Objetivo: Analisar a tendência temporal e a distribuição espacial da taxa de incidência de leishmaniose visceral (LV) por idade e sexo nos estados, macrorregiões e no Brasil, no período de 2013 a 2022.
Métodos: Estudo ecológico com análises temporais e espaciais dos casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Utilizou-se a regressão de Prais-Winsten e o índice de Moran global e local.
Resultados: Foram registrados 31.453 casos de leishmaniose visceral no Brasil no período (incidência média de 1,68 por 100 mil habitantes). Foi observada tendência de redução estatisticamente significativa no Brasil (annual percent change — APC: -3,25; intervalo de confiança de 95% — IC95% -5,65; -0,79), especialmente entre mulheres (APC -4,12; IC95% -6,68; -1,49) e crianças e adolescentes (APC -5,17; IC95% -8,59; -1,62). Observou-se aumento entre mulheres em Santa Catarina (APC 9,03; IC95% 6,49; 11,64); em adultos no Rio Grande do Sul (APC 7,39; IC95% 3,47; 11,45) e em Santa Catarina (APC 6,48; IC95% 1,89; 11,27); e em idosos na Paraíba (APC 2,13; IC95% 0,46; 3,84). A análise espacial revelou aglomerados de municípios de alto risco nas Regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com a maior taxa de incidência em crianças e adolescentes.
Conclusões: Fatores demográficos como faixa etária (especialmente crianças, adolescentes e jovens) e sexo foram associados a altos riscos de LV, indicando a necessidade de ações de controle direcionadas no Brasil.
Palavras-chave:
Leishmaniose visceral; Incidência; Análise espacial; Brasil; Estudos de séries temporais
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Source: Figure prepared by the authors from Sinan data (2013–2022).
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