Open-access Avaliação clínico-epidemiológica de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica e metabólica em um serviço de média complexidade no Maranhão

RESUMO

Introdução:  a obesidade é definida pelo acúmulo excessivo de gordura em diferentes regiões corporais, condição que acarreta prejuízos à saúde e constitui fator de risco para diversas comorbidades. A cirurgia bariátrica é a opção terapêutica com melhores resultados para o seu tratamento.

Métodos:  estudo retrospectivo descritivo realizado com dados obtidos de prontuários médicos do período de janeiro/2018 a dezembro/2020, relacionados a pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. As análises estatísticas realizadas adotaram nível de significância p<0,05.

Resultados:  foram incluídos 178 prontuários, sendo 77,5% de mulheres. A média de idade foi de 35,7 anos (± 9,5), 63,8% dos pacientes eram procedentes de Imperatriz, 98,3% relataram sedentarismo, 38,7% consumo regular de álcool e 13% tabagismo. A prevalência de obesidade grau III (IMC≥40 kg/m²) foi de 53,3%. As comorbidades mais relacionadas foram esteatose hepática (64,6%), diabetes mellitus tipo 2 (DM2) (40,5%) e hipertensão arterial (38,7%). O principal tipo de cirurgia realizada foi o by-pass gástrico em Y de Roux (BGYR) (89,3%). Observou-se associação entre a mediana de IMC e o sexo (p=0,008), com as mulheres apresentando maiores valores [43,4 (IIQ 39,1 - 48,8)]. A média de IMC dos pacientes submetidos ao BGYR foi significativamente maior comparado aos que realizaram gastrectomia vertical (GV) (p=0,009). Houve associação estatística entre o DM2 (p=0,033) e a depressão (p=0,018) com o tipo de cirurgia realizada.

Conclusão:  o perfil clínico-epidemiológico encontrado evidenciou maior prevalência do sexo feminino e de indivíduos com obesidade grau III. O BGYR foi o procedimento mais realizado, estabelecendo associação com IMC e algumas comorbidades apresentadas pelos pacientes.

Palavras-chave:
Cirurgia Bariátrica; Obesidade; Comorbidade; Prevalência; Epidemiologia

ABSTRACT

Introduction:  the obesity is defined as the excessive accumulation of fat in different areas of the body, a condition that causes damage to health and is a critical risk factor for various comorbidities. Bariatric surgery is the therapeutic option with the best results.

Methods:  this is a retrospective descriptive study using data obtained from medical records from January 2018 to December 2020 on patients undergoing bariatric surgery. Statistical analysis used a significance level of p<0.05.

Results:  178 medical records were included, 77.5% of which were women. The average age was 35.7 years (± 9.5), 63.8% of the patients were from Imperatriz, 98.3% reported a sedentary lifestyle, 38.7% regular alcohol consumption and 13% smoking. The prevalence of Class III obesity (BMI≥40 kg/m²) was 53.3%. The most common comorbidities were hepatic steatosis (64.6%), type 2 diabetes mellitus (DM2) (40.5%) and hypertension (38.7%). The main type of surgery performed was Roux-en-Y gastric bypass (RYGB) (89.3%). There was an association between median BMI and gender (p=0.008), with women showing higher values [43.4 (IQR 39.1 - 48.8)]. The mean BMI of patients who underwent RYGB was significantly higher compared to those who underwent vertical gastrectomy (VG) (p=0.009). There was a statistical association between DM2 (p=0.033) and depression (p=0.018) and the type of surgery performed.

Conclusion:  the clinical and epidemiological profile found showed a higher prevalence of females and individuals with Class III obesity. RYGB was the most commonly performed procedure, establishing an association with BMI and some of the patients’ comorbidities.

Keywords:
Bariatric Surgery; Obesity; Comorbidity; Prevalence; Epidemiology

INTRODUÇÃO

Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é definida pelo acúmulo excessivo ou anormal de gordura corporal, o que acarreta prejuízos à saúde e constitui fator de risco crítico para diversas comorbidades1,2. No Brasil, de acordo com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a obesidade entre os adultos do país evoluiu de 11,8% para 20,6%, entre 2006 e 2019, e o excesso de peso atinge mais de 55% desses indivíduos3-5.

O tratamento da obesidade é multidisciplinar e rigoroso. Apesar das mudanças no estilo de vida e do tratamento farmacológico contribuírem para a perda ponderal e controle de comorbidades, a maioria dos pacientes tem dificuldades em obter bons resultados a longo prazo6. Nesse contexto, a cirurgia bariátrica e metabólica é a opção terapêutica com maiores benefícios para o manejo desta morbidade e das condições metabólicas associadas ao peso7-9. Seus métodos têm se inovado ao longo dos anos, garantindo uma perda de peso cada vez mais significativa e controle dos parâmetros metabólicos10,11.

A cada ano o número de cirurgias bariátricas e metabólicas cresce. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), no ano de 2019, foram realizados mais de 68.500 procedimentos, sendo cerca de 56 mil na rede privada e de 12.500 na Rede Pública. Contudo, esses dados não refletem o total de operações do país, pois não há um banco nacional de registros11,12.

No Estado do Maranhão, apenas o Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), localizado na cidade de São Luís, é credenciado ao Ministério da Saúde, podendo realizar este procedimento de forma gratuita13. Já na cidade de Imperatriz, segunda maior do Maranhão e principal polo da Macrorregião Sul de Saúde do Estado, que assiste cerca de 1,2 milhões de indivíduos e, ainda, serve como referência interestadual para os estados do Tocantins e Pará, esse serviço possui caráter exclusivamente privado.

Apesar de crescente, o acesso à cirurgia bariátrica e metabólica é variável nas localidades e pouco conhecimento se tem acerca da tendência dos diferentes perfis de pacientes submetidos, em especial em regiões com acessibilidade reduzida ao serviço. Acessar as informações é estritamente necessário para avaliar a qualidade da assistência e obter dados dos resultados do procedimento a longo prazo.

Neste contexto, a pesquisa teve como objetivo determinar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica e metabólica em um serviço de média complexidade em Imperatriz - MA.

MÉTODO

Trata-se de um estudo de caráter observacional, retrospectivo e descritivo envolvendo pacientes em dois serviços de média complexidade da cidade de Imperatriz - MA: Clínica Diagnóstica e Clínica de Saúde Nutrogastro, referências no tratamento cirúrgico da obesidade no sul do Maranhão, além de cidades dos estados do Tocantins e Pará. Para tanto, utilizou-se dados obtidos de prontuários de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica e metabólica, vinculados às clínicas supracitadas, no período de janeiro de 2018 a dezembro de 2020.

A amostra foi composta por 180 prontuários, correspondendo o total de pacientes atendidos no período avaliado. Desses, 02 não preencheram os critérios do estudo. Portanto, a análise final efetivou-se com base nos dados de 178 pacientes. Os critérios de inclusão e exclusão encontram-se descritos na Tabela 1.

Tabela 1
Critérios de inclusão e exclusão do estudo.

Para a coleta de dados, utilizou-se um formulário pré-elaborado pelos autores, com base na literatura, sendo este preenchido a partir das informações contidas nos prontuários. Os dados analisados foram os seguintes: Dados pessoais: sexo, idade, estado civil e etnia; Dados clínicos: índice de massa corporal (IMC), grau de obesidade, hábitos de vida (sedentarismo, etilismo e tabagismo), comorbidades associadas (esteatose hepática, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes Melitos (DM), dislipidemia, apneia do sono, depressão osteoartrose e Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e o tipo de cirurgia realizada (bypass gástrico ou gastrectomia vertical)).

Os dados obtidos foram armazenados no software Microsoft® Office Excel 2016. Posteriormente, foram importados ao programa de acesso aberto R Studio (R Core Team, 2022) para a análise estatística. Posteriormente foram organizados em tabelas e apresentados em números absolutos e relativos. Para comparar as proporções entre os grupos utilizou-se os testes T de Student e U de Mann-Whitney com base no padrão de distribuição das variáveis, sendo os resultados expressos em média e desvio-padrão ou mediana e interquartil 25% - 75% (IIQ). Ademais, para avaliação das variáveis quantitativas, realizou-se o teste Exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de 0,05.

Todos os dados foram coletados em sala exclusiva e o acesso aos prontuários era restrito aos pesquisadores, que previamente se comprometeram com o sigilo das informações, através da assinatura do Termo de Compromisso de Utilização de Dados (TCDU). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), sob o protocolo número CAAE 56081821.0.0000.5086, parecer número: 5.314.867.

RESULTADOS

Foram incluídos na análise 178 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, no intervalo de janeiro de 2018 a dezembro de 2020, sendo 77,5% (138) do sexo feminino e 22,5% (40) do sexo masculino. A média de idade foi de 35,7 anos (± 9,5), sendo a idade máxima de 67 e a mínima de 18 anos.

Quanto ao estado conjugal, 57,8% relataram ser casados, 32% solteiros e 10,2% viúvos. Do total, 63,8% eram procedentes do município de Imperatriz e os demais de outros municípios do interior do Maranhão, Tocantins e Pará, como Balsas (MA), Porto Franco (MA), Açailândia (MA), Bom Jesus (TO), Rondon (PA) e Parauapebas (PA), dentre outros. Além disso, 98,3% relataram sedentarismo, 13% tabagismo e 38,7% consumo frequente de álcool. Os dados supracitados são expostos na Tabela 2.

Tabela 2
Perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.

Todos os pacientes avaliados relataram ser portadores de alguma comorbidade. Observou-se que 64,6% possuíam diagnóstico de esteatose hepática, 40,5% de Diabetes Mellitus Tipo 2 (DMT2), 38,7% de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e 28,7% de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), sendo estas as condições mais frequentes. Em relação à classificação da obesidade, 3,4% apresentavam obesidade grau I, 43,3% obesidade grau II e 53,3% obesidade grau III, a partir do Índice de Massa Corporal (IMC), assim descrito na Tabela 3. A mediana de IMC encontrada foi de 40,2kg/m² (IIQ 37,2 - 44), sendo o IMC mínimo 33,0kg/m² e o máximo 60,7kg/m².

Tabela 3
Prevalência de comorbidades dos pacientes e tipo de cirurgia realizada.

Quanto ao tipo de cirurgia realizada, 89,3% dos pacientes foram submetidos à técnica do bypass gástrico em y-de-roux (BGYR) e 10,7% à gastrectomia vertical (GV). Analisando as diferenças entre as médias de IMC entre os tipos de cirurgias, observou-se significativa relação (p=0,009), com os pacientes que realizaram BGYR apresentando maiores médias de IMC, como exposto na Tabela 4.

Tabela 4
Diferença entre médias e medianas entre os tipos de cirurgias.

Ao se verificar possíveis associações entre as variáveis analisadas e o IMC, encontrou-se significância estatística com ambos os sexos , identificando-se que as mulheres apresentaram maiores medianas de IMC do que os homens (p=0,008), sendo estas 43,3kg/m² (39,1 - 48,8) e 39,9kg/m² (37 - 42,9), respectivamente. Não foi possível observar relação estatisticamente relevante ao relacionar esse parâmetro com as comorbidades analisadas, como pode ser observado na Tabela 5.

Tabela 5
Comparação das medianas de IMC quanto às variáveis categóricas.

Percebeu-se, relações estatísticas (p<0,05) entre o grau de obesidade dos pacientes com o tipo de cirurgia bariátrica e metabólica realizada, de modo que a maioria dos pacientes foram submetidos à BGYR, em especial os com obesidade grau III, e também com as seguintes condições: DMT2, depressão e osteoartrose. Todas as demais variáveis não evidenciaram relevância significativa quando associadas com o tipo de técnica cirúrgica adotada, com esse desfecho elencado na Tabela 6.

Tabela 6
Comparação entre o perfil clínico dos pacientes submetidos ao BGYR e à GV.

DISCUSSÃO

No período de 2018 a 2020, na cidade de Imperatriz - MA foram realizadas 178 cirurgias bariátricas e metabólicas com predominância da obesidade grau III (53,3%) associada com as seguintes comorbidades: esteatose hepática, DMT2 e HAS.

Nesta perspectiva, 77,5% dos pacientes que realizaram o procedimento pertenciam ao sexo feminino, dado também identificado em outras pesquisas semelhantes. Segundo dados do IBGE, em 2019, a obesidade entre mulheres no país cresceu de 14,5% para 30,2%, sendo esta condição mais prevalente neste grupo, se comparado com o sexo oposto5.

Conforme Ribeiro et al.14, o estresse elevado a qual estão expostas, em decorrência da dupla jornada de trabalho e cuidados domésticos, torna as mulheres mais propícias a desenvolverem distúrbios associados ao peso, como sobrepeso e obesidade. Em adição a isso, a melhor percepção acerca de saúde e autocuidado, além da preocupação pela estética, também pode justificar a maior busca pelo procedimento por parte do sexo feminino15,16.

No que se refere à faixa etária, os indivíduos que mais realizaram procedimento apresentaram uma média de idade de 35,7 (±9,5) anos, casuística semelhante aos achados de Palheta et al.17 e de Junges et al.18. De acordo com dados nacionais, no Brasil, a faixa etária entre 35 e 44 anos foi a que registrou maior taxa de obesidade entre os anos de 2006 e 2018, com valor de prevalência de 84,2%5,19.

O estilo de vida é um aspecto determinante para a saúde e desenvolvimento de obesidade3,20. Foi identificado que a maioria dos pacientes analisados referiu sedentarismo (98,3%), tabagismo (13%) e consumo de álcool (38,7%). No Brasil, em 2016, aproximadamente 50% da população adulta não praticava exercícios físicos regularmente21. Em contrapartida, Silva et al.22 examinaram o perfil de pacientes pré-operatórios para cirurgia bariátrica em Santa Maria (RS) e constataram uma taxa de 69% de prática regular de atividade física. Isso sugere maior conscientização dos indivíduos da região ou, possivelmente, uma assistência mais eficaz prestada pelo Serviço de Saúde.

Em relação ao consumo de tabaco e álcool, a literatura evidencia uma associação com o sobrepeso e obesidade, considerando que essas substâncias são capazes de alterar diversas vias orgânicas, devido ao seu potencial tóxico, influenciando nos níveis de peso corporal23-25. Os dados encontrados, corroboram com os estudos de Silva et al.22 e King et al.26, com uma prevalência de tabagismo (13%) e consumo de álcool (14,8%), respectivamente.

A obesidade como preditor de morbimortalidade apresenta várias definições, sendo o IMC a métrica mais utilizada para classificação antropométrica e critério importante para indicação da cirurgia bariátrica27,28. Estudos revelam que o risco cardiovascular quase dobra em indivíduos com obesidade grau III, comparado aos que possuem obesidade grau II29. Verificou-se, nesta pesquisa, que mais da metade dos pacientes apresentaram IMC ≥40kg/m² (53,3%), sendo essa a principal indicação para a realização do procedimento. Os resultados estão de acordo com os encontrados por Arantes et al.30 e Silva et al.22, que também identificaram essa prevalência.

Acerca das comorbidades, observou-se que as mais prevalentes foram esteatose hepática (64,6%), DMT2 (40,5%) e HAS (38,7%). Além disso, identificou-se que os pacientes com maiores IMC apresentaram um número maior dessas condições de saúde associadas. Arantes et al.30, desenvolveu um estudo com abordagem semelhante, encontrando como principais agravos associados a DMT2 (89%), a HAS (74,8%) e a esteatose hepática (68,2%).

Neste cenário, de IMC elevado (grau III) associado com comorbidades, a terapêutica com melhores resultados é a realização da cirurgia bariátrica. A literatura aponta que atualmente as técnicas mais realizadas são: bypass gástrico e gastrectomia vertical37,38. Neste estudo, 89,3% dos procedimentos realizados foram BGYR e 10,7% foram GV.

Atualmente, a GV é a técnica de cirurgia bariátrica e metabólica mais realizada no mundo, pois é mais simples e requer menor tempo operatório, representando mais de 60% do total de procedimentos38. Apesar disso, um ensaio clínico randomizado multicêntrico revelou uma maior perda ponderal nos pacientes que realizaram BGYR, em comparação com a GV, apesar de apresentar maior risco de complicações, fator que influencia na escolha da técnica mais adequada para cada paciente39,40. Segundo levantamentos, no Brasil, o BGYR possui a liderança, correspondendo a quase dois terços do total dessas cirurgias no país, corroborando com os achados deste estudo38.

Neste tocante, além do tratamento da obesidade, a cirurgia bariátrica também pode ser indicada para o controle de comorbidades metabólicas relacionadas ao peso, como o DMT2, sendo denominada de cirurgia metabólica41. Estima-se que, atualmente, o DMT2 afete cerca de 360 milhões de adultos, e destes, quase metade são obesos, sendo a cirurgia bariátrica e metabólica o tratamento mais efetivo para o controle dessas condições, diminuindo ou, até mesmo, prevenindo complicações associadas41,42.

Pôde-se identificar, com esta pesquisa, a existência de uma relação estatística significativa entre os pacientes obesos portadores de diabetes e o tipo de cirurgia bariátrica realizada, sendo o BGYR o procedimento que mais foi realizado nesses casos. Artigos recentes demonstram que o BGYR possui relativa superioridade na perda ponderal e controle glicêmico a longo prazo42,43. No entanto, esse fato não é consenso na literatura e a GV também é indicada para o controle metabólico do diabetes em pacientes obesos. Segundo Mc Tigue et al.44, o BGYR garante maior tempo de remissão do diabetes do que a GV, com taxas de recidiva do descontrole glicêmico para a BGYR e GV de 33,1% e 41,6%, respectivamente.

Os autores ressaltam algumas limitações no estudo. A principal delas é o caráter retrospectivo da análise. Além disso, a amostra é composta apenas por pacientes vinculados a dois Centros de Saúde de Média Complexidade que realizam cirurgia bariátrica, não abrangendo todos os serviços que fornecem esse serviço na região. Ademais, a pesquisa consiste em um tratamento de dados obtidos a partir de prontuários, nos quais alguns não seguiam uma padronização específica, o que pode comprometer a obtenção de alguns dados relevantes para os objetivos da pesquisa e, consequentemente, sua análise.

CONCLUSÃO

No presente estudo, pode-se concluir que o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes que realizaram cirurgia bariátrica na Região Sul do Maranhão é compatível com o cenário nacional. Os achados refletem uma ótica importante da realidade local, podendo servir como piloto para o desenvolvimento futuro de estudos maiores e Políticas em Saúde considerando as particularidades locais observadas. Por fim, a caracterização e análise do perfil clínico-epidemiológico de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica e metabólica é relevante para a redução da obesidade e condições associadas ao peso, para a organização e ampliação do acesso a esse serviço, bem como para o planejamento futuro de novas ações, de modo a melhorar a qualidade e expectativa de vida desse grupo.

AGRADECIMENTOS

Aos diretores técnicos das clínicas Diagnóstica e Nutrogastro por autorizarem a realização do estudo em suas Instituições.

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  • Fonte de financiamento:
    nenhuma.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    22 Jul 2024
  • Data do Fascículo
    2024

Histórico

  • Recebido
    08 Dez 2023
  • Aceito
    02 Maio 2024
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