A partir da constatação de que há uma diminuição do número de baianas nas escolas de samba, o ensaio visual aborda a Lavagem da Sapucaí como uma performance política que articula religiosidade de matriz africana, memória cultural e disputas simbólicas no espaço público. Realizada desde 2011 como um ritual de purificação da avenida em que acontecem os desfiles carnavalescos, a cerimônia é protagonizada por mulheres negras de terreiro. As fotografias registram a edição de 2022, marcada pela retomada do calendário carnavalesco após um longo período crítico - atravessado não apenas pela pandemia da covid-19, mas também por uma conjuntura política adversa.
Palavras-chave:
Lavagem da Sapucaí; baianas; carnaval; escola de samba; performance
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