OBJETIVO Analisar o acesso geográfico das crianças com a síndrome congênita da zika (SCZ), diagnosticadas entre 2015 e 2017 residentes do município do Rio de Janeiro, aos serviços de reabilitação.
MÉTODOS Estudo ecológico, pautado na análise espacial. Foram construídos mapas de fluxo utilizando o QGis 3.36.3 e calculadas as distâncias, o tempo e o custo entre os serviços de reabilitação e as residências das crianças com SCZ, no município do Rio de Janeiro, notificadas entre 2015 e 2017 no Sistema do Registro de Eventos em Saúde Pública.
RESULTADOS Foram identificadas 47 crianças, seis evoluíram ao óbito. Entre as 41 sobreviventes, 17 foram acompanhadas na atenção primária e na atenção secundária à saúde (APS e ASS), 10 somente na APS, sete apenas na ASS e sete não tinham registro de acompanhamento. Os casos de SCZ foram mais frequentes nas zonas norte e oeste da cidade. Foram identificados 143 trajetos percorridos pelas 36 crianças entre a residência e algum serviço de reabilitação; 147 fluxos, percorridos de uma a 106 vezes; a maioria com destino a três unidades (n = 17 – 47,0%). A maior quantidade de trajetos e fluxos foram entre residentes nas zonas norte e oeste da cidade, regiões mais pobres, com maiores distâncias, custo e tempo gasto no percurso entre a residência e a unidade de saúde.
CONCLUSÕES A variação de percursos, a quantidade de fluxos registrados e o número de unidades incluídas nas trajetórias sugerem a complexidade da condição clínica das crianças, desde cuidados básicos na APS a procedimentos com maior densidade tecnológica na atenção especializada.
Epidemiologia; Infecção por Zika Vírus; Saúde Materno-Infantil; Assistência Integral à Saúde; Acesso Universal aos Serviços de Saúde
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Fonte: Sistema do Registro de Eventos em Saúde Pública e Sistema de Regulação de Vagas do município do Rio de Janeiro.APS: atenção primária à saúde; ASS: atenção secundária à saúde.
AP: áreas de planejamento; UR: unidades de reabilitação.