Soden, et al. 2004(35) Reino Unido |
Comparar os efeitos de um curso de 4 semanas de massagem com aromaterapia e massagem isoladamente sobre sintomas físicos e psicológicos em pacientes com câncer avançado |
Randomização: A alocação do tratamento foi ocultada por envelope opaco numerado e aberta após a conclusão da avaliação inicial Cegamento: Os pesquisadores que analisaram os dados foram cegados para as intervenções. Os pacientes que receberam as massagens não foram informados sobre os óleos usados |
Os dois grupos experimentais (GE)† (grupo aromaterapia e grupo massagem) receberam uma massagem nas costas de 30 minutos semanalmente por quatro semanas. O óleo essencial de lavanda (OEL§) foi escolhido, devido aos efeitos sedativos e analgésicos. O OEL§ foi misturado com óleo de amêndoa doce (um óleo transportador inerte) para uma diluição de 1%. Os pacientes do grupo controle (GC)* completaram as escalas de avaliação semanalmente durante o período do estudo, mas, não receberam nenhuma massagem |
- GE†1) Grupo Aromaterapia (n=16): massagem com OEL e um óleo transportador inerte - GE†2) Grupo Massagem (n=13): massagem apenas com um óleo transportador inerte |
- GC* (n=13): Pacientes sem receberem massagem |
- VAS|| - Modified Tursky Pain Descriptors Scale - VSH¶Sleep Scale - HADS** - RSCL††
|
Mudanças nos escores da VAS|| para dor, desde o baseline até a avaliação final |
Sono; depressão e ansiedade |
Houve redução estatisticamente significativa nos escores da dor pela VAS|| nos grupos de aromaterapia (p= 0,03) e massagem combinada (p= 0,01) após o segundo tratamento. Não foram observadas mudanças significativas na escala dos descritores de dor, e nenhum efeito analgésico cumulativo ao longo do tempo |
Kutner, et al. 2009(36) EUA |
Avaliar a eficácia da massagem na redução da dor e no sofrimento dos sintomas a fim de melhorar a qualidade de vida de pacientes com câncer avançado |
Randomização: Os indivíduos foram randomizados a partir de uma central por dois pesquisadores. A sequência de randomização foi estratificada em blocos e gerada pelo programa computacional SAS Cegamento: Os coletores de dados foram cegados para as intervenções. Toda a equipe do estudo, exceto os coordenadores do estudo no local e os dois pesquisadores na central, foi cegada para a sequência de randomização |
- GE†: A intervenção de massagem incluiu efleuragem leve/suave (65% do tempo), petrissage e liberação de ponto de gatilho miofascial (35% do tempo). As áreas mais massageadas do corpo foram o pescoço e a parte superior das costas (cerca de 80% do tempo) e braços, mãos, pernas e pés (cerca de 75% do tempo). Foram evitados locais de inflamação/infecção, hiperestesia, lesão, cirurgia, cateteres, trombose venosa profunda e tumores. 50% das sessões foram realizadas com o paciente em decúbito dorsal; 25% sentados e 25% dividido entre as posições deitada e de bruços. A massagem foi realizada por massoterapeutas, com pelo menos 6 meses de experiência no tratamento de pacientes com câncer avançado - O GC* recebeu "toque simples", que consistiu na colocação das duas mãos no participante por 3 minutos bilateralmente: base do pescoço, escápulas, região lombar, gastrocnêmio, calcanhares, clavículas, braços, mãos, patelas e pés. A pressão era leve e consistente, sem movimentos das mãos de um lado para o outro. Os tratamentos de controle foram fornecidos por indivíduos sem experiência anterior |
- GE†: Grupo Massoterapia (n=188): pacientes recebendo massagem terapêutica |
- GC* (n=192): Pacientes recebendo toque simples |
- MPAC‡‡ - BPI§§ - MQOL|||| - MSAS¶¶
|
Mudança imediata e sustentada nos níveis de dor |
Desfechos secundários imediatos incluíram humor, frequência cardíaca e frequência respiratória. Efeitos sustentados incluíram qualidade de vida, sofrimento físico e emocional e uso de analgésicos |
Ambos os grupos demonstraram melhora imediata na dor (GE† = -1,87 pontos (IC: -2,07; -1,67), GC* = -0,97 pontos (IC: -1,18; -0,76); na melhoria imediata do humor (GE† = 1,58 pontos (IC: 1,40; 1,76), GC* =0,97 pontos (IC: 0,78; 1,16). O GE† obteve pontuação superior para os desfechos dor e humor (p <0,001). Não houve diferenças entre as médias dos grupos ao longo do tempo na dor (BPI Média = 0,07 (IC: -0,23; 0,37), qualidade de vida (QV geral =0,08 (IC: -0,37; 0,53), angústia dos sintomas (Índice do MSAS = -0,002 (IC: -0,12; 0,12) ou uso de analgésicos = -0,10 (IC: -0,25; 0,05) |
Lopez-Sendín, et al. 2011(37) Espanha |
Determinar os efeitos da fisioterapia, incluindo massagem terapêutica e exercício físico, sobre a dor e o humor em pacientes com câncer terminal avançado |
Randomização: Foi gerada uma tabela de números randômicos por computador, criada antes do início do estudo Cegamento: Um terapeuta que coletou todos os resultados do estudo foi cegado para as intervenções nos grupos |
- A intervenção de fisioterapia no GE† consistiu em várias técnicas de massagem diferentes: técnicas de efleuragem, petrissage e strain/counterstrain sobre os pontos sensíveis. Os pacientes receberam mobilização passiva, exercícios de assistência ativa ou resistência, e exercícios de resistência local e global, além de facilitação neuromuscular proprioceptiva aplicada sobre as articulações e músculos tensos/dolorosos - O GC* recebeu um "toque simples", (condição ideal de controle falso), o qual foi colocado em áreas de dor e mantido pelo mesmo período que no GE†. As áreas tratadas incluíram a área cervical inferior, ombro, área interescapular, calcanhares, região dorsal do pé e gastrocnêmio. Em ambos os grupos, as áreas de risco (localização de tumores, cateteres, cirurgia) foram evitadas. Todos os pacientes receberam 6 sessões com duração de 30 a 35 minutos, durante um período de duas semanas |
GE†= Grupo intervenção (n=12): pacientes recebendo fisioterapia, incluindo massagem terapêutica e exercícios |
GC* (n=12): pacientes recebendo toque manual simples |
- BPI§§ - MPAC‡‡ - MSAS¶¶
|
Alterações nos níveis da dor |
Diferenças nos níveis de humor na pré/pós-intervenção |
Foi encontrada interação significativa grupo x tempo com melhorias no GE† para o índice BPI§§ (F= 13,2, p<0,001), e para o MSAS psicológico (F= 8,480, p= 0,001). Em síntese, o presente estudo demonstrou que a combinação de massagem e exercícios pode reduzir a dor e melhorar o humor em pacientes com câncer terminal |
Lam, et al., 2017(38) China e Hong Kong |
Testar a segurança da acupuntura si guanxue no manejo da dor oncológica |
Randomização: Um programa de computador foi utilizado para randomizar os participantes. O coordenador do estudo realizou a alocação dos códigos de randomização que indicavam os braços do estudo nos envelopes numerados e selados. Esses envelopes foram selados para os investigadores Cegamento: nem os pesquisadores nem os participantes foram cegados. Apenas quem conduziu as análises foi cegado |
O GE†1 usou apenas si guanxue, enquanto o GE†2 usou si guanxue em combinação com um conjunto de pontos de acupuntura comumente usados: Neiguan (PC6), Zusanli (ST36) e Sanyinjiao (SP6) Esses pontos também constituíram o GC*. Agulhas de acupuntura descartáveis (0,25 x 25 mm ou 0,30 x 40 mm) foram inseridas sob a pele a uma profundidade vertical de 10 a 20 mm. Em seguida, um método de redução de reforço foi usado para ativar o Qi até que a sensação de chegada do Qi (dormência, plenitude e peso) fosse relatada pelos pacientes. Os pacientes foram mantidos em decúbito dorsal com as agulhas deixadas no local por 30 minutos. O tratamento com acupuntura consistiu em 7 sessões, realizadas diariamente ou em dias alternados |
GE†1) Braço Tratamento 1 (n=14): si guan xue GE†2) Braço Tratamento 2 (n=14): si guan xue mais os pontos de acupuntura comumente utilizados (PC6; ST36; SP6) |
GC* (n=14): pacientes recebendo acupuntura nos pontos comumente utilizados (PC6; ST36; SP6) |
- NRS*** - PGIC††† - EORTC QLQ-C30‡‡‡ - KPS§§§
|
Alívio da dor oncológica e a melhora subjetiva dos pacientes |
Qualidade de vida |
A análise mostrou que a redução da dor oncológica no GE2 foi mais proeminente no dia 5 quando comparada com o braço controle (p<0,05). Não houve diferença nos escores de PGIC†††, EORTC QLQ-C30‡‡‡ ou KPS§§§ entre os três grupos (p> 0,05). Ademais, não foram observados eventos adversos graves. O uso e adição do si guanxue na acupuntura para a dor oncológica também foi considerado viável e manejável |
Kim, et al. 2018(39) República da Coréia |
Determinar a viabilidade e avaliar os efeitos e a segurança da acupuntura intradérmica (IA) em pacientes que estavam recebendo analgésicos para a dor oncológica |
Randomização: Utilizou-se o método de randomização em bloco para geração dos números randômicos, pelo programa R, por um estatístico. Envelopes opacos numerados e contendo as sequências de randomização foram mantidos em local seguro Cegamento: Somente o clínico que administrava a terapia com IA||||| não foi cegado para as intervenções. Os sujeitos, os avaliadores de resultados e o estatístico que executou a análise dos dados foram cegados para a alocação do tratamento ao longo do estudo |
- No GE†, os pacientes receberam tratamento com IA por 3 semanas nos pontos de acupuntura especificados (CV12, ST25 bilateral, LI4, LR3, PC06 e adicionalmente 0-3 pontos Ashi). Os pontos de acupuntura foram selecionados por consenso de um comitê de especialistas composto por professores/ pesquisadores especialistas em medicina tradicional coreana. Agulhas IA descartáveis, estéreis e de aço inoxidável, medindo 0,18 x 1,3 x 1,5 mm foram fixadas com fita adesiva. Cada agulha de IA foi mantida na pele por 48 a 72 horas, e todos os pacientes foram instruídos a pressionar todos os locais da agulha com as mãos 2x/dia - No GC* (Sham IA), todas as intervenções foram iguais às do GE†, incluindo a emissão das mesmas instruções. No entanto, a ponta da agulha foi dobrada, de modo a causar uma sensação de picada, imitando a acupuntura real, sem realmente perfurar a pele. As intervenções do GE† e GC* foram realizados por médicos coreanos com pelo menos 3 anos de experiência clínica |
GE†= Tratamento IA (n=15): pacientes recebendo IA |
GC*= Tratamento Sham IA (n=15): pacientes recebendo Sham IA |
- NRS*** - EORTC QLQ-C30‡‡‡
|
Mudança no grau e na dosagem de analgésicos para dor oncológica entre as avaliações no baseline e no pós-tratamento |
Intensidade da dor e qualidade de vida |
Nove pacientes (64%) no GE† (IA|||||) e 5 (38%) no GC* (Sham IA|||||) responderam à intervenção de três semanas. A dor autorreferida diminuiu em -1,54 ± 1,45 e -1,15 ± 1,57 nos grupos IA||||| e Sham IA|||||, respectivamente, com melhora da qualidade de vida relatada (p=0.017) |
De Paolis, et al. 2019(40) Itália |
Avaliar o efeito adjuvante do PMR-IGI**** no alívio da dor em uma amostra de pacientes com câncer terminal em cuidados paliativos |
Randomização: Os pacientes foram alocados por meio de um procedimento de randomização estratificada com base em seu escore de dor basal, que foi associado a uma lista de randomização colocada em um envelope selado o qual foi aberto pelo enfermeiro de pesquisa clínica (EPC)¶¶¶ Cegamento: Não houve cegamento |
O estudo teve 4 fases: T0, T1, T2 e T3: - T0 (inscrição do paciente): pacientes internados no hospital há pelo menos 48 h; examinados por um EPC¶¶¶ - T1 (dentro de 24 horas de T0): coleta de informações no baseline. Os pacientes do GE† (grupo A) foram agendados para uma sessão individual de PMR-IGI. O GC* (grupo B) recebeu os cuidados habituais - T2 (dentro de 1h de T1): cada sessão de PMR-IGI**** teve duração de 20 minutos. Nos primeiros 4 minutos, um estado de relaxamento psicofísico foi induzido pela respiração profunda prolongada e relaxamento dos principais grupos musculares. O paciente era convidado pelo profissional a se concentrar em sua voz, tom e volume. - T3 (dentro de 2 h da intervenção): os pacientes foram reavaliados pela ESAS-r†††† - O número de episódios de dor aguda ocorridos no período de 24 h após a intervenção e a administração de analgésicos de resgate foram registrados na CRF||||||||
|
GE†= Grupo A (n=46): pacientes recebendo intervenção (PMR-IGI****) |
GC*= Grupo B (n=45): pacientes recebendo cuidado padrão (sem intervenção) |
- ESAS-r†††† - TSDS‡‡‡‡
|
O desfecho primário foi um escore de Diferença de Intensidade da Dor (PID§§§§), ou seja, uma diferença na dor relatada antes e após a intervenção ≥ 1 |
- Escore total de angústia, ansiedade e depressão; - Número de episódios de dor aguda relatados no período de 24 horas após a sessão de PMR-IGI****; - Necessidade de analgésicos de resgate |
A Diferença de Intensidade da Dor (NRS*** em T3-NRS*** em T1) foi de 1,83 no GE (grupo A) e de 0,55 no GC* (grupo B) sendo estatisticamente significante (p<0,0001). O escore total médio de angústia diminuiu 8,83 no GE† e 1,84 no GC*. A diferença média nos escores emocionais ESAS-r†††† (ansiedade e depressão) foi de 2,93 no GE† (p<0,0001) e 0,07 no GC* (p> 0,05) |