Open-access Presenteísmo de profissionais da saúde em contexto hospitalar: uma revisão de escopo

Objetivo: mapear a prevalência do presenteísmo entre profissionais da saúde no ambiente hospitalar, identificar fatores relacionados, consequências para a segurança do paciente e a saúde do trabalhador, bem como as intervenções utilizadas.  

Método:  revisão de escopo realizada com base nas recomendações do JBI Reviewer’s Manual, incluindo estudos disponíveis na íntegra em cinco bases de dados, sem restrição de tempo ou idioma.

Resultados:  os 31 artigos selecionados mostraram alta prevalência de presenteísmo entre profissionais da saúde no ambiente hospitalar e os principais fatores relacionados foram as doenças (depressão e infecções), aspectos ocupacionais (sobrecarga de trabalho) e organizacionais (falta de apoio dos colegas). As consequências para a saúde do trabalhador foram o agravamento da saúde, estresse, fadiga/exaustão, comprometimento da capacidade laboral, e da segurança do paciente, o aumento do risco de infecções e de erros clínicos. Poucos estudos relataram intervenções, como centros de bem-estar ocupacional. As consequências repercutiram nos aspectos econômicos com perda de produtividade e maior custo em saúde.

Conclusão:  a prevalência de presenteísmo entre profissionais da saúde em ambiente hospitalar é alta e constitui um fenômeno multifatorial com consequências negativas para indivíduos, organizações e pacientes. A análise multidimensional do presenteísmo pode contribuir para o estabelecimento de políticas e programas de saúde organizacional em hospitais. Frente à escassez de estudos de intervenção, é necessário avançar no conhecimento sobre o tema. O protocolo da pesquisa consta na plataforma Open Science Framework: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/GVNX3.

Descritores:
Hospitais; Presenteísmo; Saúde Ocupacional; Gestão em Saúde; Pessoal de Saúde; Revisão de Escopo.


Destaques:

(1) O presenteísmo é um fenômeno prevalente e multifatorial entre profissionais da saúde em ambiente hospitalar. (2) O presenteísmo contribui para o agravamento de doenças crônicas, estresse, fadiga e redução da capacidade laboral. (3) No âmbito organizacional, ele compromete a produtividade, eleva os custos diretos e indiretos com saúde. (4) Impacta negativamente o clima de segurança do paciente, com maior risco de erros e disseminação de infecções. (5) Estudos de intervenção são necessários avançar no conhecimento sobre o tema.

Objective:  to map the prevalence of presenteeism among healthcare professionals in the hospital environment, identify related factors, consequences for patient safety and worker health, as well as the interventions used.

Method:  scoping review based on the recommendations of the JBI Reviewer’s Manual, including studies available in full in five databases, with no time or language restrictions.

Results:  31 selected articles showed a high prevalence of presenteeism among healthcare professionals in the hospital setting, and the main related factors were illnesses (depression and infections), occupational aspects (work overload), and organizational aspects (lack of support from colleagues). The consequences for worker health were worsening health, stress, fatigue/exhaustion, and impairment of work capacity, while for patient safety, there was an increased risk of infections and clinical errors. Few studies have reported interventions, such as occupational wellness centers. The consequences also impacted economic aspects with loss of productivity and higher healthcare costs.

Conclusion:  the prevalence of presenteeism among healthcare professionals in the hospital setting is high and constitutes a multifactorial phenomenon with negative consequences for individuals, organizations, and patients. The study includes a multidimensional analysis of presenteeism and can serve as a reference for establishing hospital organizational health policies and programs. Multidimensional analysis of presenteeism can contribute to the establishment of organizational health policies and programs in hospitals. Given the scarcity of intervention studies, it is necessary to advance knowledge on the subject The research protocol is available on the Open Science Framework platform: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/GVNX3.

Descriptors:
Hospitals; Presenteeism; Occupational Health; Health Management; Health Personnel; Scoping Review


Highlights:

(1) Presenteeism is a prevalent and multifactorial phenomenon among healthcare professionals in hospital settings. (2) Presenteeism contributes to the worsening of chronic diseases, stress, fatigue, and reduced work capacity. (3) In the organizational context, it compromises productivity, increases direct and indirect healthcare costs. (4) Negatively impacts patient safety, with a higher risk of errors and the spread of infections. (5) Intervention studies are needed to advance knowledge on this topic.

Objetivo:   mapear la prevalencia del presentismo entre los profesionales de la salud en el entorno hospitalario, identificar factores relacionados, consecuencias para la seguridad del paciente y la salud laboral, así como las intervenciones utilizadas.

Método:  revisión de alcance basada en las recomendaciones del JBI Reviewer’s Manual, incluyendo estudios disponibles íntegros en cinco bases de datos, sin restricciones de tiempo ni idioma.

Resultados:   los 31 artículos seleccionados mostraron una alta prevalencia de presentismo entre los profesionales de la salud en el ámbito hospitalario, y los principales factores relacionados fueron enfermedades (depresión e infecciones), aspectos ocupacionales (sobrecarga de trabajo) y aspectos organizacionales (falta de apoyo de los colegas). Las consecuencias para la salud del trabajador fueron empeoramiento de la salud, estrés, fatiga/agotamiento y deterioro de la capacidad laboral, mientras que, para la seguridad del paciente, hubo un mayor riesgo de infecciones y errores clínicos. Pocos estudios han informado sobre intervenciones, como los centros de bienestar ocupacional. Las consecuencias también impactaron aspectos económicos con pérdida de productividad y mayores costos de atención médica.

Conclusión:  la prevalencia de presentismo entre los profesionales de la salud en el ámbito hospitalario es alta y constituye un fenómeno multifactorial con consecuencias negativas para individuos, organizaciones y pacientes. El análisis multidimensional del presentismo puede contribuir al establecimiento de políticas y programas de salud organizacional en hospitales. Dada la escasez de estudios de intervención, es necesario avanzar en el conocimiento sobre el tema. El protocolo de investigación está contenido en la plataforma Open Science Framework: https://doi.org/10.17605/OSF.IO/GVNX3.

Descriptores:
Hospitales; Presentismo; Salud Laboral; Gestión en Salud; Personal de Salud; Revisión de Alcance


Destacados:

(1) El presentismo es un fenómeno prevalente y multifactorial entre los profesionales sanitarios en entornos hospitalarios. (2) El presentismo contribuye al agravamiento de enfermedades crónicas, el estrés, la fatiga y la reducción de la capacidad laboral. (3) En el contexto organizacional, compromete la productividad, aumenta los costes sanitarios directos e indirectos (4) Afecta negativamente a la seguridad del paciente, con un mayor riesgo de errores y propagación de infecciones. (5) Se necesitan estudios de intervención para avanzar en el conocimiento sobre este tema.

Introdução

As instituições de saúde são reconhecidas como ambientes de trabalho de alta complexidade e exposição a riscos, abrangendo aqueles comuns a outros setores somados aos inerentes às práticas assistenciais. Os profissionais da saúde, especialmente aqueles que atuam em hospitais, estão expostos a uma ampla variedade de riscos, tais como biológicos, químicos, físicos, ergonômicos, além dos problemas organizacionais e riscos psicossociais1.

Nesse contexto, o absenteísmo e o presenteísmo são resultados comuns frente à exposição ao risco e repercutem na produtividade e no bem-estar dos profissionais. No entanto, enquanto o absenteísmo entre profissionais de enfermagem é amplamente estudado devido ao seu elevado custo para os sistemas de saúde, o presenteísmo é um fenômeno mais complexo, de difícil mensuração, por envolver múltiplos fatores2.

É possível exemplificar os altos custos do absenteísmo com a perda anual de aproximadamente US$ 4 milhões para a Província Oriental da Arábia Saudita2. Já em relação ao presenteísmo, os estudos apresentam grande heterogeneidade metodológica e resultados contraditórios quanto às associações com variáveis ocupacionais ou organizacionais. Isso dificulta a formulação de conclusões definitivas no campo da saúde3.

Ademais, o presenteísmo ainda é um conceito em construção, mas já reconhecido como a presença do profissional no trabalho mesmo quando há limitações físicas e mentais que impeçam sua atividade laboral, embora também exista a classificação de presenteísmo não relacionado à doença devido a razões pessoais, como conflito entre vida profissional e pessoal, percepção de falta de apoio organizacional, estresse, entre outros3.

O cenário pós-pandemia de COVID-19 ampliou o interesse por esse fenômeno, uma vez que os trabalhadores de saúde enfrentaram condições excepcionais de carga emocional, física e organizacional, com possíveis repercussões duradouras sobre o presenteísmo, a segurança do paciente e a saúde ocupacional4. Estudos recentes apontam taxas de prevalência elevada de presenteísmo entre profissionais em ambiente hospitalar, relacionadas à exaustão e repercussão na qualidade do cuidado e na segurança do paciente4-5.

A despeito das evidências práticas sobre a repercussão do presenteísmo nos serviços de saúde, faltam estudos que articulem, de forma mais aprofundada, a prevalência, os fatores relacionados e as consequências e intervenções específicas no contexto hospitalar.

O presente estudo justifica-se diante da necessidade de mapear a relação entre presenteísmo, esgotamento físico e mental, exaustão, síndrome de burnout, estresse e depressão, para permitir intervenções eficazes.

No campo da Enfermagem, a relevância deste estudo consiste no fato dos trabalhadores de enfermagem representarem a maior força de trabalho nas instituições de saúde e desempenharem papel central na assistência direta ao paciente. O presenteísmo entre profissionais de enfermagem pode acarretar implicações para a segurança do cuidado ofertado, a qualidade da assistência de enfermagem e aumento dos custos organizacionais.

Compreender o presenteísmo sob a perspectiva da gestão em enfermagem é essencial para subsidiar intervenções que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis, com redução dos riscos ocupacionais e que favoreçam práticas de cuidado seguro.

Portanto, objetivou-se mapear a prevalência do presenteísmo entre profissionais da saúde no ambiente hospitalar, identificar fatores relacionados, consequências para a segurança do paciente e a saúde do trabalhador, bem como as intervenções utilizadas.

Método

Tipo de estudo

O estudo trata de uma revisão de escopo que seguiu as etapas recomendadas pelo JBI Reviewer’s Manual, desenvolvida mediante cinco etapas: formulação da questão de pesquisa; identificação dos estudos relevantes; seleção de estudos; extração e análise dos dados; síntese e construção do relatório. Utilizou-se o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) para a redação do estudo. O registro do protocolo da pesquisa consta na plataforma Open Science Framework (OSF) sob o Digital Object Identifier (DOI) https://doi.org/10.17605/OSF.IO/GVNX3. A busca nas diferentes bases de dados foi realizada em setembro de 2024.

Questão de pesquisa

A pergunta de estudo foi elaborada por meio do uso do acrônimo PCC, segundo as recomendações do JBI. Considerou-se, como população (P), profissionais da saúde; conceito de interesse (C), presenteísmo; e, como contexto (C), hospital; formulando-se a seguinte questão: “Qual é o panorama da temática presenteísmo de profissionais da saúde no ambiente hospitalar? ”

Para responder à questão norteadora, outros questionamentos foram realizados: P1. Qual é a prevalência do presenteísmo entre profissionais da saúde no ambiente hospitalar? P2. Quais são os fatores relacionados ao presenteísmo nessa população?; P3. Quais são as consequências do presenteísmo para a segurança do paciente e para a saúde do profissional no ambiente hospitalar?; e P4. Quais intervenções individuais e organizacionais são sugeridas para a redução do presenteísmo no ambiente hospitalar?

Critérios de seleção

A revisão abordou estudos publicados na íntegra que respondessem à questão de pesquisa. Os critérios de inclusão foram: publicações sem restrição de tempo ou de idioma, com texto completo disponível. Excluíram-se editoriais, vídeos, sites, notícias, preprints e resumos.

Estratégia de busca

A busca foi realizada nas bases de dados: MEDLINE/PubMed (via National Library of Medicine), Web of Science, CINAHL (via EBSCO), Scopus e Embase, nas seguintes etapas: 1) pesquisa inicial no MEDLINE para identificar estudos sobre o assunto e selecionar as palavras contidas nessas publicações; 2) elaboração da estratégia de busca; 3) validação da estratégia de busca elaborada com auxílio de uma bibliotecária; 4) uso da nova estratégia.

A estratégia de busca adotada inicialmente foi “presenteeism” OR “sickness presence” AND “hospitals” AND “healthcare workers”. Após consulta com a bibliotecária, a estratégia ficou definida da seguinte forma, utilizando-se o MeSH (Medical Subject Headings): ((Presenteeism OR “Sickness Presence” OR “Presence, Sickness”) AND (Hospitals OR “Hospital Administration”) AND (“Health Personnel” OR “Personnel, Health” OR “Healthcare Workers” OR “Healthcare Worker” OR “Health Care Providers” OR “Health Care Provider” OR “Provider, Health Care” OR “Healthcare Providers” OR “Healthcare Provider” OR “Provider, Healthcare” OR “Health Care Professionals” OR “Health Care Professional” OR “Professional, Health Care”)) e da seguinte maneira, utilizando-se o EMTREE: ((‘presenteism’ OR ‘sickness presence’ OR ‘working while ill’ OR ‘working while sick’ OR ‘presenteeism’) AND (‘health care practitioner’ OR ‘health care professional’ OR ‘health care provider’ OR ‘health care worker’ OR ‘health personnel’ OR ‘health profession personnel’ OR ‘health worker’ OR ‘healthcare personnel’ OR ‘healthcare practitioner’ OR ‘healthcare professional’ OR ‘healthcare provider’ OR ‘healthcare worker’ OR ‘home health aides’ OR ‘personnel, health’ OR ‘public health officer’ OR ‘health care personnel’) AND hospital).

A estratégia com descritores cadastrados no EMTREE foi utilizada na base de dados Embase e a estratégia com descritores cadastrados no MeSH foi utilizada nas demais bases selecionadas. O acesso às bases de dados deu-se por meio do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Cabe ressaltar que foi realizada pesquisa nas plataformas International Prospective Register of Systematic Reviews (PROSPERO) e OSF para conferir a existência de revisões sobre o objeto de estudo, porém não foram identificadas.

Uma nova busca na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e nos Catálogos de teses e dissertações da CAPES foi realizada em novembro de 2025, utilizando a seguinte estratégia: Presenteeism AND Hospitals AND “Health Personnel”, sendo encontrado apenas um estudo, repetido nos dois repositórios. Esse estudo já havia sido contemplado na busca inicial nas bases de dados.

Seleção dos estudos

Após a pesquisa nas bases de dados, todos os registros identificados foram agrupados e carregados no aplicativo Rayyan (Intelligent Systematic Review)6. E, no primeiro passo, as duplicatas foram removidas. Após essa retirada, os títulos e os resumos foram lidos e selecionados por dois revisores independentes para avaliação, aplicando os critérios de inclusão e exclusão. Os estudos potencialmente elegíveis foram obtidos em texto completo e avaliados pelos mesmos revisores. As discordâncias quanto aos estudos selecionados foram discutidas entre os revisores e, quando não houve consenso, um terceiro revisor foi acionado.

Os revisores participantes possuem formação em Enfermagem e integram um Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Gestão e Cuidado em Saúde de uma universidade federal, na linha de pesquisa: Atenção e Gestão do cuidado em saúde organizacional e segurança do paciente. A etapa de triagem e seleção foi conduzida, inicialmente, por dois revisores independentes, sendo um estudante de doutorado com experiência em revisão de escopo e um membro de iniciação científica. O primeiro revisor selecionou 31 estudos e o segundo, 15, apresentando concordância em 12 registros, o que corresponde a 35% de concordância. Diante da divergência observada, um terceiro revisor, estudante de mestrado, com experiência em revisão de escopo, realizou nova triagem e selecionou 29 estudos, todos coincidentes com as escolhas do primeiro revisor, resultando em concordância total entre ambos (kappa = 1,00). Os motivos de exclusão em texto completo foram registrados e apresentados no fluxograma PRISMA-ScR.

Instrumento utilizado para a coleta das informações

A extração dos dados foi realizada com instrumento desenvolvido pelas autoras, baseado no formulário sugerido pelo manual JBI e em publicações de protocolo, sendo adaptado para o objeto de estudo7. Os dados extraídos foram: identificação do estudo (autor, título, ano, país, desenho/delineamento, objetivo); participantes (número total, formação profissional, local do estudo); resultados encontrados (prevalência do presenteísmo de trabalhadores da saúde no ambiente hospitalar, fatores relacionados, consequências para a segurança do paciente e a saúde do trabalhador, intervenções utilizadas para diminuir o presenteísmo); conclusões.

As informações foram organizadas em planilha eletrônica no Microsoft Excel®, permitindo o controle das etapas e a verificação cruzada dos dados. Nenhum dado foi alterado ou excluído sem acordo entre os revisores.

Tratamento e análise dos dados

Com base nos dados extraídos, realizou-se a análise descritiva e foram construídos quadros e figuras com os dados das publicações. Os resultados da pesquisa e do processo de inclusão do estudo encontram-se relatados, na íntegra, na revisão de escopo final e apresentados em um fluxograma Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses extension for scoping review (PRISMA-ScR).

A síntese dos resultados foi organizada de forma narrativa, agrupando os achados conforme semelhanças conceituais e metodológicas. Optou-se por não realizar avaliação crítica da qualidade metodológica, em consonância com as recomendações do JBI para revisões de escopo.

Os fatores que influenciam o presenteísmo foram identificados nos estudos por meio de testes estatísticos de associação e de correlação, incluindo: qui-quadrado (χ²), t de Student e ANOVA para associações e correlação de Pearson (r) e correlação de Spearman para medir correlações8.

Aspectos éticos

O presente estudo não envolveu seres humanos e os dados utilizados são considerados secundários de domínio público com livre acesso. Além disso, foram inseridas todas as referências com respeito aos direitos autorais9. Portanto, não houve a necessidade de submissão ao Comitê de Ética e Pesquisa.

Resultados

As buscas resultaram em 216 estudos. Após a exclusão dos duplicados, restaram 123 estudos para a seleção. Na análise dos títulos e resumos, foram selecionados 56; e, após a leitura integral dos estudos, 31 foram incluídos na revisão (Figura 1).

Figura 1
Fluxograma PRISMA utilizado para identificação e seleção dos estudos. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

Os 31 estudos apresentam ampla diversidade quanto ao país de origem, ano de publicação, delineamento metodológico e instrumentos utilizados (Figura 2). A maioria é composta por estudos transversais (n = 22; 70,97%), seguida de três estudos longitudinais prospectivos (9,68%) e três retrospectivos (9,68%). Além disso, identificou-se um estudo metodológico (3,23%), uma revisão sistemática (3,23%) e uma carta ao editor (3,23%).

Figura 2
Identificação dos estudos incluídos segundo código, país, ano de publicação, delineamento metodológico, perguntas respondidas na revisão e instrumentos utilizados. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

Quanto aos países, houve predominância de estudos conduzidos na China (n = 8; 25,81%), seguidos por Japão (n =3; 9,68%), Austrália (n = 2; 6,46%), Brasil (n = 2; 6,45%), Reino Unido (n = 2; 6,45%), Estados Unidos (n = 2; 6,45%) e 1 (3,23%) estudo na Suíça, Nigéria, Malta, Turquia, França, Portugal, Croácia, Eslovênia, Espanha, Tailândia, Israel e Irã. Em relação ao ano de publicação, observou-se maior concentração em 2020 (n = 6; 19,35%) e 2022 (n = 6; 19,35%), seguidos de 2021 (n = 5; 16,13%), 2019 (n = 4; 12,90%) e 2024 (n = 4; 12,90%). Os demais anos apresentaram menor frequência: 2017 (n = 3; 9,68%), 2018 (n = 2; 6,45%) e 2016 (n = 1; 3,23%).

Os instrumentos utilizados para avaliar o presenteísmo incluíram escalas padronizadas, como a Perceived Ability to Work Scale (PAWS) (n= 8), Stanford Presenteeism Scale (SPS-6) (n= 7), Work Limitations Questionnaire (WLQ) (n= 2), Work Productivity and Activity Impairment (WPAI) (n= 2), Health and Work Performance Questionnaire (HPQ) (n= 2) e Valuation of Lost Productivity Questionnaire (VOLP), adaptado para COVID-19 (n=1). Além dessas, alguns estudos aplicaram questionários próprios contendo perguntas diretas sobre a frequência do comportamento de presenteísmo e outros instrumentos de medida de constructos associados, como Burnout, Motivação para o serviço, Felicidade no trabalho, Suporte Social, Estresse de Mudança, Turnover, dentre outros (n= 26).

Dos 31 artigos selecionados, 23 responderam à pergunta sobre o resultado da medição de presenteísmo (P1), conforme a Figura 3. Os estudos analisam o presenteísmo sob diferentes perspectivas, como trabalhar doente ou perda de produtividade, utilizando escalas variadas. Alguns estudos fornecem dados sobre a prevalência do presenteísmo e a intensidade com que ele ocorre. Já outros divulgam apenas a prevalência, a média ou a unidade de medida (perda de produtividade, grau ou valor financeiro).

Figura 3
Estudos sobre a prevalência do presenteísmo entre profissionais do contexto hospitalar, por país, ano, número de participantes, instrumentos utilizados e principais resultados. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

Os resultados mostram ampla variação na prevalência do presenteísmo, com oscilação de 14,1% na Austrália a 100% no Irã. Em relação às médias das escalas, observou-se variações de 2,37 (DP = 1,67) a 7,71 (DP = 1,59) na PAWS, e de 19,84 (DP = 4,2) a 22,1 (DP = 5,1) na SPS-6.

Apenas três estudos compararam o presenteísmo entre diferentes categorias profissionais. Em um deles, os enfermeiros apresentaram menor nível de presenteísmo (14,48%) em comparação com os técnicos e auxiliares de enfermagem assistentes operacionais (27,19%)27. Em outro, o presenteísmo foi mais elevado entre os médicos39. Já uma pesquisa brasileira encontrou menor perda de produtividade entre médicos, quando comparados com todos os profissionais (23,85 pontos), seguidos dos técnicos de enfermagem e enfermeiros, que obtiveram escores de 20,91 pontos e 20,65 pontos, respectivamente, indicando uma menor redução em sua produtividade diante de problemas de saúde20.

Dezenove artigos responderam sobre os fatores que podem influenciar o presenteísmo (P2). Esses dados foram encontrados nos artigos por meio de associações e correlações (Figura 4). Um estudo com questão direta sobre o motivo de trabalhar doente teve maior porcentagem (56%) de resposta para “senso de dever como profissional de saúde”40.

Figura 4
Fatores que podem influenciar o presenteísmo verificados por meio de associações e correlações nos estudos revisados. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

Os fatores de associação identificados foram subdivididos em: demográficos, saúde-doença e ocupacionais, revelando a importância de idade, sexo, tabagismo, doenças físicas e mentais, renda, setor, carga horária e clima de segurança.

Identificou-se que a presença de fatores como exaustão, desengajamento, comprometimento organizacional, apoio dos colegas de trabalho, motivação no serviço público, comprometimento afetivo, felicidade no trabalho, melhor saúde geral, maior duração do sono e estabilidade emocional foram correlacionados a menor presenteísmo.

Por outro lado, maior carga horária de trabalho, trabalho em turnos, estresse de desafio e de impedimento, sintomas depressivos, maior intensidade de dor lombar e presença de sintomas de TEPT (Transtorno do estresse pós-traumático) foram correlacionados a maior presenteísmo.

A respeito das consequências do presenteísmo (P3), encontraram-se sete artigos que responderam sobre as repercussões para a segurança do paciente e do trabalhador e também sobre o impacto na capacidade laboral e econômica, conforme representado na Figura 5.

Figura 5
Mapa mental sobre as consequências do presenteísmo. Fortaleza, CE, Brasil, 2025

No que se refere às intervenções individuais e organizacionais adotadas (P4), apenas dois estudos relataram a utilização de centros de bem-estar como estratégia institucional. Em uma dessas investigações, observou-se que profissionais de saúde sem acesso a centros de bem-estar apresentaram níveis mais elevados de presenteísmo (β = −0,22; p < 0,001) e eram, em média, mais jovens (β = 0,09; p = 0,002). Além disso, foi identificada uma interação significativa entre presenteísmo e acesso ao centro de bem-estar nos níveis de bem-estar dos profissionais, com F(1, 791) = 18,65; p < 0,001; ηp² = 0,02. Os profissionais que apresentaram presenteísmo e acessaram o centro relataram maiores níveis de bem-estar (média = 3,30; desvio-padrão - DP = 0,04), quando comparados àqueles que acessaram o centro, mas não relataram presenteísmo (média = 3,06; DP = 0,040)22.

Por outro lado, um segundo estudo não identificou diferenças estatisticamente significativas entre os profissionais que acessaram ou não os centros de bem-estar quanto às variáveis: percepção de estresse no trabalho, satisfação profissional, presenteísmo ou intenção de rotatividade23.

Discussão

Os resultados apresentados permitem visualizar um panorama abrangente sobre diversos aspectos do presenteísmo. As perguntas norteadoras sobre a prevalência do presenteísmo e os fatores relacionados foram amplamente respondidas por meio do mapeamento realizado. No entanto, as respostas às perguntas sobre consequências e intervenções foram encontradas em poucos estudos.

Os achados reforçam a heterogeneidade de instrumentos para mensuração do presenteísmo e a importância de considerar múltiplos fatores contextuais e metodológicos ao interpretar os resultados. Em relação à prevalência de presenteísmo avaliada, os resultados variam conforme o instrumento de medida utilizado.

A PAWS foi a escala mais utilizada para investigações sobre a perda de produtividade, seguida da SPS-6. O instrumento original considera a autopercepção sobre a capacidade de trabalho, com resultados que variam de 0 a 10, em que valores mais altos indicam maior capacidade de trabalho e melhor desempenho. Nos estudos incluídos nesta revisão, os autores invertem os escores para uma interpretação mais intuitiva, em que escores mais altos representam maior presenteísmo, enquanto escores mais baixos refletem menor presenteísmo ou maior capacidade percebida para o trabalho. Já a SPS-6 permite mensurar a influência de problemas de saúde na qualidade de trabalho e no desempenho do profissional, mostrando-se um instrumento de fácil entendimento, o que favorece seu preenchimento e análise15.

Há uma concentração de estudos mais recentes, principalmente entre 2017 e 2023. Isso pode estar relacionado ao aumento do interesse no tema, especialmente após a pandemia de COVID-19, que intensificou as discussões sobre saúde ocupacional e absenteísmo. Contudo, mesmo antes da pandemia, as taxas de presenteísmo já eram elevadas em alguns contextos27.

A prevalência de presenteísmo variou consideravelmente, de 14,1% na Austrália29, a 100%, no Irã39, com muitos estudos mostrando taxas superiores a 50%. Destaca-se que países como Austrália (87,8%)24, Israel (72,3%)38, Reino Unido23) e Estados Unidos26 (com variações entre 68,6% e 92%) apresentaram prevalências significativamente elevadas de presenteísmo, o que pode refletir uma maior pressão institucional para o comparecimento ao trabalho mesmo em condições de saúde inadequadas, ou ainda indicar a presença de culturas organizacionais mais permissivas e tolerantes a essa prática.

Quanto à origem do presenteísmo, os resultados encontrados sugerem a influência de fatores individuais, como compromisso profissional e medo de represálias, e de fatores organizacionais, como alta carga de trabalho e escassez de recursos humanos baixos níveis de pessoal. Esses fatores merecem interpretação cuidadosa, visto que as correlações encontradas entre variáveis preditoras e o desfecho presenteísmo podem ser ambivalentes. Por exemplo, para um estudo, o burnout e o desengajamento foram correlacionados a um menor índice de presenteísmo11, enquanto para outro, os níveis de burnout estiveram correlacionados a maior presenteísmo15.

Da mesma forma, a estabilidade emocional foi associada a um aumento do presenteísmo24. Isso pode ser explicado pelo fato de os trabalhadores que apresentam comportamentos mais estáveis de humor tenderem a comparecer ao trabalho mesmo quando estão doentes.

Os achados indicam que o maior presenteísmo também esteve associado a uma cultura organizacional desfavorável. Em contrapartida, fatores como comprometimento organizacional (β = − 0,42, p < 0,001), apoio dos colegas de trabalho (β = − 0,15, p < 0,001)28, motivação no serviço público (β = − 0,35; p < 0,001)30 e (β = −0,13, p < 0,01)12 e comprometimento afetivo (β = −0,27; p < 0,001) reduzem o risco de presenteísmo. Ademais, 75% dos profissionais relataram que a causa primária desse episódio foi de natureza organizacional18.

A carga de trabalho também mostrou forte associação com o presenteísmo. Dentre os fatores mencionados nos artigos, encontram-se as horas de trabalho excessivas (r=0,105, p=0,016)36, o trabalho em turnos (r=0,106, p=0,015)36, e o workaholism (r=0,232, p<0,001)36.

Durante a pandemia, uma revisão da literatura identificou fatores que influenciaram o presenteísmo, incluindo questões diretamente relacionadas à saúde mental, fatores individuais, fatores relacionados com a situação causada pela pandemia de COVID-19 e condições de trabalho4.

Os fatores demográficos, como idade e sexo, foram divergentes nos estudos analisados, não permitindo generalização. Por se tratar de fatores de natureza individual, merecem atenção especial em cada contexto analisado, considerando as diferenças culturais e socioeconômicas de cada região.

As razões mais frequentemente citadas para o presenteísmo incluíram sintomas leves (36/90; 40,0%) e dificuldade em encontrar profissionais de saúde para substituí-los (25/90; 27,8%). Dois enfermeiros declararam que seus supervisores os proibiram de tirar licença médica, mesmo apresentando sintomas. No total, 106 profissionais de saúde compareceram ao trabalho enquanto estavam doentes, levando à exposição de até 234 pacientes, dos quais 137 pacientes receberam quimioprofilaxia antiviral posteriormente21. O motivo mais comum foi o “senso de dever profissional” (40. Esses resultados convergem com estudo qualitativo realizado com enfermeiros brasileiros, no qual o compromisso profissional foi citado como motivo do presenteísmo, além da necessidade financeira41.

Quanto às consequências para a saúde individual e organizacional, os estudos confirmaram relações entre presenteísmo, desfechos clínicos desfavoráveis e baixa qualidade da assistência, como aumento de erros médicos e comprometimento da segurança do paciente18-20,27,31,34. Em um destes estudos, a origem de um surto de infecção respiratória em uma unidade de tratamento de pequeno porte para saúde mental foi atribuída ao presenteísmo de apenas um profissional de saúde. As infecções foram disseminadas por este profissional que foi trabalhar doente e infectou 17 pacientes no total. Destes, cinco desenvolveram complicações de pneumonia e um total de US$12.324 em custos médicos adicionais foi incorrido como resultado do surto31.

Tais resultados desfavoráveis são os custos do presenteísmo, muitas vezes invisíveis, para as instituições, pois, na maioria das vezes, as perícias realizadas pouco investigam de forma aprofundada as variáveis envolvidas na prática do presenteísmo e as consequências dele oriundas. É necessário compreender este fenômeno sob uma perspectiva sistêmica e multidimensional, pois o comprometimento da saúde do profissional (tanto o que pratica, quanto o que trabalha com ele) reflete em agravamento de doenças pré-existentes, fadiga, menor produtividade, aumento do risco de absenteísmo futuro, burnout, elevação de custos com afastamentos futuros, doenças crônicas e intenção de deixar o emprego18-19. Todas estas consequências, a nível individual, refletem em consequências para pacientes e instituições, tornando-se um ciclo vicioso de adoecimento organizacional.

As pessoas que praticam o presenteísmo podem ter benefícios de saúde a curto prazo, mas o seu bem-estar pode deteriorar-se ao longo do tempo42. Outros estudos relatam que o presenteísmo pode ter aspectos positivos e ser funcional em determinados contextos quando os recursos apropriados estão disponíveis43. No entanto, os achados desta pesquisa indicam que as consequências do presenteísmo são predominantemente negativas para a segurança do paciente.

Quanto às intervenções para reduzir o presenteísmo entre profissionais da saúde hospitalares, apenas dois estudos enfatizaram este tópico22-23. Estes abordaram intervenções a nível de saúde ocupacional e criação de centros para o bem-estar profissional, não havendo intervenções organizacionais específicas mais robustas. Isso é notável, visto que ambientes com forte apoio organizacional demonstram promover uma maior autoestima entre os trabalhadores e reduzir os índices de presenteísmo.

Os centros de bem-estar foram instalações criadas durante a pandemia da COVID-19 para oferecer conforto, por meio de elementos sensoriais positivos (iluminação suave, bolas antiestresse, óleos essenciais) e acesso a primeiros socorros psicológicos para profissionais de saúde no combate ao coronavírus22-23.

São necessários investimentos em intervenções capazes de incluir o comprometimento, o apoio mútuo e o suporte organizacional como pautas das políticas de gestão de pessoas das instituições hospitalares, os quais consigam inserir os profissionais como protagonistas nos processos de tomada de decisão, planejamento da força de trabalho e participação na discussão dos assuntos relacionados ao presenteísmo e sua relação com a qualidade da assistência.

Ademais, sugerem-se intervenções tanto em âmbito organizacional quanto individual. Entre as intervenções organizacionais, destacam-se, ainda, melhorar a distribuição de salários, equilibrar a carga de trabalho e promover recompensas baseadas no feedback dos funcionários. É fundamental fortalecer o suporte organizacional, criando um ambiente onde os trabalhadores se sintam valorizados, escutados e apoiados, investindo em lideranças sensíveis e empáticas, comprometidas com o bem-estar da equipe. A promoção de uma cultura organizacional que valorize os trabalhadores, juntamente com a implementação de políticas claras de licença médica e gestão da sobrecarga de trabalho, também é crucial.

No âmbito individual, recomenda-se contemplar, nos processos seletivos, a avaliação das competências emocionais para o trabalho, que incluem autoconsciência, autocontrole, autorrealização e empatia. É importante também oferecer capacitações contínuas e apoio psicológico para fortalecer a autoestima dos profissionais. Por fim, campanhas internas de conscientização sobre os riscos do presenteísmo são essenciais para alertar os profissionais sobre os impactos negativos de trabalhar doente tanto para si quanto para as equipes e os pacientes.

Diante disso, ressalta-se a necessidade de avanços na formulação de políticas institucionais que priorizem a saúde organizacional e a promoção de ambientes de prática positivos, e que reconheçam o presenteísmo como um fenômeno que, se negligenciado, compromete tanto o cuidado prestado quanto a saúde dos próprios profissionais. Os gestores hospitalares, portanto, exercem papel fundamental na redução do presenteísmo. A realização de novos estudos, com enfoque qualitativo e longitudinal, é essencial para aprofundar a compreensão das causas e consequências do presenteísmo e embasar a construção de intervenções eficazes.

Dentre algumas limitações, alguns artigos não apresentaram informações detalhadas sobre o setor hospitalar ou da categoria profissional dos participantes. Em vários casos, os estudos se referem de modo geral a “profissionais da saúde” ou “trabalhadores hospitalares”, sem distinção de função ou área de atuação. Essa ausência de detalhamento limita a comparação entre contextos institucionais e categorias específicas dentro do ambiente hospitalar. Apesar da gravidade dos impactos, poucos estudos abordam intervenções para prevenção ou mitigação do presenteísmo. As estratégias identificadas foram pontuais, como a implementação de centros de bem-estar, mas não há consenso sobre sua efetividade. Além disso, a predominância de estudos transversais nesta revisão também revela limitação para os resultados.

Conclusão

Esta revisão de escopo cumpriu seu caráter de mapeamento e evidenciou que o presenteísmo é um fenômeno prevalente e multifatorial entre profissionais da saúde em ambiente hospitalar. Os resultados apontam que os profissionais frequentemente comparecem ao trabalho mesmo em condições de saúde comprometidas, motivados por fatores como pressão organizacional, cultura institucional que valoriza o “trabalhar apesar da doença”, ausência de políticas de apoio, medo de represálias e sentimento de responsabilidade com os pacientes.

As consequências são amplas: na dimensão individual, o presenteísmo contribui para o agravamento de doenças crônicas, estresse, fadiga e redução da capacidade laboral; no âmbito organizacional, ele compromete a produtividade, eleva os custos diretos e indiretos com saúde e impacta negativamente o clima de segurança do paciente, com maior risco de erros e disseminação de infecções.

Declaração de Disponibilidade de Dados:

O conjunto de dados deste artigo está disponível na página da RLAE no repositório SciELO Data, no link https://doi.org/10.17605/OSF.IO/GVNX3

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  • Como citar este artigo:
    Sampaio CL, Soares TC, Gangrense VLC, Passos BVS, Oliveira RM, Caetano JA. Presenteeism among healthcare professionals in a hospital setting: a scoping review. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2026;34:e4900 [cited mês ano dia ]. Available from: URL . https://doi.org/10.1590/1518-8345.8286.4900

Editado por

  • Editora Associada:
    Maria Lúcia Zanetti

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    10 Ago 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    03 Set 2025
  • Aceito
    01 Jan 2026
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