Open-access DA VISÃO ROMÂNTICA AO CLÁSSICO MÉTODO CIENTÍFICO: REFLETINDO SOBRE A REALIDADE RECONHECIDA NAS IMAGENS PRESENTES NO ENSINO DA GEOGRAFIA

Of The Romantic Vision To The Classic Scientific Method: thinking about the recognized reality in the present images in the teaching of the Geography

RESUMO

Este artigo tem como objetivo apresentar ao leitor uma reflexão sobre diferentes visões do mundo, compreendido sob a ótica de duas realidades: a romântica ou cognitiva/sensitiva, repleta de subjetividade e desejos, e a clássica ou científica, onde prevalecem os aspectos inerentes à ciência, que fundamenta-se nos pilares da lógica e da razão.

Palavras-chave:
Geografia; Imagem; Ensino

ABSTRACT

This article has as objective showed to the reader a reflection on different visions of the world, understood under the optics of two realities: the romantic or cognitive/sensitive, replete of subjectivity and desires, and the classic or scientific, where the inherent aspects prevail to the science, that is based in the pillars of the logic and of the reason.

Key Words:
Geography; Image; Teaching

CONSTRUINDO NOSSA REALIDADE NOS PILARES DO DESEJO E DA RAZÃO

A busca pela certeza e a tranqüilidade expressa na linearidade da postura científica positivista constituem as idéias consideradas corretas, verdades absolutas, desde que o homem passou a sistematizar seu conhecimento.

Conhecer o mundo deixa de ser apenas um desejo humano quando se toma reflexo da necessidade de domínio do espaço geográfico.

Então, é possível estabelecer um questionamento: em que reside a compreensão do espaço geográfico para muitos indivíduos, senão apenas para domínio de territórios e controle das ações humanas? Onde se encontram valores e atitudes quando descartamos toda e qualquer possibilidade de compreensão deste mundo se não consideramos desejos e pré-conceitos?

Se nossa preocupação for associada apenas à certificar o que conhecemos - ou passamos a conhecer - como prova de hipóteses de um método científico, certamente estaremos abandonando todas as possibilidades de interpretação do mundo de acordo com uma visão denominada romântica ou cognitiva/sensitiva.

Que imagens temos do mundo compreendido nesta visão? Que valores predominam?

Neste contexto, a estética deixa de ser apenas o ramo da Filosofia que preocupa-se com a elucidação do conceito de qualidade para. progressivamente, constituir-se como aspecto fundamental de nossas interpretações: nossa intuição e nossos desejos nos permitem o abandono da lógica e, simplesmente, desconsideram a razão. Podemos, então, imaginar e ousar, desconsiderando, de ceita forma, uma outra visão, que denominamos como clássica ou científica.

O conhecimento geográfico também pode ser considerado nestas visões e, ainda, manifestar­ se de maneira enfática se compreendido como parte integrante de tais afirmações.

Inserido no mundo. o indivíduo não possui escolha quanto a participar ou não de sua (re)construção. Entretanto, talvez não perceba de forma consciente o que acontece em sua realidade.

Distantes da postura clássica - ou científica -, temos a condição de irrefutabilidade da verdade como produto da aplicação do método científico.

Podemos, então, lançar nossos olhares a novos horizontes, onde temos a possibilidade de valorizar pequenos atos cotidianos que despeitam nossa percepção e nossa capacidade sensorial.

É neste sentido que podemos verificar a dicotomia estabelecida entre objetividade (razão) e subjetividade (desejo).

Estes dois conceitos nos permitem assinalar a presença e a importância das imagens que constituem o mundo. Sendo o mundo a concretização do espaço geográfico, as imagens assumem função articuladora entre a amplitude da disciplina Geografia e o seu (re)conhecimento no processo de transmissão do conhecimento historicamente produzido.

As imagens podem ser interpretadas de diversas maneiras, pois correspondem à visão de cada observador. Assim, se consideram1os uma aula de Geografia cujo público-alvo seja um grupo de 40 alunos, por exemplo, torna-se importante salientar que cada aluno elaborará sua(s) própria(s) imagem(ns) sobre um assunto comum ao grupo. Em suma, mesmo com toda a objetividade de uma aula, a subjetividade inerente às múltiplas interpretações da realidade faz da imagem um elemento complexo, porém, indispensável.

Tal condição nos permite, ainda, contradizer a abordagem realizada no início desse texto: considerando a linearidade expressa na postura positivista, as imagens possuem o poder de contradizer as verdades absolutas que concretizam a sistematização do conhecimento. pois possibilitam a refutabilidade e a superação da lógica através de informações que nos transmitem. Somos, então, submetidos a várias interpretações, das quais decorrem as várias visões do mundo.

Que imagens, podem ser compreendidas no contexto da transmissão do conhecimento geográfico: aquelas que valorizam a visão romântica e nos permitem "desejar" e imaginar ou aquelas que priorizam a objetividade e ressaltam a lógica e a razão refletidas no ato de "aceitar"?

Sendo a Geografia uma disciplina acadêmica e uma ciência social, não podemos desconsiderar a atuação do homem como principal ator no mundo, provocando alterações no espaço geográfico. Neste sentido, é possível observar que seria um grande erro ignorarmos tanto a visão romântica ou cognitiva/sensitiva como a visão clássica ou científica, pois nossa interpretação do mundo ultrapassa os limites impostos pela racionalidade.

Tais limites podem ser compreendidos como elementos que sugerem a aplicação prática do conhecimento, e, neste contexto, apenas o método científico seria capaz de permitir a (re)interpretação de um mundo submetido a um constante processo de exploração.

Para reafirmar a subjetividade presente nas imagens, cuja presença é tão contraditória se comparada a qualquer manifestação científica, apoiamos nossas reflexões em Bomfim (2002, p. 84), salientando que "[ ...] a imagem pode ser considerada como um prolongamento do pensamento, uma forma de representação analógica da realidade, resultados de abstrações da percepção".

Ensinando e aprendendo Geografia junto de tantos professores e alunos, agimos em um mundo extremamente dinâmico, fazendo de nossas relações novas oportunidades de compreensão e interpretação do espaço geográfico.

Entendemos que todas as formas de "ler" ou interpretar o mundo são tentativas de se conhecer, compreender, entender e explicar a realidade. Na medida em que traduzimos os fenômenos, de maneira mais satisfatória e completa, mais nos aproximaremos do real e mais verdadeira e confiável será esta forma de pensar.

Explicar a totalidade do mundo real é praticamente inconcebível, pois exigiria um esforço incomensurável, tal a complexidade e o número de variáveis envolvidas. Seríamos obrigados a dominar todo o conhecimento, do micro ao macro cosmos e ainda entender e explicar as infinitas nuances dos fenômenos e o conjunto total dos elementos, fatos e objetos da existência. Desta forma, as "visões do mundo" que de uma forma ou de outra, buscam interpretar a realidade, sempre serão "visões parciais ou provisórias. Com isso, temos de admitir que algumas "visões do mundo" se aproximam mais que outras da verdadeira realidade, do mundo concreto, palpável, mensurável, dimensional, energético, temporal e compartilhado.

Conscientes de nosso conhecimento parcial do espaço geográfico, não atingimos sua totalidade mas também não estamos certos da necessidade de prevalecimento da verdade absoluta que configura a racionalidade científica e o conhecimento social. Se uma verdade absoluta prevalece, anula­ se a intencionalidade de prosseguimento de nossas reflexões e questionamentos e, conseqüentemente, negligenciamos a possibilidade de desenvolvimento.

Temos nestas afirmações a presença de questões extremamente complexas que, quando evocadas, surgem como perturbadoras.

GEOGRAFIA: DISCIPLINA E CIÊNCIAA SERVIÇO DA CONSTRUÇÃO DA REALIDADE

Quando consideramos a disciplina Geografia em seu conteúdo e forma, observamos que ultrapassamos os limites impostos pela atividade científica e, por isso, somos vistos e percebidos como pessoas estranhas ao mundo da razão. Se compararmos esta situação com um jogo de futebol, o resultado de nosso placar seria: "1 para as idéias e 0 para a lógica".

Ao contrário do que possamos pensar, os conflitos existem e encontram-se vivos, presentes e atuantes na dinâmica do mundo. E esta condição - a dinâmica - é que propicia o avanço e o desenvolvimento de nossos ideais. Os ideais, então, representam mais que as idéias e, portanto, vão além da ordem, do controle, da lógica e da própria razão.

O ensino da Geografia propicia a aquisição de um conhecimento abrangente, onde conhecer o espaço significa nossa possibilidade de ir além do reconhecimento local. Abandonando esta "especificidade'', ampliamos nossa percepção e passamos a buscar novos valores, onde a qualidade permeia nosso desejo de conquista de ideais, refletidos em nossas atitudes.

Então, refletimos novamente: que imagens perpassam nossa capacidade de percepção do mundo quando nos encontramos diante da responsabilidade de (re)transmissão do conhecimento? Ao olharmos geograficamente o mundo, como interpretamos nossa realidade? O que imaginamos?

Nesta busca que propicia a percepção do mundo temos como objetivo o alcance da qualidade em diferentes sentidos e que pode ser traduzida em diversas expressões: qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, enfim, diversas fom1as de manifestação de um conceito que preza pela condição das diferentes atividades que realizamos. E nossos valores? Onde ficam? Todo cuidado deve ser tomado para que não sejamos seduzidos por conceitos que venham a nos distanciar de nossos ideais.

Por isso, é importante ressaltar que trabalhar com a disciplina Geografia em sala de aula possibilita a efetiva transmissão do conhecimento distanciando-se de um procedimento simples, insuficiente às reais necessidades que possuímos frente às interpretações dos fatos em nossa realidade. Sendo professores. temos a oportunidade de estabelecermos situações que conduzam o aluno ao questionamento, a uma análise crítica da realidade. Em poucas palavras, convidamos nossos alunos a conhecerem um outro mundo, mais complexo do que o mundo transmitido através de informações que, precariamente, constituem seu cotidiano Então, retomando as afirmações de Bomfim (2002, p. 83-4), podemos verificar que:

A construção do saber geográfico, como objeto de investigação científica, está inserida no cotidiano dos alunos e poderá igualmente nos levar a compreender de que maneira as imagens. sob a forma de representações visuais e cognitivas, orientam nossa percepção de mundo, bem com nossa construção do saber.

Diante de tais colocações, questionamos: onde situa-se a verdade absoluta?

Podemos considerá-la inexistente pois, sendo absoluta, toda e qualquer pretensão de desenvolvimento não realizar-se-á e, conseqüentemente, a atividade científica encontrar­ se-á em estado de repouso, em profunda estagnação.

Valorizar princípios correspondentes ao método científico, ou seja, valorizar a visão clássica, implica necessariamente na ordenação de nossas atitudes, no direcionamento de nossos valores sem a tolerância da criatividade, da originalidade, da inventividade, da intuição e, principalmente, da imaginação.

Não podemos compreender a Geografia, seja como disciplina ou ciência, nesta visão. Observamos e percebemos o mundo, o espaço geográfico. No entanto, é necessário ressaltar que a observação proposta como etapa do método científico não se realiza de forma neutra, sem intenções, pois a subjetividade nega a neutralidade exigida como requisito para a prática científica.

Assim, o conflito estabelecido entre dois grandes grupos-clássicos (ciência) e românticos (cognição) - constitui o foco central da questão que envolve o duelo "humanismo versus tecnologia". Esta metáfora pode ser compreendida da seguinte maneira: humanos e repletos de vida, nos encontramos cada vez mais submetidos a avaliação e provas, pois a lógica tradicional divide o mundo em sujeitos e objetos. Aos sujeitos cabe a presença da subjetividade, da interpretação variada. Aos objetos, restam as interpretações e formas "plásticas", inflexíveis.

Possuímos pré-conceitos, que determinam nossa compreensão e que consideram o momento de "estagnação" como o zero, o ponto de partida para toda e qualquer experiência. Ao invés de evitá-los, como fazemos na maioria das vezes, deveríamos reconhecê-los como formadores de um elemento antecessor ao conhecimento. Neste sentido, estamos valorizando o romantismo (cognição) e as novas possibilidade e, principalmente, negando a obediência à ciência e à lógica da razão, produtos emitidos pelo classicismo (ciência).

Sendo o espaço geográfico produzido e/ou reproduzido pela atividade humana e, prevalecendo o conflito entre objetividade (visão clássica) e subjetividade (visão romântica), torna­se necessário observar que nenhuma destas posturas devem destacar-se ou prevalecer sobre a outra.

Assim, nem a subjetividade que nos leva a um subjetivismo que pode deformar o processo mental e conseqüentemente os parâmetros que nos balizamos para decifrar e "ler" o espaço em tomo, o mundo que nos rodeia, nem um objetivismo puro, pretensamente livre da interpretação individual, embasada na experiência da vida e na cognição. Mas, valorizar tanto a subjetividade como a objetividade, entendendo isso como uma complementaridade indissociável, característica do processo dialético de pensar a realidade.

Nesta afirmação inserem-se as diferentes visões do mundo, onde destacam-se as interpretações do espaço geográfico. Nele, vivemos, atuamos e, principalmente, transformamos. Transformamos nossas imagens mentais em manifestações do conhecimento e, então, produzimos a realidade.

GEOGRAFIA E IMAGENS: REPENSANDO A REALIDADE ATRAVÉS DO TEMPO E DO ESPAÇO

Em tempos anteriores, as pessoas relacionavam-se de forma diferente, valorizando atitudes e consolidando situações que, aos olhos da visão clássica ou científica, são observadas na sua imperfeição, pois correspondem à razão tradicional.

Os modos de vida mais primitivos e/ou tradicionais encontram-se repletos de valores que já não conseguimos aceitar na convivência moderna, pois a dinâmica social e a dinâmica do espaço geográfico não são capazes de nos permitir a fuga da tecnologia.

Já com as pessoas que ainda não estão inseridas nesse contexto, é esta fuga que lhes permite sobreviver, mesmo que para isso estejam em conflito com as barreiras do pensamento científico.

Tudo aquilo que hoje é produzido atravessa as exigências da modernidade, incluindo­ se aqui a conhecida expressão “comprovado cientificamente” ou “cientificamente comprovado”. A razão torna-se lei, e, posteriormente, a teoria "massacra" a prática. Se é comprovado cientificamente não há possibilidade de discussão. Apalavra é certeza e, esta, é traduzida como verdade absoluta.

Mas e o conhecimento? E o desenvolvimento inerente e necessário ao mundo onde vivemos?

Teoricamente deixariam de existir, mas, nesse sentido, podemos fundamentar as reflexões propostas neste artigo nas idéias expressas por Pirsig (1984, p. 224), orientando ao leitor que "não baseie suas decisões na aparência superficial. romântica, sem levar em consideração a forma subjacente clássica".

Reafirma-se, então, a presença das diferentes visões do mundo, onde, inquestionavelmente, prevalecem as interpretações que temos do espaço geográfico, do local onde vivemos, atuamos e transformamos.

Assim, presente tanto no mundo "clássico” (científico) como no mundo "romântico'' (sensitivo/perceptivo), a qualidade pode ser compreendida como o eixo central de uma superestrutura. Trata­se da estrutura da intelectualidade, onde o princípio da reorganização de idéias origina formulações de conceitos e teorias que passamos a aceitar. Mas, aceitamos sem questionar?

Aliando tal questionamento com o ensino da Geografia, podemos compreender que temos, enquanto professores, a possibilidade de oferecer aos nossos alunos o desenvolvimento de idéias e potencialidades que ocasionem transformações em suas atitudes e interpretações. Conseqüentemente, as imagens que venham a elaborar certamente não serão as mesmas em épocas diferentes, mas carregarão consigo muitas informações que. em outros momentos, fundamentaram a realidade correspondente.

Podemos, então, admitir que as diferentes visões do mundo são a expressão máxima das diferentes formas da compreensão da expressão qualidade. Associando tal afirmação a exemplos como as diferenças estabelecidas entre uma tribo indígena nômade e o homem "branco", civilizado e "engravatado", verificamos que a lógica perde seu espaço.

No mundo onde prevalece a intelectualidade, a inteligência constitui-se como princípio fundamental. Entretanto, a partir do momento em que, distante da qualidade, o homem descobriria como satisfazer cada um de seus desejos, critérios como a sutileza e a desvalorização de atitudes deixam já não são compreendidos como decorrentes da lógica estabelecida para as possíveis relações.

Em outras palavras, Pirsig (1984, p. 208) observa esta mesma condição ao afirmar que “a ausência da Qualidade é a essência da caretice”.

Retomando a correlação da realidade e da Geografia enquanto ciência e/ou disciplina, observamos que a dinâmica das relações constitui o principal fator de nosso desenvolvimento, seja ele compreendido como aspecto inerente à nossa apropriação do espaço ou simples interpretação que possamos ter de onde estamos ou para onde pretendemos ir. Cientificamente, esta dinâmica pode ser traduzida como uma condição necessária ao desenvolvimento do saber correto e reconhecido, porém, impregnado por conceitos que traduzem a intolerância de novas idéias e anulam a possibilidade de atingirmos novos ideais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ensinar Geografia pode ser traduzido como o ato de ensinar a viver.

Inseridos no espaço geográfico nos envolvemos com as mais distintas situações, pois nossas necessidades exigem o desenvolvimento de potencialidades bem como nossa capacidade de adaptação.

Temos na aprendizagem da disciplina Geografia a oportunidade de (re)conhecimento da realidade, expressa na (re)construção do mundo.

Entretanto, torna-se necessária nossa compreensão diante da presença de imagens que nos permitem as reflexões propostas neste artigo.

Quando questionamos a compreensão que possamos vir a ter do mundo na ótica clássica (científica), teremos como produto valores que configuram padrões que devem ser aceitos mas não transpostos. Não podemos, assim, utilizar o abrangente conhecimento geográfico no processo de (re)elaboração de imagens. Estaremos condenados às limitações impostas por valores que determinam a lógica e a objetividade, consolidando a presença da ciência e, portanto, da aceitação sem questionamentos. Em suma, estaremos impossibilitados de ousar e, conseqüentemente, distantes de qualquer possibilidade de imaginação. Não existirão imagens e nem ação.

Uma outra decorrência desta situação nos permite observar que nossa percepção e interpretação do mundo também distanciar-se-ão da nossa proposta de reflexão expressa na responsabilidade que assumimos quando nos propomos a (re)transmitir o conhecimento. Teremos, novamente, a quebra de processos reflexivos que nos permitiriam imaginar e agir se valorizamos apenas a postura clássica (científica).

A analogia com o placar de um jogo de futebol oferece ao leitor a possibilidade de questionar se sua natureza investigativa encontra­se mais próxima da ordem ou do caos.

Se sua proximidade corresponder à ordem, predominará uma razão objetiva, que não permite o prosseguimento de atividades que reconheçam algo fora dos parâmetros científicos. Entretanto, se estiver mais próximo do caos, terá a oportunidade única de abandonar velhos princípios e paradigmas, fazendo desta ruptura o ponto de partida para a elaboração de novos conceitos.

Em suma, espaço e tempo serão valorizados e considerados como aspectos que fundamentarão a dinâmica estabelecida entre as diferentes e múltiplas relações e, conseqüentemente, permitirão uma nova compreensão do mundo. Neste sentido, àqueles que lidam com a Geografia estarão direcionadas possíveis estratégias de alteração de modelos e que permitirão a configuração de um novo mundo, composto por velhas e novas imagens.

REFERÊNCIAS

  • BOMFIM, N. R. Uma análise dos estudos sobre a imagem (1960-2000): implicação na aprendizagem geográfica Ciência Geográfica, Bauru, v.8, n. 1(21), p. 83-6, 2002.
  • PIRSIG, R. M. Zen e a arte da manutenção de motocicletas. Uma investigação sobre valores Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    10 Ago 2006
  • Data do Fascículo
    06 2004

Histórico

  • Recebido
    30 Mar 2004
  • Aceito
    24 Maio 2004
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