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Open-access Reviewed article: Silva MT, Amado DM, Rocha PRS, Barreto JOM. Integrative and complementary practices in diabetes management: a rapid review of clinical guidelines. Epidemiol Serv Saude. 2026:35;e20250602

Peer review A

Questionnaire

Does the manuscript contain new and significant information to justify publication? Yes

Does the Abstract (Summary) clearly and accurately describe the content of the article? Yes

Is the problem significant and concisely stated? Yes

Are the methods described comprehensively? Yes

Are the interpretations and conclusions justified by the results? Yes

Is adequate reference made to other work in the field? Yes

Manuscript Structure:

Length of article is: Adequate

Number of tables is: Adequate

Number of figures is: Adequate

Please state any conflict(s) of interest that you have in relation to the review of this paper: None

Interest: Excellent

Quality: Good

Originality: Excellent

Overall: Excellent

Recommendation: minor-revision

Comments

A seguir, apresento comentários detalhados, com o objetivo de apoiar o aprimoramento do trabalho:

Título: a) substituir o termo genérico “diabetes” por “Diabetes Mellitus”; b) avaliar a inclusão da expressão “no manejo da” para explicitar que o foco são recomendações aplicadas à condução clínica da doença; c) o termo “síntese de evidências” é vago. Sugiro especificar: “revisão rápida de diretrizes clínicas”

Resumo: a) o termo “síntese de evidências” é vago. Sugiro especificar: “revisão rápida de diretrizes clínicas”; b) inserir a data da busca; c) adicionar informações sobre o processo de seleção, extração e avaliação feito por quantos revisores; c) retirar expressões vagas como “de forma a”, tornando a redação mais assertiva; d) revisar cuidadosamente se todas as palavras-chave utilizadas correspondem aos descritores oficiais do DeCS. Por exemplo: “Terapias Complementares”; “Diabetes Mellitus”; e) se possível, sugere-se substituir o termo em inglês “mindfulness” por um termo em português. Recomenda-se evitar anglicismos.

Introdução: a) Avaliar se é necessário manter a enumeração detalhada de espécies vegetais, pois pode ser excessivamente específica nesta seção; b) Padronizar o uso da expressão “Diabetes Mellitus” ou diabetes ao longo do texto. O uso de maiúscula é restrita às regras do português, revise.

Métodos: Ainda não está finalizado o guia de relato para revisões rápidas (https://ebm.bmj.com/content/30/2/118.long). A instrução é seguir o PRISMA. Sugiro descrever o delineamento do estudo e inserir tópicos do PRISMA no texto (embora provisoriamente no processo editorial, podendo remover após eventual aceitação) e explicar cada procedimento dentro do tópico previsto, sem redundâncias e optando por linguagem direta. Veja abaixo a sequência que deve conter no método:

Protocolo e registro: a) revisar a frase “Neste caso, foi escolhida para atender à necessidade de fornecer evidências atualizadas sobre PICS no SUS”, pois o termo “atualizadas” fica subjetivo sem referência temporal clara; b) reeeescrever o texto “As simplificações incluíram a formulação precisa da pergunta de pesquisa, foco em estudos secundários, uso de ferramentas específicas para avaliação crítica e extração de dados por um revisor com verificação por outro.”, pois alguns dos itens citados (fórmula precisa da pergunta, uso de ferramentas de avaliação) são boas práticas comuns e não configuram simplificações/as metodológicas críticas das revisões críticas; c) trazer a informação Sobre o registro prévio de protocolo na OSF https://osf.io/q3sbw/ .

Critérios de elegibilidade: a) esclarecer qual foi o critério específico empregado para selecionar as práticas integrativas e complementares incluídas, justificando por que foram contempladas exatamente essas práticas e não outras; b) revisar a redação utilizada aqui (e ao longo do manuscrito) ao se referir ao “uso de PICS no tratamento da diabetes”. Observa-se que diversas intervenções relatadas nas diretrizes incluídas vão além do tratamento direto da doença, abrangendo também estratégias de prevenção de complicações (por exemplo, prevenção de úlceras e amputações), promoção do autocuidado e apoio psicossocial; c) indicar se houve restrição quanto ao tipo de diabetes mellitus contemplado nas diretrizes, especificando se todos os tipos foram incluídos ou se houve limitação (por exemplo, tipo 1, tipo 2, gestacional); d) substituir o termo genérico “diabetes” por “diabetes mellitus”; e) descrever explicitamente os critérios de exclusão, indicando com clareza quais documentos não elegíveis foram considerados.

Fontes de informação: a) as bases listadas são essencialmente indexadas. Esclarecer se houve ou não pesquisa em literatura cinza. Muitas diretrizes podem ser publicadas apenas em portais especializados (Guideline International Network, NICE etc), e não aparecer em bases bibliográficas tradicionais. Se o objetivo central é sintetizar recomendações de diretrizes clínicas, a busca deveria contemplar essas fontes prioritariamente, ou pelo menos justificar por que não as incluiu; b) Considerando que muitas das práticas integrativas têm origem em tradições médicas orientais, sugiro avaliar a inclusão de bases de dados asiáticas especializadas.

Estratégia de busca: a) especificar o período coberto pelas buscas e informar quem foi o responsável pela elaboração e validação das estratégias de busca; b) transferir a tabela da estratégia de busca para o material suplementar e reservar a Tabela 1 do artigo para apresentar um dos principais resultados da revisão (por exemplo, características gerais das diretrizes incluídas).

Seleção dos estudos: a) indicar as iniciais dos autores envolvidos; b) descrever como foram gerenciadas as referências e a remoção de duplicatas (utilizaram algum software ou foi manual?).

Processo de coleta de dados: a) indicar as iniciais dos envolvidos; b) descrever como lidaram com discordâncias e dados ausentes.

Lista dos dados: a) revisar a redação para garantir consistência terminológica e alinhamento completo com as informações apresentadas nas tabelas. Por exemplo, a tabela 2, que caracteriza as diretrizes, inclui variáveis como autor, ano de publicação, contexto da diretriz, condição-alvo, práticas integrativas e complementares em saúde e desfechos analisados, enquanto o texto menciona apenas parte desses itens e em alguns momentos utiliza terminologias diferentes (por exemplo, “qualidade da evidência”, “avaliação crítica” ou “confiança”). Recomendo padronizar os termos e a ordem das variáveis, deixando claro ao leitor que os itens extraídos foram exatamente aqueles apresentados nas tabelas e mantendo uniformidade conceitual; b) substituir o termo genérico “diabetes” por “diabetes mellitus”;c) rever a pontuação no texto “força da recomendação (forte condicional ou fraca)” e uniformizar a nomenclatura explicitando se “condicional” e “fraca” foram tratados como sinônimos ou ausência de vírgula.

Risco de viés em cada estudo: a) revisar a redação para descrever a AGREE II expressando que não foram utilizados os 28 itens, mas apenas os 8 itens do Domínio 3 (Rigor do Desenvolvimento), e justificar a opção por não utilizar a escala completa; b) rever a consistência da apresentação dos itens analisados para ter alinhamento completo com as informações apresentadas na tabela 3, por exemplo no texto está “Avaliamos o uso de métodos de busca de evidências sistemáticas” na tabela encontra-se “Foram métodos sistemáticos utilizados para a busca de evidências?” ; c) descrever como foi operacionalizada a classificação em alta, moderada ou baixa. i) Síntese dos resultados: sugiro informar que foram elaboradas tabelas para apoiar a apresentação dos resultados e agrupadas por resultados analisados.

Orientações gerais para esta seção: rever excesso de siglas, por exemplo, GRADE. As siglas devem ser evitadas e explicadas na primeira menção ou devem ser suprimidas, priorizando a clareza do texto, por exemplo, Medline, Embase, PRISMA etc.

Resultados: a) Atender às diretrizes PRISMA para esta seção também. b) Fornecer uma tabela com todos os 48 estudos potencialmente relevantes que foram lidos em forma de texto completo, mas excluídos da revisão. c) Recomenda-se verificar e corrigir eventuais inconsistências na numeração de registros entre o texto e o fluxograma (por exemplo, no texto diz que após a remoção das duplicatas sobraram 384 registros); d) Rever o texto sobre a Tabela 2 para garantir correspondência exata entre os itens descritos na tabela e o parágrafo explicativo. No parágrafo, foram mencionadas práticas que constam na tabela com outra denominação (ex.: aromaterapia e fitoterápicos); e) Vários trechos textuais repetem quase literalmente o conteúdo das tabelas. Exemplo: “Entre as práticas integrativas destacam-se ozonioterapia, apiterapia...”, quando isso já está integralmente na Tabela 2. Em “T2DM”, sugiro usar a forma por extenso (“diabetes mellitus tipo 2”) ou definir a sigla no início e manter uniforme ao longo do texto. f) Evitar uso misto de termos em português e inglês (por exemplo, “mindfulness”). Traduzir para português palavras e expressões estrangeiras. Quanto às palavras estrangeiras, a RESS adota a regra do Manual de Redação do Senado que dá uma lista de palavras que não recebem itálico. Fonte: https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/estilos/estrangeirismos-grafados-sem-italico-ou-aspas Nomes próprios em língua estrangeira também não recebem itálico (nomes de instituições, universidades, aplicativos, programas de computador, congresso etc.). g) Alguns desfechos parecem ser consequências finais (“amputações do pé diabético”), mas o correto seria apontar o desfecho monitorado (ex.: incidência de amputações). No terceiro parágrafo, o texto é redundante com o que já está na tabela 3; evitar termos vagos como “praticamente todas”; Para enriquecer o texto seria interessante apontar exemplos concretos de boas práticas das diretrizes. h) Sugiro revisar a redação do trecho que apresenta a Tabela 4, evitando repetir integralmente o conteúdo tabular e priorizando uma síntese que destaque convergências e divergências entre as recomendações, lacunas de evidência e diferenças regionais. Ao dizer “qualidade da evidência: baixa a alta” no controle glicêmico, não está claro quais recomendações têm alta qualidade, pois a tabela mostra principalmente “baixa” ou “moderada”. i) Indicar entre parênteses cada ilustração que apresenta o resultado mencionado, suprimir textos como “A Figura 1 apresenta os resultados de cada etapa da seleção”, “A Tabela 2 caracteriza diretrizes clínicas”, “A Tabela 3 apresenta a avaliação crítica das diretrizes” j) Evitar texto que repita procedimentos da pesquisa, que deve ficar só nos métodos, por exemplo, “Em 24 de outubro de 2024”. k) Optar por texto mais direto, substituir construções como “Em relação ao controle glicêmico...”. l) Observar orientações de redação e formato já solicitadas para seções anteriores e aplicar nos casos pertinentes desta seção.

Discussão: a) Reorganizar a redação para que atenda às diretrizes PRISMA para esta seção. b) Primeiro parágrafo: Resumir de forma interpretativa os principais achados, relacionando-os aos objetivos do estudo. O texto atual mistura enumeração de intervenções específicas com interpretação. Não fica claro quais lacunas principais foram identificadas (por exemplo, quantidade limitada de diretrizes, baixa qualidade metodológica, heterogeneidade das recomendações). c) Segundo parágrafo: Apresentar as limitações do estudo, destacando as fontes potenciais de vieses e o impacto dessas limitações na confiança dos achados. Pontuar o potencial viés de detecção (apenas um revisor aplicou o AGREE II e outro apenas conferiu?) E o potencial viés de seleção decorrente do processo de elegibilidade e da ausência da literatura cinza (por exemplo, não apareceu nenhuma diretriz de países orientais que são usuários mais comuns dessas práticas). Indicar também a falta de padronização dos desfechos e populações analisadas. d) Demais parágrafos: Apresentar uma interpretação cautelosa dos resultados, considerando os objetivos, as limitações, a multiplicidade das abordagens, os resultados de estudos semelhantes e outras evidências relevantes. Incluir menção a outras revisões sobre PICS no manejo da diabetes, por exemplo, para mostrar como o estudo dialoga com a literatura internacional; O uso da Navalha de Ockham como argumento pode parecer deslocado; seria mais interessante falar em necessidade de síntese pragmática em contextos de incerteza. e) Último parágrafo: O último parágrafo já apresenta de forma geral uma conclusão, mas sugiro tornar o texto mais sintético e claramente conectado ao objetivo da pesquisa

Ilustrações:

Tirar o ponto final das legendas de cada ilustração

Figura 1:

a) rever a qualidade da figura, pois está com baixa legibilidade; b) no PRISMA, recomenda-se detalhar quantos registros vieram de cada base (por exemplo, PubMed = n, Embase = n); c) rever o título, pois o flowchart compreende o fluxo de seleção das diretrizes; d) revisar para seguir o PRISMA: identificação, triagem, elegibilidade, inclusão.

Tabela 2:

a) o título pode ser mais informativo sobre o conteúdo (ex.: acrescentar que são sobre o uso das PICS e o n das diretrizes identificadas)/ b) traduzir termos para o português, por exemplo, “Mindfulness”; c) padronizar a forma de descrever os desfechos (ex.: “Prevenção de úlceras do pé diabético” em vez de “Prevenção de úlceras no pé diabético” / “Amputações do pé diabético” → “Redução da incidência de amputações”) e o mesmo para as condições (“Úlceras do pé diabético” no lugar de “úlceras diabéticas” / “Infecções relacionadas ao diabetes” no lugar de “Infecções diabéticas” etc); d) listam amplamente práticas (ex.: “Educação em autocuidado”), enquanto outros especificam (“Exercícios direcionados ao pé e tornozelo”). Sugiro nivelar a granularidade; e) separar por vírgula e eliminar ponto final em cada item das práticas; f) garantir que todas as práticas citadas no texto estejam efetivamente listadas na tabela de forma padronizada (ex.: no texto sobre a tabela está aromaterapia, fitoterápicos; na tabela óleos essenciais etc); suprimir a pontuação final nas células (ex.: “Prevenção de úlceras no pé diabético.”); g) siglas descrever, por exemplo, T2DM, EUA; h) adicionar na coluna “autor ano” “ano de publicação”.

Tabela 3:

a) se possível, para enriquecer a avaliação, em vez de apenas S/N/P, adicionar abaixo comentários sintéticos apontando cumprimento ou não de cada critério; b) reavaliar o título da coluna “confiança na diretriz” para não confundir com o GRADE; c) há notas em sobrescrito que misturam letras minúsculas e números (¹, b, c). Padronizar tudo por letras ou números ou suprimir da nota de rodapé o sim/parcialmente/não e colocar direto na tabela.

Tabela 4:a) algumas recomendações se referem ao mesmo estudo, mas não fica claro se são orientações independentes ou partes de uma diretriz mais ampla; b) reversempre a formatação para melhorar a legibilidade (por exemplo, quebrando linhas longas nas células de recomendações e mantendo o alinhamento claro).

Para orientar o aprimoramento do manuscrito, recomendo a consulta dos seguintes materiais, que apresentam orientações claras e objetivas sobre cada seção de artigos científicos: Pereira, MG. Artigos científicos: como redigir, publicar e avaliar. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011. Pereira, MG. A introdução de um artigo científico. Epidemiol. Serviço Saúde v.21 n.4 Brasília out-dez. 2012. Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1679-497420120000400017&lng=pt&nrm=iso Pereira, MG. A seção de método de um artigo científico. Epidemiol. Serviço Saúde v.22 n.1 Brasília jan-mar. 2013. Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1679-49742013000100020&lng=pt&nrm=iso Pereira, MG. A seção de resultados de um artigo científico. Epidemiol. Serviço Saúde. v.22 n.2 Brasília abr-jun. 2013. Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1679-49742013000200017&lng=pt&nrm=iso Pereira, MG. A seção de discussão de um artigo científico. Epidemiol. Serviço Saúde. v.22, n.3 jul-set. 2013. Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1679-49742013000300020&lng=pt&nrm=iso Pereira, MG. O resumo de um artigo científico. Epidemiol. Serviço Saúde. v.22, n.4 out-dez 2013. Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1679-49742013000400017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Publication Dates

  • Publication in this collection
    17 July 2026
  • Date of issue
    2026

History

  • Peer review received
    13 July 2025
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