Editorial
DESAFIOS DAS ORGANIZAÇÕES DE ENFERMAGEM NO DESPONTAR DA NOVA ERA
Isabel Amélia Costa Mendes1
Há mais de uma década, notáveis estudiosos da área de gestão vem anunciando que as organizações do século 21 serão caracterizadas por responsabilidade, compromisso, autonomia, risco, incerteza e envolvimento ético. O ambiente, antes marcado pela rigidez e pela disciplina artificial, é substituído por uma essência muito mais humana, calcada no respeito, na solidariedade, nos valores morais, não obstante os inúmeros desafios e o acentuado ritmo e urgência das mudanças. A espontaneidade marca a sinergia de pessoas de diferentes funções e de distintos níveis hierárquicos para equacionar problemas e para discutir temas de interesse comum, embora de origem interdepartamentais, interinstitucionais ou interdisciplinar. Assim é que o processo de desenvolvimento estratégico que fora implementado em intervalos de quatro anos, em média, passa a ser constante - sem solução de continuidade.
Neste horizonte que distingue a nova era, cabe às organizações de enfermagem ¾ sejam elas assistenciais, de ensino e pesquisa, científicas ou associativas ¾ investir em iniciativas de mudança e no desenvolvimento de lideranças responsáveis, aumentar a flexibilidade, desenvolver capacidade de aprendizagem, estimular formação de equipes multidisciplinares, intensificar a capacidade de produzir resultados, promover alianças estratégicas, criar redes de conhecimento, gerenciar laboratórios de aprendizagem e fomentar a implementabilidade e a inovação ininterruptas.
