Open-access OS VAZIOS INSTITUCIONAIS, SANEAMENTO E DÉFICIT DE ÁGUA E OS PRIMEIROS NÚMEROS COVID-19 NO BRASIL

Objetivo:   O objetivo deste artigo foi analisar a correlação entre o número de casos no COVID-19 com as estatísticas de saneamento básico e abastecimento de água tratada e vazios institucionais.

Metodologia:   Trata-se de pesquisa descritiva que utiliza técnicas de análise estatística de correlação de dados secundários.

Resultados:   Cálculos estatísticos mostram forte correlação das variáveis. A incidência da doença causada pelo novo Coronavirus SARS-CoV2 está associada a um menor percentual da população atendida pela rede de esgoto e rede de água. Também foi demonstrado que a mortalidade da doença está fortemente associada a um menor percentual da população atendida pelas redes de esgoto e água, indicando assim uma relação com a teoria dos Vazios Institucionais (North, 1990; Douglass & North, 1991; Khanna, Palepu, & Sinha, 2005; Khanna & Palepu, 2010; Rodrigues, 2013).

Originalidade:   Observou-se que, em geral, o maior número de óbitos por doença relacionada aos estados da federação/macrorregiões com os menores percentuais de atenção às redes supracitadas, com algumas exceções. Logo foi possível, a partir de estudo empírico, confirmar a teoria dos Vazios Institucionais no Brasil, diante dos indicadores de saneamento básico, confirmando a ausência de uma política pública social adequada ao bem-estar da população e os primeiros números do COVID-19.

Palavras-chave:
Vazios institucionais; Saneamento e água tratada; COVID-19

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