Objetivo: Analisar medidas mandibulares obtidas de 225 tomografias computadorizadas do “Biobanco Osteológico e Tomográfico da Faculdade de Odontologia de Piracicaba Universidade Estadual de Campinas”, visando verificar a existência de relação entre essas medidas, o dimorfismo sexual e a ancestralidade.
Métodos: Buscou-se estabelecer um modelo matemático capaz de estimar sexo e ancestralidade. Destas tomografias, 126 eram do sexo masculino, 94 do sexo feminino e 5 estavam sem identificação, com idades entre 15 e 100 anos, e ancestralidade conhecida para o fenótipo cor da pele (branco, negro, pardo e amarelo). Foram realizadas medidas entre os pontos: kondylion lateral direito e kondylion lateral esquerdo; kondylion lateral direito e pogônio; kondylion lateral esquerdo e pogônio; borda mesial do forame mentoniano direito e borda mesial do forame mentoniano esquerdo. Analisou-se também a área delimitada pelo triângulo formado pelas medidas entre kondylion lateral direito e kondylion lateral esquerdo; kondylion lateral direito e pogônio; e kondylion lateral esquerdo e pogônio. O teste t de Student para variâncias homogêneas demonstrou que houve diferença estatística nas médias em função do sexo, à exceção da medida de área, que não foi utilizada no modelo.
Resultados: Foi possível estabelecer um modelo matemático com acurácia de 69,2%. Não houve diferença estatística nas médias em função da ancestralidade.
Conclusão: Conclui-se que as medidas investigadas auxiliam no processo de estimativa do sexo, porém não foram adequadas para estimar a ancestralidade. A metodologia proposta deve ser expandida para outros grupos populacionais para que possa ser aperfeiçoada.
Termos de indexação
Antropometria; Odontologia legal; Caracteres sexuais; Tomografia computadorizada por raios X
