Propõe-se a reinterpretação crítica de um famoso retrato alegórico associado ao projeto do Real Convento do Coração de Jesus, em Lisboa. Por meio de fontes iconográficas e literárias, busca-se demonstrar, utilizando o método iconográfico, a relevância da escrita e da imagem para uma identificação autêntica e correta interpretação do programa iconográfico no qual o livro e a ilustração se inserem. Dado o conteúdo da gravura em questão, este estudo foca na arte panegírica, evidenciando a mútua valorização que ela gerava, de modo diferenciado, entre o panegirista e o homenageado. O objetivo principal é aprofundar a compreensão da complementaridade entre escrita e arte visual na comunicação de mensagens políticas a serviço da coroa no século XVIII.
Palavras-chave:
Iconografia; Alegoria; Gravura; Propaganda Régia; Antigo Regime em Portugal
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Nota do autor: Constatou-se que a cópia disponibilizada no site do Museu de Lisboa foi digitalmente recortada na margem esquerda, omitindo a falha longitudinal no papel. Esta imperfeição, resultante de um corte irregular à lâmina, é perceptível na cópia mais fiel ao original, em alta resolução, proveniente do mesmo Museu, e aqui reproduzida.



