Objetivo: consideramos fundamental aprofundar o estudo sobre as desordens laríngeas e fonatórias encontradas na gagueira, tendo em vista o fato de freqüentemente observarmos, na prática clínica, bloqueios de sonoridade, distúrbios de melodia, alterações do ritmo pneumofônico com antagonismos entre as atividades torácicas e abdominais, inspiração e expiração prolongadas, interrupção total da respiração, tentativas de falar durante a tomada de ar, além de alterações de intensidade, alterações tônico-posturais, tensão cervical com intumescimento das veias do pescoço, entre outros sintomas. Pesquisamos dados acerca da atividade muscular intrínseca laríngea e do comportamento adutor e abdutor laríngeo na ocasião das repetições,bloqueioseprolongamentos.Alémdisso,verificamossehá,nagagueira,umalentidãonopreparodosajustesmusculares necessários à fonação.
Métodos: levantamento bibliográfico.
Resultados: de acordo com o levantamento bibliográfico realizado, não há consenso quanto ao aumento da atividade muscular intrínseca laríngea durante a gagueira. Para alguns autores, há elevação no nível de atividade muscular laríngea na gagueira, semelhante ao encontrado na ação esfinctérica protetora. É consenso a existência de perturbações do controle adutor e abdutor laríngeo. Além disso, a complexa interação dos sistemas laríngeos, articulatórios e respiratórios colabora para um comportamento inapropriado de adução ou abdução glóticas.Conclusão:aaduçãoglóticafoifreqüentementeassociadaaosprolongamentosdossons,enquantoqueaabduçãoocorre predominantemente durante as repetições e quebras de palavras, possivelmente em razão das inspirações realizadas. Verificou-se,ainda,quehánagagueiramaiorlentidãonapreparaçãodaspregasvocaisparaafonaçãoduranteasexpressões disfluentes.
Descritores:
voz; gagueira; cordas vocais; músculos laríngeos; laringe/fisiologia; fonação; mecânica respiratória; distúrbios da voz.