trazidos pela CPI da Funai e do Incra e da votação da PL do marco temporal, podemos compreender os efeitos da manipulação de aparatos políticos para atendimento a interesses muito distantes daqueles pautados no reconhecimento de direitos territoriais e culturais protegidos pelo estado brasileiro. Para concluir, ao invés de retomarmos os argumentos desenvolvidos no artigo, apresentamos alguns comentários sobre os embates entre atores políticos que se contrapõem na ordem institucional do estado brasileiro.

Palavras-chave:
fazer antropológico; CPI; marco temporal; bancada ruralista

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