O estudo validou a Piers-Harris Children Self-Concept Scale (PHCSCSV1-6) para adolescentes brasileiros, um instrumento para medir o autoconceito. A versão adaptada para o Brasil (BR-PHCSCS) foi administrada a 325 adolescentes de 12 a 18 anos de escolas públicas e privadas do Nordeste do Brasil. As seguintes propriedades psicométricas foram analisadas: consistência interna (alfa de Cronbach e ômega de McDonald), reprodutibilidade (Coeficiente de Correlação Intraclasse [CCI]), validade convergente (Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse [DASS-21]), validade discriminante (variáveis sociodemográficas), validade preditiva (cárie dentária e aspectos oclusais) e validade fatorial (análise fatorial exploratória [AFE]). A escala apresentou alfa de Cronbach satisfatório = 0,79; ômega de McDonald = 0,78; CCI = 0,97; e estrutura multidimensional com seis fatores, explicando 45,3% da variância. A validade convergente foi confirmada com os escores do DASS-21 (rs = -0,575, p < 0,001). A validade discriminante revelou associações com tipo de escola (p = 0,033), número de filhos (p = 0,027), escolaridade do responsável (p = 0,008) e renda (p = 0,018). O autoconceito não foi associado a problemas oclusais ou cárie. A escala demonstrou propriedades psicométricas satisfatórias para adolescentes brasileiros e pode ser usada de forma confiável para outras situações que influenciem no construto.
PALAVRAS-CHAVE
Cárie dentária; Má; oclusão; Saúde bucal; Autoimagem; Estudo de validação; Reprodutibilidade dos testes.