| E113 |
Conhecer as diferentes experiências de gestores locais com os direcionamentos e normatizações federais relativos à implementação do Programa Melhor em Casa. |
Como potencialidades, observa-se a portaria norteadora do programa como adequada à realidade. Percebe-se a importância de instrumentos de coordenação federal com adaptações locais, e a necessidade de flexibilização nas recomendações da portaria do PMeC*. A adesão ao programa trouxe maiores recursos financeiros à AD†, adequando a equipe de saúde e o fluxo assistencial. O PMeC* permitiu que óbitos ocorram no domicílio e proporciona a desospitalização. No entanto, ainda se observa resistência por parte da equipe médica hospitalar em encaminhar pacientes ao programa, além de dificuldades na composição das equipes de AD†. |
| E214 |
Conhecer os limites e potencialidades da assistência domiciliar pediátrica do Programa Melhor em Casa em um município do estado do Ceará. |
A falta de conhecimento dos profissionais de diferentes níveis assistenciais sobre a AD† prejudica a continuidade do cuidado, bem como é citada a ausência de algumas categorias profissionais, falta de estrutura física exclusiva para o PMeC* e deficiência de insumos essenciais para os cuidados. Identificou-se a carência em transporte, falta de capacitações, falta de laços entre o programa e gestão da APS‡. Outra característica negativa citada foi a mudança de profissionais a cada ciclo de gestão, cortando o vínculo entre os profissionais, pacientes e a rede. Todavia, como um critério de melhoria está a redução de internações hospitalares pediátricas. |
| E315 |
Caracterizar os Serviços de Atenção Domiciliar em funcionamento na Paraíba. |
O uso do teleatendimento apresenta-se como grande estratégia de cuidado aos usuários. Como pontos que podem melhorar, encontra-se o transporte do SAD§ ao qual é compartilhado com demais serviços da rede. E algumas equipes não cumprem carga horária mínima exigida, atuam em alguns turnos, refletindo na continuidade da assistência. As sedes do SAD§ geralmente estão em anexo a outros serviços de saúde, mesmo com a interligação, ocorre fragmentação na comunicação entre os serviços. No que tange ao prontuário eletrônico do paciente e PTS||, são realizados em apenas 50% dos serviços, mostrando ainda a fragmentação em alguns pontos essenciais, para o conhecimento das informações dos pacientes e planejamento do cuidado individualizado. |
| E416 |
Compreender a organização da Atenção Domiciliar no contexto da atenção à saúde pública ofertada por municípios que aderiram ao Programa Melhor em Casa no Estado de Minas Gerais. |
Percebem a integração com a rede como uma fragilidade do PMeC*. Realizar reuniões entre equipes de diferentes serviços, e a organização de processos são vistos como estratégias eficazes para a melhoria do atendimento ao usuário na AD†. |
| E517 |
Analisar como ocorreu o processo de implantação do Serviço de Atenção Domiciliar na perspectiva dos profissionais da atenção primária à saúde do município de Araranguá/Santa Catarina. |
Evidenciado a importância do PMeC* na desospitalização de pacientes, na melhoria da qualidade de vida dos usuários e familiares, sendo uma referência para a APS‡ e hospitalar. Como pontos de melhoria, apresenta-se a falta de compartilhamento de cuidados, a dificuldade de interação entre profissionais e o desconhecimento de encaminhamentos pela APS‡. Ainda, há sobrecarga da equipe SAD§, falta de estrutura física e transporte, dificuldade da responsabilização do usuário pelo cuidado. Apresenta-se como sugestão a educação permanente em saúde com os profissionais da RAS¶. |
| E618 |
Compreender a experiência de profissionais do Programa Melhor em Casa à luz da resiliência. |
O PMeC* é visto como um serviço acolhedor, resolutivo, que realiza um trabalho multiprofissional humanizado, com um olhar além das demandas clínicas. O atendimento abrange as famílias com suporte e acolhimento, tornando-se um serviço diferenciado na RAS¶. O serviço adentra nos lares e, por ter um contato tão íntimo com situações diversas, os profissionais estão expostos à sobrecarga, impotência e fragilidade. Devido ao grande vínculo com as famílias, algumas apresentam receio em receber alta do PMeC*. |
| E719 |
Caracterizar a implantação do Programa Melhor em Casa e o analisar sob a perspectiva dos gestores municipais. |
O PMeC* é percebido como uma alternativa à internação hospitalar, apresenta grande potencial de desospitalização e articulação com a RAS¶. Otimiza leitos hospitalares, adentra na rede para discussão de casos e compartilhar cuidados. Deve ser dada uma maior atenção à divulgação do programa pelo Ministério da Saúde à população, sendo necessário maior explanação da portaria com a RAS¶, a fim de melhor entendimento. Incentivos para incremento da qualidade técnica da equipe do PMeC* e correto fornecimento de insumos e capacitações a APS‡ para encaminhamento adequado de pacientes. |
| E820 |
Avaliar a compreensão dos profissionais sobre a interdisciplinaridade nas ações do Programa Melhor em Casa no Município de Palmeira dos Índios/Alagoas. |
A interdisciplinaridade ainda tem seu significado pouco conhecido, ou definido de forma equivocada entre os profissionais. No SAD§, ela ocorre por meio de ações no dia a dia do serviço, em relações horizontais com trocas ou atendimento compartilhado. O trabalho em equipe está intimamente ligado, a falta de veículos exclusivos ao SAD§, ou o uso de um veículo exclusivo para curativos, mostra a falta de compartilhamento do cuidado. As admissões são realizadas apenas por um profissional do serviço social, onde não são realizadas trocas, não sendo realizado o PTS||. Ocorre a necessidade de melhorias no relacionamento interpessoal, encontros de equipe, atendimento multiprofissional, bem como a divulgação dos critérios do programa para a RAS¶. |