Objetivo: desvelar as experiências de homens transexuais durante o parto e pós-parto à luz da Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural.
Método: estudo qualitativo e descritivo operacionalizado pelo método de estudo de casos múltiplos. Coleta de dados realizada por meio da amostragem do tipo intencional composta por cinco homens transexuais, selecionados por critérios de conveniência e disponibilidade. As entrevistas foram transcritas na íntegra e os resultados foram organizados e adaptados ao Modelo Sunrise .
Resultados: a maioria dos participantes são “primíparos”, e com parto cesáreo. Na adaptação do Modelo Sunrise , observou-se o estímulo à medicalização e manejo mecanicista do parto; medo do parto natural; violência perpetrada contra os homens transexuais resultantes da dificuldade de acesso à informação por parte do homem gestante e atenção obstétrica não qualificada às necessidades do público, repercutindo em cuidado fragilizado, com insatisfação frente ao serviço de saúde.
Conclusão: as experiências de homens transexuais durante o parto e pós-parto perpassam por um misto de vivências, geradoras de danos, sobretudo, quando vinculadas às situações de violência transfóbica e violação de direitos.
Descritores:
Pessoas Transgênero; Parto; Saúde do Homem; Atenção Primária à Saúde; Minorias Sexuais e de Gênero; Enfermagem
(1) Possibilita reflexão sobre a assistência obstétrica aos homens transexuais.
(2) Influência do estigma social sobre o parto normal na escolha da via de parto.
(3) Necessidade de atenção hospitalar que reconheça a singularidade do parturiente.
(4) O contexto ambiental pode revelar maiores situações negativas na assistência.
(5) O cuidado é potencializado por estratégias de enfrentamento às situações do parto.
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