Resumo
A Assembleia se constitui como dispositivo clínico e político dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), pois se estabelece como espaço de participação popular e ao mesmo tempo opera como dispositivo de cuidado para sujeitos com grave sofrimento psíquico. Este estudo objetiva discutir a dimensão de cuidado que a Assembleia pode ter no acompanhamento de usuários acompanhados em um CAPS II no município do Rio de Janeiro, através da pesquisa narrativa. As histórias dos usuários revelaram que a Assembleia pode ter efeitos de cuidado a partir do acolhimento da singularidade de cada um na sua relação com o dispositivo, podendo constituir-se como instrumento de construção de sentimento de pertencimento e estratégia de atenção à crise. Tal dispositivo também pode proporcionar discussões sobre os direitos dos usuários e dialogar com a vida e a diversidade que pulsa fora dos muros do serviço.
Palavras-chave:
Assembleia; CAPS; cuidado; participação popular