Este artigo tem como objetivo analisar a estratégia dos bancos centrais em economias de mercado emergentes (EMEs) à medida que navegam um cenário financeiro cada vez mais digitalizado. As evidências indicam uma tendência de declínio no uso de dinheiro físico, principalmente entre adultos mais jovens. Este estudo utiliza dados qualitativos do Brasil e da Índia, obtidos do Bank of International Settlements (BIS) abrangendo 2012-2020, e incorpora um exercício de extrapolação como suporte para seus argumentos. Essa mudança para pagamentos digitais levantou preocupações quanto à potencial perda de autonomia monetária e estabilidade macroeconômica doméstica. No entanto, alguns bancos centrais em EMEs, como no Brasil e na Índia, avançaram proativamente na implementação de Moedas Digitais (CBDCs) e instrumentos de pagamento instantâneo para lidar com o rápido crescimento de mercados globais de ativos digitais não regulamentados.
PALAVRAS-CHAVE:
Moedas digitais de banco central; economias de mercado emergentes; índices de caixa
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Source: Bank of International Settlements (BIS) and World Bank (2022). Author’s calculations.
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