Open-access Presenteísmo de profissionais da saúde em contexto hospitalar: uma revisão de escopo

Objetivo: mapear a prevalência do presenteísmo entre profissionais da saúde no ambiente hospitalar, identificar fatores relacionados, consequências para a segurança do paciente e a saúde do trabalhador, bem como as intervenções utilizadas.  

Método:  revisão de escopo realizada com base nas recomendações do JBI Reviewer’s Manual, incluindo estudos disponíveis na íntegra em cinco bases de dados, sem restrição de tempo ou idioma.

Resultados:  os 31 artigos selecionados mostraram alta prevalência de presenteísmo entre profissionais da saúde no ambiente hospitalar e os principais fatores relacionados foram as doenças (depressão e infecções), aspectos ocupacionais (sobrecarga de trabalho) e organizacionais (falta de apoio dos colegas). As consequências para a saúde do trabalhador foram o agravamento da saúde, estresse, fadiga/exaustão, comprometimento da capacidade laboral, e da segurança do paciente, o aumento do risco de infecções e de erros clínicos. Poucos estudos relataram intervenções, como centros de bem-estar ocupacional. As consequências repercutiram nos aspectos econômicos com perda de produtividade e maior custo em saúde.

Conclusão:  a prevalência de presenteísmo entre profissionais da saúde em ambiente hospitalar é alta e constitui um fenômeno multifatorial com consequências negativas para indivíduos, organizações e pacientes. A análise multidimensional do presenteísmo pode contribuir para o estabelecimento de políticas e programas de saúde organizacional em hospitais. Frente à escassez de estudos de intervenção, é necessário avançar no conhecimento sobre o tema. O protocolo da pesquisa consta na plataforma Open Science Framework: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/GVNX3.

Descritores:
Hospitais; Presenteísmo; Saúde Ocupacional; Gestão em Saúde; Pessoal de Saúde; Revisão de Escopo.


(1) O presenteísmo é um fenômeno prevalente e multifatorial entre profissionais da saúde em ambiente hospitalar. (2) O presenteísmo contribui para o agravamento de doenças crônicas, estresse, fadiga e redução da capacidade laboral. (3) No âmbito organizacional, ele compromete a produtividade, eleva os custos diretos e indiretos com saúde. (4) Impacta negativamente o clima de segurança do paciente, com maior risco de erros e disseminação de infecções. (5) Estudos de intervenção são necessários avançar no conhecimento sobre o tema.

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