Open-access Diferenças espectrais e no diagrama do trato vocal na vogal /a/ falada e cantada por cantoras sopranos

Objetivo:  descrever e analisar possíveis diferenças acústicas apresentadas na vogal /a/ emitida na fala em tom habitual e no canto em tom grave por cantoras sopranos, por meio da frequência fundamental, dos formantes e da associação entre Fast Fourier Transform (FFT), Linear Predictive Coding (LPC) e diagrama do trato vocal (DTV).

Métodos:  estudo exploratório com amostras de 32 sopranos profissionais adultas, sem queixas e/ou alterações vocais autorreferidas. Foram analisadas três repetições da vogal /a/ em tom habitual de fala e na emissão cantada no tom grave (C3, 261Hz), totalizando 192 amostras. Além de serem realizadas as análises por LPC, por FFT e pelo DTV, foram extraídas as medidas da frequência fundamental (f0) e as dos cinco primeiros formantes (F1, F2, F3, F4 e F5).

Resultados:  na vogal cantada, a f0 média foi de 259 Hz, F1 aproximou-se do valor observado na emissão falada, os valores de F1 foram maiores que a f0, em F2, observou-se correspondência nas sobreposições de FFT e LPC e no traçado do DTV.

Conclusão:  o aumento do segundo formante na vogal cantada em relação à falada provavelmente foi ocasionado pelas modificações do trato vocal, como se observou no DTV. As análises apresentadas de FFT, LPC e DTV indicaram distinções entre a vogal falada no tom habitual e cantada no tom grave realizadas por cantoras sopranos.

Descritores:
Voz; Acústica; Acústica da Fala; Fonoaudiologia

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