Objetivo: Examinar a força preditiva da aptidão cardiorrespiratória (ACR), competência motora (CM), nível educacional materno e percepção dos pais sobre as atividades de lazer preferidas dos filhos, para atender as diretrizes de atividade física (AF) de cada gênero, dos 3 aos 6 anos.
Métodos: Este é um estudo transversal com 367 pré-escolares (53% meninas), testando ACR (teste PREFIT vaivém 20 m), CM (bateria de habilidades motoras), AF (acelerometria), nível educacional materno e percepção dos pais sobre o lazer preferido dos filhos (questionários). Foram realizados os testes de análise de covariância fatorial, regressão logística múltipla e qui-quadrado.
Resultados: Em ambos os gêneros, ACR esteve associada ao cumprimento das diretrizes de AF (meninas: razão de probabilidade [OR] 1,10; intervalo de confiança [IC95%] 1,03–1,18; menino: OR 1,12; IC95% 1,05–1,19), independentemente da escolaridade materna ou da percepção dos pais sobre o lazer dos filhos. Para as meninas, o lazer ativo com bola (OR 28,91; IC95% 6,88–121,50) e sem bola (OR 4,32; IC95% 1,95–9,57) aumentou as chances de atendimento das diretrizes de AF, sem efeito da escolaridade materna. Para os meninos, a escolaridade materna foi inversamente associada ao cumprimento das diretrizes de AF. Os meninos de mães com menor escolaridade eram mais propensos a ter atividades com bolas como lazer favorito, o que foi um preditor mais forte e aumentou as chances de atender às diretrizes (OR 4,09; IC95% 1,71–9,79), independentemente da situação educacional materna. Os meninos apresentaram maior prevalência de lazer ativo com bola do que as meninas (42,8% vs. 7,7%).
Conclusões: Independentemente da ACR ou da CM, circunstâncias familiares e socioculturais influenciaram a AF conforme o gênero. As políticas de saúde devem encorajar a participação igualitária de gênero em atividades/esportes culturalmente significativos em determinada região/país, especificamente no contexto familiar.
Palavras-chave:
Habilidades motoras; Aptidão física; Promoção da saúde; Desenvolvimento infantil; Fatores socioeconômicos
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