Open-access REIKI: EVIDÊNCIAS DE UMA TERAPIA COMPLEMENTAR NAS PESQUISAS EM ENFERMAGEM ONCOLÓGICA

RESUMO

Objetivo:  analisar as evidências científicas sobre a intervenção Reiki como estratégia de cuidado de enfermagem em pessoas com doenças oncológicas.

Método:  revisão integrativa desenvolvida de junho a outubro de 2024 em seis bases de dados, incluindo estudos primários, nos idiomas português, espanhol e/ou inglês, acerca das evidências sobre o uso da intervenção Reiki como estratégia de cuidado a pacientes com câncer, totalizando cinco publicações.

Resultados:  os estudos inseridos sugerem potenciais benefícios da intervenção Reiki, como alívio da dor, redução de sintomas físicos (fadiga e insônia) e melhora em aspectos emocionais, como ansiedade e estresse. Entretanto, os resultados ainda são limitados quanto à robustez metodológica e à generalização.

Conclusão:  embora os achados indiquem efeitos benéficos do Reiki em pessoas com doenças oncológicas, observa-se uma produção limitada de ensaios clínicos voltados à aplicação dessa terapia na prática clínica de enfermagem. O Reiki pode ser considerado uma estratégia complementar no cuidado de enfermagem, desde que integrado a um plano terapêutico individualizado. Recomenda-se a realização de estudos com maior rigor metodológico para avaliar a efetividade do Reiki aplicado por enfermeiros oncologistas.

DESCRITORES:
Terapias complementares e integrativas; Toque Terapêutico; Reiki; Enfermagem oncológica; Neoplasias

ABSTRACT

Objective:  To analyze the scientific evidence on Reiki intervention as a nursing care strategy for people with cancer.

Method:  Integrative review developed from June to October 2024 in six databases, including primary studies, in Portuguese, Spanish and/or English, about the evidence on the use of Reiki intervention as a care strategy for cancer patients, totaling five publications.

Results:  The included studies suggest potential benefits of Reiki intervention, such as pain relief, reduction of physical symptoms (fatigue and insomnia) and improvement in emotional aspects, such as anxiety and stress. However, the results are still limited in terms of methodological robustness and generalizability.

Conclusion:  Although the findings indicate beneficial effects of Reiki in people with oncological diseases, there is a limited production of clinical trials aimed at the application of this therapy in clinical nursing practice. Reiki can be considered a complementary strategy in nursing care, as long as it is integrated into an individualized therapeutic plan. It is recommended that studies with greater methodological rigor be carried out to evaluate the effectiveness of Reiki applied by oncology nurses.

DESCRIPTORS:
Complementary therapies; Therapeutic Touch; Reiki; Oncology nursing; Neoplasms

RESUMEN

Objetivo:  Analizar la evidencia científica sobre la intervención de Reiki como estrategia de atención de enfermería a personas con cáncer.

Método:  Revisión integrativa desarrollada de junio a octubre de 2024 en seis bases de datos, incluyendo estudios primarios, en portugués, español y/o inglés, sobre la evidencia sobre el uso de la intervención de Reiki como estrategia de atención a pacientes con cáncer, totalizando cinco publicaciones.

Resultados:  Los estudios incluidos sugieren beneficios potenciales de la intervención de Reiki, como alivio del dolor, reducción de síntomas físicos (fatiga e insomnio) y mejora en aspectos emocionales, como la ansiedad y el estrés. Sin embargo, los resultados aún son limitados en términos de robustez metodológica y generalización.

Conclusión:  Si bien los hallazgos indican efectos beneficiosos del Reiki en personas con enfermedades oncológicas, existe una producción limitada de ensayos clínicos dirigidos a la aplicación de esta terapia en la práctica clínica de enfermería. El Reiki puede considerarse una estrategia complementaria en el cuidado de enfermería, siempre que se integre en un plan terapéutico individualizado. Se recomienda que se realicen estudios con mayor rigor metodológico para evaluar la efectividad del Reiki aplicado por enfermeras oncológicas.

DESCRIPTORES:
Terapias complementarias; Tacto terapéutico; Reiki; Enfermería oncológica; Neoplasias

INTRODUÇÃO

Desde 2006, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) foram reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) no Brasil. Em 2017, com a publicação da Portaria nº 849, de 27 de março, o Reiki foi oficialmente incluído na rede pública de saúde, ampliando a oferta de PICS, que anteriormente abrangia cinco práticas, para um total de dezenove modalidades. Em 2018, mais dez práticas foram incorporadas, totalizando 29 PICS. Esse avanço fortaleceu a atuação da Enfermagem na área, resultando no reconhecimento da especialidade “Enfermagem em Práticas Integrativas e Complementares” pelo Conselho Federal de Enfermagem, representando um respaldo legal para a inclusão das PICS na Oncologia Integrativa1-6 .

Dentro deste universo das PICS, o Reiki foi incluído no SUS em 2017, ampliando as abordagens terapêuticas. Essa técnica milenar foi originada no Tibete, há cerca de dezoito séculos e redescoberta no século XIX por Mikao Usui, um monge japonês. Sua tradição remonta a escritos em sânscrito, datados de aproximadamente 2.500 anos atrás7.

O Reiki é uma prática que utiliza a imposição das mãos e símbolos para canalizar a energia vital universal, a fim de recarregar, realinhar e reequilibrar o campo energético humano8. Seu objetivo é desfazer bloqueios energéticos que comprometem o fluxo da energia vital, e manter a harmonia entre o corpo, mente e espírito9. No Brasil, a técnica do Reiki chegou em 1983, com o primeiro seminário realizado no Rio de Janeiro pelo mestre Stephen Cord Saiki. A primeira brasileira a se tornar mestre na prática, e uma das principais responsáveis por sua disseminação no país foi a Dra. Claudete França9.

No cenário de cuidados, estudos apontam que o Reiki se destaca como uma prática integrativa complementar importante, trazendo benefícios principalmente durante o tratamento e no controle dos efeitos adversos na oncologia, bem como em outras clínicas também. Sua eficácia é destacada na redução da hipertensão arterial10, nos quadros de dor crônica11-12, na resposta imunológica, no manejo da fadiga e ansiedade13-14-15-16, além de aliviar a dor no pós-operatório17 e ansiedade no pré-operatório de cirurgia cardíaca18.

Além disso, a abordagem integral de cuidados, com o uso de práticas integrativas e complementares, está em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), meta 3, “Saúde e Bem-Estar”, que visa assegurar o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos em todas as idades, até 203019.

As práticas de cuidado coadjuvantes devem ser estudadas, considerando que a atuação da Enfermagem oncológica é complexa, pois envolve o comprometimento com um cuidado eficaz e humano, desde a área básica de saúde, contribuindo no diagnóstico precoce, até as áreas mais complexas, nos serviços de saúde especializados, com a prevenção de agravos, cuidados individualizados, manejo de complicações, cuidados paliativos e o fim de vida, além do desenvolvimento de atividades educativas para aprimoramento do conhecimento da equipe e da população acometida20 .

Desta forma, o cuidado humanizado revela-se uma abordagem eficaz para atender às diversas e complexas necessidades das pessoas com doenças oncológicas21-22-23. Embora os enfermeiros estejam aptos a abordar os aspectos sociais que emergem das interações com os pacientes e familiares, as necessidades de cuidado integral, que aborde para além do corpo, como a mente e a espiritualidade, ainda são pouco contempladas na prática clínica. Esse cenário evidencia uma lacuna no treinamento de profissionais de enfermagem em relação à espiritualidade24.

No entanto, ainda enfrentamos desafios como a falta de divulgação dessas práticas, sua inserção limitada no ensino de graduação e pós-graduação, escassez de recursos financeiros pelos gestores públicos para investimentos nas instituições de saúde, e a carência de profissionais capacitados25.

Dessa forma, este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas disponíveis sobre a intervenção do Reiki como estratégia de cuidado de Enfermagem para pessoas com doenças oncológicas, buscando, ao mesmo tempo, identificar lacunas na literatura que envolvem o uso dessa prática. A intenção é contribuir para a ampliação do conhecimento sobre as PICS no contexto da Enfermagem Oncológica. Considerando a inclusão das PICS no SUS, que posiciona o Brasil como referência mundial, destaca-se a relevância de estudos que promovam uma abordagem integrativa, humanizada e singular no cuidado, além de incentivar a formação e capacitação de futuros profissionais para atuação qualificada nessa área.

MÉTODO

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura desenvolvida por meio de seis fases: fase 1) elaboração da pergunta norteadora; fase 2) busca ou amostragem na literatura do material a ser estudado, estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão; fase 3) coleta de dados, organização e elaboração de banco de dados; fase 4) análise crítica dos estudos incluídos; fase 5) discussão dos resultados; e fase 6) apresentação da revisão integrativa26. A pergunta norteadora foi: “Quais as evidências científicas sobre o uso da intervenção Reiki como estratégia de cuidado de Enfermagem para pessoas com doenças oncológicas?”

Para a organização da busca, estabeleceram-se os seguintes critérios de inclusão: abordagem da pesquisa: artigos originais, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, espanhol e inglês obedecendo ao recorte temporal de 2017 a 2024. A busca na literatura se justifica a partir do ano de 2017, pois foi o marco temporal para inclusão do Reiki como PICS no âmbito dos serviços de saúde do SUS, conforme estabelece a Portaria nº 849, de 27 de março de 2017. Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: artigos que abordaram a temática, em adultos com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos, com perfil oncológico e de exclusão: revisões integrativas, sistemáticas, leituras cinzentas (teses, dissertações).

Nas estratégias de busca foram utilizadas combinações com díades ajustadas a cada base, com operadores booleanos AND/OR correlacionando os Descritores em Ciência da Saúde(DeCS) e Medical Subject Heading Terms( MeSH): “("reiki") AND ("oncologia")”; “(reiki) AND ("enfermagem oncológica")”; (reiki) AND (“neoplasms” OR “tumors”) e para (reiki) AND (oncology; (reiki) AND ("oncology nursing"); (reiki) AND ("neoplasms" OR "tumors"); (reiki) AND ("therapy complementary" OR "alternative medicine").

A busca ocorreu nos meses de junho a outubro de 2024, pelo portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), selecionando os artigos dispostos nas bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), na Base de Dados em Enfermagem (BDENF), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e na base de Public Medline (PubMed), na CINAHL e na Cochrane, pelo portal de Periódicos Capes, através do acesso remoto da plataforma Café disponibilizada pela instituição de ensino.

As estratégias de busca utilizadas em cada base de dados, bem como o número de resultados obtidos, estão apresentadas no Quadro 1.

Quadro 1 -
Estratégia de busca em bases de dados, no período de 2017- 2024, com enfoque na intervenção do Reiki como estratégia de cuidado de enfermagem para pessoas com doenças oncológicas. Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2025.

A etapa de identificação resultou em 17.376 registros antes da aplicação de filtros. Em seguida, foram removidos registros duplicados, fora do idioma definido (inglês, português e espanhol), e os que não se enquadravam no recorte temporal e estavam indisponíveis na íntegra. Foram elegíveis para triagem 556 artigos. Na sequência foram excluídos artigos de literatura cinzenta e não originais. Com isso, 92 artigos foram selecionados para a leitura exploratória dos títulos e resumos, a fim de identificar a relevância com o tema.

Durante o processo de seleção, foram excluídos quatro artigos duplicados, um estudo que abordava o Reiki sob a perspectiva de práticas religiosas e de curandeirismo, além de outros artigos que não apresentavam fundamentação adequada ou alinhamento com a temática proposta. Posteriormente, 23 artigos foram selecionados para leitura completa, dos quais 5 responderam à pergunta norteadora desta pesquisa. Os artigos recuperados foram distribuídos da seguinte forma: dois da LILACS e três da Cochrane. A Figura 1 mostra o fluxograma das etapas de seleção dos artigos incluídos na revisão integrativa conforme o modelo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), conforme figura 1 abaixo:.

Figura 1 -
Fluxograma PRISMA adaptado para identificação, triagem, elegibilidade e inclusão dos estudos da revisão integrativa sobre os artigos relacionados ao Reiki: evidências de uma terapia complementar nas pesquisas em enfermagem oncológica. Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2024. Fonte: PRISMA 202027.

Na quarta etapa da pesquisa, para a avaliação dos níveis de evidências dos estudos incluídos na revisão integrativa, foi utilizado a verificação proposta por Fineout-Overhold28: Nível I - Evidências oriundas de revisões sistemáticas ou metanálises de relevantes ensaios clínicos; Nível II - Evidências derivadas de pelo menos um ensaio clínico randomizado controlado bem delineado, evidência moderada; Nível III - Ensaios clínicos bem delineados sem randomização; Nível IV - Estudos de coorte e de caso-controle bem delineados; Nível V - Revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos, evidência fraca; Nível VI - Evidências derivadas de um único estudo descritivo ou qualitativo; Nível VII - Opinião de autoridades ou relatório de comitês de especialistas.

Na quinta etapa, as seguintes informações foram extraídas dos artigos e organizados em uma tabela contemplando: ano, país, nível de evidência, delineamento e objetivos. Conforme o Quadro 2.

Quadro 2 -
Caracterização dos artigos selecionados para a revisão integrativa. Rio de Janeiro, RJ, Brasil,2025.

Após a identificação das principais características das publicações, foram analisadas abordagens do Reiki enquanto intervenção de Enfermagem direcionada a pessoas com doenças oncológicas, destacando-se as contribuições específicas de cada estudo para a fundamentação e o delineamento da presente investigação.

Na etapa final (sexta fase), foi realizada a apresentação da revisão e síntese do conhecimento. Os resultados e a discussão dos dados coletados foram expostos de forma descritiva, visando avaliar a aplicabilidade da revisão desenvolvida. Esse processo buscou alcançar o objetivo proposto pelo método, promovendo uma reflexão crítica sobre o Reiki como uma prática associada ao cuidado de Enfermagem para pessoas com doenças oncológicas.

RESULTADOS

A amostra final consiste em cinco artigos, dos quais um foi publicado em 2017, dois em 2021 e dois em 2023. Quanto à origem da produção dos estudos, estes foram conduzidos em diferentes países, como no Brasil, onde foram produzidos 2 artigos: um exclusivamente da região sul do Brasil29, e outro abordando técnicas não farmacológicas em pacientes adultos com câncer nos cenários do Brasil e em Portugal30, 1 artigo na Itália31 e duas publicações da Turquia32-33. A língua predominante foi o inglês, com apenas um estudo em português.

No que se refere ao delineamento metodológico dos estudos incluídos, observou-se que 20 % (n=1) foram qualitativos, 20 % (n=1) quase-experimentais, 20 % (n=1) constituíram relatos de experiência profissional e 40 % (n=2) consistiram em ensaios clínicos randomizados. Em relação ao nível de evidência, verificou-se que os ensaios controlados randomizados, classificados como Nível II, foram minoria entre os artigos analisados. A maior parte dos estudos apresentou níveis de evidência mais baixos, correspondentes aos Níveis III, IV e VII.

Quanto à população dos cinco artigos selecionados, houve a participação de 182 pacientes adultos, no total. A idade e o sexo dos pacientes não foram especificados em todos os artigos; porém, em dois estudos a idade compreendeu de 26 a 75 anos, e, no outro estudo, a idade ficou entre 25 e 65 anos (média de 55 anos).

DISCUSSÃO

A enfermagem oncológica na prática clínica necessita articular os avanços contemporâneos e o cuidado humanizado através da associação do conhecimento e sensibilidade do Enfermeiro para identificar as necessidades subjetivas do paciente, contribuindo na adesão ao regime terapêutico, valorização da autoestima e na adaptação à doença 34.

A implantação do Reiki pelos profissionais da área da saúde ainda é um desafio, visto a carência de embasamento científico sólido, o que limita sua argumentação diante da medicina convencional. Entretanto, é importante destacar que, além de reconhecido como uma da PICS, o Reiki foi inserido no Nursing Interventions Classification (NIC), como uma intervenção de enfermagem, o que reforça sua relevância no plano de cuidado das pessoas com doenças oncológicas8. Cabe ressaltar que a Enfermagem, perante as outras profissões, foi a pioneira em reconhecer as PICs como especialidade do Enfermeiro6-35.

Em relação ao nível de evidência dos artigos selecionados, observou-se uma diversidade metodológica sobre a temática, especialmente, em estudos com pessoas com doenças oncológicas. A identificação de dois estudos nesta revisão, que utilizaram ensaio clínico randomizado (nível II), indicam evidências de qualidade moderada e aumentam a confiabilidade dos achados sobre os benefícios terapêuticos do Reiki. No entanto, a presença de estudos com níveis de evidência inferiores (níveis VI e VII) sugere que a prática do Reiki em oncologia ainda é um campo em desenvolvimento, com muitos dados oriundos de estudos descritivos e qualitativos. Dessa forma, ressalta-se a importância de ampliar as investigações com metodologias rigorosas, que elevem a confiabilidade dos resultados clínicos e contribuam para a prática baseada em evidências na Enfermagem29-30-31-32-33. Vale destacar que todos os estudos elencados recomendaram o desenvolvimento de pesquisas com metodologias quantitativas ou métodos mistos, a fim de comprovar a eficácia das terapias energéticas.

A prática do Reiki tem se destacado como uma intervenção complementar relevante no cuidado de Enfermagem. No cenário de cuidados da oncologia, estudos apontam a efetividade do Reiki nas dimensões do cuidado, como manejo da dor e fadiga, redução da ansiedade, e apoio ao bem-estar emocional29-30-31-32-33. Resultados do estudo vêm legitimando esta prática complementar na área da Oncologia, focados na prática clínica assistencial.

Outra questão relevante a ser considerada, quando se aborda a implantação desta prática na rotina clínica, é a sua origem oriental. Essa terapia é norteada por uma forma diversa de compreender a saúde, pois aborda as fontes vitais de energia, impactando os modelos terapêuticos de cuidado no mundo ocidental. Na cultura oriental, a saúde é compreendida como uma relação de harmonia e equilíbrio, considerando o ser humano em sua totalidade e integrando os aspectos físico, mental, espiritual e emocional. Em contrapartida, no Ocidente prevalece o modelo biomédico que prioriza o diagnóstico e o tratamento específico dos sintomas29-31-36.

Partindo dessa compreensão, pode-se supor a possibilidade de uma resistência na adoção do Reiki em ambientes hospitalares, talvez devido à diferença entre estas duas culturas e a diversidade de entendimento no processo saúde-doença, podendo ser um dos limitadores da sua implantação. Outros aspectos que precisam ser considerados são as influências religiosas, sociais e espirituais, que podem interferir negativamente na implementação do Reiki na prática clínica.

Outro aspecto relevante é a forte associação da prática do Reiki à espiritualidade e religiosidade, frequentemente associando-o a algo místico, dificultando assim seu reconhecimento como terapia complementar pelos profissionais e pacientes. Com base em um estudo desenvolvido por Mendes et al., Gomes, Puschel e Araújo29-37 ainda se vincula essa prática a curandeiros e líderes religiosos, o que aumenta o preconceito e a falta de adesão. De maneira semelhante, um estudo piloto identificou que pacientes rejeitam participar da pesquisa por associarem o Reiki a uma prática religiosa, além das dúvidas e do desconhecimento que causam certa insegurança e ansiedade nos pacientes antes da sua realização do Reiki37.

Na literatura, há uma correlação entre o Reiki e a espiritualidade positivamente29. Vale destacar que no contexto da espiritualidade, diante da intervenção terapêutica, essa dimensão pode apresentar consequências significativas como a sensação de bem-estar, autoconsciência e conexão com o meio ambiente. Ela ressignifica o processo de saúde e doença e contribui para a motivação e alívio de medos35.

A uniformidade dos protocolos de aplicação do Reiki é um aspecto que demanda atenção, pois a diversidade de métodos, sem diretrizes claras, pode comprometer a prática profissional e favorecer aplicações inadequadas. Os autores recomendam a elaboração de protocolos de tratamento com Reiki de forma individualizada e exclusiva para cada paciente33. Além disso, há um consenso na área das PICS de que o tratamento deve ser personalizado38.

No Brasil, apesar de existirem políticas públicas que reconhecem as PICS, pesquisas sobre o tema ainda são escassas. A implementação encontra desafios significativos, como a dependência de iniciativas voluntárias, carência de apoio institucional e a pouca integração curricular nos cursos de graduação em saúde30-38-39.

Em contraste, em Portugal, apesar da ausência de políticas públicas que embasam as PICS, o país se destaca pela implantação das PICS, como o Reiki, no cuidado oncológico, apontando resultados positivos no manejo da dor, e na melhoria do bem-estar, através de uma equipe de enfermeiros de terapia não farmacológica (TNF), capacitados em Reiki Nível I com apoio da própria instituição de trabalho30.

Nesta revisão, os estudos demonstraram a eficácia e o efeito da terapia Reiki em diversos cenários do cuidado: pacientes em tratamento quimioterápico29, durante a hospitalização30, em cuidados paliativos, em estágios avançados da doença do câncer (Estadiamento III e IV)32, em acompanhamento e atendimento ambulatorial33. Também foram incluídas aplicações de Reiki em pacientes no período pré-operatório de cirurgia eletiva de câncer de mama, sem tratamento prévio31.

Aliado à prática do Reiki os autores incluíram instrumentos validados como uma forma de mensurar os efeitos do Reiki, como a Escala Visual Analógica (EVA)32-33, para quantificar o nível da dor, Inventário Breve de fadiga33 e a Escala de Fadiga de Piper29 para a fadiga. Alguns estudos também recorreram a entrevistas qualitativas para compreender a experiência dos participantes com a prática integrativa Reiki29.

Nos estudos analisados, o uso de medicamentos analgésicos foi um elemento relevante em pessoas com doenças oncológicas com quadro de dor. No estudo, 93,3 % dos pacientes, tanto no grupo intervenção quanto no controle, utilizaram analgésicos durante a prática do Reiki, mas os autores não ofereceram informações sobre alterações no uso ou dose dos medicamentos33. Ao mesmo tempo, em outro estudo, embora 100 % dos pacientes utilizassem analgésicos, houve uma redução significativa no uso de analgesia medicamentosa após a intervenção com Reiki32. No entanto, é importante destacar que o uso de terapias complementares, como o Reiki, não deve substituir a analgesia medicamentosa, mas sim atuar como um aliado no manejo da dor, potencializando o efeito terapêutico farmacológico, para isso a utilização de instrumentos de avaliação da dor são relevantes.

Todos os estudos que compuseram a amostra final, realizaram apenas o Reiki como tratamento complementar, não sendo adjuvantes de outras práticas integrativas29-30-31-32-33.

Esta pesquisa revela que os artigos analisados destacam o potencial do Reiki em contribuir para a ciência e para o corpo do conhecimento da enfermagem oncológica, ao demonstrar benefícios significativos no bem-estar emocional, espiritual e no suporte humanizado ao paciente. Além disso, sugere-se que possa ser uma ferramenta valiosa para fortalecer o vínculo entre pacientes, familiares e profissionais, promovendo uma abordagem mais holística e integral no cuidado oncológico29-30-31-32-33.

Apesar das evidências científicas apontarem seus benefícios, ainda há uma lacuna na adoção do Reiki como prática clínica não farmacológica pela enfermagem e pelas instituições que prestam atendimento de saúde. A falta de estrutura nos serviços, a desatualização dos profissionais e a visão biologicista dos gestores, impactam na implementação5.

Não foi identificado qualquer efeito adverso decorrente da aplicação do Reiki nos estudos analisados. Dessa forma, recomenda-se a incorporação do Reiki como uma prática de cuidado em pessoas com doenças oncológicas, com maior ênfase na dor, seguida pela ansiedade e fadiga, respectivamente.

Por fim, os resultados deste estudo podem servir de incentivo para que serviços e instituições de saúde, tanto públicos quanto privados, criem espaços terapêuticos, em especial para a prática do Reiki. Essa iniciativa pode favorecer a saúde das pessoas com doenças oncológicas, independentemente do nível de complexidade de tratamento.

Uma limitação encontrada em três dos cinco artigos analisados foi que o autor atuou como praticante de Reiki na pesquisa, podendo ser considerado um viés na convocação para a aplicação do Reiki, interferindo assim nos resultados encontrados. Embora haja a implementação do Reiki nas políticas públicas para as PICS no Brasil, a aplicação do Reiki no cotidiano do cuidado oncológico ainda é um assunto pouco explorado e com muitos desafios para sua implementação.

CONCLUSÃO

No contexto das pesquisas em oncologia, os estudos analisados apontaram que o Reiki contribui para o manejo dos sintomas relacionados tanto à doença quanto ao tratamento, promovendo alívio e suporte nos sintomas físicos (dor, fadiga, insônia) e psicológicos (ansiedade, estresse).

Embora os achados indiquem efeitos benéficos do Reiki em pessoas com doenças oncológicas, observa-se uma produção limitada de ensaios clínicos voltados à aplicação dessa terapia na prática clínica de enfermagem. O Reiki pode ser considerado uma estratégia complementar no cuidado de Enfermagem, desde que integrado a um plano terapêutico individualizado. Recomenda-se a realização de estudos com maior rigor metodológico para avaliar a efetividade do Reiki aplicado por enfermeiros oncologistas.

Ademais, observam-se desafios relevantes para a implementação do Reiki no contexto oncológico, como o desconhecimento da prática entre profissionais de saúde e pacientes, bem como a ausência de formação específica para sua aplicação por enfermeiros. Essas limitações reforçam a necessidade de investimentos em capacitação profissional e de inclusão das PICS nos currículos da formação em Enfermagem, assim como em políticas públicas que apoiem e incentivem o acesso e a institucionalização dessas práticas pelos serviços de saúde.

Referências bibliográficas

  • 1. Ministério da Saúde - Brasil. Portaria nº 971, de 03 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde [Internet]. 2006 [cited 2025 Jul 4]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_pnaps.pdf
    » https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_pnaps.pdf
  • 2. Ministério da Saúde - Brasil. Portaria nº 849, de 27 de março de 2017. Inclui a Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares [Internet]. 2017 [cited 2025 Jul 4]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt0849_28_03_2017.html
    » https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt0849_28_03_2017.html
  • 3. Ministério da Saúde - Brasil. Portaria nº 702, de 21 de março de 2018. Altera a Portaria de Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para incluir novas práticas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - PNPIC [Internet]. 2018 [cited 2025 Jul 4]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html
    » https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html
  • 4. Aguiar J, Kanan LA, Masiero AV. Práticas Integrativas e Complementares na atenção básica em saúde: um estudo bibliométrico da produção brasileira. Saúde Debate [Internet]. 2019 [cited 2024 Oct 20];43(123):1205-18. Available from: https://doi.org/10.1590/0103-1104201912318
    » https://doi.org/10.1590/0103-1104201912318
  • 5. Amarello MM, Castellanos MEP, Souza KMJ. Terapia Reiki no Sistema Único de Saúde: sentidos e experiências na assistência integral à saúde. Rev Bras Enferm [Internet]. 2021 [cited 2025 Jan 10];74(1):e20190816. Available from: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0816
    » https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0816
  • 6. Conselho Federal de Enfermagem - Brasil. Resolução COFEN nº 739, de 05 de fevereiro de 2024. Normatiza a atuação da Enfermagem nas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde [Internet]. 2024 [cited 2025 Jan 10]. Available from: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-739-de-05-de-fevereiro-de-2024/
    » https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-739-de-05-de-fevereiro-de-2024/
  • 7. Honervogt T. Reiki cura e harmonia através das mãos. 4th ed. São Paulo, SP(BR): Pensamento; 2005.
  • 8. Butcher HK, Bulechek GM, Dochterman JM, Wagner C. Nursing Interventions Classification (NIC). 8th ed. St. Louis, MO(US): Elsevier; 2023.
  • 9. D’Carli, J. Reiki: Johnny De'Carli responde. Catanduva, SP(BR): Butterfly: Editora; 2021.
  • 10. Salles LF, Vanucci L, Salles A, Silva MJP. Efeito do Reiki na hipertensão arterial. Acta Paul Enferm [Internet]. 2014 [cited 2024 Oct 20];27(5):479-84. Available from: https://doi.org/10.1590/1982-0194201400078
    » https://doi.org/10.1590/1982-0194201400078
  • 11. Freitag VL, Dalmolin IS, Badke MR, Andrade A. Benefits of Reiki in older individuals with chronic pain. Texto Contexto Enferm [Internet]. 2014 [cited 2025 Jan 10];23(4):1032-40. Available from: https://doi.org/10.1590/0104-07072014001850013
    » https://doi.org/10.1590/0104-07072014001850013
  • 12. Jaconodino CB, Amestoy SC, Thofehrn MB. A utilização de terapias alternativas por pacientes em tratamento quimioterápico. Cogitare Enferm [Internet]. 2008 [cited 2024 Nov 20];14(13):61-6. Available from: https://doi.org/10.5380/ce.v13i1.11953
    » https://doi.org/10.5380/ce.v13i1.11953
  • 13. Bossi LM, Nunes S, Almeida RMVR. Aplicação do Reiki em enfermeiros diagnosticados com Síndrome de Burnout: efeitos benéficos na concentração de IgA salivar e pressão arterial. Rev Latino-Am Enferm [Internet]. 2008 [cited 2024 Jul 17];16(6):1045-50. Available from: https://doi.org/10.1590/S0104-11692011000500010
    » https://doi.org/10.1590/S0104-11692011000500010
  • 14. Beard C, Stason WB, Wang Q, Manola J, Dean-Clower E, Dusek JA, et al. Effects of complementary therapies on clinical outcomes in patients being treated with radiation therapy for prostate cancer. Cancer [Internet]. 2011 [cited 2024 Nov 10];117(1):96-102. Available from: https://doi.org/10.1002/cncr.25291
    » https://doi.org/10.1002/cncr.25291
  • 15. Birocco N, Guillame C, Storto S, Ritorto G, Catino C, Gir N, et al. The effects of Reiki therapy on pain and anxiety in patients attending a day oncology and infusion services unit. Am J Hosp Palliat Care [Internet]. 2012 [cited 2024 Nov 10];29(4):290-4. Available from: https://doi.org/10.1177/1049909111420859
    » https://doi.org/10.1177/1049909111420859
  • 16. Alarcão MZ, Fonseca JRS. The effect of Reiki therapy on quality of life of patients with blood cancer: Results from a randomized controlled trial. Eur J Integ Med [Internet]. 2016 [cited 2024 Nov 10];8(3):239-49. Available from: https://doi.org/10.1016/j.eujim.2015.12.003
    » https://doi.org/10.1016/j.eujim.2015.12.003
  • 17. VanderVaart S, Gijsen VM, Wildt SN, Koren G. A systematic review of the therapeutic effects of Reiki. J Altern Complement Med [Internet]. 2009 [cited 2024 Nov 10];15(11):1157-69. Available from: https://doi.org/10.1089/acm.2009.0036. PMID: 19922247
    » https://doi.org/10.1089/acm.2009.0036. PMID: 19922247
  • 18. Gomes ET, Püschel VAA. Efetividade da terapia Reiki para ansiedade pré-operatória na cirurgia cardíaca: ensaio clínico randomizado. Rev Acta Paul Enferm [Internet]. 2014 [cited 2025 Jan 3];37:eAPE00082. Available from: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2024AO0000082
    » https://doi.org/10.37689/acta-ape/2024AO0000082
  • 19. Moreira MR, Kastrup É, Ribeiro JM, Carvalho AI, Braga AP. O Brasil rumo a 2030? Percepções de especialistas brasileiros(as) em saúde sobre o potencial de o País cumprir os ODS Brazil heading to 2030. Rev Saúde Debate [Internet]. 2019 [cited 2024 Feb 6];43(Spe 7):22-35 Available from: https://doi.org/10.1590/0103-11042019S702
    » https://doi.org/10.1590/0103-11042019S702
  • 20. Peixoto NMSM, Peixoto TASM, Pinto CAS, Santos CSVB. Nursing intervention focusing on health promotion behaviors in adult cancer patients: A scoping review. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2021 [cited 2025 Jan 2];55:e03673. Available from: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019039403673
    » https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019039403673
  • 21. Díaz DRN, Dias CG, Rodriguez G, Huaiquimil ES, Sigcho MIO, Ordoñez HE, et al. Oncology nursing specialty across Latin America: Struggle and achievements past and present. Ann Palliat Med [Internet]. 2024 [cited 2024 Aug 20];13(2):273-86. Available from: https://doi.org/10.21037/apm-22-1133
    » https://doi.org/10.21037/apm-22-1133
  • 22. Hernández DM, López ALS. Humanized oncology nursing care in a person with gastric cancer: A case report. Enferm Clin (Engl Ed) [Internet]. 2024 [cited 2024 Nov 12];23(4):1032-1040. Available from: https://doi.org/10.1016/j.enfcle.2024.05.004
    » https://doi.org/10.1016/j.enfcle.2024.05.004
  • 23. Marques PAO, Lopes ASM, Ribeiro ALB, Santos DFO. Humanised oncological nurse care. Cogitare Enferm [Internet]. 2024 [cited 2025 Apr 1];29:e94274. Available from: https://doi.org/10.1590/ce.v29i0.91942
    » https://doi.org/10.1590/ce.v29i0.91942
  • 24. Pérez MT, Marcarell C, Corchón S. Development of a competency-based assessment template for oncology nursing: A participatory action research study [Internet]. Nurse Educ Pract . 2024 [cited 2024 Dec 23];80:104095. Available from: https://doi.org/10.1016/j.nepr.2024.104095
    » https://doi.org/10.1016/j.nepr.2024.104095
  • 25. Medeiros SP, Oliveira AMN, Silva MRS, Piexak DR, Badke MR, Santos AM. Reiki como cuidado de enfermagem às pessoas diagnosticadas com depressão. São Paulo: Rev Recien [Internet]. 2022 [cited 2025 Jan 10];12(40):247-56. Available from: https://doi.org/10.24276/rrecien2022.12.40.247-256
    » https://doi.org/10.24276/rrecien2022.12.40.247-256
  • 26. Souza MT, Silva MD, Carvalho R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Rev Einstein São Paulo [Internet]. 2010. [cited 2024 Dec 23];8(1):102-6. Available from: https://doi.org/10.1590/S1679-45082010RW1134
    » https://doi.org/10.1590/S1679-45082010RW1134
  • 27. Page MJ, Moher D, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. PRISMA 2020 explanation and elaboration: Updated guidance and exemplars for reporting systematic reviews. BMJ [Internet]. 2021 [cited 2025 Jan 10];372:n160. Available from: https://doi.org/10.1136/bmj.n160
    » https://doi.org/10.1136/bmj.n160
  • 28. Fineout-Overholt E, Melnyk BM, Stillwell SB, Williamson KM. Evidence-Based Practice Step by Step: Critical appraisal of the evidence: Part I. Am J Nurs [Internet]. 2010 [cited 2024 Oct 29];110(7):47-52. Available from: https://doi.org/10.1097/01.NAJ.0000383935.22721.9c
    » https://doi.org/10.1097/01.NAJ.0000383935.22721.9c
  • 29. Mendes DC, Nitschke RG, Tholl AD, Viegas SMF,Tafner DPOV, Potrich T, et al. Reiki no cuidado de enfermagem: imaginário e quotidiano de pessoas e de famílias vivenciando o câncer. Rev Ciênc Cuid Saúde [Internet]. 2021 [cited 2024 Jun 10];20:e58988. Available from: https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v20i0.58988
    » https://doi.org/10.4025/ciencuidsaude.v20i0.58988
  • 30. Silva LS, Sousa AFD, Carvalho DHF, Kalinke LP. Non-pharmacological therapies for cancer patients in Portugal and Brazil: an experience report. Rev Esc Enferm USP [Internet]. 2023 [cited 2024 Jun 10];57:e20230091. Available from: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0091en
    » https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2023-0091en
  • 31. Chirico A, D'Aiuto G, Penon A, Mallia L, DE Laurentiis M, Lucidi F, et al. Self-Efficacy for Coping with Cancer Enhances the Effect of Reiki Treatments During the Pre-Surgery Phase of Breast Cancer Patients. Anticancer Res [Internet]. 2017 [cited 2024 Jun 10];37(7):3657-65. Available from: https://doi.org/10.21873/anticanreS.11736
    » https://doi.org/10.21873/anticanreS.11736
  • 32. Utli H, Dinç M, Utli MDA. The effect of acupressure or reiki interventions on the levels of pain and fatigue of cancer patients receiving palliative care: A randomized controlled study. Explore (NY) [Internet]. 2023 [cited 2024 Jun 10];19(1):91-99. Available from: https://doi.org/10.1016/j.explore.2022.11.007
    » https://doi.org/10.1016/j.explore.2022.11.007
  • 33. Buyukbayram Z, Citlik SS. The effect of Reiki and guided imagery intervention on pain and fatigue in oncology patients: A non-randomized controlled study. Explore (NY) [Internet]. 2021 [cited 2024 Aug 4];17(1):22-26. Available from: https://doi.org/10.1016/j.explore.2020.07.009
    » https://doi.org/10.1016/j.explore.2020.07.009
  • 34. Marques PAO, Lopes ASM, Ribeiro ALB, Santos DFO. Humanised oncological nurse care. Cogitare Enferm [Internet]. 2024 [cited 2025 Apr 01];29:e91942. Available from: https://doi.org/10.1590/ce.v29i0.91942
    » https://doi.org/10.1590/ce.v29i0.91942
  • 35. Costa JR, Piexak DR, Santo FHE, Oliveira SG, Nitschke RG, Marcon SS. Percepções de profissionais de enfermagem de um hospital geral sobre a intervenção com Reiki. Rev Enferm UFSM [Internet]. 2021 [cited 2024 Dec 20];11:e67. Available from: https://doi.org/10.5902/2179769264279
    » https://doi.org/10.5902/2179769264279
  • 36. Dacal MP, Silva IS. Os impactos das práticas integrativas e complementares na saúde de pacientes crônicos. Rev Saúde Debate [Internet]. 2018 [cited 2024 Dec 20];42(118):724-35. Available from: https://doi.org/10.1590/0103-1104201811815
    » https://doi.org/10.1590/0103-1104201811815
  • 37. Gnatta JR, Domingos TDS, Gherardi-Donato ECDS, Fusco SFB, Kurebayashi LFS, Borges TP. Sociodemographic and training profile of nursing professionals in the state of São Paulo in relation to Integrative and Complementary Health Practices. Rev Lat Am Enferm [Internet]. 2024 [cited 2024 Dec 20];23(32):e4203. Available from: https://doi.org/10.1590/1518-8345.7144.4203
    » https://doi.org/10.1590/1518-8345.7144.4203
  • 38. Santos CMR, Crispim MO, Silva TTM, Souza RCR, Frazão CMFQ, Frazão IS. Reiki as nursing care to people in mental suffering: An integrative review. Rev Bras Enferm [Internet]. 2021 [cited 2024 Dec 20];74(3):e20200458. Available from: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-0458
    » https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-0458
  • 39. Gomes ET, Püschel VAA. Uso do Reiki em pesquisa no ambiente hospitalar: relato de experiência. J Nurs Health [Internet]. 2024 [cited 2024 Nov 20];14(1):e1425089. Available from: https://doi.org/10.15210/jonah.v14i1.25089
    » https://doi.org/10.15210/jonah.v14i1.25089

NOTAS

  • FINANCIAMENTO
    Este estudo contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
  • DISPONIBILIDADE DE DADOS
    Todos os dados que sustentam os achados deste estudo estão apresentados no próprio artigo. Não foram armazenados em repositórios.

Editado por

  • EDITORES
    Editores Associados: Maria Lígia Bellaguarda.
    Editor-chefe: Gisele Cristina Manfrini.

Disponibilidade de dados

Todos os dados que sustentam os achados deste estudo estão apresentados no próprio artigo. Não foram armazenados em repositórios.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    17 Abr 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    10 Maio 2025
  • Aceito
    25 Ago 2025
location_on
Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós Graduação em Enfermagem Campus Universitário Trindade, 88040-970 Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, Tel.: (55 48) 3721-4915 / (55 48) 3721-9043 - Florianópolis - SC - Brazil
E-mail: textoecontexto@contato.ufsc.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro