No Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, as/os raizeiras/os são guardiãs/ões de saberes ancestrais e desempenham papel essencial na interseção entre conhecimentos populares e científicos. Objetivou-se, neste relato de experiência, descrever a atividade realizada na Universidade de Brasília (UnB), conduzida por duas raizeiras e um raizeiro do Cerrado, com rodas de conversa e oficinas que abordaram, entre outros assuntos, os conhecimentos tradicionais sobre plantas nativas do Cerrado, a produção de garrafadas, banhos e xaropes, bem como a seleção e o plantio de mudas do Cerrado na UnB. A atividade contou com a participação de preceptoras e estudantes de grupo de aprendizagem tutorial do PET-Saúde: Equidade da UnB, o qual, de modo inovador, envolve estudantes vinculados à área de ciências humanas e/ou ciências sociais aplicadas, além da saúde. Criou-se, com isso, um espaço formativo que, por meio de diálogos interepistêmicos, contribuiu para a formação e educação permanente de trabalhadoras e futuras trabalhadoras do Sistema Único de Saúde. Nos três dias de atividade, os participantes aprenderam não apenas sobre o uso de plantas típicas do Cerrado no cuidado em saúde, mas também sobre a importância da conservação da biodiversidade do Cerrado.
PALAVRAS-CHAVE
Ecossistema; Profissionais de medicina tradicional; Sistemas médicos complexos tradicionais; Capacitação de recursos humanos em saúde.
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Fonte: elaboração própria.